Importação da China: confira 7 dicas para fazer esse processo da forma correta!

Importação da China: confira 7 dicas para fazer esse processo da forma correta!

Trabalhar com importação da China pode ser uma excelente oportunidade para satisfazer as crescentes demandas dos consumidores brasileiros.

Com preços altamente competitivos e um excelente padrão de qualidade, os itens provenientes do mercado chinês são cada vez mais populares no cenário nacional.

Para ter sucesso nesse tipo de transação, porém, é preciso ter em mente que, assim como em outros países, a China possui peculiaridades e aspectos únicos em suas transações.

A seguir, confira 7 dicas importantes para trabalhar com importação da China com segurança, qualidade e em pleno alinhamento às principais exigências dos órgãos legais!

1 Encontre um despachante aduaneiro para realizar a sua importação da china

Para efetuar qualquer importação da China, é necessário buscar por um despachante aduaneiro.

Esse é o profissional responsável por lhe prestar auxílio em todas as fazes da transação, que conta com habilitação para realizar uma série de funções, como calcular os impostos, liberar e nacionalizar a carga, entre outras.

Além de ser um importante aliado para o sucesso de suas negociações, a lei brasileira obriga que um despachante aduaneiro esteja envolvido em qualquer transação internacional.

Segundo o site da Receita Federal, para que o profissional atue como representante de uma empresa, é necessário que ele seja credenciado no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

É o responsável legal pela pessoa jurídica que realiza o credenciamento, que por sua vez também deverá ter garantido a sua habilitação para o Siscomex.

Já pessoas físicas, tanto para habilitação no Siscomex quanto para bagagens desacompanhadas, é necessário cadastrar seu representante sob solicitação à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).

2 Confira se os produtos contam com exigências específicas

Tenha em mente que as normas de certificação chinesa em algumas situações podem ser diferentes das brasileiras.

Sendo assim, algumas categorias de produtos exigem certificações especiais para que sejam homologados no Brasil após a importação da China.

Para garantir que todas as exigências legais sejam atendidas com precisão, você e seu despachante aduaneiro precisam verificar esse tipo de condição.

Entre os principais órgãos que devem ser consultados antes da importação, estão o Ministério do Trabalho, a Anvisa, o Inmetro, entre outros específicos.

Segundo matéria do portal ChinaGate, alguns fornecedores podem afirmar que seus produtos são certificados em território brasileiro, mesmo que não sejam.

Por isso, é sempre importante conferir a necessidade e a validade das certificações que, eventualmente, possam ser solicitadas.

3 Consulte o NCM

Para garantir o correto licenciamento do produto que será importado, é preciso consultar os dados presentes na Nomeclatura Comum do Mercosul (NCM).

É através dela que algumas exigências citadas no item anterior podem ser verificadas, bem como, as contribuições aplicáveis e as alíquotas de impostos aplicáveis a cada produto.

Para descobrir o código NCM de determinado item, é preciso consultar o NCM-Online do sistema Classif do Portal Único do Comércio Exterior (Pucomex).

A consulta pode ser feita pela navegação na árvore do NCM, por pesquisa de código ou palavras.

4 Faça uma pesquisa sobre as capacidades e competências dos fabricantes

4 Faça uma pesquisa sobre as capacidades e competências dos fabricantes

Como em qualquer negociação, para ter sucesso na importação da China, é necessário saber exatamente quais são as características e capacidades dos fabricantes escolhidos.

O primeiro passo é solicitar toda a documentação da indústria em questão, conferindo se ela atende às exigências previstas pela legislação para a produção do item que você irá adquirir.

Por meio de um representante, ou mesmo de uma visita ao local, verifique a capacidade de produção e as condições físicas do fabricante, para certificar-se de que ele será capaz de atender às demandas pretendidas.

Na China não existem órgãos para análise financeira, como é o caso do Serasa e do SPC no Brasil, por isso é preciso buscar por fontes alternativas para conhecer a situação de seus parceiros, seja através de recomendações, pesquisas, entre outras.

5 Estude os valores de seguro e frete

Após definir o seu despachante aduaneiro, as condições para a regularização do produto e escolher o fornecedor ideal para as suas necessidades, é hora de realizar a cotação do frete, que influenciará diretamente em seu preço final.

Esse valor pode ser levantado com o seu agente de carga ou diretamente com a empresa responsável pelo transporte, assim como o seguro, que pode ser cotado com o agente ou diretamente com a seguradora.

O seguro, inclusive, é indispensável para que a sua importação da China não sofra prejuízos por conta de eventuais imprevistos, por isso nunca abra mão dele!

6 Só feche o negócio com a PI adequada

Conhecida no mercado internacional como Proforma Invoice (PI), a fatura de pagamento é o documento que deve ser solicitado ao fabricante depois que as condições do negócio já estiverem estabelecidas e ele estiver pronto para ser fechado.

Antes de realizar o seu pagamento, é imprescindível verificar se o fornecedor enviou todos os documentos solicitados.

Recuse a documentação caso ela esteja em caracteres chineses. É preciso que as informações estejam disponíveis em inglês.

É também papel do despachante aduaneiro conferir se os documentos estão alinhados às leis brasileiras, já que isso é necessário para emitir o Commercial Invoice (CI), que consiste na Fatura Comercial feita nos padrões do mercado exterior.

7 Conte com o apoio de um operador logístico especializado em importações

Para garantir sucesso na sua importação da China, ou em qualquer operação logística, nada é mais importante do que contar com o apoio de quem tem ampla experiência e qualificação no assunto!

Investir em um parceiro na área para cuidar de suas operações garante muito mais segurança para os negócios e aumenta o seu custo-benefício. Isso porque, as melhores condições estarão disponíveis junto a fornecedores e transportadoras.

No mercado desde 1994, a DC Logistics Brasil se destaca no gerenciamento logístico do transporte internacional, oferecendo um serviço global, com follow-up proativo, flexibilidade às necessidades dos clientes e ferramentas online de acompanhamento.

Certificada pela Receita Federal como Operadora Econômica Autorizada, agrega mais confiabilidade, segurança e eficiência para as operações dos clientes, oferecendo um trabalho de excelência e credibilidade.

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NCM: entenda a importância de preencher corretamente o código fiscal!

Garantir o uso correto do NCM, ou Nomenclatura Comum do Mercosul, é fundamental para qualquer empresa que precisa lidar com a tributação de produtos importados ou adquiridos no Brasil!

O código faz parte do conjunto de dados que estão presentes nas Notas Fiscais brasileiras. Adotado pelos demais países membros do Mercosul, o código serve para determinar a classificação fiscal e a natureza de determinada mercadoria.

Só por meio do NCM um produto pode ser classificado segundo os regulamentos previstos nos acordos do Mercosul.

A seguir, saiba sobre o conceito de NCM, sua importância e os erros mais comuns cometidos pelos gestores que o utilizam. Continue a leitura!

O que é NCM?

O NCM é um código utilizado pelos membros do Mercosul desde 1995, que consiste em um número de 8 dígitos que precisa estar presente em toda documentação, não só nas Notas Fiscais, como também nos livros legais.

Enquanto os 6 primeiros dígitos são referentes à classificação SH, referente ao Sistema Harmonizado, os 2 últimos descrevem especificações do Mercosul em seus controles.

O Sistema Harmonizado consiste em um meio internacional de classificação de mercadorias, em que sua estrutura de códigos descreve as características do item em questão.

A estrutura segue a seguinte lógica:

  • 2 primeiros dígitos: Capítulo, que se refere às características do produto
  • 4 primeiros dígitos: Posição, que é o desdobramento da característica do item identificado no Capítulo
  • 6 primeiros dígitos: Subposição, ou o desdobramento aprofundado da característica identificada no Capítulo
  • 7º dígito: Item que se refere à classificação do produto no NCM
  • 8º dígito: Subitem, que é a descrição e classificação mais detalhada da mercadoria.

Desde 2000, o órgão responsável pelo monitoramento dos produtos brasileiros é a Secretaria da Receita Federal.

Quando não preenchido corretamente, o NCM pode gerar multas e atrasar todo o processo de identificação do produto.

Problemas nesse sentido também geram a perda de benefícios fiscais, reduções, isenções ou mesmo a aplicação de substituição tributária, que podem ser concedidos pelo Fisco Estadual após a identificação correta do NCM.

Segundo matéria do site Mix Fiscal, a Nomenclatura Comum do Mercosul é ligada diretamente à tributação dos produtos para apontar os seus impostos incidentes, como ICMS, PIS/PASEP e COFINS.

Sua função também inclui a identificação de itens que são inclusos em programas de incentivo fiscal, com reduções e alíquotas diferenciadas.

Com o conceito de NCM bem definido, descubra, no item a seguir, qual é a sua importância para as empresas, consumidores e fisco brasileiro!

Qual a sua importância?

Qual a sua importância?

Conforme mencionamos anteriormente, o uso do NCM é imprescindível para a comercialização e fiscalização de mercadorias segundo os padrões adotados pelo Mercosul.

Confira os principais pontos que destacam a sua importância, que foram elencados de acordo com matéria do site LogComex sobre o tema:

Garante a descrição correta dos produtos

É o código NCM que aponta qual é o tipo de mercadoria que está adentrando em território nacional. Ele conta com detalhes imprescindíveis para a sua classificação fiscal, que devem ser preenchidos rigorosamente.

Entre as suas especificações, estão questões sobre a serventia do produto, do que ele é feito e quais as suas utilizações.

Direciona a tributação dos itens

O uso do NCM é indispensável para a definição de impostos como o IPI, COFINS, ICMS e PIS, que são aplicados a produtos locais. Qualquer erro em seu preenchimento pode gerar revisão da importação, multas ou até desclassificação fiscal.

O código é um recurso do governo para definir os tributos que incidirão sobre qualquer produto estrangeiro trazido ao Brasil, por isso qualquer erro pode prejudicar todo o processo fiscal.

Controla as importações

Muito além da descrição e da identificação dos produtos que entram em território brasileiro, o NCM é também um recurso de gestão utilizado pelos órgãos competentes do fisco, como a Anvisa e o Ministério da Agricultura.

São esses órgãos que garantem mais transparência e, principalmente, segurança para os importadores e consumidores desses itens, indicando as condições mínimas necessárias que eles devem ter para circular no Brasil.

Para que todos os pontos levantados sejam possíveis, é preciso que o NCM seja utilizado de maneira correta! Para evitar erros nesse sentido, confira, no próximo item, quais são as falhas mais comuns em sua utilização!

Quais os erros mais comuns em sua utilização?

Mesmo conhecendo a obrigatoriedade e a importância do uso correto do NCM, ainda existem erros recorrentes em sua utilização, conforme descreve uma matéria do blog Arquivei.

O principal deles diz respeito a má-fé de certos gestores, que classificam suas mercadorias de forma tendenciosa para ter uma margem menor de valor agregado ou ainda para fugir do regime de substituição tributária.

Além de ser uma prática que desrespeita a lei, prejudicando as atividades fiscais, a multa gerada por ela quando identificada pode chegar a 1% do valor das mercadorias em questão.

Outro erro comum relacionado ao NCM é relacionado às alíquotas de impostos sobre a comercialização e circulação dos produtos, que pode incluir o IPI, ICMS ou II. Isso faz com que o item fique preso na alfândega ou retorne ao seu país de origem.

Quando uma informação é apontada incorretamente no NCM, uma multa de R$ 5.000,00 pode ser aplicada.

Quando o NCM está errado na Licença de Importação e na descrição, por sua vez, a multa pode atingir 15% sobre o valor do produto.

Se for necessária a realização de uma nova Licença de Importação após o embarque, inclusive, uma multa pode ser aplicada com valor de R$ 2.500,00 a R$ 5.000,00 caso a empresa não aponte o erro.

Quando o NCM incorreto é identificado pelo comprador, o fornecedor deverá ser imediatamente informado para o preenchimento do código correto, sob pena de autuação.

No momento em que a falha é verificada, o Fisco realiza a cobrança da diferença, dos juros e respectivas multas. Por esse e outros motivos, é primordial sempre verificar minuciosamente o preenchimento do NCM e evitar eventuais falhas!

Se ficou com alguma dúvida sobre o assunto ou quer saber como podemos ajudá-lo neste ponto, clique abaixo e entre em contato conosco!

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Importação marítima: entenda o que é a avaria e a sujeira no container!

Importação marítima: entenda o que é a avaria e a sujeira no container!

No ramo da importação marítima, o cuidado com a carga e o processo de transporte é fundamental. Muitas vezes, por certos motivos, podem acontecer avarias, o que compromete a integridade da carga e do serviço.

De acordo com o direito marítimo, a avaria é definida por qualquer dano causado à carga ou ao navio durante o percurso, ou seja, entre o embarque e o desembarque.

Conforme a Lei nº 6.288, em caso de indícios de avarias ou qualquer violação, o Termo de Falta e Avarias (TFA) e o Aviso de Recebimento de Carga são os documentos onde constam as principais informações sobre o estado do container e carga.

Contudo, esses documentos não possuem um padrão de categorias quando se trata de avarias. Por esse e outros motivos, é importante que você saiba exatamente o que se caracteriza como avaria e também como evitar esse tipo de problema. Continue a leitura e saiba mais!

O que é a avaria em importação marítima e quais suas categorias?

As avarias presentes na importação marítima podem ser divididas em duas principais categorias.

Avaria grossa ou comum

Quando uma carga sofre acidentes ou passa por situações que coloquem em risco o navio e tripulação, pode acabar sofrendo danos profundos. Nesses casos, a carga também irá sofrer danos.

Por exemplo: se as cargas são molhadas por água do mar na tentativa de extinguir um incêndio ou cargas explosivas precisarem ser lançadas ao mar, as despesas serão arcadas por todos os envolvidos e beneficiados.

Portanto, a transportadora deve arcar com o prejuízo, já que a avaria foi voluntária e ocasionada pela necessidade de sobrevivência ou manutenção física dos tripulantes e da própria embarcação.

Quando decretado caso de avaria grossa, é cobrado de cada proprietário das cargas, geralmente, de 2% a 7% da soma do custo da mercadoria e frete.

Essas despesas extraordinárias são cobertas pelo seguro de transporte internacional, conforme as Regras de York-Antuérpia, criadas com o intuito de uniformizar os contratos de transporte e as resoluções de problemas gerados pela avaria grossa.

É imprescindível, portanto, que o importador jamais realize uma importação sem contratar uma apólice de seguro de transporte internacional.

Avaria simples ou particular

Nesse caso, a avaria é causada por situações onde a ação humana não foi a causa do dano. Tempestades, vendavais, danos causados pela tripulação (sem roubo) são alguns dos cenários mais comuns desse evento.

A chamada avaria simples se refere exclusivamente ao dano à carga, e não à tripulação ou navio. No caso da avaria simples, a compensação dos danos fica a cargo do dono da carga ou seguradora responsável.

O que é a carta-protesto e qual sua importância?

No caso de uma avaria durante o processo de importação marítima, existem certos deveres a serem realizados pelo segurado para ter certeza de que seus direitos estarão intactos.

Após a emissão do TFA, dependendo da situação, poderão ser requeridos pelas seguradoras vistorias e envio de carta-protesto.

Quando a avaria for localizada, é fundamental que o remetente redija uma carta-protesto. Esse documento terá o papel de informar ao transportador que a carga não chegou como combinado e que deverão ser tomadas providências legais.

A carta-protesto deve ser enviada em até 10 dias depois do recebimento da encomenda.

Outro detalhe desse documento é que não existe um protocolo para seu envio. Logo, ela pode ser enviada por e-mail, correio e até na própria lombada do documento de recebimento da encomenda.

Os dados que devem constar na carta são os dados do consignatário/importador, da fatura comercial e outras informações gerais de embarque.

De acordo com o artigo 754 do Código Civil, a carta-protesto é um documento vital para que se firme o processo após uma avaria.

Além do envio da carta, é necessário informar as seguradoras da avaria imediatamente, para que entrem em contato com comissários e analistas para verificação do problema.

Como evitar avarias e sujeira na carga?

É interessante sabermos evitar um cenário de avaria ou sujeira que vá comprometer a integridade do container e sua carga. Por isso, trazemos algumas informações básicas para ajudar na limpeza e proteção na hora de transportar cargas em containers.

Limpeza do container

Limpeza do container

Geralmente voltado para Containers NOR, é necessário limpeza, desodorização e descontaminação para uso em embarques de alimentos, químicos, etc.

Uma sugestão é varrer o container, por dentro, com um escovão próprio para remoção de resíduos, poeira, terra, areia etc. É importante não deixar nenhum líquido na superfície do container, para que não cause oxidação ou ferrugem.

Cuidado com o assoalho

É importante evitar manchas de óleo ou pregos no assoalho, que são normalmente utilizados para fixar a carga no container.

Esses objetos são potencialmente perigosos, podem causar danos às futuras cargas que serão alocadas no espaço e precisam ser removidos antes da devolução.

Borrachas de vedação

As borrachas acabam se desgastando com o tempo, então é importante ter o cuidado de observá-las ao fazer qualquer movimentação do container e solicitar as devidas substituições sempre que necessário.

Além disso, é fundamental ter atenção extra quando existe estufagem para que se evite o contato e cause danos à borracha.

Ferrugem

Containers acabam se desgastando com o tempo e com o contato com líquidos.

A ferrugem é um processo natural nesse meio, que deve ser evitada por meio de cuidados básicos e devidamente relatada pelos importadores quando se fizer presente no equipamento.

Portanto, é muito importante fazer ressalvas nos documentos quando der na retirada do container. Isso para evitar problemas na devolução.

Amassados, cortes, buracos, riscos, etc.

Geralmente causados por uso de empilhadeiras, são pontos necessários de constar na vistoria prévia ao utilizar o container. Deve-se ter cuidado redobrado quando se trata do Container NOR.

É fundamental observar que, caso o container seja devolvido com alguma avaria não constatada no documento ou contrato, será cobrada uma taxa de reparo e/ou limpeza do equipamento.

E então?

Você viu que falamos sobre quais são os tipos avarias que existem, o que é a carta-protesto e ainda, pontuamos algumas dicas para evitar a avaria e a sujeira no container.

Lembre-se que os containers são retirados no porto de origem em bom estado para uso e deverão ser devolvidos nas mesmas condições no porto de destino. O documento que atesta as condições que os containers são disponibilizados e entregues chama-se EIR (Equipment Interchange Receipt).

É responsabilidade (e direito) do exportador vistoriar o container e fazer ressalvas no EIR quando da retirada, podendo, inclusive, recusá-los, evitando problemas na devolução do container no porto de destino pelo importador. Estas responsabilidades estão previstas nas cláusulas no verso dos conhecimentos de embarque (BL).

Ao contar com um operador logístico qualificado, ele não só analisará a melhor opção de container para realizar a sua importação, como também atuará de forma eficaz caso ocorram avarias.

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Exportação de frutas: confira alguns documentos necessários!

A exportação de frutas é um mercado muito lucrativo para a economia nacional. Para se ter uma ideia, de acordo com matéria do site Dinheiro Rural, em 2018 o Brasil exportou 877,5 mil toneladas de frutas, tanto in natura quanto processadas.

Mesmo que isso represente uma fatia de apenas 0,9% das exportações de todo o agronegócio nacional, o setor vem mostrando força e um crescimento ano após ano, atraindo novos investidores.

Quem quer começar a exportar frutas, porém, precisa estar atento aos documentos exigidos para a prática. Confira, a seguir, mais números sobre o setor e quais são esses documentos! Continue a leitura!

Confira mais números sobre o mercado de exportação de frutas

No ano de 2018, os países importadores compraram mais de 95 milhões de toneladas de frutas, conforme dados expostos em matéria do site Abracomex. O número é extremamente atraente.

Isso gerou um movimento de US$ 135 bilhões para o setor, cifra 4,9% maior do que a registrada no ano anterior.

A International Trade Center, que deu base para os dados da matéria, aponta que há 5 anos esse mercado era 18,5% menor, o que demonstra um crescimento constante.

O Brasil também apresenta um ótimo volume colhido de frutas, garantindo uma margem para um crescimento maior em exportação. O país fica atrás apenas da Índia e da China. Como exportador, porém, a questão é diferente.

Embora o volume colhido seja alto, o Brasil vende somente 2% da sua produção interna, o que o coloca na 32ª posição do mercado mundial. Na América do Sul ficamos atrás da Argentina, Chile, Equador e Peru.

É preciso trabalhar melhor a cultura da exportação de frutas em território nacional.

Temos todos os motivos para liderar esse mercado, mas precisamos começar logo. Um dos caminhos mais viáveis é a União Europeia, que responde pela maior fatia das exportações brasileiras.

Em 2018, 630 mil toneladas de frutas brasileiras tiveram como destino os países da União Europeia, representando 72% das vendas, de acordo com matéria da Abrafrutas.

A Europa, com seus cerca de 740 milhões de habitantes, é um grande mercado, embora o cenário também esteja mudando e apresentando novos possíveis parceiros comerciais. Um deles, inclusive, é a China.

Qual a relevância da China nesse mercado?

Qual a relevância da China nesse mercado?

Existem muitas negociações comerciais entre Brasil e China começando, o que aumenta a expectativa para todos os setores, inclusive de frutas. Isso vale tanto para exportação quanto para importação.

O Nordeste brasileiro sai em vantagem, pois é uma região beneficiada pelo cultivo de melão, produzido em estados como Rio Grande do Norte e Ceará, uma iguaria muito requisitada internacionalmente.

Através da decisão de aumentar o comércio com o país asiático, o Brasil recentemente assinou nove protocolos com o governo chinês.

Entre eles, um documento envolve a importação de pera para o Brasil e exportação de melão para o território chinês.

O comércio chinês é muito disputado e sempre esteve na mira dos exportadores. Afinal, trata-se do país mais populoso do mundo e que já consome muitas frutas de regiões vizinhas. Esse novo acordo vai fortalecer e diversificar o setor.

Veja quais são os principais documentos necessários para exportar frutas

Já sabemos que o mercado internacional está se abrindo para nós e que o Brasil pode exportar ainda mais. Diante disso, é muito importante entender qual a documentação exigida na hora de exportar frutas para fora do país.

É bom ressaltar que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) não atua sobre a classificação e certificação de produto vegetal destinado à exportação. A única exceção a isso é quando surge a exigência do país importador.

Neste último caso, a Coordenação-Geral de Qualidade Vegetal (CGQV) do Departamento de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV) acompanha e promove atividades voltadas para a fiscalização e inspeção higiênico-sanitária e tecnológica.

Isso vale para qualquer produto vegetal in natura, processado, industrializado e seus derivados, incluindo azeites, frutas, cereais e outros. Essas medidas são importantes para garantir a qualidade e segurança dos produtos que saem do Brasil.

Em relação aos documentos, vamos listar aqueles mais importantes para a exportação de frutas. Confira:

Veja quais são os principais documentos necessários para exportar frutas

Cadastro no Decex (Departamento de Comércio Exterior, do MIDC)

Sem o cadastro no Decex, nada pode ser feito. O objetivo da empresa deve ser incluído no contrato social, para só então efetuar o cadastro junto ao órgão através do Banco do Brasil.

A partir daí, é preciso também se cadastrar no SISCOMEX (Sistema do Comércio Exterior).

Fatura Comercial

Outro documento essencial é a Fatura Comercial, que serve de base para o desembaraço aduaneiro no exterior. É muito importante que o documento não contenha erros, rasuras ou emendas, podendo assim ser invalidado.

Na falta de um modelo oficial, o formulário deve ser preenchido seguindo, principalmente, as exigências declaradas pelo país importador.

Como vimos anteriormente, dependendo do país, existem exigências específicas de inspeção, por isso é importante ficar atento!

Packing List (Romaneio)

Neste documento, é preciso descrever todas as mercadorias embarcadas ou, dependendo do produto, todos os componentes dessa mesma mercadoria em sua quantidade de partes fracionadas.

Isso serve para identificar e localizar com mais facilidade o item dentro de um lote. Permite também uma conferência mais fácil na hora da fiscalização, no embarque e também no desembarque.

No caso das frutas, é bom especificar a espécie das embalagens, sejam elas caixas, paletes, etc. Aqui também é incluso o peso líquido, peso bruto, dimensões unitárias e o total da cubagem.

Certificado de origem

É muito comum essa solicitação pelos importadores do MERCOSUL, da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e demais países que tragam essa exigência em sua legislação.

Se tudo estiver dentro das exigências previstas, o Certificado de Origem receberá o visto de federações, associações e câmaras de comércio ou departamentos governamentais.

Certificado de peso, qualidade e conformidade

Alguns países exigem que as mercadorias importadas sejam inspecionadas por organizações especializadas, mesmo antes do embarque. Isso serve principalmente para produtos de origem vegetal, mas não se restringe somente a eles.

Os certificados emitidos após inspeção são documentos básicos para liberação desses materiais nos países de destino.

Certificado Fitossanitário

O Certificado Fitossanitário pode ser considerado um dos mais relevantes entre todos os documentos. Ele é pedido nos casos de exportação de plantas, frutas e alimentos em geral. Por isso, é bom sempre tê-lo no topo da sua lista de documentação.

Registro de exportação

Sem o registro de exportação, você não terá autorização para exportar o produto.

O documento é obtido por via eletrônica através do SISCOMEX, sendo que o importador deve estar conectado à Receita Federal via Serpro, ou mesmo contratar os serviços de um despachante aduaneiro.

E então?

Você viu que falamos sobre alguns dados desse mercado, como ele tem acontecido em relação à China e também apresentamos os principais documentos que você precisa ter em mãos para exportar frutas sem grandes complicações.

Sabemos que adquirir e reunir todos estes documentos pode levar um certo tempo que talvez você não tenha, por isso o mais indicado é que você conte com o auxílio de um operador logístico para proporcionar ainda mais agilidade e eficácia em relação à documentação.

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Contêiner: conheça a história e os benefícios de usá-lo na sua logística!

Você consegue imaginar como era a logística antes do uso de contêiner? A necessidade de armazenamento é algo que sempre existiu, mas nem sempre esse recurso esteve disponível, principalmente se levarmos em consideração que as navegações para o transporte de produtos remetem à antiguidade. 

Antes do contêiner, o transporte era feito sem muita organização e padronização. Sem contar no armazenamento, em que os armazéns não ofereciam toda a segurança que diversos produtos exigem.

A maneira mais segura existente para transportar cargas veio para mudar essa realidade. Eles são mais fáceis de transferir, evitam acidentes e reduzem prejuízos comuns à logística. Saiba mais sobre os contêineres a seguir!

Confira uma breve história do uso de contêiner

Com a revolução industrial, a necessidade de pensar melhores soluções para armazenar e transportar cargas se tornou urgente. Foi só a partir de 1955 que a solução conhecida como contêiner viria a ser moldada, transformando para sempre a história.

Foi o empresário americano Malcom McLean, nascido na Carolina do Norte, que trouxe esse novo conceito para o mundo. McLean se dedicava ao ramo de transportes rodoviários e uma experiência que lhe deu o importante insight para a sua nova ideia.

Durante uma entrega para um cliente, Malcom acompanhou a forma como eram feitos os carregamentos e descarregamentos. O processo era totalmente braçal e envolvia o esforço de muitas pessoas – o que era pouco produtivo e de alto custo.

Quanto mais tempo os produtos ficavam parados, menos dinheiro os empresários faziam.

Ele precisava de uma solução para esse problema e começou a testar formatos do que viria a ser o contêiner, procurando um resultado mais resistente, padronizado, empilhável e fácil de carregar.

Em 1968 os formatos dos contêineres passaram por transformações, chegando muito mais próximo dos conhecidos hoje em dia.

Especialistas colocam o contêiner como uma das invenções que mais impulsionaram o processo de globalização nos últimos 60 anos.

Para se ter uma ideia, em uma matéria sobre o tema no Diário do Comércio, o advento do contêiner é comparado à reinvenção da roda! Muitos dos contêineres construídos há mais de 60 anos, inclusive, ainda estão em condição de uso.

Isso só mostra que, além das facilidades oferecidas pelo contêiner, ele ainda tem uma vida longa, podendo facilmente passar de 120 anos.

Saiba mais sobre os contêineres marítimos

Saiba mais sobre os contêineres marítimos

É impossível falar em contêiner sem tratar dos contêineres marítimos. Eles são compostos por materiais de alta resistência e viajam o mundo inteiro em navios gigantes.

O cargueiro chamado de Emma Maersk, por exemplo, tem capacidade para transportar cerca de 15 mil contêineres de uma vez só.

Para compreender sua relevância, pense que, sozinho, o Emma Maersk substitui o trabalho de 17 mil caminhões carregados, de acordo com uma matéria especial do site Transporta Brasil!

É fácil entender porque todo o comércio marítimo mundial depende de navios cargueiros como esse, que levam todo tipo de mercadoria, que vão desde produtos de menor valor até cargas valiosíssimas.

Além da alta capacidade e durabilidade, a segurança é um dos principais fatores que tornam esse recurso tão popular. É muito raro que um contêiner marítimo seja furtado ou danificado.

Outra grande questão é a sustentabilidade. Por ter uma vida útil longa, recursos descartáveis deixam de ser utilizados, como grandes embalagens plásticas ou construções tradicionais de alvenaria.

Entenda os benefícios da utilização do contêiner

O contêiner é fonte de inúmeros benefícios logísticos. Antes de compreendê-los, é preciso, porém, diferenciar os dois principais modelos utilizados no mercado mundial:

  • Tamanho TEU, do inglês Twenty Feet Equivalent Unit, como o próprio nome sugere, é uma “unidade equivalente a 20 pés”. Esse é o formato mais utilizado, principalmente na hora de transportar cargas pesadas e de menor valor agregado
  • Tamanho FEU, do inglês Forty Feet Equivalent Unit, ou “unidade equivalente a 40 pés”. Diferente do TEU, esse modelo é mais utilizado para cargas volumosas e de maior valor.

Garanta mais segurança

O contêiner é uma das formas mais seguras para transportar cargas. Isso se dá pela sua própria estrutura.

Construído a partir de material resistente, o contêiner é feito para garantir a segurança e a inviolabilidade sem perder a agilidade do transporte marítimo.

Sem contar no dispositivo de segurança aduaneira que, atendendo às condições técnicas e de segurança previstas pela legislação nacional e convenções internacionais, traz mais tranquilidade para quem transporta cargas.

Isso faz com que o contêiner seja mais do que uma simples embalagem. Pelo contrário: ele é considerado um equipamento transportador. Isso significa que o contêiner recebe diversas vantagens e favores fiscais em consequência disso.

Reduza custos

Reduza custos

Desde sua criação, a redução de custos esteve entre suas características mais marcantes.

O custo logístico é menor, uma vez que os contêineres são transferidos de forma mais rápida para diferentes modais de transporte, sem a necessidade de descarregar a carga.

Ele exige menos mão de obra, menos gente precisando trocar a carga de veículo a cada parada, como era antigamente.

Proteja a mercadoria

Principalmente quando a mercadoria é de alto valor, muitas vezes surge o medo de danificar a mesma. O contêiner também ajuda nesse ponto, evitando acidentes e prejuízos comuns a certos manuseios diretos de alguns produtos.

Como o processo de transporte não precisa de tantas etapas, fica mais fácil evitar acidentes.

A mercadoria também é acondicionada, permitindo carregamento e descarregamento de veículos sob condições climáticas adversas. Materiais sensíveis a picos de temperatura também tem uma melhor proteção neste caso.

Tenha mais organização e melhore a logística

É muito fácil se perder quando o transporte de carga depende da troca de modais e manuseio direto de produtos. A facilidade que o contêiner traz também reflete em maior organização na hora de fazer a logística.

Além disso, a agilidade é um ponto crucial, que permite um aumento da rotatividade e, consequentemente, melhor otimização do tempo.

Você já conhecia a história do contêiner? Se ficou com alguma dúvida sobre o assunto ou tem interesse em fazer uma cotação de frete marítimo, entre em contato conosco e saiba como podemos ajudá-lo!

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Confira os 10 produtos mais importados e exportados pelo Brasil em 2019!

Saber quais são os produtos mais importados e os mais exportados pelo Brasil é de suma importância para conhecer as demandas e os gargalos oferecidos aos empresários que desempenham relações comerciais com outros países.

De extrema relevância para o mercado mundial, o comércio exterior brasileiro segue em pleno crescimento e repleto de oportunidades.

Confira, a seguir, quais são os produtos mais importados e também os mais exportados por nosso país e fique por dentro da nossa realidade perante o cenário competitivo global! Continue a leitura!

Produtos mais importados pelo Brasil

Segundo dados levantados no ano de 2018 pelo Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, o nosso país é o 29º que mais importa produtos em todo o mundo.

De acordo com dados abordados em um artigo especial do Blog FazComex sobre o tema, em 2019 as importações brasileiras foram 15,4% maiores que o ano anterior, atingindo a marca de US$ 550,73 milhões comercializados no mês de agosto.

Ainda segundo as informações reunidas pelo blog, os produtos mais importados no Brasil foram:

1 Produtos manufaturados

Os itens que conquistaram a primeira posição entre os produtos mais importados no país são os produtos manufaturados, ou seja, aqueles fabricados em série, de maneira padronizada e em grandes quantidades. No total das importações, eles representam cerca de 5,57% do total.

2 Medicamentos para medicina humana e veterinária

2. Medicamentos para medicina humana e veterinária

Os medicamentos, tanto para medicina humana quanto para a veterinária, representaram 4% das importações brasileiras. O dado inclui medicamentos na forma de matéria-prima, como produto semielaborado, a granel ou mesmo acabado.

3 Óleo combustível

Com uma fatia de 3,31% do total dos produtos mais importados no mercado brasileiro, o óleo combustível é um derivado de petróleo que pode ser considerado como óleo combustível pesado ou ainda como óleo combustível residual.

4 Partes e peças para veículos automóveis e tratores

Com 2,75% das importações, o mercado internacional de peças e partes para veículos ainda apresenta uma grande relevância entre os brasileiros.

Mesmo que o país se destaque pelo grande número de montadoras de automóveis, tratores e demais veículos, as importações ainda são muito relevantes, conquistando o quarto lugar do ranking.

5 Circuitos integrados e micro conjuntos eletrônicos

Com 2,93% das importações, os circuitos integrados são caracterizados por conjuntos que incluem miniaturas de transistores, resistores, diodos, capacitores, entre outros componentes, gravados em lâmina com chip de silício.

6 Inseticidas, formicidas, herbicidas e produtos semelhantes

Com 1,84% dos negócios, as substâncias empregadas na prevenção e combate de pragas, tanto em plantações quanto em domicílio, são os sextos produtos mais importados no mercado brasileiro.

7 Compostos heterocíclicos, seus sais e sulfonamidas

Fundamentais para o mercado químico, os compostos heterocíclicos são aqueles que contam com um ou mais átomos diferentes de carbono em seu anel, a exemplo do enxofre, oxigênio e nitrogênio. Esse tipo de produto representa 2,73% das importações.

8 Plataformas de perfuração ou de exploração, dragas, etc.

Plataformas de perfuração ou de exploração, dragas

Utilizadas principalmente na perfuração ou na produção de gás natural e de petróleo, as plataformas consistem em grandes estruturas que reúnem os equipamentos necessários para esse tipo de exploração e seus profissionais. Elas representam 2,3% do total dos produtos mais importados.

9 Naftas

Empregado principalmente na indústria petroquímica como matéria-prima para a produção de itens como propeno, eteno, benzeno, xileno e tolueno, as Naftas Petroquímicas ou Naftas Não-energéticas contam com 1,9% das importações. O produto final mais comum que exemplifica o seu uso é o gás canalizado doméstico.

10 Automóveis de passageiros

Os automóveis de passageiros são aqueles de pequeno porte, com capacidade máxima para 7 passageiros. Eles correspondem a 1,89% dos produtos mais importados, ocupando o décimo lugar da lista.

Agora que você já sabe quais são os itens que o Brasil mais importa, descubra, no item seguinte, quais são aqueles que mais exportamos para outros países!

Saiba quais são os itens que o nosso país mais exporta

Divulgados no levantamento Comex Vis de 2019 pelo Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, dados apontam que, entre janeiro e outubro desse ano, o Brasil exportou US$ 185,54 bilhões.

Em relação ao ano anterior, o país registrou um crescimento de 9,1%, apresentando um dos melhores resultados de sua história nas exportações.

Em outra matéria do Blog FazComex, foram reunidos os 10 produtos que mais vendemos para outros países com base nos levantamentos do MDIC. Confira:

1 Soja

Soja

Perdendo apenas para os EUA, o Brasil é o segundo maior produtor de soja de todo o mundo. Sua participação nas exportações foi de 12,36%, sendo que 77% do total dessas exportações foram direcionadas à China.

2 Petróleo

Até outubro de 2019, as exportações de petróleo geraram uma receita de US$ 19,46 bilhões. Assim como a soja, o principal comprador desse produto foi a China, com 64% das aquisições. Em segundo lugar está os EUA, com 13%.

3 Minério de ferro

Também exportado principalmente para a China, o minério de ferro e seus concentrados, entre janeiro e outubro de 2019, gerou receitas de US$ 18,57 bilhões, representando 10% de todas as exportações feitas pelo Brasil.

4 Celulose

Oriunda principalmente do Estado do Mato Grosso do Sul, a celulose brasileira ocupa o quarto lugar da lista com uma receita exportada de US$ 6,55 bilhões até o mês de outubro.

5 Milho

Com uma participação equivalente a 3,19% de todas as exportações brasileiras, os grãos de milho geraram uma receita de US$ 5,92 bilhões até o mês de outubro.

Seus destinos, ao contrário dos itens citados anteriormente, são bem distintos. Irã recebe 15% dos produtos, enquanto Japão tem 13% de representação e Vietnã 9,2%.

6 Carne de frango

Carne de frango

A receita gerada pelas exportações da carne de frango foi de US$ 5,18 bilhões, o que representa 2,79% dos negócios. Entre os principais destinos do produto, estão países como China, Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

7 Produtos manufaturados

Se os manufaturados ocupam a primeira posição entre os produtos mais importados no Brasil, sua relevância também é grande entre os exportados, onde garantem a 7ª posição na lista e apresentam uma receita de US$ 4,92 bilhões.

8 Carne bovina

Com 2,63% das exportações até outubro de 2019, a carne bovina brasileira gerou uma receita de US$ 4,88 bilhões.

Sua comercialização, seja congelada, fresca ou refrigerada, é direcionada principalmente para a China e ao território autônomo de Honk Kong, que adquirem, respectivamente, 34% e 13% do total.

9 Farelo de soja

O farelo de soja, exportado principalmente pelo Estado do Mato Grosso, representa 2,6% de todas as exportações brasileiras. A receita gerada pelo produto até o mês de outubro foi de US$ 4,81 bilhões.

10 Açúcar

Em décimo lugar, está o açúcar de cana, exportado principalmente pelo Estado de São Paulo e tendo como principais destinos Argélia, Bangladesh, China e Arábia Saudita.

Você já tinha ideia de quais foram os produtos mais importados e exportados pelo Brasil em 2019? Se ficou com alguma dúvida sobre o assunto, clique abaixo e entre em contato conosco!

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Descubra como o Ano Novo Chinês afeta suas importações!

Brasil e China são países com uma importante relação de comércio exterior, mas suas diferenças culturais e distância geográfica exigem atenção para que determinadas datas, como o Ano Novo Chinês, não afetem o bom andamento dos negócios.

Muitos empresários estão acostumados apenas com as peculiaridades do calendário ocidental, se esquecendo de que em países mais distantes existem feriados muito diferentes dos nossos e vice-versa.

O grande problema de não se atentar ao calendário chinês, principalmente em datas relevantes como o Ano Novo, são os eventuais transtornos que podem acontecer em relação aos prazos de entrega das importações, que podem trazer muitos empecilhos!

Saiba mais a seguir sobre o tema e descubra como evitar esses problemas!

Entenda os impactos que o Ano Novo Chinês provoca nas importações

Entre todos os feriados do povo chinês, o Ano Novo é considerado o mais importante de todos.

Para se ter uma ideia da importância que o Ano Novo Chinês tem para os habitantes, todos costumam tirar uma semana de folga de seus trabalhos, fazendo com que todas as linhas de produção no país parem.

Sabendo disso, muitos importadores brasileiros e de outras partes do mundo costumam antecipar as suas compras, a fim de garantir que os produtos adquiridos cheguem a tempo.

Isso gera um aumento significativo na demanda das fábricas, que podem acabar não aceitando pedidos de última hora.

Mantenha-se atento aos prazos estabelecidos pelos fabricantes

Mantenha-se atento aos prazos estabelecidos pelos fabricantes

No período que antecede o Ano Novo Chinês, os fabricantes do país aceitam apenas pedidos que terão capacidade de ser entregues antes que o feriado comece a ser comemorado.

Ao contrário do que ocorre em nosso país, em que algumas fábricas operam com meia produção ou sob demandas especiais em tempos de feriados prolongados, a produção chinesa só é iniciada e os pedidos reestabelecidos depois desse período de folga.

De acordo com especialistas mencionados em uma matéria do site China Link Trading, o prazo médio para as entregas, dependendo do tipo de produto e caso a fábrica esteja sem acúmulo de pedidos, é de 45 dias.

Apesar do tempo de folga durar apenas uma semana, porém, muitos fabricantes costumam estender a pausa por mais uma semana, somando 15 dias parados e fazendo com que esse período para a entrega dos pedidos dobre.

Outro ponto importante é que esse tempo de recesso pode variar, ou seja, algumas fábricas podem conceder a folga antes ou depois do Ano Novo Chinês.

Ainda de acordo com a reportagem citada anteriormente, o período que compreende as datas de 20 de janeiro até os últimos dias de fevereiro geralmente é marcado por baixas ou nenhuma atividade dos importadores, já que as fábricas param totalmente.

Negocie com armadores já no fim de ano ocidental

Os armadores ou transportadores marítimos têm o hábito de aproveitar as datas comemorativas, como é o caso do Ano Novo Chinês, para realizar uma prática conhecida como “blank sailing”. Ela consiste no cancelamento da viagem que seria realizada pelo navio, reduzindo a oferta, e dependendo da demanda poderá inflacionar os valores de frete.

Geralmente, nessa época, os armadores podem estabelecer mais de uma “blank sailing” por semana, podendo interferir nos embarques e causar atrasos, já que ocorre um acúmulo de cargas que não conseguem ser embarcadas antes do feriado.

Por conta dessa questão, é altamente recomendado que os valores de frete junto aos armadores sejam estabelecidos já na eminência do fim do ano, enquanto os preços ainda estão relativamente mais baixos.

Faça um planejamento logístico ainda mais detalhado nessa época do ano

Antes de fazer qualquer importação durante o período que antecede ou mesmo depois do Ano Novo Chinês, tenha certeza de que o seu planejamento logístico está bem definido e detalhado.

O motivo para isso é simples: não são apenas as fábricas que param nesse período do ano, mas também todos os serviços fundamentais ao processo de importação!

Seja os serviços de transporte até o porto ou espaços de armazenamento, o processo de desembaraço no país de origem ou mesmo os serviços de embarque no navio estarão sem funcionar durante longos dias, por isso é primordial manter-se atento.

Esteja alinhado com cada prestador de serviço que será responsável por cada etapa de sua importação ou garanta que o seu operador logístico evite que você se depare com um serviço parado em determinada data sem estar esperando por isso.

Como cada etapa é relevante e afeta os prazos como um todo, é essencial que tudo esteja alinhado e bem planejado para que nenhuma entrega seja comprometida pelas peculiaridades do Ano Novo Chinês!

Saiba quais são os principais desafios desse período e como saná-los de maneira eficiente

Saiba quais são os principais desafios desse período e como saná-los de maneira eficiente

Alguns dos desafios do Ano Novo Chinês são comuns entre todos os empresários que realizam importações junto ao país e podem ser sanados por meio de cuidados básicos. Confira os principais deles:

Frete internacional inflacionado

Conforme mencionamos anteriormente, na eminencia do feriado, muitos empresários antecipam os seus pedidos para garantir os prazos de entrega, fazendo com que a demanda aumente expressivamente.

Isso aumenta o valor do frete internacional, portanto é necessário que o planejamento do orçamento considere a elevação do valor total da importação por conta desse fator.

Aumento do tempo de produção

Com a antecipação dos pedidos feitos pelas empresas às indústrias por conta da pausa no mês de fevereiro, a demanda será maior e, consequentemente, também o tempo de produção dos produtos.

Para evitar atrasos decorrentes desse aumento, é importante antecipar a programação das compras, fazendo com que as importações considerem a janela maior de produção e cheguem no tempo planejado.

Entraves logísticos

No período do Ano Novo Chinês, não são apenas as fábricas e o transporte marítimo que sofrem problemas.

Muitas cargas podem ficar paradas, dificultando a contratação de armazéns para a estocagem de contêineres.

Além disso, o próprio transporte rodoviário entre as fábricas e os portos ou terminais é comprometido nessa época do ano, portanto é preciso estabelecer um planejamento preciso em relação às contratações e antecipar-se o máximo possível.

Eventual descompromisso com as cargas

A eminência do feriado no Ano Novo Chinês pode fazer com que os profissionais chineses fiquem ansiosos e adotem um ritmo mais lento que o normal na operação das cargas.

Por conta da diferença entre a realidade vivida no país de origem dos produtos, a relevância dada pelos profissionais na China às movimentações pode ser menor que a esperada pelo importador, gerando frustações.

Trata-se de uma época que exige paciência, muito planejamento e, principalmente, o estabelecimento de boas parcerias!

Você já sabia como o Ano Novo Chinês afeta as importações? Se ficou com alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato conosco!

Se tem interesse em saber como podemos contribuir para você realizar suas importações com tranquilidade e eficácia durante esta data tão importante, clique abaixo e entre em contato conosco!

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Multas na importação: confira as mais comuns e saiba como evitá-las!

Sofrer com multas na importação pode ser muito mais comum do que muitos imaginam, afinal, trata-se de um processo repleto de nuances e detalhes que exigem extrema atenção e alinhamento às exigências legais.

Conhecer as multas mais comuns que marcam o cotidiano das atividades do comércio exterior brasileiro é de suma importância para evitá-las.

Nesse sentido, iremos pontuar as penalidades mais corriqueiras nos processos de importação e algumas dicas para que elas não ocorram! Continue a leitura!

Quais as multas na importação mais comuns no comércio exterior brasileiro?

As 3 principais multas na importação, que devem ao máximo ser evitadas para garantir o melhor padrão possível de rentabilidade no comércio exterior, são:

Irregularidades na Fatura Comercial

Dentre todos os documentos exigidos pela Receita Federal nos processos de importação, a Fatura Comercial é uma das mais relevantes, pois contém diversos dados da operação.

De acordo com o Artigo 557 do Regulamento Aduaneiro, essas informações precisam constar obrigatoriamente e incluem questões como:

  • País de origem, país de aquisição e país de procedência do item
  • Quantidade e espécie, além do peso bruto dos volumes
  • Nome e endereço completos, tanto do importador, quanto do exportador
  • Termo da condição de venda, conhecido como INCOTERM
  • Custo do transporte de acordo com os termos do inciso I do art. 77
  • Condições e moeda de pagamento
  • Despesas referentes aos itens descritos na fatura
  • Preço total e unitário de cada espécie de produto
  • Montante e natureza de eventuais descontos e reduções acordadas.

A Fatura Comercial é um documento imprescindível para os processos de importação e é exigida com extremo rigor pela Receita Federal, já que as informações contidas nela dão respaldo para toda a tributação da operação.

O valor da multa em caso de irregularidades na inserção de dados é fixo. Corresponde a R$ 200,00, de acordo com o Art. 715 do Regulamento Aduaneiro.

Problemas na classificação de NCM

A Nomenclatura Comum do Mercosul, conhecida pela sigla NCM, é um código de 8 dígitos que desempenha a função de identificar cada produto importado.

Ao cadastrar o código de maneira equivocada, a interpretação obtida é que determinado item na verdade seria outro produto, provocando uma discrepância administrativa passível de multa.

É justamente o código NCM que permite a definição de impostos como o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto de Importação (II), mesmo o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e também PIS e COFINS.

Por esse motivo, caso ocorram problemas em seu cadastramento e classificação, a importação de um produto corresponderia ao pagamento de taxas de um outro diverso, o que representa um grave erro.

Nessas situações, o cálculo da multa representa 1% do valor aduaneiro, com valor mínimo de R$ 500,00, segundo o Art. 711, § 2º, do Regulamento Aduaneiro.

Já o valor máximo é de 10% do total da Declaração de Importação, de acordo com os termos do Art. 711, § 5º, do Regulamento Aduaneiro.

Discrepância entre o preço declarado e o preço real

Essa é uma situação que pode ocorrer tanto por conta de erros e falta de atenção, quanto por infrações motivadas pela vontade de pagar menos tributos.

Basicamente é quando o valor do item pago é diferente do valor declarado. Isso geralmente ocorre quando o fornecedor estrangeiro, a fim de beneficiar o importador de maneira ilegal, apresenta um valor mais baixo na Fatura Comercial do produto.

Quando detectada, porém, a infração acaba ocasionando o efeito oposto, já que o importador acaba pagando um montante significativamente maior por conta da multa imposta pela Receita Federal.

O cálculo, nessas situações, segue os padrões do Art. 703 do Regulamento Aduaneiro, exigindo o pagamento de 100% da diferença apurada no valor registrado.

Como evitar multas e problemas junto à Receita Federal em importações?

Como evitar multas e problemas junto à Receita Federal em importações?

Para que multas na importação não aconteçam, o controle e o planejamento logístico são fundamentais para qualquer empresa! Confira algumas dicas para evitar erros e eventuais sanções durante as importações do seu negócio:

Tenha atenção especial à NCM

Conforme mencionamos anteriormente, a NCM é indispensável para a classificação fiscal da importação e serve para definir diversos aspectos em âmbitos fiscais, jurídicos e aduaneiros.

Muitos consideram que o preenchimento da NCM correta é a etapa mais importante da importação, pois ela define diretamente o futuro do negócio em questão, influenciando na segurança fiscal do item em trânsito da compra no Brasil.

Nesse quesito, não se deve arriscar! É importante contar com uma assessoria especializada, que entenda com precisão os critérios desse tipo de definição e seja capaz de tomar as decisões mais assertivas para evitar possíveis multas.

Realize uma análise administrativa

Ter certeza do alinhamento de todos os critérios administrativos que podem impactar na importação de maneira fiscal e jurídica também é imprescindível para os negócios internacionais.

Nesse sentido, dispor de uma boa consultoria também é de suma importância, pois só profissionais com experiência e conhecimento na área serão capazes de realizar pesquisas e análises com excelência junto aos órgãos responsáveis pelas operações.

A análise inclui desde certificações junto a órgãos como Inmetro, Anvisa ou Mapa, por exemplo, até cuidados que muitas vezes podem passar despercebidos pelos importadores, como padrões de rótulos, contrarrótulos e etiquetas, por exemplo.

Muito além das multas na importação, a falta de atenção e segurança em relação a essas questões podem gerar prejuízos gigantescos e até inviabilizar todo o negócio.

Não abra mão do melhor padrão de planejamento e acompanhamento

Mesmo que pontos fundamentais como a NCM e as questões administrativas dos produtos estejam bem definidas, o risco de multas na importação ainda não está totalmente extinto!

Todas essas informações, sem exceção, precisam estar devidamente mencionadas nas documentações que acompanham os carregamentos e nos sistemas de controle dos países envolvidos nas transações.

Erros nesse sentido podem ser extremamente comprometedores, por isso reforçamos que buscar pelos serviços de um bom agente de carga, com experiência no mercado exterior e ampla vivência logística, é fundamental.

Os mais simples erros podem comprometer os negócios de maneira fatal, por isso jamais realize operações de importação de maneira amadora, pois isso pode prejudicar sua capacidade de aumentar a produtividade nas operações logísticas!

Somos referência no assunto e podemos lhe ajudar não só a evitar multas na importação, mas também a obter os melhores resultados em seus negócios logísticos! Clique abaixo, entre em contato conosco e solicite uma cotação sem compromisso!

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Entenda mais sobre o novo processo de importação!

Entenda mais sobre o novo processo de importação!

A fim de desburocratizar as relações comerciais internacionais brasileiras e alinhar o país ao que há de mais moderno na área, um novo processo de importação está sendo implementado para tornar as atividades ainda mais competitivas.

Descubra, a seguir, quais os principais objetivos dessas mudanças, a previsão de suas implementações, o que é a Declaração Única de Importação e quais as principais vantagens desses novos processos! Continue a leitura!

Quais os principais objetivos do novo processo de importação?

O Governo Federal está realizando importantes investimentos para que o processo de importação no país tenha melhorias significativas em todas as suas etapas.

Do pagamento de impostos, controle das cargas, intervenientes de seguimento e outras questões fundamentais no transporte de carga, a ideia é agregar mais agilidade, melhor custo-benefício e diminuir a burocratização para os importadores.

As mudanças já começaram a ocorrer desde outubro de 2018, mas muitas ações ainda estão em curso e prometem mudar o cenário das empresas e pessoas físicas que atuam nesse tipo de atividade.

O novo processo de importação visa facilitar procedimentos da mesma maneira que os novos processos de exportação tiveram a implementação da Declaração Única de Exportação (DU-E), que facilitou todos os procedimentos de maneira unificada.

A fim de melhorar o Comércio Exterior Brasileiro, bem como, os padrões de atividades das pessoas físicas e jurídicas que atuam na área e a relação com países parceiros, os seguintes itens serão gradualmente implementados:

  • Declaração Única de Importação (DUIMP)
  • Catálogo de Produtos
  • Cadastro de Atributos
  • Controle de Carga e Trânsito (CCT)
  • Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE)
  • Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO)
  • Gerenciamento de riscos.

Confira, no item seguinte, qual será o cronograma de implementação do novo processo de importação para o Comércio Exterior Brasileiro.

Download Guia Passo a passo para a realização da operação de importação

Quando as mudanças serão implementadas?

Como mencionamos anteriormente, já em 2018 algumas das mudanças foram adicionadas às importações no Brasil.

Essas ações, porém, fizeram parte apenas de um projeto piloto supervisionado, que serviu para a identificação de possíveis mudanças, adequações ou ajustes. Nessa etapa, foram apenas registradas algumas DUIMPs.

Em parceria com a iniciativa privada, a Receita Federal trabalhou para que as primeiras versões do módulo CCT fossem liberadas ainda no ano de 2019, inicialmente na modalidade aérea.

O objetivo da ação é que, futuramente, o módulo substitua o sistema MANTRA da Receita Federal, que atualmente ainda rege essa área.

A expectativa é que o novo processo de importação, de acordo com o cronograma do Governo Federal Brasileiro, tenha o início de sua implementação completa já no ano de 2020.

Até que todas as etapas sejam concluídas, os interessados já podem usufruir das etapas que estão em teste ou que já foram liberadas.

Agora que você já sabe que a Declaração Única de Importação (DUIMP) representa a primeira mudança significativa já implementada no novo processo de importação, saiba mais sobre as suas características no item a seguir.

O que é a DUIMP?

O que é a DUIMP?

A Declaração Única de Importação, ou simplesmente DUIMP, consiste em um documento eletrônico que agrega todas as informações indispensáveis para o controle do processo de importação pelos órgãos competentes da área.

Entre os dados contidos na documentação, estão informações de natureza administrativa, aduaneira, financeira, comercial, fiscal e tributária.

O grande objetivo da DUIMP será a substituição de dois documentos que hoje regem as importações brasileiras: a Declaração de Importação, ou apenas DI, e a Declaração Simplificada de Importação, conhecida como DSI.

Nessa versão piloto da DUIMP, que está em operação no Portal Único Siscomex, apenas alguns perfis restritos de empresas e certos tipos de processos podem ter acesso. São eles:

  • Importações destinadas a consumo
  • Empresas certificadas no programa Operador Econômico Autorizado – OEA, tipo C2
  • Transportes por modal aquaviário
  • Operações e itens que não estão sujeitos a licenciamentos de importação
  • Importação por conta e ordem (OEA C2)
  • Recolhimento de tributos integral
  • Uso de catálogo de produtos obrigatório
  • Preenchimento apenas por tela, sem uso de serviço/XML.

Por enquanto, é possível elaborar tanto a DI e a DSI quanto a DUIMP nessas situações, já que a mudança está sendo implementada de maneira gradual.

É importante, porém, que os operadores já estejam preparados para o novo padrão de documentação, já que ele será estabelecido como regra ao fim de todo o processo de implementação.

Entendendo o Catálogo de Produtos da DUIMP

Integrado com a DUIMP, um novo módulo foi adicionado no Portal Siscomex para que os importadores mantenham um cadastro preciso de todos os produtos importados.

Seu principal objetivo é auxiliar o preenchimento da DUIMP, aumentando a qualidade da descrição dos itens e promovendo mais segurança e facilidade na classificação fiscal.

As informações na ferramenta são organizadas em atributos, com a possibilidade de anexação de documentos e imagens que ajudem na sua gestão administrativa, análise de riscos e fiscalização.

O Catálogo terá como base a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e não poderá ser alterada. O uso dele conta com alguns objetivos bem definidos, em que destacamos:

  • Garantia de mais qualidade na descrição dos produtos
  • Auxílio no tratamento administrativo, na fiscalização e na análise de riscos
  • Mais segurança e facilidade na classificação fiscal
  • Aumento da precisão e da qualidade na descrição dos itens
  • Possibilidade de que os intervenientes integrem seus sistemas ao Catálogo, garantindo informações conforme suas necessidades
  • Fornecimento das informações dos produtos uma única vez para todos os órgãos envolvidos
  • Garantia de mais agilidade para a atuação dos órgãos envolvidos nas operações de importação.

Importância do preenchimento correto do Catálogo de Produtos

É muito importante que você fique atento ao Catálogo de Produtos já que a alimentação e o gerenciamento serão feitos por você, assim como a atualização de informações dos produtos já cadastrados ou mesmo de outros cadastros de mercadorias necessários.

Nesse sentido, é essencial frisar que ele será um banco de dados que servirá para aprimoramento da descrição das mercadorias transacionadas, fonte de informação para tomada de decisão e ainda poderá servir como histórico dos itens cadastrados em caso da mudança fiscal de um produto.

Nossa indicação quanto a relevância da descrição correta dos produtos dentro do Catálogo é que exista um trabalho de revisão da descrição e da classificação fiscal dos itens antes de submetê-los ao Catálogo.

Essa ação pode demandar certo tempo, mas é fundamental para que o preenchimento do Catálogo seja feito sem erros e sua empresa possa criar um banco de dados com informações corretas para as transações internacionais.

Quais os principais benefícios do novo processo de importação?

Visando uma coordenação mais alinhada das atividades de registros nos processos de importação, as mudanças buscam também otimizar os controles aduaneiros, fiscais e administrativos de todas as operações que as envolvem.

Outro benefício marcante do novo processo de importação é garantir que a entrada das informações exigidas aos importadores se torne unificada e que o seu compartilhamento seja mais eficiente, eliminando repetições e redundâncias.

De acordo com o relatório divulgado no próprio Portal Único Siscomex, é esperado que os novos padrões de importações garantam uma série de benefícios para todos os agentes envolvidos nessa cadeia comercial. Os principais deles são:

  • Centralização das solicitações e da obtenção de licenças de importação em um único local de acesso
  • Eliminação da necessidade de que os operadores acessem diversos sistemas e preencham diferentes formulários em papel, evitando repetições, gasto excessivo de tempo e retrabalhos
  • Redução da burocracia e do tempo empregado nas importações com anuência
  • Garantia de um controle mais assertivo, eficiente e efetivo em todo o processo de importação
  • Maior flexibilização para a concessão de licenças de importação em relação ao número de operações que são abrangidas
  • Realização de validação automática entre a operação que é autorizada no módulo de licenciamento de importação e a realizada conforme o que é declarado na DUIMP
  • Harmonização dos procedimentos adotados pelos diferentes órgãos da Administração Pública que atuam como responsáveis pelo controle de importações
  • Diminuição do tempo de permanência das mercadorias em Zona Primária, garantindo uma significativa redução de custos nas importações
  • Maior previsibilidade e transparência aos atores envolvidos no processo de importação.

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Tipos de armazenagem: descubra qual é a mais adequada para sua empresa!

Tipos de armazenagem: descubra qual é a mais adequada para sua empresa!

Se tratando de logística, a armazenagem é uma atividade muito importante para as empresas. Este serviço consiste, de maneira básica, na estocagem ordenada e distribuição dos produtos.

Entender cada tipo de armazenagem existente é fundamental para decidir pelo melhor para sua empresa, obtendo resultados mais produtivos e efetivos no cotidiano de trabalho.

Neste artigo você vai entender a importância da armazenagem, as atividades envolvidas neste sistema, os tipos de armazenagem e também o que considerar para escolher o que melhor supre as demandas da sua empresa. Continue a leitura!

Como a armazenagem se desenvolveu dentro da logística?

Até alguns anos atrás, a utilidade da armazenagem era apenas uma: guardar determinados materiais. Com o passar do tempo, os gestores de empresas começaram a perceber o potencial da armazenagem e entender que este serviço poderia trazer rendimento e produtividade ao fazer parte de atividades de produção, marketing e finanças.

Isso foi possível devido ao “nascimento” das atividades de controle dentro da logística e, especialmente, da armazenagem. O controle na logística envolve a proteção de materiais, controle de entrada, saída e estoque, distribuição, controle de demanda e até capacidade de produção.

Desta forma, os armazéns que antes eram apenas um local para estocar produtos, tornaram-se um setor para customização das atividades, aumentando a consistência e lucratividade das empresas.

Quais são os principais tipos de armazenagem?

Armazenar produtos não é uma etapa simples na logística, já que não basta apenas alocar em um espaço. É também necessário registrar a entrada e a saída, catalogar e administrar de forma adequada.

Para escolher entre os tipos de armazenagem é fundamental levar em consideração o que se encaixa melhor no modelo de serviços da empresa. Desta forma, se evita a geração de custos excessivos e se deixa a atividade mais dinâmica, facilitando todo o processo logístico.

As três principais formas de armazenagem são:

Própria

Esse tipo de armazenagem, como o nome já diz, é realizado pela própria empresa. Ou seja, a empresa faz toda a gestão do espaço em que os produtos ficam. O galpão é de sua inteira responsabilidade e os processos são definidos de forma autônoma por ela.

A armazenagem própria demanda funcionários da empresa para o serviço, já que eles farão a operação e gestão do local. Optar por ela deve ser realmente viável e necessário, visto que demanda maior mão de obra e tempo nas atividades relacionadas.

Além disso, treinamentos regulares são imprescindíveis para os colaboradores que conduzem os processos, garantindo capacitação atualizada aos responsáveis e melhor eficiência dos procedimentos.

A vantagem é que contar com um armazém próprio abre mais possibilidade de mudanças. A instalação pode ou não ficar alocada nas dependências da empresa, mas a questão de logística estratégica deve ser considerada.

Um exemplo é contar com um galpão que fique próximo de uma rodovia. Assim se otimiza o processo de transporte, chegada e saída de produtos.

Terceirizada

Terceirizar a armazenagem é muito comum e é uma opção vantajosa para grande parte das empresas. Este tipo de armazenagem dispensa cuidados excessivos por parte do negócio. Nele, todo o processo logístico no armazém é de responsabilidade de uma empresa terceirizada à parte, com expertise na área.

O principal benefício é não precisar dispor de mão de obra própria para os cuidados com o armazém, bem como, o treinamento e capacitação de funcionários.

O modelo terceirizado se vale de um gerenciamento especializado de empresas que só atuam nesta área, tomando conta de todas as demandas. É um excelente recurso para evitar danos, perdas e desperdício de produtos, já que todas as etapas de estocagem são acompanhadas de perto.

Contratada

Esse é um tipo intermediário de armazenagem se comparado aos dois anteriores. Neste modelo, a empresa contrata o armazém, dispondo do espaço físico dele, porém, demanda funcionários próprios para cuidar dos processos logísticos.

Nesse sentido, é necessário pagar aluguel do armazém e contar com uma equipe capacitada para lidar com os procedimentos.

O que considerar para escolher a armazenagem?

As empresas possuem, naturalmente, necessidades distintas! Os diferentes tipos de armazenagem podem atender à todas elas, desde que alguns pontos importantes sejam considerados para fazer a escolha adequada.

Confira a seguir alguns aspectos importantes para avaliar.

Layout do espaço

Os layouts de armazenamento são as estruturas físicas que recebem os produtos e variam de acordo com o que a empresa precisa guardar nos armazéns.

É preciso procurar um layout que facilite não só a alocação dos produtos, mas também a chegada e retirada dos mesmos. Deve se pensar qual tipo de material será armazenado, tamanho, volume e cuidados necessários com a mercadoria.

Custos

Ao escolher dentre os tipos de armazenagem é preciso avaliar qual custo determinada escolha vai gerar ao negócio. Por exemplo, manter um armazém próprio geralmente é a opção mais cara. Porém, pode ser a escolha mais viável para empresas de grande porte e que trabalham com grandes volumes de produtos.

O valor que a empresa dispõe para essa etapa logística deve ser conhecido ao tomar essa decisão. É provável que pequenos e médios empresários tenham mais vantagem optando pela terceirização da armazenagem. Mesmo com um custo geral, esse modelo acaba sendo mais barato do que dispor de equipe e local próprios.

Não existe uma regra, já que no mercado você encontra negócios de todos os portes que optam dentre todas as soluções. Contudo, muitos critérios precisam ser analisados para que de fato se tenha a opção que ofereça melhor custo-benefício a empresa.

Localização

É fundamental que a localização seja estratégica! Isso não significa que o armazém deva estar próximo ou nas dependências da empresa.

O mais importante é o local ter acesso rápido às vias que conduzirão o produto e acesso facilitado para entrada e saída dos caminhões e carros que farão as entregas na etapa de distribuição.

Amplitude

O espaço do armazém deve comportar o volume de produtos com o qual a sua empresa trabalha. Para uma empresa de grande porte, com distribuição nacional, é necessário um local grande o bastante para comportar a produção.

Para empresas que não demandam tanto espaço, é fundamental encontrar um armazém na medida adequada, evitando custos em excessos e facilitando a gestão logística.

Nós da DC Logistics Brasil podemos te ajudar!

A armazenagem é uma etapa importantíssima da logística. Uma escolha assertiva dentre os diferentes tipos de armazenagem – levando em conta as necessidades e demandas do negócio – garante uma gestão eficiente, mais qualidade dos serviços e custos adequados à realidade administrativa da empresa.

Todos esses aspectos que precisam ser avaliados na estrutura de um armazém próprio ou contratado, na terceirização você não precisa se preocupar, pois fazemos uma verificação criteriosa de qual irá suprir as necessidades da sua mercadoria!

Por meio de parceiros em diversos lugares do Brasil e do mundo, efetuamos a contratação de armazéns durante o transporte para que, caso seja necessário, a sua carga seja estocada com qualidade e segurança.

Como mencionamos ao longo do conteúdo, os custos envolvidos para manter um armazém próprio podem não ser relevantes para o seu negócio. Entretanto, a opção terceirizada pode suprir suas demandas, trazer mais agilidade e qualidade aos processos logísticos da sua empresa!

Se você ficou com alguma dúvida sobre o assunto e quer saber como podemos contribuir com a armazenagem das cargas da sua empresa, clique abaixo, entre em contato conosco e tire suas dúvidas!

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