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Brasil deverá integrar este ano pela primeira vez o ranking “top 5” dos superávits mundiais

O Brasil deverá figurar este ano pela primeira vez na relação dos “top 5” mundial de superávits comerciais, atrás apenas da China, Alemanha, Coreia do Sul e Rússia. Para que isso aconteça, basta que ao término do ano se confirmem projeções como a que foi feita recentemente pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) segundo a qual 2017 a balança comercial do país registrará um saldo histórico de US$ 63,222 bilhões.

Outro dado importante: a expansão das exportações brasileiras projetada em 12,8% este ano, índice mais de seis vezes superior aos 2% previstos para o crescimento do comércio mundial, permitirá ao Brasil elevar, em 2017, sua participação nas exportações mundiais para estimados 1,21%, superando a participação projetada de 1,09% em 2016. Com isso, o Brasil passará da 25ª. para a 24ª posição no ranking mundial dos exportadores.

De acordo com dados contidos na revisão da balança comercial brasileira para 2017 realizada pela AEB, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) projetada em US$ 354,812 bilhões para este ano, será equivalente a 17,5% do Produto Interno Bruto (PIB), similar ao índice de 17,4% de 2010, porém, 9,9% maior que os US$ 322,787 bilhões apurados em 2016.

Apesar de destacar a importância do superávit da balança comercial em 2017 para as contas externas brasileiras, o presidente da AEB, José Augusto de Castro, ressalta que “isoladamente, esse superávit deve ser comemorado, mas sem nos esquecermos de que ele decorre de forte contração das importações e das exportações nos últimos anos, e que superávit comercial não significa atividade econômica, conforme mostra a realidade do Brasil, ajudado ainda pelo aumento das exportações em 2017 ser maior que o das importações”.

O presidente da AEB sublinha ainda outro fato importante: “esse superávit comercial recorde decorre, como quase sempre, das exportações de commodities, sendo destaque a elevação das cotações de minério de ferro, petróleo e açúcar, e do aumento do volume exportado de soja, petróleo e açúcar, ajudado pela expressiva expansão as exportações de automóveis e caminhões para a Argentina”.

Fonte: Comex do Brasil

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