Guia do Novo Processo de Importação (NPI)

O Novo Processo de Importação (NPI) surgiu com o objetivo de mudar e revolucionar a maneira com que os produtos são importados no Brasil. Todas as empresas que participam desse processo estão envolvidas, independente do porte ou do setor.

A nossa estrutura da NPI fez surgir a DUIMP. Mas, como vai funcionar a DUIMP? Ela é a Declaração Única de Importação e vai usar a tecnologia da Era Digital para otimizar todo o fluxo de cadastros, evitando o retrabalho. O foco é otimizar as operações de importação.

As informações cadastradas estarão disponíveis para vários órgãos ao mesmo tempo, o que vai permitir mais agilidade em cada uma das etapas da importação e na liberação dos produtos.

O grande instrumento do NPI é a DUIMP. Essa declaração é um instrumento que vai vigorar no lugar de outra declaração, a DI (Declaração de Importação). Assim, o grande diferencial passa a ser o fato de ter potencial digital, trazendo as informações de modo eletrônico.

A DUIMP deverá constar: dados aduaneiros, comerciais, financeiros, cambiais e fiscais. Seja na importação direta ou indireta, a DUIMP passa a ser obrigatória.

O novo processo de importação fará com que o documento exista antes mesmo da chegada da mercadoria no Brasil, o que não acontece hoje em dia. Um dos resultados positivos é que a carga poderá ser liberada mais rapidamente.

A Duimp está ativa no sistema desde julho de 2021. No entanto, ela está ainda restrita a algumas operações e a comunicação com vários órgãos anuentes ainda está sendo estabelecida. 

Como funciona o processo de importação de um produto

A primeira coisa importante para saber como funciona o processo de importação de produtos é entender que ela pode acontecer de forma direta ou indireta. Cada uma tem as próprias vantagens e desvantagens.

Para entender todos os passos e realizar a importação de maneira segura e eficaz, leia um eBook que criamos trazendo todas as etapas. Ele pode ser baixado de graça no seu celular ou computador. Inclusive, a gente menciona cada um dos documentos para essa operação.

 Clique aqui para baixar o eBook gratuito sobre importação.

Agora, vamos a uma próxima parte deste texto: o que muda no novo processo de importação?

O Novo Processo de Importação de Produtos

O fluxo do Novo Processo de Importação, que foi divulgado pelo Governo Federal a fim de melhorar o comércio exterior, vai trazer padrões para as atividades de pessoas físicas e jurídicas.

Além da DUIMP, também vem outras etapas no NPI, como o Catálogo de Produtos, o Cadastro de Atributos, o Controle de Carga e Trânsito (CCT), o Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE) e as Licenças (LPCO). Veja os detalhes.

A DUIMP

É a Declaração Única de Importação, sendo um documento eletrônico que traz todas as informações referentes à importação.

O Catálogo de Produtos

Ele está integrado à DUIMP, sendo que traz todo o cadastro dos produtos importados. A ideia é descrever o produto, a partir de atributos, imagens e tudo mais o que auxilie na fiscalização dos riscos. Acontece antes da DUIMP.

O Controle de Carga e Trânsito

Essa é uma nova ferramenta que será muito útil para a Receita Federal. Isso porque visa o cadastro das cargas aéreas e deve entrar no lugar do Mantra. O CCT tem o foco de controlar os dados aduaneiros, diminuir a burocracia e tornar os processos mais eficazes. Só que vale lembrar que o CCT aéreo ainda não está sendo usado e não há prazos definidos. 

O Pagamento Centralizado do Comércio Exterior

O PCCE é um projeto do Governo que quer facilitar as importações do comércio exterior, seja na importação ou na exportação. A ferramenta permite pagamentos dentro do próprio módulo.

As Licenças, Permissões, Certificados e Outros

Mais uma ferramenta é a LPCO, que permite às novas operações ou operações futuras sem a necessidade de novos registros dos mesmos dados. Esse cadastro, portanto, é único e permite acesso a todos os órgãos presentes na operação, agilizando os deferimentos.

Como registrar uma DUIMP

Essa nova declaração única de importação deve ser preenchida de modo eletrônico. Há campos como identificação da carga. Em um projeto piloto, o Governo permite apenas cargas marítimas para emissão da DUIMP, então, é preciso informar o CE Mercante.

Depois, automaticamente, outros dados são preenchidos, como o valor do seguro. Há ainda a inclusão de processos vinculados. E todo esse processo é muito parecido com o que já acontecia no Siscomex Importação.

Na hora de incluir os produtos, saiba que eles já devem estar cadastrados no catálogo. Depois, aparece uma tela com um resumo de toda a soma das informações da importação.

Quando o NPI começa a vigorar?

Ele já está ativo em todo processo de importação. Lembrando que ele vem sendo implementado desde 2018. Em 2019, a gente criou um conteúdo trazendo as principais novidades daquela época. Hoje, as mudanças são mais intensas, principalmente com a DUIMP.

O que não se sabe ainda é qual é a data definida para que o registro da DUIMP se torne obrigatório.

Para quem quiser saber mais sobre o Programa Portal Único de Comércio Exterior e o Projeto de Nova Importação, desde o começo, saiba que há um documento intitulado “Proposta de Novo Processo de Importação”, disponível no site do Siscomex.

A importância de integrar as áreas da empresa

Mesmo que todas as informações da importação estejam interligadas e otimizadas, considere que elas também atuam de maneira isolada. Por exemplo, não é incomum que empresas tenham setores para pedir materiais, o que faz a compra e outro ligado à importação.

A partir da leitura, fica muito claro que não existe mais espaço para os improvisos durante um processo de importação de produtos. Com o Novo Processo de Importação, a integração de todas as áreas da empresa se torna importantíssima para uma compra de sucesso.

Dessa forma, cada setor deve contribuir com a sua descrição para que todo o processo aconteça. Em alguns momentos, como no cadastro de produtos e na geração da DUIMP, o planejamento se faz imprescindível para que se cumpra as obrigatoriedades.

Depois, vem a classificação fiscal dos produtos e o enquadramento dos atributos. O assunto da importação de produtos é visivelmente estratégico para toda empresa. Até mesmo porque existe a Revisão Aduaneira, que permite que a Receita Federal volte processos de importação para novas análises.

Essa fiscalização intensa e mais transparente exige, portanto, ações cada vez mais focadas em resultados. Isso vale para a hora de Reduzir Custos com essa compra ou até mesmo quando for ter a Licença de Importação.

Na dúvida, A DC Logistics pode ajudar!

No mercado do comércio exterior desde 1994, a DC Logistics Brasil tem o foco no gerenciamento logístico de transportes. Conta com uma rede completa de parceiros, o que permite atender todas as necessidades do mercado.

Para quem está em dúvidas sobre a DUIMP, o Novo Processo de Importação e quer fazer todos os processos de maneira transparente, considere que a DC Logistics Brasil pode ajudar.

Confira os 10 produtos mais importados e exportados pelo Brasil em 2021

Uma pergunta muito comum que o mercado faz é: o que o Brasil mais exporta e importa? Para quem atua na logística, as respostas podem permanecer durante os anos. Mas, no último ano várias mudanças aconteceram entre os produtos mais importados e exportados pelo Brasil.

Nós atualizamos esse ranking a partir dos dados do Governo. Na primeira parte do artigo, confira sobre as exportações do país. Depois, veja sobre os produtos com os maiores valores de importação. E há muitas curiosidades, atente-se!

Os grupos mais exportados pelo Brasil

Os dados abaixo, que listam o ranking dos produtos mais exportados pelo Brasil em 2021, são do Siscomex e foram divulgados inicialmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Complexo Soja (22,9%)

Representando quase ¼ de toda a exportação brasileira em 2021, o complexo soja teve uma alta de mais de 341% se comparado com o último ano. Nesse grupo, entram: soja em grão, farelo de soja e óleo de soja, por exemplo.

A razão, com base no que diz o próprio Ministério, vem da safra recorde no país: 137,3 milhões de toneladas de soja em grãos. Fora isso, o preço também foi recorde, já que havia baixa produção e estoque no mundo.

Carnes (16,9%)

O segundo grupo dos produtos mais exportados no Brasil vem das carnes, especialmente da bovina in natura. O principal comprador do Brasil são os Estados Unidos, além de União Europeia e China. Também há destaque para a exportação de carne de frango e carne suína.

Produtos Florestais (14,1%)

A celulose impulsiona a categoria de produtos florestais exportados do Brasil. Houve um recorde no volume neste ano de 2021 e preços que aumentaram mais de 30%. A China é o principal parceiro comercial do país neste grupo. 

Além da celulose, a madeira e o papel também foram levados para outros países.

Cereais, Farinhas e Preparações (10,6%)

O quarto grupo dos mais exportados é o de Cereais, Farinhas e Preparações. Aqui, o milho é o produto exportado do Brasil com maior destaque, mas que teve o resultado minimizado pelas fortes secas e geadas.

Complexo Sucroalcooleiro (8,7%)

Para fechar a lista dos produtos mais exportados, o Complexo Sucroalcooleiro. A safra da cana-de-açúcar no Brasil teve menor produtividade pelo clima seco. Assim, teve uma queda na sua representatividade do ranking.

Quais os produtos mais exportados pelo Brasil em 2021

A partir dessa apresentação, o Ministério diz que há uma lista de 10 produtos mais exportados no Brasil em 2021, confira:

  1. Soja em grãos (13,8%)
  2. Milho (8%)
  3. Café verde (7,3%)
  4. Farelo de soja (7,1%)
  5. Carne de frango in natura (6,9%)
  6. Celulose (6,8%)
  7. Carne bovina in natura (6,2%)
  8. Açúcar de cana em bruto (6,1%)
  9. Algodão não cardado nem penteado (4,9%)
  10. Papel (2,2%)

Esses 10 produtos foram responsáveis por 69,3% de todo valor exportado no país, conforme dados de dezembro de 2021. E outros produtos que não entraram na lista, mas tiveram destaque foram: óleo de soja, trigo, madeira perfilada, suco de laranja e arroz.

Isso quer dizer que alguns produtos entraram e outros saíram da última lista, que fizemos com os produtos mais exportados em 2020. Relembre.

Os produtos mais importados pelo Brasil no Agro

No mesmo documento do Ministério da Agricultura que vimos acima, eles também citam os produtos mais importados pelo Brasil ligados ao Agro. São eles:

  • Trigo
  • Milho
  • Óleo de palma
  • Malte
  • Papel
  • Salmões, frescos ou refrigerados
  • Álcool etílico
  • Vestuário e outros produtos têxteis de algodão
  • Borracha natural
  • Azeite de oliva

No entanto, com base em um estudo da Logcomex, que fez o Relatório da Importação Brasileira de 2021, vamos conferir agora todos os produtos mais importados do país.

Os produtos mais importados pelo Brasil

Nessa lista geral de importados, usamos um estudo que considera o valor FOB. Veja o ranking. 

  1. Máquinas e aparelhos elétricos, diversos, suas partes e peças (8,3%)
  2. Petróleo, produtos petrolíferos e materiais relacionados (8,3%)
  3. Adubos – exceto os do grupo 272 (6,9%)
  4. Veículos rodoviários – incluindo veículos de almofada de ar (6,5%)
  5. Produtos químicos orgânicos (5,8%)
  6. Produtos farmacêuticos e medicinais (5,5%)
  7. Máquinas em geral e equipamentos industriais, e peças de máquinas (5,3%)
  8. Máquinas e equipamentos de geração de energia (4,3%)
  9. Equipamentos de telecomunicações e de gravação de som e aparelhos de reprodução (3,7%)
  10. Materiais e produtos químicos (3,1%)

Já com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, saiba que o volume de produtos importados na Rússia deu um salto entre 2020 e 2021. Assim, mais do que dobrou (de US$ 2,7 bilhões para US$ 5,7 bilhões).

Com isso, logo após a França, a Rússia passou a competir com países como Índia, Coreia do Sul, Japão, Itália e México entre os maiores fornecedores do Brasil.

E essa lista também mudou bastante com base nos dados de 2020, quando a gente fez um ranking com os 10 produtos mais importados e tinha peças para veículos, conjuntos eletrônicos e inseticidas, por exemplo. Relembre aqui.

Para saber mais

Para saber mais sobre o mercado de logística, importação e exportação no Brasil, acesse o nosso blog. A gente faz publicações semanais com tendências, novidades e estatísticas sobre esse mercado. As últimas notícias foram:

Exportação de Móveis – saiba como exportar para os Estados Unidos

A exportação de móveis brasileiros é uma realidade para toda a indústria moveleira. No entanto, ainda existem empresas que não sabem como estabelecer essa operação completa (do envio das mercadorias até a venda final) com o foco nos Estados Unidos.

A ideia desse conteúdo é trazer as possibilidades e explicar como é possível exportar móveis de madeira, em um processo conhecido como cross-border (entre fronteiras). Até mesmo porque as últimas pesquisas são muito positivas, como a da Abimóvel.

O último dado que temos atualizado é do ano passado. E diz o seguinte: “as exportações do setor moveleiro avançaram 50% em 2021”. A informação foi publicada no Monitoramento das Exportações de Móveis da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias Moveleiras).

O mercado de móveis nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, as estimativas do último ano foram positivas. Assim, estimou-se que os norte-americanos gastaram quase US$ 120 bilhões em móveis e roupas de cama.

Além disso, vale a pena trazermos outro cenário para quem tem o intuito de exportar para os Estados Unidos: móveis e decoração representam 12% das vendas geradas no e-commerce com foco para esse país americano.

Outro dado que indica o mercado de lá é: no ano de 2020, o percentual de moradores estadunidenses que compraram móveis ou itens domésticos pela internet foi de 18%.

Entre os maiores responsáveis pelas vendas de móveis para os Estados Unidos no nosso país, a gente tem um valor de quase US$ 200 de preço médio por transação.

Com tantos dados positivos sobre o mercado de móveis nos Estados Unidos e as chances de exportar móveis de madeira para lá, vem a pergunta: como tornar essa operação viável?

Como exportar móveis para o exterior?

Atualmente, com o advento da internet e a facilidade em encontrar informações, os empreendedores, varejistas e gestores conseguem ver com mais facilidade que os processos de exportação não são tão complicados como se achava.

Quando a gente avalia a exportação de móveis como uma oportunidade para as empresas brasileiras aumentarem o lucro, o interesse se torna ainda maior. Afinal, é uma alternativa interessante para quem quer expandir o negócio através da internet.

A partir disso, vamos trazer abaixo algumas dicas sobre como exportar móveis para os Estados Unidos, partindo de um projeto inicial, pensando em quem nunca fez isso antes.

A habilitação da empresa para exportar móveis

A exportação de móveis é um processo que vai além do vender online e entregar em outro país. Para fazer isso, a empresa precisa estar habilitada, o que envolve um Registro de Exportador, por exemplo.

Esse documento é emitido pela Delegacia da Receita Federal ou pela Secretaria do Comércio Exterior. E para conseguir ele é preciso apresentar informações como: contrato de câmbio, letra de câmbio, fatura proforma, carta de crédito, Registro de Exportadores, etc.

A avaliação da capacidade do negócio

Sem seguir um passo a passo cronológico, considere que durante esse processo de um plano de exportação, a empresa precisa validar a capacidade do negócio. Isso porque a exportação de móveis pode exigir novos investimentos ou, pelo menos, gerar novas despesas.

Logo, pensar na capacidade da empresa em termos produtivos é importante. Assim como a questão do estoque, do transporte, da comunicação com outros países, etc.

Os preços para exportar para os Estados Unidos

Outro ponto que merece a sua atenção tem relação com os preços praticados para esse tipo de venda de móveis. A boa notícia é que o Brasil permite alguns benefícios/incentivos fiscais nos impostos, como Cofins, ICMS e IOF. Logo, tem o “tarifa zero” para operações de câmbio.

Ao mesmo tempo, também é preciso colocar na balança que existem outros custos. Por exemplo, com embalagens, com cargas, com zonas portuárias, etc. Por isso, a escolha de uma empresa especialista em exportação faz sentido: auxilia na redução de custos de exportação.

O conhecimento sobre a cultura local

Mais uma dica, que inclusive é um erro muito comum de quem começa a estudar como exportar móveis para o exterior, é sobre a cultura local. O primeiro passo, nesse sentido, é jamais ignorar a legislação de lá.

Isso porque cada país, assim como os Estados Unidos, possui a sua legislação e cumprir as exigências fiscais e de fiscalização é imprescindível. Em caso contrário, esse simples erro pode gerar muitos prejuízos para a empresa.

O que fazer para exportar um produto?

Esse tópico também poderia entrar como dica sobre como exportar móveis para o exterior. Mas, optamos por ter um texto com mais destaque por um simples motivo: dá para exportar móveis de madeira de várias maneiras.

Após levar em conta o processo de exportação de móveis, vem a pergunta: como essa atividade acontece? A verdade é que pode ser pelo modal aéreo ou pelo modal marítimo. E então vem a próxima pergunta:

Qual é o melhor modal para exportar móveis para os Estados Unidos?

A verdade é que não existe uma resposta única para todas as fabricantes de móveis de madeira. Afinal, é preciso reconhecer as características e as necessidades de cada uma.

Um exemplo vem do container Standard, usado para cargas gerais. Assim, ele é totalmente fechado com as portas no fundo. Mas, os móveis também podem ir pelo High Cube, que comporta mais carga.

Na dúvida sobre qual modal logístico escolher para levar os seus produtos para outros países, não titubeie, converse com quem entende e tem experiência no assunto.

A DC Logistics Brasil tem 12 escritórios no país, 27 anos de mercado, mais de 40 prêmios nacionais e internacionais, além de contar com centenas de colaboradores especializados na logística para o exterior. Clique na imagem abaixo para entrar em contato com a DC.

Vale a pena fazer a exportação de móveis para os Estados Unidos?

Após todas essas dicas, o que a gente viu é que a partir de uma empresa com conhecimento em exportações, como é a DC Logistics Brasil, essa se torna uma possibilidade descomplicada para expandir a empresa moveleira, correto?

Além disso, também é importante notar que os móveis de madeira estão entre os principais produtos que o país exporta hoje. Depois deles é que vem os estofados, os colchões e os móveis de metais, nessa ordem.

Já com relação ao principal destino: os norte-americanos. Por isso, o assunto sobre exportar para os Estados Unidos é uma tendência na indústria de móveis. Em 2021, 35% das exportações nacionais de móveis foram para esse país.

E para fechar essa lista de motivos que se tem para exportar móveis para os Estados Unidos, temos mais um estudo a ser citado. É um relatório do Projeto Brazilian Furniture, que diz que as exportações de móveis e colchões para esse país podem crescer 30% no futuro.

A exportação de móveis para outros países

Além de exportar para os Estados Unidos, a empresa moveleira também poderá criar projeções futuras para chegar a outros países.

Um bom exemplo vem do Chile, que hoje ocupa a segunda posição dos países que mais recebem os nossos móveis de madeira. O crescimento acumulado ao longo de 2021 foi de mais de 160%. E o ritmo só deve crescer neste ano.

E mais tarde, também podemos considerar a exportação para outros continentes. O Reino Unido, por exemplo, tem um desfecho promissor, já que avançou 25% no acumulado de 2021 em relação ao ano de 2020 nas compras de móveis brasileiros.

Indo mais além, o Oriente Médio. A Arábia Saudita, por exemplo, teve acúmulo de 290% no ano de 2021. Enquanto que os Emirados Árabes ganharam espaço, sendo o segundo maior destino de móveis do Brasil na região, com crescimento de 84% naquele ano.

Veja quais os 5 maiores portos do Brasil

O transporte marítimo de carga no nosso país tem um papel muito importante. Apesar de ser mais lento, ele é muito útil para transportar cargas em grande volume e variedade. Isso com um custo que é, relativamente, baixo. Então, vale a pena conhecer os maiores portos do Brasil.

Como é a logística marítima no Brasil

Atualmente, o transporte marítimo responde a pouco mais do que 10% de todas as cargas movimentadas no nosso país. Por outro lado, o transporte rodoviário tem mais do que 65% da parcela total de cargas.

Apesar desse percentual que parece ser baixo, considere que a logística marítima brasileira tem muita importância. Primeiro porque está ligada à intermodalidade, além de permitir a geração de empregos, movimentação de cargas e o fortalecimento do setor.

Quanto às cargas que vão para navios pela costa brasileira, saiba que a grande maioria são derivados do petróleo. Isso conforme informações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O processo da logística marítima no Brasil tem a ver com o carregamento e o descarregamento de embarcações. Também faz o acondicionamento das mercadorias em locais apropriados nos portos e nos entrepostos aduaneiros.

Logo, temos um transporte que é uma modalidade aquática ou aquaviária, que acontece nos mares e nos oceanos. Para isso acontecer, usam-se embarcações, que podem ser barcos, navios, caravelas, canoas, fragatas, submarinos ou até mesmo os transatlânticos.

Quais são os 5 maiores portos do Brasil

Para citar aqui os maiores portos do Brasil, o que nós fizemos foi usar uma lista que vem do Comércio Exterior do Brasil e tem dados atualizados pela Antaq.

Isso quer dizer que a lista poderia ser outra se a gente considerasse apenas a importação ou a exportação ou as unidades de medidas ou o transporte de containers.

Portanto, podemos dizer que esses 5 portos brasileiros são vistos como os mais importantes do país, a partir de estudos do Comex.

5 – Porto de Manaus (AM)

O TOP 5 de portos do Brasil vem de Manaus. Afinal, o estado do Amazonas é um polo tecnológico importantíssimo para o nosso país. Logo, existe até a Zona Franca de Manaus, que é um dos maiores parques industriais do Brasil com produtos eletrônicos e eletrodomésticos.

O mais curioso do Porto de Manaus é que ele não fica na costa litorânea do país. Ainda assim, existe uma instalação fluvial que é a mais movimentada do país. O resultado é o maior porto flutuante do mundo. Ele foi inaugurado recentemente, no século 20.

4 – Porto do Rio de Janeiro (RJ)

Ele fica na costa oeste da Baía de Guanabara. Tem uma área marítima que vai até a boca da barra, entre a ponta de Santa Cruz e a ponta de São João. Permite todos os tipos de navegação, exceto nas proximidades do cais de atracação de transporte coletivo.

Está nessa lista por um motivo especial: se coloca na lista de TOP 10 dos portos brasileiros quando o assunto é a importação e também a exportação. Tudo se tornando possível através da sua estrutura, que existe desde 1910.

Um detalhe importante é sobre se lembrar da história. Afinal, o Rio de Janeiro foi a capital do Brasil Colonial durante 200 anos. Logo, o porto do Rio de Janeiro se destacou no âmbito nacional e hoje tem como cargas, os produtos do setor automotivo e da indústria química.

3 – Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes (SC)

Vale considerar aqui que em termos de tamanho, o Porto de Santos é o maior do país, ficando na frente do Porto de Itajaí, por exemplo. E quanto ao Porto de Itajaí, saiba que ele faz parte do complexo que também envolve o Porto de Navegantes.

O Porto de Itajaí tem uma infraestrutura ótima para o embarque e desembarque de cargas dry e reefer. Já o Porto de Navegantes é um complexo que fica nas margens da foz do rio Itajaí-açu e separa as cidades de Santa Catarina.

2 – Qual é o segundo maior porto do Brasil

O Porto de Paranaguá (PR). Sim, ele é o segundo maior porto do Brasil. Logo, explica o fato de ser muito movimentado e com área de influência em 10 estados do país, além das transações internacionais. Por ali são movimentados pelo menos 13 setores da atividade econômica.

Entre os principais: agroindústria e madeira, material de transporte, alimentos e bebidas, indústria química e indústria mecânica. O Porto de Paranaguá é considerado o maior porto graneleiro da América Latina e o 3º maior porto de contêineres do Brasil.

1 – Qual é o maior porto do Brasil

O Porto de Santos (SP). Assim, considere que esse é considerado o maior porto do Brasil em vários sentidos. Ele é estatal e fica na costa do estado de São Paulo. É o maior em termos de movimentação por tonelagem de cargas e de contêineres.

Está na lista do TOP 50 Portos do Mundo, a partir de estudos da Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA). É o mais movimentado de toda a América Latina.

Quais as categorias do transporte marítimo

Atualmente, apesar de existirem vários tipos de navios que tornam possível o transporte marítimo, saiba que só existem duas modalidades para essa logística.

O transporte marítimo de longo curso acontece com uma navegação entre portos de países diferentes. Portanto, estamos falando de um modal internacional, com importação e exportação de produtos.

O transporte marítimo de cabotagem acontece na navegação nacional, em portos do mesmo país. Logo, pode ser por via marítima ou portos interiores de rios. A navegação costeira dentro do mesmo país também é uma forma de cabotagem.

A partir desses conceitos, saiba que os navios são construídos pensando na natureza da carga a ser transportada. E também podem ter relação com a unidade de carga, com o objetivo do cliente e outras necessidades.

Para saber mais sobre os tipos de transportes no Brasil

Se você gostou desse texto sobre os maiores portos do Brasil, leve em conta que também temos outros artigos que trazem curiosidades sobre os transportes no nosso país. Leia:

Todas as notícias disponíveis no nosso blog são gratuitas para a leitura e podem ser acessadas a qualquer momento.

LCL e FCL

Transporte Marítimo: guia completo para escolher entre LCL e FCL

Atualmente, o modal marítimo é usado em cerca de 70% das operações de transporte de cargas no mundo. O que se explica pelo fato de ser o meio de transporte mais antigo e o que tem mais flexibilidade também, além do fato de ser o mais econômico. Mas, o que isso tem a ver com LCL e FCL?

LCL e FCL têm a ver com os containers desse tipo de transporte do comércio internacional. Um deles permite que a empresa lote um único contêiner e envie rapidamente as mercadorias para o destino. O outro é uma forma de dividir espaço com outras empresas e baratear ainda mais o frete marítimo.

Só que a ideia aqui não é apenas de conceituar os termos LCL e FCL. Queremos ir além: o objetivo é que após a leitura você consiga dizer qual é o melhor para a sua empresa! Para isso, dividimos o conteúdo nos seguintes tópicos:

  • Por que escolher o transporte marítimo
  • Os tipos de cargas no transporte marítimo
  • O que significa LCL e FCL
  • Os custos do frete LCL e FCL
  • Por que escolher a DC Logistics Brasil

Por que escolher o transporte marítimo

Esse primeiro tópico faz parte da introdução do texto. Mas, não se preocupe porque seremos breves. Afinal, antes mesmo de entender a carga LCL e FCL, o que você quer saber é: por que escolher o transporte marítimo no comércio internacional. Correto?

LCL e FCL

Basicamente, temos como primeira resposta o fato de que ele possui custo menor e maior quantidade de carga em um mesmo processo – quando se compara a importação aérea, por exemplo. Só que não se trata apenas disso.

Ainda com relação ao custo, o motivo é que há mais concorrência, o que indica mais poder de barganha. Apenas em Santa Catarina, saiba que são três portos que se classificam como maiores do país: o Porto de Itapoá, o Portonave e o Porto de Itajaí.

Portanto, ao se fazer as contas entre custo, distância, tamanho ou especificidade da carga, esse custo-benefício se torna muito claro – tornando o frete marítimo o mais barato.

Ah, e tem mais uma vantagem que você vai gostar de saber: a flexibilidade de comportar qualquer tipo de carga, com mais capacidade e chegar a lugares onde outros modais não conseguiriam.

A exemplo, já falamos aqui sobre a exportação de commodities, que acontece por via marítima, relembre. Ou se quiser entender, brevemente, sobre os tipos de cargas existentes no transporte marítimo, leia o próximo tópico.

Os tipos de cargas no transporte marítimo

Para entender um pouco mais dessa questão, considere que o transporte marítimo acontece através de contêineres. E o cliente da DC Logistics Brasil poderá contratar algumas variáveis, isto é, opções de containers. É o caso do 20’DRY, do 40’DRY, do 40’HC e do 40’NOR.

 LCL e FCL

Sobre os tipos de cargas, elas se dividem em categorias. Só que como a ideia dessa matéria não é detalhar cada ponto das cargas, mas sim falar do que é LCL e FCL, optamos por apenas trazer um resumo de cada uma delas.

A carga geral pode ser solta, quando a embalagem não segue padrão ou contém dimensões diversificadas. É o caso de engradados, fardos, caixas de papelão, tambores, etc. Ou pode ser unitizada, quando são agregadas em uma unidade de transporte.

A carga a granel não é acondicionada porque é seca ou líquida. Assim, não há a contagem de unidades ou de identificação, como as commodities (trigo, petróleo, soja, etc). Tem a categoria da carga neogranel também, com conglomerados homogêneos, em lotes, como veículos.

A carga frigorificada é de refrigerados ou congelados, como frutas, carnes e outros alimentos. E tem a opção da carga perigosa também, que tem de cumprir as diretrizes da ONU (Organizações das Nações Unidas). Entre elas, explosivos, inflamáveis, gases, corrosivos, etc.

O que significa LCL e FCL

Já vimos as vantagens do transporte marítimo na logística internacional e os tipos de cargas que podem ir nos contêineres. Agora, falta a explicação principal: o que é a carga LCL e FCL.

FCL é Full Container Load. Na tradução, temos: contêiner totalmente carregado. LCL é Less Container Load. Logo, container com menor carga. Somente essa explicação já torna muito simples entender o que é LCL e FCL e como eles funcionam na prática.

Dessa forma, ambos tipos de containers podem ser usados no comércio internacional. O que vai dizer qual é o melhor vai depender do tipo de carga e do projeto de importação ou exportação. Portanto, saiba que o melhor entre eles vai depender de fatores.

Para exemplificar isso, uma observação!

O contêiner fracionado (LCL) é melhor do ponto de vista que tem menor redução do custo do projeto. Ou seja, torna o transporte marítimo a melhor ideia em custo-benefício. Mas, ele pode demorar mais porque é preciso aguardar o container estar totalmente completo.

Na prática, nós temos um FCL usado de maneira inteligente quando a carga lota o container sozinha. Porém, se não for suficiente e ela for transportada sozinha vai ter um custo maior. Já o LCL pode ser usado para dividir o espaço do container com outras cargas, mais barato.

O part lot

Dentro da modalidade FCL existe um tipo de operação chamada “part lot”. Ou seja, lote parcial. O que é isso? Acontece quando dois ou mais exportadores optam por dividir um mesmo espaço de um contêiner para enviar produtos para um mesmo consignatário.

Assim, os custos do frete do transporte marítimo são divididos, ou melhor, rateado entre os envolvidos, o que barateia os custos da operação. O que muda é que o consignatário é o mesmo para todos exportadores, onde uma única empresa pode fazer a liberação da carga.

Os custos do frete LCL e FCL

O transporte de mercadorias via marítima deve considerar o pagamento de algumas despesas. Se a gente considerar o uso de containers, pensando no FCL e no LCL, a gente tem ao menos três gastos que precisam ser colocados na ponta do lápis.

 LCL e FCL

O THC (Terminal Handling Charge) é cobrado como uma taxa pela manipulação que é feita no porto. No FCL, o valor é determinado pela empresa marítima conforme o container e a localização. No LCL, a cobrança é conforme a relação tonelada por metro cúbico.

O B/L (Bill of Landing) é uma taxa que tem a ver com a emissão do Conhecimento de Embarque. E o ISPS (International Security Port Surcharge) é uma sobretaxa que vem das empresas marítimas e tem ligação com as medidas de segurança.

E podem haver outras cobranças, como a do despacho aduaneiro ou do controle de equipamentos. Essa burocracia com as taxas explica porque contar com uma empresa especializada no transporte marítimo é tão importante hoje em dia.

Por que escolher a DC Logistics Brasil para o transporte marítimo

A DC Logistics Brasil é uma das empresas atuantes na logística internacional mais experientes que existem no mercado atual. Assim sendo, possui know-how e uma rede de networking diferenciada, o que inclui vários agentes do mercado.

Além do mais, tem uma estrutura interna robusta, o que permite focar em cada uma das etapas do processo de importação ou de exportação. Esse controle da informação é muito importante para que o frete LCL e FCL possa melhor atender a sua necessidade.

Uma prova disso é que não temos nenhum atraso nos últimos 4 anos nos lançamentos de CE. Entenda tudo sobre o CE Mercante nesse vídeo. 

Portanto, esse diferencial traz a segurança que o cliente precisa para saber que a liberação das cargas internas não terá falhas.

E por que tudo isso é importante? Justamente pelo fato de que o transporte marítimo é mais barato do que outros modais, mas somente quando bem executado. Em caso contrário, ele poderia gerar atrasos e, consequentemente, custar mais caro.

Quer conhecer mais da nossa empresa e saber como podemos ajudar? Então, faça uma cotação online, sem compromisso ou entre em contato com os nossos especialistas. Esse é o primeiro passo para se ter sucesso com o transporte internacional marítimo.  

 LCL e FCL

Para não esquecer mais!

Antes de terminar o conteúdo, ainda queremos deixar aqui mais um tópico, um último tópico. Ele pode servir para você, que atua no setor de logística, nunca mais esquecer a diferença entre as vantagens da carga LCL e FCL. Aliás, essas informações vêm do Comex.

  • LCL é o container com menor carga. Portanto, ele tem como vantagem o fato de ter menor risco de demurrage. É excelente para importadores ou exportadores de pequenos volumes de operação.
  • FCL é carga completa no container. Nesse caso, as vantagens são: mais rápida disponibilizada da carga e maior segurança da carga. Acaba sendo melhor para importadores ou exportadores de grande volume de operação.

Ambos tipos de containers são opções interessantes para o comércio internacional porque possuem melhor custo-benefício se comparado com outros modais.

No fim das contas, a escolha entre LCL e FCL está sempre ligada à necessidade de quem compra ou vende de fora ou para fora do país. O tamanho e o volume da carga importam ao passo que podem fazer uma opção ser mais vantajosa do que a outra.

logística data driven

5 vantagens da logística data driven para a sua empresa

Ao invés de tomar decisões aleatórias e sem embasamento, o que você aconteceria se fosse possível consultar dados e números sobre o que acontece em sua empresa? As decisões seriam mais assertivas, certo? É por isso que vale a pena conhecer as vantagens da data driven!

Essa tem se mostrado como uma das principais possibilidades das tecnologias em favor dessa área importante para as empresas. É a capacidade de prever o futuro a partir dos dados passados. É o que faz a diferença na hora de tomar atitudes que tenham resultados positivos.

As vantagens da logística data driven

A logística data driven é uma tendência que gera dados valiosos a partir de um sistema de informação que permite que líderes e gestores da logística tomem as melhores decisões. É uma ideia que está ligada ao conceito da transformação digital nessa área.

De qualquer forma, nós já explicamos aqui no blog a ideia por trás da cultura data driven na logística. Esse texto é complementar, isto é, um tipo de continuação. Aqui, o foco é muito mais prático porque vamos falar sobre as vantagens da logística data driven para as empresas.

Se você quiser ler o artigo anterior, que foi publicado alguns dias, saiba que ele está disponível em: Saiba por que implementar a cultura data driven na logística é uma boa ideia. Se já leu esse conteúdo, veja só os detalhes de cada uma das vantagens dessa estratégia.

1 – Intralogística

A primeira das vantagens da logística data driven está na melhoria da logística interna das empresas, de qualquer empresa. Isso porque quem faz a aplicação dessa estratégia acaba otimizando mais os seus espaços e diminuindo os custos de armazenamento.

Logo, isso permite, entre tantos benefícios diretos, o do melhor gerenciamento do estoque, a estimativa das futuras demandas, a prevenção da perda de produtos, além de tornar possível evitar paradas operacionais desnecessárias.

Para quem ainda não entendeu a importância da cultura data driven dentro do assunto da logística, saiba que uma das possibilidades é a de monitorar os espaços em centros de distribuições. E isso traz esse monte de vantagens para a intralogística que falamos.

2 – Decisão

Outro ponto importante é que esses dados, que vem do conceito data driven, trazem mais controle para os gestores tomarem as melhores decisões da logística dentro da empresa. Mas, você sabe como é que esse controle acontece? É fácil entender, veja só.

A partir da análise de dados dá para entender quais são os gargalos ou as falhas do setor. Assim, os líderes podem conhecer os motivos desses pontos negativos. Com isso, a partir de decisões inteligentes e pontuais, dá para reverter o cenário e chegar ao que é positivo.

Só para ilustrar essa situação, vamos considerar um exemplo. Imagine que exista desorganização de espaços de armazenamento, ok? Então, os dados vão mostrar isso e indicar as melhores soluções para organizar o ambiente. A correção poderá ser visível e mais rápida.

3 – Indicadores

Quando se torna possível acompanhar uma linha cronológica de vantagens da logística data driven, olha só o que acontece que interessante… Vimos o benefício para a intralogística e como isso interfere na decisão dos gestores e líderes. Na sequência vem os indicadores.

Ou seja, se a gente tiver alterações positivas com essa técnica, sem dúvida que a empresa vai melhorar os seus indicadores na logística. Isso ajuda a tornar o transporte mais eficiente, a ponto de que entregas sejam agilizadas e erros possam ser evitados.

E qual é a consequência desse indicador positivo? A empresa se torna mais produtiva, mais eficiente, gerando mais valor entre colaboradores e atendendo mais demandas. Sim, é sobre isso que estamos falando: a logística data driven permite crescimento para a sua companhia.

4 – Finanças

Já chegando ao fim dessa lista, a sua pergunta pode ser mais ou menos assim: “tudo parece ir bem até aqui, mas ainda não entendi onde a logística data driven pode beneficiar a minha empresa na parte financeira”. Se é isso que está pensando, temos explicação.

Esse tipo de cultura permite sim uma redução de desperdícios. E isso acontece porque os custos excedentes são eliminados a partir do momento que os processos se tornam mais eficientes. Observe que o fato de tomar uma decisão mais assertiva já traz esse resultado.

5 – Estratégia

O mercado de transporte como um todo tem evoluído a passos largos a partir da tecnologia. O e-commerce é um dos influenciadores disso, mas não o único. O que quer dizer que a partir do estudo interno desta área é possível pensar nas melhores estratégias.

Inclusive, a escolha inteligente de um parceiro de negócios pode trazer benefícios em termos de receitas financeiras ou número de clientes. E nessa hora, o data driven pode ajudar também, já que permite uma avaliação de dados reais da empresa.

Um exemplo pode ser visto a partir da otimização de processos. Esse recurso moderno permite ganhos de eficiência na execução de tarefas. Assim, torna-se possível que uma grande quantidade de dados se torne informações relevantes para uma nova estratégia de negócios.

Como saber mais sobre as novas tecnologias na logística

Para quem gostou desse assunto e viu as principais vantagens da logística data driven para as empresas, saiba que nosso blog está recheado de informações e insights como esses. Os conteúdos compartilhados lá são gratuitos e dá para receber até mesmo no e-mail.

Para isso, assine a nossa newsletter gratuitamente e fique informado sobre tudo o que está relacionado com a logística. É a partir de informações valiosas como essas que todo empreendedor e gestor consegue criar soluções e tomar decisões mais assertivas.

logistica data driven

Exportação de commodities

Saiba como é feita a exportação de commodities no Brasil

Saiba como é feita a exportação de commodities no Brasil

O Brasil está entre os países que mais exportam no mundo. Se o assunto é sobre a exportação de commodities, mais ainda. Tanto é que sempre aparecemos no top 5 dos exportadores agrícolas do mundo. Mas, como é feita a exportação dessas matérias-primas? Descubra!

O que são as commodities

Obviamente, se você está lendo esse conteúdo é porque já sabe o que são as commodities. No entanto, trazer esse conceito de forma resumida se faz importante para que o restante da leitura seja mais simples e prática. Veja só: esse será um tópico breve.

As commodities são produtos que servem de matéria-prima e podem ser produzidos em larga escala. A melhor forma de apresentar isso é citando exemplos: soja, petróleo, celulose, etc. A característica mais importante é que tem um preço fixado, como se fosse uma moeda.

Por isso, a grande vantagem em exportar commodities está ligada ao volume da venda. Até mesmo porque são matérias-primas fundamentais para a indústria e com essa alta circulação, o volume se torna maior cada vez mais. Hoje, o Brasil é uma potência nas commodities.

A exportação de commodities no Brasil

A partir de dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em valor monetário (e não em volume exportado), o Brasil entra no top 5 dos maiores exportadores agrícolas do mundo, com um valor de US$ 55,4 bilhões.

Exportação de commodities

Assim, fica bem perto da França (US$ 68 bilhões) e da Alemanha (US$ 70,8 bilhões). E um pouco mais distante da Holanda (US$ 79 bilhões) e dos Estados Unidos (US$ 118,3 bilhões), que foram os maiores exportadores agrícolas do mundo em 2021.

Aqui vale a curiosidade para o fato de que não é de hoje que o Brasil se destaca no mercado de exportação de commodities. Em 2020, por exemplo, mais de 20% do nosso PIB veio do agronegócio, sendo que metade disso tem relação direta com as exportações.

Por aqui, os principais produtos exportados hoje em dia são: soja e carne bovina.

Como é feita a exportação de commodities no Brasil

Agora que já sabemos uma parte da teoria e alguns dados relevantes, vamos ao tema central deste artigo. Em um primeiro momento, todos sabemos que a principal via para exportar soja, carne bovina, celulose, minério de ferro e outras commodities vêm das vias marítimas, certo?

Mas, vamos pontuar alguns detalhes sobre as principais commodities do Brasil, veja só!

Soja

Atualmente, o Brasil é considerado o maior exportador de soja do mundo, sendo que responde a metade de toda produção do grão no Planeta. A mercadoria é matéria-prima para a produção de vários alimentos, além de ser usada em biodiesel também.

No mercado nacional, a demanda de soja é enviada por caminhões e trens. Já para a exportação, temos o transporte marítimo como melhor alternativa, considerando que o custo dessa via é um fator de escolha dos produtores.

No Brasil, a maior parte da soja sai pela costa do Golfo do Mississippi. Isso porque o mercado consumidor vem em maior parte para a China. A mesma ideia vale para o milho, que também é um tipo de grão.

Carne Bovina

O Brasil é o país com o maior rebanho de bovinos do mundo. Isso dá algo bem próximo de 15% de todo rebanho que existem na Terra. Logo, também somos o maior produtor e exportador global dessa carne. A parte da exportação é dividida entre os tipos de carnes exportadas.

Por exemplo, os frigoríficos que pensam em exportar ou já exportam carne bovina in natura devem ter habilitações e fazer isso através de contêineres, que levam em caminhões até o embarque dos navios.

Também é preciso saber se ela será congelada (duram até 2 anos) ou apenas resfriada (duram 120 dias). A maior quantidade de carne bovina in natura que temos vai para a China e a parte industrializada vai para os Estados Unidos, na maior parte.

Minério de Ferro

Aí vem o Minério de Ferro, que é uma curiosidade à parte. Afinal, nós temos a segunda maior reserva de minério de ferro do mundo, sendo que ocupamos também a segunda posição entre os exportadores globais dessa commodity. A China compra 70% da nossa exportação.

O minério de ferro é usado na produção de aço. Mas, como exportar ele? Também por via marítima. Assim, os armadores solicitam um background da mineradora e o navio é fretado. Na média, um transporte desse pode carregar 180 mil toneladas métricas do produto.

Celulose

A exportação de celulose é interessante porque essa é a matéria-prima para fazer o papel, tecidos, aditivos e até mesmo comprimidos. O Brasil tem a 6ª maior produção do mundo de celulose e o principal mercado consumidor é a China, seguida de Estados Unidos e Itália.

O curioso é que por ser um tipo de produto difícil de ser compreendido na prática (porque vemos o papel pronto, mas raramente a celulose) quase ninguém sabe como ele vai para outros países. O mais comum é que isso seja feito em formato de placas de celulose.

Petróleo

Vai dizer que não é a curiosidade de muita gente saber como o petróleo é enviado para outros países? Só que isso é bem fácil de ser respondido: através de barris. Então, o transporte do produto até as refinarias e indústrias é feito por oleodutos, gasodutos, navios-petroleiros ou terminais marítimos.

Logo, também é usando esse fim marítimo, pensando em barris ou tanques de petróleo, o que torna a venda para o exterior totalmente possível e padronizada. Atualmente, o maior comprador de petróleo do Brasil é a China e a Petrobras, a segunda maior empresa em extração do produto no mundo.

Vale a pena exportar commodity?

Se você tem uma empresa de commodity ou trabalha em uma, com certeza, sabe da importância da exportação para o desenvolvimento e crescimento do negócio. A primeira vantagem vem da chance de chegar a novos mercados e vender mais, obviamente.

Também é importante que se saiba que quando esse processo acontece, a mercadoria passa a ter o preço a partir da cotação do mercado e não pelo valor estipulado na produção. De todo modo, passar pelas etapas é fundamental, como fase comercial, aduaneira, embarque, etc.

Na dúvida, consulte quem entende do assunto. Nós, da DC Logistics Brasil, somos experientes no assunto das exportações, inclusive, no transporte marítimo de commodities. Por isso, temos reconhecimento internacional que reafirma a qualidade do nosso serviço.

Para saber mais, acesse a nossa página e faça uma cotação sem compromisso.

Exportação de commodities

maiores estados exportadores do Brasil

Descubra o que cada estado brasileiro mais exporta

O comércio exterior é aquela atividade que tem relação entre a compra e venda de produtos ou serviços entre países. A compra de produtos internacionais é chamada de importação e a venda para outros países têm o nome de exportação.

Nesse sentido, você já se perguntou qual é o estado brasileiro que é mais representativo no comércio internacional? Até mesmo porque o Brasil é campeão de exportações de soja, petróleo, celulose, milho, café, etc. E tem ganhado espaço no e-commerce também.

Já entre os principais parceiros comerciais dos brasileiros, nós temos: China, Estados Unidos, Países Baixos, Argentina, Japão, Chile, México, Alemanha, Espanha e Coreia do Sul. Então, de onde sai todas essas mercadorias que vão para esses países? É isso que vamos descobrir.

A lista abaixo está ordenada dos menores para os maiores estados exportadores do Brasil.

Acre (Região Norte)

O Acre tem como capital Rio Branco e está longe de ser o estado com mais destaque nas exportações brasileiras. Ele representa apenas 0,01% do total. Entre os principais produtos que são do Acre temos a madeira, especialmente a que é trabalhada.

Sergipe (Região Nordeste)

Com 0,02% das exportações, Sergipe aparece aqui no topo da nossa lista porque é um dos lugares com menor importância em percentual de exportação. Ainda assim, sucos de frutas ou de vegetais saem para outros países com muita fama.

Paraíba (Região Nordeste)

A Paraíba tem 0,06% de percentual de todas as exportações do Brasil. Se a capital João Pessoa é referência no turismo, o estado tem bem menos importância no Comex. O principal produto exportado é o calçado.

Roraima (Região Norte)

Pouco representativa para as exportações do país em percentual, Roraima tem 0,07% de participação. Logo, é um dos estados que menos exporta por aqui. E o seu produto de destaque é bem conhecido, a soja.

Distrito Federal (Região Centro-Oeste)

É um lugar muito importante para o país, porém, nem tanto no quesito exportação. O Distrito Federal exporta soja, só que representa 0,07% das exportações brasileiras.

Amapá (Região Norte)

Também não é o estado mais exportador do Brasil. Porém, ele tem representatividade maior do que o Acre e Roraima, sendo de 0,1% do total. Curiosamente, é um dos poucos estados que exportam ouro. Mas, não o monetário e sem contar os minérios de ouro ou concentrados.

Alagoas (Região Nordeste)

Assim como o Amapá, Alagoas tem apenas 0,1% de percentual nas exportações do país. Ainda assim, é conhecido por ser um dos poucos estados do país que exportam melaços, além do açúcar, que já é bem mais conhecido entre os produtos levados para fora daqui.

Piauí (Região Nordeste)

Assim como Roraima, Piauí é um exportador de soja, sendo esse o principal produto que sai de lá para outros países. No entanto, a representatividade nacional é de apenas 0,2% no total das exportações do país.

Rio Grande do Norte (Região Nordeste)

Também no Nordeste do país e também com 0,2% de representação, vem o Rio Grande do Norte. No entanto, o que muda é o principal produto exportado. Aqui, vale mencionar frutas e nozes não oleaginosas, que são exportadas frescas ou secas.

Amazonas (Região Norte)

Manaus, que é a capital do Amazonas, é muito conhecida por ser um exportador de produtos comestíveis, inclusive, que são típicos de lá. Assim, o estado tem representatividade de 0,3% nas exportações totais do país, o que é bem menos do que as importações, que é 5,7%.

Tocantins (Região Norte)

Mais um exportador de soja que temos aqui é o Tocantins. Ele representa 0,5% das exportações do país. No entanto, é um estado que menos representa na balança comercial porque exporta pouco e importa menos ainda (0,09%).

Rondônia (Região Norte)

É de Porto Velho e outras cidades de Rondônia que saem carne bovina fresca, refrigerada ou congelada para várias partes do mundo. No entanto, isso representa apenas 0,6% do total de exportações brasileiras.

Pernambuco (Região Nordeste)

Com 0,7% das exportações do país, Pernambuco é o estado responsável por levar para outros lugares os óleos combustíveis do petróleo ou de minerais betuminosos. Por isso, tem aparecido entre os estados que mais exportam no Brasil.

Ceará (Região Nordeste)

Se você quer saber o que cada estado brasileiro mais exporta, considere que o Ceará tem vários produtos nessa lista. Porém, a maioria deles são aqueles que vem do ferro ou do aço. Assim, ele tem representação de 1,02% das exportações nacionais.

Maranhão (Região Nordeste)

Nos últimos dados avaliados, o Maranhão ficou fora da lista dos TOPs 10 estados que mais exportam no país. Isso porque teve 1,5% de representatividade. O produto mais exportado nesse estado é a alumina, isto é, o óxido de alumínio.

Mato Grosso do Sul (Região Centro-Oeste)

O grande destaque de Mato Grosso do Sul é a celulose, sabia? Ainda que lá tenham cidades muito fortes na agropecuária ou soja, saiba que é a produção de celulose que tem destaque. E isso dá ao estado 2,35% das exportações do país.

Goiás (Região Centro-Oeste)

Goiânia, a capital de Goiás, é muito conhecida por exportar soja. De fato, esse é o principal produto que sai do estado. E isso representa 3,1% das exportações do país.

Bahia (Região Nordeste)

O estado que abriga a capital Bahia é conhecido por vários frutos e produtos icônicos. Mas, o que ele exporta mesmo é a soja, viu. E isso coloca o estado com um percentual de 3,6% das exportações nacionais. Logo, é o estado do Nordeste que mais exporta.

Espírito Santo (Região Sudeste)

O minério de ferro e os seus concentrados saem de Vitória e de outras cidades do Espírito Santo para o mundo todo. Logo, o estado representa bem perto dos 4% do total do país no assunto da exportação.

Santa Catarina (Região Sul)

Diferente dos outros estados do Sul, Santa Catarina tem como carro-chefe da exportação as carnes de aves e as miudezas comestíveis, refrigeradas ou congeladas. Sendo assim, entra na lista das maiores exportadoras do país, também com 4% de representação.

Paraná (Região Sul)

Do Paraná para o mundo vai a soja. Logo, temos um dos maiores produtores do país, com representação de 7,36% das exportações brasileiras.

Mato Grosso (Região Centro-Oeste)

Com a sua capital sendo Cuiabá, Mato Grosso aparece entre os maiores exportadores do país. Ele representa 7,7% do total a partir dos adubos ou fertilizantes químicos enviados para vários lugares do mundo.

Pará (Região Norte)

O Pará é conhecido por exportar o minério de ferro e os seus concentrados. Isso o coloca com destaque nas exportações do país, sendo que ele tem algo bem próximo de 8% do todo. Curiosamente, é o estado da região Norte que mais exporta.  

Rio Grande do Sul (Região Sul)

Assim como é comum em estados do Sul, o Rio Grande do Sul também exporta a soja para outros países. No âmbito nacional, o estado representa 7,3% do total das exportações.

Minas Gerais (Região Sudeste)

Minas Gerais sempre aparece entre os primeiros colocados dos estados que mais exportam no Brasil. E assim como acontece no Espírito Santo, de lá sai muito minério de ferro e concentrados. A representação para o país é de 11,25% das exportações.

Rio de Janeiro (Região Sudeste)

Do Rio de Janeiro saem óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos, assim como é comum em vários estados do Sudeste. A representação do RJ para o país é de 11,5%.

São Paulo (Região Sudeste)

Possivelmente, você sabia que esse estado estaria mais perto do fim do texto porque ele é bastante importante para todo o país nas exportações. Logo, também ganha no quesito importação. O fato é que sai daqui óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos. E isso dá mais de 19% de percentual em todas as exportações.

O ranking dos estados exportadores do Brasil

Após essa leitura sobre o que cada estado brasileiro mais exporta, também fica fácil de ver o ranking dos que mais exportam – até mesmo porque deixamos na ordem. De todo modo, saiba que a lista começa com São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pará.

Mas, vale lembrar que esses não são os estados que têm maiores saldos na balança comercial. Isso porque alguns importam mais do que exportam. Mas, vamos falar sobre isso em um próximo texto, combinado?

Agora, se você quer continuar lendo as notícias do mercado Comex, inclusive, sobre exportação e importação, acesse o nosso blog. Nós disponibilizamos por lá notícias atuais a cada semana e assim você fica por dentro do que acontece no Brasil e no mundo.

maiores estados exportadores do Brasil

Maior exportador de café do mundo

Brasil é o maior exportador de café do mundo – veja as perspectivas para 2022

Desde quando o café chegou por aqui, ele tem se tornado um produto importantíssimo para a economia do país. Atualmente, nos coloca como o maior exportador de café do mundo, além de sermos o maior produtor também.

Mas, você sabe como foi o ano de 2021 e o que esperar para 2022 nas exportações de café? A gente conta um pouco disso nos próximos tópicos. Dessa forma, nesse texto, você vai ler:

  • Um breve histórico do café no Brasil
  • A exportação de café no Brasil
  • Para quem o Brasil exporta café
  • As perspectivas de exportação de café para 2022

Um breve histórico do café no Brasil

Tudo teve início em 1727, quando o primeiro pé de café foi plantado no estado do Pará. Ele é nativo da Etiópia e a história conta que ele foi trazido para o Brasil através do sargento-mor Francisco de Melo Palheta.

Antes de chegar em solo brasileiro, o café já existia e era muito famoso na Antiguidade. Por aqui, tornou- se o principal produto para exportação durante o século 19 e 20. Assim como foi assunto das polêmicas divisas do Império do Brasil e da República Velha.

Com dois produtos do café, o arábico e o robusta, somos o maior produtor de café do mundo. Ao todo, 15 estados brasileiros são produtores de café, sendo que Minas Gerais e Espírito Santo entram na lista dos maiores produtores de café do Brasil.

Depois do Pará, devido às condições climáticas do nosso país, o café logo chegou no Maranhão, na Bahia, no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e em Minas Gerais. Hoje, somos o maior exportador de café do mundo, veja os dados abaixo!

A exportação de café no Brasil

Com base nas informações do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 40,3 milhões de sacas de 60 quilos de café no ano de 2021. O resultado foi de US$ 6,2 bilhões e um aumento de 10,3% em receita cambial se comparado com o último período.

O que isso quer dizer? Na prática, nos coloca não apenas como maior exportador de café mundial, mas também indica o 3º maior volume que já foi enviado para outros países em toda a história. E isso impressiona já que tivemos uma transição para uma safra de ciclo baixo.

Além disso, como outras commodities, o café também sofreu com os elevados custos de fretes, rolagens de cargas, cancelamentos de bookings e a falta de contêineres e espaços nas embarcações, o que aumenta ainda mais a competência dos nossos exportadores.

A logística dos embarques de café no Brasil

Ainda que o desempenho tenha sido muito favorável para o nosso país, leve em conta que entidades como o Cecafé lembram dos gargalos logísticos que aconteceram e acontecem no comércio marítimo mundial, o que pode impactar nos próximos resultados.

Por exemplo, uma nova redução no número de contêineres enviados ao exterior com café. Em 2021 foram embarcados pouco mais do que 112,7 mil contentores, o que é uma baixa de 9,8% se comparado com o ano de 2020, quando foram 125 mil ao longo do ciclo anual.

Por isso, contar com uma empresa especializada na logística internacional faz todo sentido para vencer os entraves do setor. Nós, da DC Logistics Brasil, proporcionamos uma logística eficiente e de alta performance em vários segmentos. Conheça nossas soluções no transporte marítimo de cargas.

Maior exportador de café do mundo

 

 

 

 

Para quem o Brasil exporta café

Outro ponto bacana de mencionar e que ajuda a entender o papel do Brasil como maior exportador de café do mundo é sobre os países que recebem o nosso produto.

Considerando o acumulado de 2021, as exportações de café brasileiro chegaram a 122 países, sendo que os Estados Unidos foram os que mais receberam, ao importarem 7,7 milhões de sacas ao longo do ano, um volume 4,4% maior do que o ano de 2020.

Os norte-americanos representam 19,3% de toda a compra de café do Brasil. Depois deles, vêm os alemães, que importam 16,2% do café nacional, o que dá 6,5 milhões de sacas. Mas, saiba que isso representa também uma queda de 14,4% comparado a 2020.

Então, em 2021, em números de sacas de café importadas do Brasil, nós tivemos:

  • Estados Unidos – 7,7 milhões de sacas
  • Alemanha – 6,5 milhões de sacas
  • Itália – 2,9 milhões de sacas
  • Bélgica – 2,8 milhões de sacas
  • Japão – 2,5 milhões de sacas

Um fato curioso é que a Colômbia é um dos maiores exportadores de café do mundo, sendo o terceiro maior. No entanto, ficou entre os 7 países que mais exportam café do Brasil em 2021, sendo 1,1 milhão de sacas.

Quer outro fato curioso sobre a exportação de café do Brasil em 2021? Saiba que a China teve um destaque impressionante ao comprar 333 mil sacas, o que representa 65% a mais do que em 2020.

As perspectivas de exportação de café para 2022

Em janeiro de 2022, o Brasil exportou 3,2 milhões de sacas de café para o exterior. Isso teve um rendimento de US$ 700 milhões, conforme o Cecafé. O volume representa uma queda de 11,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Maior exportador de café do mundo

Esse dado já indica que o ano de 2022 pode ser mais difícil para o setor que exporta café. Isso porque a estiagem dos últimos meses, que vem lá de 2020, afeta todo ciclo cafeeiro. O bom desenvolvimento das plantas foi prejudicado, mesmo em lavouras irrigadas.

Por outro lado, algumas empresas que estudam os mercados de commodities, acreditam que há bons motivos para ver as exportações de café. O Itaú BBA, por exemplo, mostra que do lado operacional vai haver a melhoria gradual da oferta de contêineres.

Novo marco cambial

Novo Marco Cambial – o que você precisa saber sobre essa revolução no mercado do câmbio

A sanção da Lei 14.286/2021 aconteceu no final do ano e se relaciona diretamente com o mercado de câmbio brasileiro. O texto ficou chamado de Novo Marco Cambial e modernizou uma legislação de 1935, por isso, foi visto como uma revolução do mercado de câmbio.

A nova Lei foi publicada no Diário Oficial da União do dia 30 de dezembro de 2021. Mas, você sabe o que essa nova legislação no Comex vai significar para os brasileiros? Afinal, o que será que muda? Continue lendo para descobrir as principais mudanças que vão acontecer.

As principais mudanças para pessoas físicas

Uma das mudanças mais importantes tem relação com o teto do valor que é possível para se levar em viagens internacionais. Assim, se antes a pessoa só poderia considerar R$ 10 mil, agora é possível levar US$ 10 mil, o que multiplica o valor final por 5.

Outra mudança para a pessoa física com esse Marco Cambial é que agora ficou liberado a realização dentro do país de compra ou venda de moedas estrangeiras em valores de até US$ 500 – ou algo equivalente a isso em outras moedas. Logo, isso pode acontecer de forma eventual e não necessariamente profissional, o que não era possível antes da Lei.

E tem mais mudanças! Por exemplo, agora outros agentes também podem fazer essa negociação da moeda estrangeira – antes eram apenas bancos e corretoras. Mas, sem dúvidas, o que mais chamou a atenção foi a chance de abrir conta em dólar no Brasil.

Com foco em bancos e instituições financeiras, a principal vantagem é: investimentos no exterior. Isso porque essas empresas autorizadas pelo Banco Central poderão usar os recursos para alocar, investir, financeira ou até emprestar no Brasil ou fora daqui.

A exportação e a importação com o Novo Marco Cambial

As áreas de exportação e importação também terão novidades com esse Novo Marco do Câmbio. Por exemplo, a lei permite que a importação financiada tenha produto que não precise entrar fisicamente no país antes do início dos pagamentos.

Veja o que está no texto original: “esse é o caso de aquisição de insumo produzido em país estrangeiro, o que será incorporado ao produto final em outro país estrangeiro, com direcionamento posterior ao Brasil”.

Novo marco cambial

Já para exportações, a ideia é estimular a entrada de empresas de menores portes, como as pequenas e médias, nas cadeias globais de valor.

Também selecionamos um trecho do texto original: “elimina, por exemplo, as restrições para que exportadores possam utilizar livremente os seus recursos, além de poderem contar com mais mecanismos de financiamento aos compradores dos seus produtos”.

E vale a pena lembrar o ponto sobre os contratos

Isso porque criou-se a oportunidade de pagamento em moedas estrangeiras de obrigações devidas no país. Logo, é possível fazer pagamentos de contratos de arrendamento mercantil, como leasing, entre os residentes do Brasil mesmo se os recursos forem captados no exterior.

Como aproveitar o Novo Marco Cambial?

Para empreendedores e empresas que querem aproveitar esse ótimo momento das Lei Cambial no país, leve em conta que contar com uma empresa especialista na logística internacional faz todo sentido.

DC Logistics Brasil é essa empresa. Ela atua como parceira de quem busca por soluções diferenciadas e com foco no trabalho em escala nacional e internacional. A atual missão da DC é “agregar valor aos negócios dos clientes com soluções de logísticas inovadoras e otimizadas”.

A boa notícia é que fazer uma cotação online na DC Logistics Brasil é bem fácil: você só precisa preencher um formulário com informações e logo a equipe de atendimento entra em contato. Para fazer isso agora mesmo, acesse o canal de cotações da DC.

Novo marco cambial

 

 

A Lei Cambial será benéfica para o Comex?

De modo geral, os especialistas da indústria acreditam que a Lei será benéfica. Eles acreditam que o Novo Marco Cambial vai melhorar o ambiente de negócios porque simplificará várias operações e procedimentos que eram bastante burocráticos no Comércio do Exterior.

Isso vai acontecer ao tornar as transações mais rápidas e com menores custos, tanto para importação como para a exportação. O resultado direto é um favorecimento ao campo competitivo e à oferta de serviços no mercado do câmbio.

Conforme a Agências de Notícias da Indústria, “as mudanças devem alavancar as exportações brasileiras e representar um passo importante na entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE”.

Leia outras notícias sobre a importância do câmbio na exportação brasileira

Em 2016, nós criamos um conteúdo que falava sobre “câmbio favorável estimula a indústria brasileira a exportar”. Naquela época, já se falava sobre novos acordos comerciais com países como Uruguai, Argentina e México.

Veja esse trecho: “a mudança de patamar do câmbio abre nova perspectiva para o comércio exterior no país”. Clique aqui para ler na íntegra.

No mesmo ano, nós também publicamos “câmbio a favor faz indústria apostar na exportação”. Naquele momento mencionamos sobre a alta de vários setores e todo o otimismo dos empresários com o comércio internacional.

Inclusive, com uma empresa falando sobre a possibilidade de criar um canal exclusivo de e-commerce. Leia aqui a matéria completa.