Passo a passo para entender como funciona a importação de adubos e fertilizantes

O agronegócio representa boa parte do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. E para manter um saldo positivo nas commodities negociadas é preciso ter uma boa produtividade da safra agrícola. Concorda? Daí vem o tema da importação de adubos e fertilizantes.

O resultado direto disso é que hoje em dia o nosso país é um dos principais importadores desses produtos, especialmente da Rússia, China, Marrocos e do Canadá. 

E para muitos especialistas, sem fertilizantes o Brasil poderia produzir apenas metade do que se produz no campo hoje.

Mas, você já se perguntou os motivos que existem para que o nosso país, tão grande que é, faça a importação e não use tanto da produção nacional? Além disso, sabe como é que funciona todo o processo para trazer esses produtos do exterior?

É disso que vamos falar hoje!

  • Os dados sobre a importação de adubos e fertilizantes
  • Como funciona a importação de fertilizantes no Brasil
  • Como realizar a importação de adubos e fertilizantes no Brasil?

Os dados sobre a importação de adubos e fertilizantes

A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) fez um levantamento que mostrou que entre 1998 e 2021 houve um aumento de 440% na importação de fertilizantes e afins, o que indica que em 2021 85% dos produtos usados no país em 2021 vieram do exterior. Em 1998, o dado era de 49% do total usado.

Mas, por que isso aconteceu? A explicação é simples: eliminação da alíquota de importação para fertilizantes, o que aconteceu em 1997 em conformidade com o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

Os especialistas avaliam que o Brasil poderia investir na própria produção, sim. Só que ela não é mais viável. Ao longo das últimas décadas, as políticas públicas subsidiaram a importação desses produtos enquanto que o produto nacional tem os impostos e outros custos.

O que impulsiona o Brasil como o 4º país que mais consome fertilizantes no mundo, com representatividade de 8% do total mundial. Em 2021, eles foram os produtos mais importados, o que também aconteceu em 2020 e nos mantém como maior importador global.

Os fertilizantes mais importados pelo Brasil

Atualmente, a maior dependência nacional é pelo nutriente potássico (95%). Depois, os nitrogenados (80%) e os fosforados (55%). Os dados são da Associação Internacional de Fertilizantes.

Só que vale dizer que o grupo que o país mais importa é o de origem animal ou vegetal, que pode ser misturado em si, tratados quimicamente ou resultantes de misturas. Apesar de termos a produção nacional deles, a importação é mais interessante, economicamente falando.

Depois dos dados e da explicação que sustenta a tese de que importar é melhor do que produzir os adubos e fertilizantes, vamos ver como é o processo todo.

Como funciona a importação de fertilizantes no Brasil

Nesse tipo de passo a passo para entender tudo sobre a importação de adubos e fertilizantes será possível notar que cada etapa exige um tipo de cuidado. E isso vai desde o cadastro inicial em órgãos federais até o gerenciamento de um transporte seguro.

Os cadastros

Conhecer a legislação em torno do assunto é o primeiro passo. Quem importa ou produz precisa ter o registro da unidade importadora, o que é feito por um técnico no site do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Assim, acontece o registro do produtor/importador de fertilizantes, corretivos e inoculantes.

O produto também precisa estar registrado, conforme a Instrução Normativa 10 (2004) e a Instrução Normativa 53 (2013). Há regras diferentes para os insumos voltados para a pesquisa, que são de uso próprio, de cooperativas agrícolas ou as matérias-primas previstas.

Esse cadastro inicial tem uma continuidade. A partir dele, novas orientações aparecem, o que pode mudar dependendo do que foi preenchido anteriormente.

Uma boa ideia é se manter atualizado conforme a SFA (Superintendência Federal da Agricultura) e o SIPEAGRO (Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários). A primeira traz informações estaduais sobre a importação e o outro é mais comum para os casos de renovações de registros.

As documentações

Toda parte cadastral também inclui os documentos. Os principais são: fatura comercial (comercial invoice) e romaneio de carga (packing list), além da licença de importação.

Outras documentações possíveis para esse tipo de negociação são: Declaração Agropecuária de Trânsito Internacional, Certificado de Análise (Instrução Normativa 27 de 2006) e o Certificado Fitossanitário.

Os rótulos

Outro passo importante nesse processo de importação tem a ver com a rotulagem e a etiquetas, que precisam estar de acordo com a Lei 6.894, de 1980.

Entre as informações que precisam estar claras sobre as características dos produtos estão: indicação e recomendação de uso, incompatibilidade, restrição, garantia, contra indicações, cuidados, origem, composição, precaução, quantidade, dosagem e riscos.

As tributações

Com relação à carga tributária, aqui está um ponto que exige muita atenção porque é possível conseguir isenções federais, conforme a Lei 10.925 de 2004. Um exemplo é o ICMS (Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação), que é isento quando o produto está listado na categoria de consumo.

Veja esse parágrafo do texto: “reduz as alíquotas de PIS/PASEP e da Cofins incidentes na importação e na comercialização do mercado interno de fertilizantes e defensivos agropecuários e dá outras providências”.

Os transportes

Mais uma etapa é a do transporte dos adubos e fertilizantes. No caso da via marítima ou rodoviária, vale dizer que é imprescindível que os porões estejam secos e limpos, sem resíduos ou ferrugens. Há um certificado que precisa existir comprovando essa limpeza.

O transporte que acontece em caminhões graneleiros de grade alta precisa aplicar o carregamento em Big Bags. Mas, também é possível que se use um caminhão com transporte basculante, desde que se tenha proteção contra adversidades, como chuvas.  

Já com relação ao armazenamento em portos, o cuidado se deve com as instalações elétricas e a presença de água. Eles não podem ter contato direto com adubos e fertilizantes porque podem reduzir a eficácia dos produtos.

Há ainda que se pensar na individualidade de cada item. Um exemplo é o nitrato de amônia, que precisa estar de acordo com as normas do Exército Brasileiro.

Qual é o modal mais usado para o transporte de adubos e fertilizantes?

O modal marítimo é o mais usado para esse tipo de logística, sendo responsável por mais de 92% das importações. O motivo é a facilidade de manejo do material. Depois vem a via aérea, seguida da rodoviária e ferroviária.

No Brasil, os portos de entrada para os fertilizantes são: Porto de Paranaguá, Porto de Santos, Porto de Rio Grande e Porto de São Francisco do Sul.

Como realizar a importação de adubos e fertilizantes no Brasil?

Essa é uma ótima pergunta a se fazer devido ao fato de que o processo internacional é mais indicado por ser mais econômico para as empresas.

E foi por isso que criamos um guia gratuito para explicar o passo a passo de toda a operação de importação de produtos. Nele, explicamos todos os passos necessários, os documentos e muito mais.

A DC Logistics Brasil auxilia em todo processo porque conta com a expertise que o mercado exige. A história de sucesso vai desde o projeto inicial para importar produtos até as operações. É o tipo de garantia que toda empresa merece. E a sua também.

Transporte da vacina contra a febre amarela: o que é importante saber sobre

O transporte da vacina contra a febre amarela é um assunto de interesse de muitas empresas e gestores que estão na área da saúde. Afinal, as campanhas são anuais e o imunizante em dose única é importante para que as pessoas fiquem totalmente protegidas do vírus.

Inclusive, quem vai realizar viagens internacionais ou para regiões onde há a transmissão da doença precisa ter a dose da febre amarela na carteira de vacinação. Entre os países: África do Sul, Austrália, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Equador, Colômbia, entre outros.

Mas, a pergunta é: como é feito o transporte das vacinas? Até mesmo porque além dos postos de saúde públicos, os serviços particulares também oferecem a vacinação, com valores a partir de R$ 130. Nos próximos tópicos você vai conhecer tudo sobre o voo Charter!

O que saber sobre a vacina contra febre amarela

A febre amarela é uma doença viral, imunoprevenível e transmitida ao homem e macacos por meio da picada de mosquitos infectados. O período de maior frequência é entre dezembro e maio, quando há maior índice de chuvas.

Atualmente, a principal ferramenta que se tem disponível para a prevenção da doença e o controle da febre amarela é a vacinação em massa. E todas as pessoas, a partir de crianças com 9 meses e adultos de até 59 anos, podem se vacinar. 

O transporte de vacinas contra febre amarela

Essa vacina se apresenta em frascos-ampolas de vidro incolor ou âmbar. Os diluentes em ampolas acondicionados. Podem ser usadas em crianças e adultos.

Os cuidados com a logística da vacina contra febre amarela merecem atenção. 

Antes da reconstituição, ela deve ser armazenada em refrigeradores com temperaturas entre 2º C e 8ºC ou em congeladores a 20ºC negativos. E sempre protegidas da luz.

Já o diluente pode ser armazenado no refrigerador ou à temperatura ambiente, mas nunca deve ser congelado. Durante o transporte, é preciso seguir todas as orientações dos fabricantes.

Após a reconstituição, ela deve ser armazenada ao abrigo da luz e em temperaturas comprovadas. Assim, se mantidas em refrigeração, o prazo de validade é de 24 meses, a partir da data de fabricação. Após reconstituição, a duração é de 6 horas.

Os vôos Charter de vacinas da febre amarela para a Venezuela

Atualmente, os voos Charter são vistos como as melhores soluções para as operações não regulares de entregas das vacinas contra febre amarela no mundo todo. Isso porque não seguem horários pré-determinados e nem cronograma comuns das companhias aéreas.

Se você não conhece ainda, considere que ele tem um espaço que é totalmente adequado para esse tipo de mercadoria, assim como cuidados de manuseio e acomodação.

A DC Logistics Brasil tem um case de sucesso que foi feito a partir desse transporte. Ou seja, foi feito um transporte urgente de vacinas contra a febre amarela para a Venezuela. 

Você pode ver como tudo aconteceu no Ebook:

O que é o serviço dos aviões Charter?

Os voos feitos com os aviões do tipo Charter são aqueles que entram nas operações não regulares, a partir das informações do Instituto Brasileiro de Aviação. Essas aeronaves podem se deslocar a partir do aluguel que é feito por empresas ou grupos de pessoas.

A maior diferença para as empresas aéreas comuns é que nesse tipo de voo não há horário ou destino fixo para a operação, já que pode acontecer a partir da demanda de aeroportos. Pode ser um único voo para um único destino, por exemplo.

É um tipo de serviço que pode ser usado para viagens de lazer, por indivíduos ou por empresas que desejam evitar os horários de pico das companhias aéreas. Assim como também pode otimizar o transporte de cargas em operações logísticas.

Nessa situação, a maior vantagem tem a ver com a personalização do envio porque é possível encontrar os melhores horários e as melhores rotas. E o espaço da aeronave fica garantido, assim como manuseio e acomodação da carga.

O envio de vacinas por aviões Charter já havia sido notícia durante a época da Covid-19, relembre.

Como enviar vacinas da febre amarela pelos aviões Charter?

Esse modal personalizado para o embarque de vacinas é uma ideia considerando as necessidades do negócio. O tempo de trânsito pode variar entre apenas 1 e 2 dias e não há riscos de atrasos gerados por conexões, entre outros benefícios.

No entanto, apesar disso, é importante que se saiba que o uso exige cuidado. Os interessados devem considerar todos os custos de operações da aeronave, como de armazenagem. Além disso, há o tempo necessário para que o operador tire a licença do voo.

Assim, é preciso ter a certeza de que haverá tempo necessário para que a mercadoria seja liberada junto a aduana local e a garantia de que o voo seja programado em datas seguras.

Uma dica é contar a DC Logistics Brasil, que tem muita experiência nesse assunto e pode auxiliar todo mundo que pretende fazer esse tipo de transporte de vacinas. Em caso de dúvidas, entre em contato e faça uma cotação online.

Entenda como funciona a importação de eletrônicos

A importação é um processo que pode fazer com que empresas alcancem novos voos em suas áreas de atuação. E dentro desse conceito, a importação de eletrônicos chama a atenção de muitos empreendedores e gestores. Afinal, estamos vivendo a sociedade mais tecnológica de todos os tempos.

Se por um lado parece termos a ideia de um negócio certo para gerar lucro; por outro, é inegável que nem todo mundo que pensa nela realmente faz acontecer. O motivo é que o principal entrave está no medo, já que nem sempre o processo de importação parece ser simples. Realmente, é preciso atenção.

E neste conteúdo, você vai ver tudo sobre como funciona esse tipo de importação.

  • Por que importar eletrônicos?
  • Os melhores produtos eletrônicos importados
  • O que saber sobre o processo de importação de eletrônicos
  • Como encontrar fornecedores de eletrônicos
  • O transporte de produtos eletrônicos para o Brasil
  • É muito difícil importar eletrônicos?
  • Quanto é o imposto de importação de eletrônicos

Por que importar eletrônicos?

São diversos os motivos que existem para fazer a importação de produtos eletrônicos e adicionar essa atividade na sua empresa. Da chance de obter lucros maiores até o fato de se tornar uma marca reconhecida.

Produtos exclusivos

Os produtos eletrônicos seguem tendências do mercado moderno, o que vai ao encontro do que o consumidor procura. Ainda mais quando consideramos o fato de que o Brasil é um país que ainda dá os primeiros passos na gama de produtos eletrônicos se comparado aos países asiáticos, por exemplo. Logo, se é atrativo para quem compra, com certeza, é uma boa opção de produto para se ter na sua prateleira comercial, não acha?

Menor concorrência no mercado

Atualmente, muitos empreendedores e até grandes marcas ainda possuem medo ou ficam tímidos na hora de lidar com a importação de eletrônicos. Isso abre espaço para aqueles que possuem coragem e conhecimento para fazer a compra de outros países se destacarem frente aos concorrentes.

Os melhores produtos eletrônicos importados

A gama de produtos eletrônicos é enorme. Da China aos Estados Unidos, são vários os países que possuem esses itens e, mais do que isso, são muitos os que podem agradar o seu público-alvo. Saber o que será importado é uma etapa importante.

Os eletrônicos digitais

Os eletrônicos digitais (DE) são conhecidos por usarem tecnologia de ponta. Eles são apresentados na prática com telas coloridas e em 3D. Sempre que se fala em alta qualidade, eles surgem como opção.

Os eletrônicos analógicos

O produto chamado de eletrônico analógico também tem a sua parcela de interesse por parte da população. É comum que sejam comercializados em forma de circuitos, reguladores, sensores, etc.

Os eletrônicos ópticos

Mais um campo de produtos vem dos ópticos, que estão ligados a dispositivos que emitem ou detectam luzes. Um dos grupos alvos é o das empresas de telecomunicações, da área da saúde e até mesmo do serviço militar. O melhor exemplo atual é a fibra óptica.

Os eletrônicos para consumidor final

Com certeza, no mercado atual, esse é o tipo de produto que é mais buscado na hora de importar produtos. A lista vai do carregador de celular até os micro-ondas estrangeiros. Há vários lugares do mundo que exportam tais itens.

O que saber sobre o processo de importação de eletrônicos

Neste conteúdo, você vai descobrir várias etapas da importação de produtos. Só que algumas delas são bem curiosas porque quase ninguém sabe ou dá a devida atenção. Esse é um tópico que pode fazer a diferença na sua decisão de importar eletrônicos.

As normas de qualidade

A importação de produtos eletrônicos deve seguir os regulamentos e as normas de qualidade de todos os órgãos competentes. Isso envolve a classificação dos produtos e as diretrizes de segurança. É importante saber sobre a certificação dos produtos que serão comprados.

As embalagens dos produtos

Outro passo importante no processo tem a ver com a embalagem desses produtos. Isso porque os itens eletrônicos precisam de embalagens corretas para serem transportados. É para evitar as avarias das peças ou componentes. A caixa tem que ter a descrição completa.

A conformidade eletrônica

Esse é um dos pontos que os novos empreendedores mais se perguntam: os testes de conformidade. Saiba que eles não são requisitos legais, mas podem ser diferenciais de determinados fornecedores, já que o importador que revende o produto é o responsável por ele, em casos de acidentes.

O licenciamento da tecnologia

Existe a taxa de licença de produtos, conhece? Ela precisa ser paga toda vez que um dispositivo eletrônico for importado para o Brasil e vale para diferenciais como Bluetooth, por exemplo. Algumas empresas liberam, de forma gratuita, a tecnologia. Mas, nem todas.

Como encontrar fornecedores de eletrônicos

Um dos maiores desafios de quem vai investir em produtos eletrônicos importados é justamente saber de quem comprar. Atualmente, são várias empresas que quebram a barreira geográfica, porém, nem todo fabricante é confiável para esse tipo de transação.

Os fornecedores do mercado online

Atualmente, a ideia mais simples e mais usada é verificar na internet os comentários e os selos de garantias das fornecedoras de eletrônicos do mundo todo. Mais do que encontrar essas empresas, o desafio está em descobrir se elas são confiáveis.

A visita presencial ao país exportador

Outra ideia, que é mais cara, porém, pode dar mais confiança ao empreendedor é a vista em países ou regiões focadas nesse tipo de negócio. Na China, por exemplo, a Huaqiangbei é uma área onde se encontra muito desses itens.

As feiras de produtos eletrônicos

E mais uma opção é a participação em feiras de eletrônicos. Nesse caso, o empreendedor poderá participar dos eventos e fazer networking com muitas pessoas, inclusive, com fornecedores dos eletrônicos. A variedade de produtos é imensa nesses lugares.

O transporte de produtos eletrônicos para o Brasil

O importador de eletrônicos tem que se preocupar com o transporte desses produtos. Os meios mais comuns hoje são: marítimos e aéreos. E nessa hora, a conta é feita de forma simples: orçamento, tempo, segurança e localização. Entenda.

O frete marítimo

Quando o foco está no orçamento da importação, o frete marítimo pode ser a melhor resposta. No entanto, ele é mais lento do que o que acontece em aviões. Dependendo da localização, a demora na entrega pode levar mais do que um mês.

O frete aéreo

A segunda ideia vem do frete aéreo, que é mais rápido e mais caro, também. No entanto, vale saber que nem todos os produtos eletrônicos podem ser enviados pelo ar. As cargas de bateria de lítio são proibidas, entre outros exemplos.

Saiba como escolher o melhor modal para a logística de produtos aqui.

É muito difícil importar eletrônicos?

A gente não pode terminar o conteúdo sem essa reflexão. A importação de produtos eletrônicos exige cuidado, especialmente, quando se fala no contexto corporativo. Isso porque importar como pessoa física é diferente de importar como empresa.

Então, para quem quer importar eletrônicos do jeito certo e legal, visando a lucratividade do negócio e a conquista do mercado, a dica é: entenda e aplique o processo de importação com a ajuda de uma empresa especializada no assunto.

Porque o planejamento pode até parecer com os mesmos passos usados pelas pessoas físicas que importam, como a avaliação dos custos (produto, frete, impostos e despesas fixas). Só que, na prática, somente a empresa com conhecimento sobre as práticas legais vai poder chegar aos benefícios reais da importação.

Quanto é o imposto de importação de eletrônicos

Outra dúvida que é muito comum na vida das pessoas que estão em busca das informações sobre esse tema tem a ver com os custos dos impostos. Até mesmo porque é o pagamento deles que torna uma compra internacional declarada e legalizada no nosso país.

De modo geral, os percentuais podem variar conforme a mercadoria, a localização, o transporte e até mesmo o acordo comercial vigente entre os países.

Mas, resumidamente, não se pode esquecer desses impostos: de importação, sobre produtos industrializados, o programa de integração social, a contribuição para financiamento da seguridade social e o imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços.

E lembrando que tem as despesas fixas, que envolvem a emissão de documentos, pagamentos de despachantes aduaneiros, licenças, certificações, etc. Tudo isso precisa estar no Radar.

Importar produtos químicos pode ser lucrativo, mas exige cuidados

Conforme a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), a importação de produtos químicos bateu recorde em 2021. Isso retrata a dependência externa do Brasil nesses itens. O que quer dizer que importar produtos químicos é uma ideia de negócio interessante.

Porém, vem as dúvidas: será que fazer esse processo é muito complicado? Vale a pena importar químicos para o Brasil? Quais são as regras e os documentos? Vamos contar tudo isso nos próximos tópicos. Inclusive, veja como dividimos a sua leitura:

  • Uma breve introdução sobre o segmento dos químicos
  • Como importar produtos químicos para o Brasil
  • Como obter a Licença para a importação de produtos químicos
  • Quais produtos químicos precisam de Licença de Importação
  • O transporte de produtos químicos
  • Vale a pena importar produtos químicos para o Brasil?

A partir desses tópicos, o nosso leitor vai ter mais conhecimento para iniciar as operações internacionais com mais cuidado. O que vai desde o manejo correto da carga até as regulamentações do setor, o que minimiza os riscos – tanto operacionais quanto financeiros.

Uma breve introdução sobre o segmento dos químicos

Praticamente todas as indústrias necessitam dos químicos. Especialmente, na produção e na manutenção dos itens. Por isso, essa área é importante. Com o consumo, nascem as oportunidades de negócio, como é a importação e distribuição da matéria-prima.

Atualmente, o segmento químico se divide em categorias. Por exemplo, os químicos inorgânicos, os orgânicos, as resinas, os elastômeros e outros.

Levando em conta o objetivo desse conteúdo, a importação dos produtos químicos passa por uma análise. O processo é chamado de Tratamento Administrativo. Depois, vem uma divisão, onde alguns itens ficam sujeitos a Licença de Importação.

O que é o Tratamento Administrativo

O Tratamento Administrativo tem mais a ver com as atividades econômicas de quem participa do processo. Por exemplo, o contrato social e o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas). Dependendo da matéria-prima, a empresa precisará de estrutura e operações diferenciadas.

E isso pode estar ligado à infraestrutura física ou regulamentação correta. Um bom exemplo é o Alvará de Funcionamento. Conforme o negócio, o estabelecimento ou a empresa precisará ter autorização da Polícia Federal, do Exército Brasileiro, etc.

O que é a Licença de Importação

Quanto à Licença de Importação de produtos químicos, ela é um documento que menciona o registro do item com um órgão específico. Mas, vale lembrar que em determinadas situações, apenas um Pleito dessa Licença é necessário.

É sobre essa licença que muita gente tem dúvidas. Assim, ao pensar em aumentar o portfólio de produtos importados ou começar um negócio novo, muitos empreendedores não submetem a ideia/projeto a uma análise.

O erro está em achar que a importação é comum, como acontece com outros tipos de itens e mercadorias. Só que como estamos vendo aqui, os químicos possuem um tratamento especial quando o assunto é esse deslocamento de um país para outro.

Mas, quem emite as Licenças? Essa resposta vai depender dos tipos de insumos. A autorização pode vir de vários órgãos. Por exemplo: Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), MAPA (Ministério da Agricultura), IBAMA (Instituto Nacional do Meio Ambiente), etc.

Um exemplo das licenças que existem é a CLF. O que é a Licença de Funcionamento CLF? Um documento que comprova que as empresas podem exercer atividades não eventuais com produtos químicos. Está na Lei 10.357/01. É a sigla para Certificado de Licença de Funcionamento.

Como importar produtos químicos para o Brasil

Quando se pergunta sobre como importar produtos químicos, geralmente, os interessados vão em busca de uma resposta além da escolha do modal. O que eles querem saber é quais os cuidados que devem existir para fazerem a compra dentro da lei.

Por isso, existe o Tratamento Administrativo e a Licença de Importação. Elas asseguram que o negócio é viável e totalmente legal. Para entender melhor isso na prática, vamos avaliar o processo logístico da importação desses itens.

Existem produtos que possuem alto grau de periculosidade, inflamabilidade e/ou contaminação. Ou seja, eles entram na lista daqueles que exigem cuidados especiais. Consequentemente, o valor do frete internacional fica mais caro.

Ainda com referência a isso, saiba que os agentes de cargas podem solicitar o “CAS Number”. O que é o CAS Number? Vamos explicar abaixo.

O que é CAS Number

Um documento que funciona como uma codificação internacional e é válido para cada produto químico. Traz informações para a administração do risco na logística.

Supondo que exista uma carga LCL química que tenha um alto índice contaminante. Logo, vai ter uma classificação CAS Number bem alta. Isso quer dizer que ela não pode ser alocada junto a uma carga alimentícia, por exemplo.

Outro exemplo: as cargas explosivas. Obviamente, todos sabem que elas possuem alto grau de inflamabilidade. Por isso, não podem ficar dentro de um navio, sendo necessário buscar um local onde haja a diminuição do risco.

Ainda falando do CAS Number, ele também serve para trazer segurança aos trabalhadores. Assim, vai indicar as exigências para o uso correto de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e EPC (Equipamentos de Proteção Coletiva).

Como obter a Licença para a importação de produtos químicos

A obtenção da Licença de Importação que for obrigatória tem um processo que se inicia no site do Governo Federal, independente do órgão. Isso porque lá tem uma área onde traz todas as informações de modo seguro sobre os procedimentos com os químicos.

Por exemplo, há campos que falam sobre “validação de certificado de registros”, “autorização prévia para importação”, “cadastro para licenças de produtos químicos”, renovação de licenças” e “consulta de habilitação”.

Ao mesmo tempo, as empresas que visam esse negócio também podem contar com parcerias que vão auxiliar em cada uma das etapas da logística para trazer os produtos químicos para o Brasil. Então, continue lendo o texto com atenção para saber tudo.

E para quem quer saber todos os passos para iniciar o processo de importação, saiba que temos um Guia Gratuito que menciona isso: passo a passo para realizar uma importação.

Quais produtos químicos precisam de Licença de Importação

Uma das dúvidas mais comuns das pessoas é sobre quais os produtos que precisam ter a Licença. Nessa hora, vale a pena frisar o fato de que cada item tem as suas características, o que acaba incluindo fatores de risco, grau de periculosidade e muito mais.

Até mesmo os rótulos/embalagens e a manipulação deles vão depender conforme o seu tipo. Por isso, existem as normas que guiam o processo.

Voltando ao título do tópico, saiba que a variedade de produtos químicos que pode ser importada é muito grande. A lista dos compostos vai do acetato de éter até a glicerina, passando por sulfato de manganês, ácidos, cloretos e muito mais.

Para complementar esse tópico, trouxemos algumas dúvidas frequentes. Leia.

É preciso ter certificação para importar químicos?

Na maioria dos casos, sim. Porém, há exceções. A resposta vai variar de um produto para o outro. A obrigatoriedade envolve diversos tipos de órgãos, como a Polícia Federal, o Exército Brasileiro, o Ministério da Agricultura, a Agência Nacional de Petróleo, entre outros.

Dá para importar qualquer tipo de produto químico?

Em um primeiro momento, sim. Isso porque a maioria dos compostos químicos pode ser importada. Ao mesmo tempo, existem alguns tipos de itens que podem ter a importação proibida devido ao risco. Vale ficar atento a isso.

O transporte de produtos químicos

Para o transporte de produtos químicos acontecer da forma correta existem dois documentos que também precisam ser considerados. 

Um deles é o MSDS (Material Safety Data Sheet). No Brasil, é conhecido como Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ). Ele deve contar informações e dados sobre as propriedades de uma determinada substância.

Por exemplo, os responsáveis devem incluir: composição, perigos, manuseios, armazenamento, reatividade, etc. O documento entrou em vigor no nosso país em 2002 através de uma Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a NBR 14725.

O outro documento é focado no transporte aéreo dos produtos químicos. Nesse caso é importante estar alinhado com o manual DG IATA. DG é a sigla para Dangerous Goods, isto é, Carga Perigosa. E IATA é a International Air Transport Association.

O documento está disponível no site da Associação em vários idiomas. 

Vale a pena importar produtos químicos para o Brasil?

Com tantas informações básicas e importantes sobre a legislação para importação de produtos químicos e os cuidados no processo, vamos encerrar o conteúdo com uma reflexão. Será que esse tipo de negócio vale a pena para a sua empresa?

Ainda que tudo pareça ser complexo demais, saiba que quando os procedimentos são seguidos de modo padronizado e embasado na lei, a importadora tem sucesso. Esse sucesso vem em todas as áreas, inclusive, na financeira.

O rigor das regras tem a ver com o fato de que o segmento químico é importante para o mundo, só que possui características próprias. Por isso, quem está por trás precisa ter preparo para se tornar competitivo. 

Se você encontrou um produto químico que atende as dores do mercado, vá em frente.

Porém, não esqueça de que a importação desse tipo de produto especial exige cuidados, como os que foram mencionados acima. As margens de lucro podem ser altas e valer o investimento, a partir de quando o empreendedor/gestor fizer as escolhas mais sábias.

Por que a DC Logistics Brasil pode ser a sua parceira ideal?

Uma dessas escolhas está em contar com a parceria de uma empresa que tenha conhecimento em toda tramitação e processo. É o caso da DC Logistics Brasil, que auxilia o ingresso de novas marcas e importadoras no mercado químico, que é tão desafiador.

Cotação – Faça um orçamento se você quer lucrar com a importação de produtos químicos

A expertise que vem com a nossa história permite que todo processo de importação aconteça de modo eficiente. O que quer dizer que vai desde a elaboração do planejamento até a operação da importação. É a garantia de sucesso (e lucro) que a sua empresa merece.

Exportar calçados vale a pena – Aprenda a iniciar o processo

A China ainda é a maior produtora e consumidora desses produtos. O Brasil está no TOP 5. Mas, algo mudou nos últimos anos: a relação comercial entre chineses e norte-americanos foi boa para nós. Especialmente, para a empresa que quer exportar calçados.

Conforme os estudos atuais, cada vez mais o Brasil leva os calçados para as terras norte-americanas. Sem contar que nossos vizinhos Hermanos (Argentina) e os europeus (Itália e Alemanha) também não abrem mão do nosso produto.

Para entender todo esse mercado calçadista e as chances de a sua empresa exportar, leia abaixo os seguintes temas:

  • A indústria de calçados no Brasil
  • Por que exportar calçados
  • Como fazer exportação de calçados
  • A documentação para exportar calçados
  • Vale a pena exportar calçados?

A indústria de calçados no Brasil

A indústria de calçados no Brasil é antiga. Ela se inicia com a chegada de imigrantes da Alemanha e da Itália, que se estabeleceram no Sul e no Sudeste. A partir do trabalho com couro, iniciou-se a produção dos produtos. Por isso, o Rio Grande do Sul é um dos polos.

A partir do fim da Guerra do Paraguai e inovação tecnologia vinda a Europa, no final do século 19, a indústria avançou. Se antes era artesanal, agora a produção de calçados passa a ser manufaturada.

Hoje, o Brasil é um dos principais produtores e exportadores do mundo. Abaixo, confira alguns números atuais sobre esse mercado.

Os dados atuais sobre a exportação de calçados

A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) afirma que as exportações brasileiras de calçados cresceram 57% em volume em março deste ano, com relação ao mesmo mês de 2021. Foram 13 milhões de pares levados aos outros países.

O dado é mensal, só que traz alguns pontos muito importantes para quem visa esse mercado. Os Estados Unidos aumentaram a procura por calçados brasileiros.

“Há uma procura expressiva dos players norte-americanos, que estão substituindo as importações chinesas”, disse Haroldo Ferreira, responsável pela divulgação do estudo. Somente esse país comprou 6 milhões de pares nacionais.

Além dos Estados Unidos, Argentina, França, Chile e Peru estão na lista dos países que mais compram os nossos calçados.

Por que exportar calçados

As empresas que fabricam calçados podem se beneficiar do processo de exportação. Afinal, chegar a novos destinos globais indica o aumento de valor de uma marca e um grande quesito quando o assunto tem a ver com os diferenciais de mercado.

Além disso, o Brasil é um país abundante em matérias-primas, o que nos deixa em posição privilegiada frente a outros mercados. A nossa identidade é vista como atraente no exterior e isso agrega ainda mais valor ao nosso produto.

A exemplo disso, temos o programa Brazilian Footwear, que será mais bem detalhado no futuro. O que você precisa saber é que ele incentiva a exportação de calçados brasileiros a partir de uma parceria com a ApexBrasil.

Como fazer exportação de calçados

A partir de algumas orientações do Governo Federal e de instituições como o Sebrae, a gente tem um cronograma da exportação de calçados. O objetivo é trazer uma ideia inicial sobre os procedimentos necessários para atuar nesse mercado tão rentável.

A preparação

A primeira coisa importante é estar preparado para esse processo. Afinal, existem exigências de órgãos e normas internacionais que fazem parte desse setor e são imprescindíveis para iniciar as novas rotas de entrega.

Um exemplo é a Instrução Normativa 1.603, que regulamenta o registro para exportar. A ideia é habilitar a empresa para realizar operações em unidades alfandegárias, como é o caso de portos e aeroportos.

Ela também diz que é preciso que as empresas estejam cadastradas no Radar (Sistema de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros) e no Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior).

A etiquetagem

Outro ponto que merece atenção tem a ver com a etiqueta. Nesse caso, temos um campo obrigatório no setor calçadista que segue diretrizes internacionais, o que vai depender do país de destino.

No Brasil, a Lei 11.211 é sobre a identificação do couro e das matérias-primas sucedâneas usadas na confecção dos calçados. Os produtos têxteis têm a descrição obrigatória, a partir da Resolução 02 da Regulamentação Técnica de Etiquetagem de Produtos Têxteis.

A embalagem

Todo manuseio e transporte internacional de calçados exige o uso de embalagens apropriadas. Elas podem ser primárias ou secundárias. Os melhores exemplos vêm de caixas de papel cartão, sacos de papel ou sacos plásticos.

No site da ABRE (Associação Brasileira da Indústria de Embalagem) dá para encontrar todas as empresas fabricantes de embalagens e congêneres.

As amostras

Também é comum de acontecer no mercado o envio de amostras de calçado. Elas devem atender aos regulamentos do comércio exterior. Portanto, qualquer envio de produtos para outros países vai exigir cuidados.

 

A documentação para exportar calçados

Para fechar um negócio com o estrangeiro é necessário que se cumpra várias etapas. A parte da documentação é uma das que mais geram dúvidas. Conheça alguns dos documentos que fazem parte do dia a dia dessa internacionalização.

Fatura Proforma

A fatura proforma (proforma invoice) é um modelo de contrato que é mais usado nas exportações de calçados. É uma espécie de primeiro contato que o exportador faz com o importador, formalizando e confirmando a negociação.

Carta de Crédito

É uma carta que traz a responsabilidade do pagamento. Ela é emitida por bancos, que se comprometem a fazer a transferência de valores combinados entre as partes, desde que as condições sejam cumpridas (quantidade, prazo, permissão, etc).

Registro de Exportação

Ele é gerado pelo Siscomex, a partir do sistema eletrônico. E traz informações sobre a operação, o que permite um melhor controle do governo.

Os documentos da logística

Para garantir uma logística eficiente, os fabricantes também devem se atentar a outros documentos importantes, especialmente pensando no transporte dos calçados. A nota fiscal tem que ser emitida em moeda nacional, por exemplo.

Em alguns casos, ainda vem o certificado e a apólice de seguro. Tem o Conhecimento de Transporte ou de Carga, que comprova o recebimento da mercadoria. Outra é a Declaração Única de Exportação (DU-E), o Romaneio de Embarque e o PackingList.

Vale a pena exportar calçados?

Para terminar esse conteúdo de maneira bastante reflexiva, ainda mais se você está pensando nesse novo negócio, vamos considerar os destinos internacionais de calçados. 

Hoje, o nosso principal concorrente vem do outro lado do mundo, os chamados tigres asiáticos. Especialmente, com a China.

Depois, temos outros produtores em escala mundial, como Vietnã, Itália e Alemanha. Mas, nenhum consegue tanto sucesso com os norte-americanos como nós. A guerra comercial entre China e Estados Unidos beneficiou a nossa exportação de calçados. 

Tudo isso abre oportunidades para nossos fabricantes de calçados.

Agora, o que não dá para negar é que a exportação é um passo muito importante na vida de qualquer empresa. E, nessa hora, mais do que pensar na lucratividade, recomenda-se os cuidados de se investir em novos mercados. 

A eficiência tem que andar junto com a segurança.

Para isso, a DC Logistics Brasil está à disposição das empresas. São décadas de expertise com exportação e importação. Se você quer dar um passo certo e iniciar o seu processo para exportar calçados para os Estados Unidos e o mundo, fale com a gente.

Exportação de celulose e papel – Tudo o que você precisa saber

A produção de celulose atinge o maior volume da história. A exportação de papéis tissue chega a novos mercados. A partir dessas manchetes é possível ver que esse é um ótimo mercado. Só que nem todo mundo sabe como funciona a exportação de celulose e papel.

A ideia dessa matéria é trazer alguns pontos interessantes sobre esse tipo de negócio. Afinal, a nossa produção desses produtos é suficiente para abastecer o mercado interno e outros países. Inclusive, alguns que ficam bem longe daqui.

Dessa forma, vamos fazer uma divisão para falar dos dois produtos, que se enquadram em produtos florestais, sendo: celulose e papel. E em cada um vamos explicar sobre a exportação e trazer algumas curiosidades.

A exportação de celulose

Diferente do papel, que é mais comum do conhecimento de todas as pessoas, a celulose é um tanto quanto desconhecida. Porém, é muito útil dentro da indústria – apesar de não ser no consumo direto. 

Ela é a estrutura mais abundante nos vegetais, usada como matéria-prima de produtos. Entra como uma das principais commodities do nosso país.

Com a celulose é possível fazer papel, fraldas, tecidos, absorventes, emulsionantes, comprimidos, estabilizantes, biocombustíveis e muito mais. Por isso, está presente no dia a dia mais do que se imagina.

Como funciona a exportação de celulose

Agora, vamos direto ao ponto. Desde 2017, o Brasil se tornou uma referência no mercado mundial. Com uma produção em grande escala, temos por aqui várias fábricas. E elas levam a celulose para vários países, especialmente a China e a Europa.

A explicação é o fato de que muitos países são pequenos, sem condições climáticas favoráveis para a plantação de árvores. Dessa forma, a gente produz a celulose e entregamos para outros países em forma de placas. 

O que explica o motivo de se usar a via marítima para o transporte.

Qual é o maior exportador de celulose do mundo

A verdade é que já faz alguns anos que somos o maior exportador de celulose do mundo. A nossa produção está baseada em áreas reflorestadas, que são florestas plantadas. A produção é importante para toda a economia nacional.

Conforme a Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), o segmento todo representa 1,3% de todo PIB (Produto Interno Bruto) nacional e 6,9% do PIB industrial. Isso quer dizer que a receita bruta ultrapassa os US$ 100 bilhões.

O destaque estadual é Mato Grosso do Sul. A gente já fez uma lista com os produtos mais exportados em cada estado. Relembre.

Para quem o Brasil exporta celulose

Assim como em boa parte das exportações do país, no caso da celulose, o nosso maior comprador é a China. Para lá vai mais de 40% de tudo o que produzimos no ano. Depois, vem os norte-americanos, que possuem média entre 15% e 20% conforme o ano.

Na Europa, nós temos uma fatia interessante, sendo que levamos a nossa produção até Holanda, Itália, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Bélgica.

A exportação de papel

Da celulose é possível obter vários produtos. O papel é um deles. Assim, a polpa de celulose, com teor aquoso, passa por uma máquina de mesa plana e transforma a polpa úmida em uma folha contínua e lisa. Basicamente, o processo é esse. Depois, vem a prensagem e secagem.

E daí que o processo muda em alguns passos conforme o tipo de papel que se quer ter como resultado. São infinitas as possibilidades, dos papéis brancos de escrever até o kraft, mais usado em embalagens. Há ainda papéis cartão, de revista, couché, etc.

Como funciona a exportação de papel

Para quem entendeu como é exportar celulose, agora ficou mais fácil. Afinal, a ideia é a mesma: o envio é feito por navio, sendo que a quantidade, a divisão, o tipo ou os recortes vão depender do que é comum na comercialização dos produtos.

Um bom exemplo vem do papel higiênico, que geralmente é enviado em rolos, da forma com que será usado pelo público final.

Qual é o maior produtor de papel no mundo

Hoje em dia, o maior produtor de papel no mundo é a China. Ela tem uma indústria extremamente grande, que duplica suas produções a cada novo tempo. O curioso é que boa parte disso vem do papel higiênico, que se enquadra na modalidade de tissue.

Outros grandes produtores são: Estados Unidos, Japão, Alemanha e Coréia do Sul. O Brasil tem aparecido sim no ranking dos maiores produtores de papel. E, dependendo do ano, ganha um espaço entre os 5 maiores. Aqui temos a maior fábrica em linha única do mundo.

Para quem o Brasil exporta papel

O Brasil está entre um dos maiores consumidores de papel, sendo que alguns estudos falam em 50 quilos por ano. Isso equivale a 10 mil folhas de papel sulfite A4. E quando o assunto é a exportação, também.

Os produtos florestais (celulose, papel e borracha) ficam nas primeiras posições das exportações nacionais, atrás apenas de mercados como da soja e das carnes. O maior comprador é a China, seguida dos Estados Unidos.

Vale a pena investir na exportação de celulose e papel?

Com o tempo, o Brasil foi aperfeiçoando a sua forma de produzir a matéria prima. Hoje, temos uma estrutura sustentável, que produz volumes incríveis, o suficiente para abastecer o mercado interno e mais os líderes mundiais. Somos referência no assunto.

A Klabin Monte Alegre, por exemplo, é considerada a maior produtora de papéis de fibra virgem para embalagens da América Latina. A Suzano é a primeira a produzir celulose e papéis com 100% de fibra de eucalipto em escala industrial.

Portanto, se você atua em uma dessas ou outras grandes fábricas já deve saber como é a logística para o transporte de celulose e papéis. Já se tem um pequeno negócio e quer abrir mercados, uma ideia é pensar na expansão, através do mercado internacional.

A DC Logistics Brasil é uma empresa do setor logístico que está atenta a todas as inovações e tendências dos mercados. Se você gostou desse conteúdo e quer saber mais, acompanhe o nosso blog. Se quiser fazer uma cotação online, fale com um dos nossos especialistas.

tecnologia cloud computing

Saiba como funciona a tecnologia cloud computing na logística

A possibilidade de se trabalhar em qualquer lugar do mundo é uma realidade no setor logístico. As informações, dados e documentos podem ser acessados em alguns cliques e de maneira totalmente segura. A tecnologia cloud computing traz vantagens competitivas.

Quem acompanha os avanços do mundo moderno sabe muito bem que poupar custos, tornar os processos mais confiáveis e ter um gerenciamento estratégico faz todo sentido para que se tenha uma gestão eficiente na logística.

Se você atua no Supply Chain não pode deixar de entender o que faz esse tipo de tecnologia, que se enquadra no conceito de Logística 4.0. Afinal, os dados sincronizados podem oferecer informações preciosas para as melhores tomadas de decisões.

O que é a Logística 4.0

Recentemente, fizemos um conteúdo que menciona o que é a Logística 4.0. Nele, vimos que a computação em nuvem ou tecnologia cloud computing é um dos melhores exemplos dentro do setor logístico no mundo todo.

Relembre esse breve resumo que trouxemos: “É um tipo de tecnologia que fez com que os dados de uma empresa pudessem ser virtualizados, isto é, levados para um ambiente seguro. Tudo acontece através do envio, recebimento e gerenciamento de computadores”.

Agora, a ideia é mencionar com mais detalhes o que é a computação em nuvem. Ela impacta positivamente todo o mercado, permitindo a análise de dados, a redução de perdas, de custos e as tomadas de decisões mais estratégicas.

O que é sistema cloud computing

Cloud computing é um termo que quando traduzido nos traz o conceito de “computação em nuvem”. Ele entrega um serviço ao usuário a partir da internet. E os dados online são os grandes diferenciais dessa tecnologia porque permite acessos e atividades em tempo real.

A inovação faz com que os contatos ou visualizações aconteçam através de dispositivos móveis, tais quais os smartphones. Logo, permite um negócio muito mais flexível, mais móvel e mais atualizado. Aliás, o tempo todo atualizado.

Atualmente, são várias as formas de oferecer os serviços em nuvem: SaaS (Software como Serviço), Paas (Plataforma como Serviço), Iaas (Infraestrutura como Serviço), Daas (Banco de Dados como Serviço) e o Taas (Ensaio como Serviço).

Quais os serviços de cloud computing

A partir dos formatos de cloud computing, os clientes podem ter acesso a vários serviços. 

Backup automático

O servidor na nuvem conta com um sistema de backup automático. Logo, arquivar cópias de documentos e pastas de modo seguro. Eles podem ser compartilhados em rede ou via web. Também é possível compartilhar os itens com o computador da empresa ou do gestor.

Recuperação de dados

Além da segurança de manter os dados salvos, também existe o serviço de recuperar pastas e arquivos de modo rápido. É importante para quem precisa lidar com orçamentos, propostas e simulações cotidianamente, como acontece nos contratos e cotações logísticas.

Segurança de informações

Outro serviço tem ligação com a criptografia. Os servidores contam com recursos que evitam e inibem a ação de hackers. Com isso, a interceptação de dados não acontece, garantindo que dados sigilosos ou privativos se mantenham seguros.

Saiba mais sobre o cloud computing

A área de Suplly Chain é totalmente estratégica. E o cloud computing tem muitos benefícios, como a integração de informações, suporte para setores, melhora da comunicação, gerenciamento de cargas, etc.

Ao oferecer serviços de mais qualidade, as empresas podem satisfazer o público consumidor. Entre em contato e descubra mais.

Importação de medicamentos – Saiba como funciona

A importação de medicamentos se tornou uma ideia lucrativa para muitas empresas do Brasil. No entanto, é preciso levar em conta todo o processo para estar dentro da legislação e das recomendações da Anvisa.

Criamos um conteúdo que vai trazer os pontos mais importantes de como fazer essa comercialização internacional. Inclusive, curiosidades. Sabia que os Estados Unidos não são os nossos principais fornecedores? Nem mesmo a China! Continue lendo e saiba tudo!

A importação de medicamentos no Brasil

Em 2019, os medicamentos ficaram no TOP 10 do ranking das importações brasileiras. Depois, com a pandemia da Covid-19, a atividade aumentou ainda mais. Com isso, também cresceu o interesse de pessoas e empresas em fazer a compra internacional de remédios.

O que se explica pelo fato de que o Brasil é um país que produz poucas substâncias como essas quando comparado a outras nações. Assim, buscar o mercado internacional se torna uma ideia para o abastecimento da demanda interna.

importação de medicamentos

É uma oportunidade de negócio. Com base no ComexStat, o nosso país importa a maior parte da:

  1. Alemanha (16%), 
  2. Estados Unidos (14%), 
  3. Suíça (13%), 
  4. China (9,2%) e 
  5. Bélgica (7,9%). 

Depois, vem países como: Itália, Irlanda, Dinamarca, Índia e França.

Esse é um dado interessante porque diferente de outros produtos, na área de medicamentos não é a China que é o nosso principal parceiro comercial.

Além disso, há outro ponto que precisa ser considerado nas atividades internacionais com remédios: os impostos. Atualmente, eles variam de 0% até 14% dependendo de alguns fatores e da criação de medidas governamentais.

Desde o boom do Coronavírus, o Governo Federal tem reduzido as tarifas de vários remédios, chegando a zerar uma boa parte deles. É o caso do xarope de frutose, cloreto de sódio puro, álcool etílico, ácido láurico, dipirona, omeprazol, entre outros.

Como importar medicamentos 

Para fazer a importação de medicamentos a regra é: seguir as normas e os trâmites legais junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Temos um texto que menciona a importação a partir da regularização desse órgão e abaixo separamos as principais etapas para fazer essa atividade de importação. Confira!

O controle de importações da Anvisa

A primeira parte é levar em conta a legislação. O Regulamento Técnico de Bens e Produtos Importados para fins da Vigilância Sanitária é o principal documento. Ele é representado pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 81/2008.

O procedimento 5.3 traz o tema da importação de medicamentos em geral, com a Licença de Importação (LI) no Siscomex. E diz também que o importador precisa ter a AFE (Autorização de Funcionamento).

A criação dos Postos de Vigilância Sanitária

A partir de abril de 2018, a Anvisa mudou a sistemática da alfândega dos remédios. Assim, nasceu a Orientação de Serviço 47/Dimon. A ideia foi criar postos de Vigilância Sanitária Únicos por assuntos.

Atualmente, os produtos podem ser analisados por um dos quatro postos da Anvisa, sendo:

PAFPS – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Produtos para Saúde

PAFME – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Medicamentos

PAFAL – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Alimentos

PAFCO – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Cosméticos, Saneantes, Higiene e Outros

Ou seja, todos os medicamentos importados são avaliados pelo PAFME.

O processo eletrônico de importação

Junto com os postos, veio o conceito da digitalização, tornando o processo totalmente eletrônico. Para isso, o Portal Único Siscomex. Existe uma cartilha da Anvisa com um passo a passo e orientações gerais para o envio eletrônico dos documentos.

Ele ensina tudo sobre como registrar a Licença de Importação (LI), anexar a Petição Primária, acessar a Caixa Postal do importador, preencher os formulários e até mesmo efetuar o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU).

A documentação para importar remédios

Ainda durante o processo, leve em conta os documentos necessários para a atividade. Todos devem estar anexados no Portal Siscomex. Entre eles:

  • Petição para Fiscalização e Liberação Sanitária
  • Extrato da Licença de Importação
  • Fatura Comercial
  • Conhecimento da Carga Embarcada
  • Laudo Analítico de Controle de Qualidade
  • Declaração do Detentor do Registro

Também deve ser de seu conhecimento, enquanto importador, que após a análise da LI, a Anvisa pode exigir novas informações, esclarecimentos ou documentos pertinentes ao risco do processo de importação. O prazo para o cumprimento da exigência é de 30 dias.

Quanto ao indeferimento da LI, a partir da RDC 204/2005, a falta de informação ou documentação pode levar a esse fim. Assim como o enquadramento incorreto ou o não cumprimento do prazo legal.

Curiosamente, em 2019, saiba que mais de 28% dos motivos de indeferimento teve a ver com a ausência de documentos e a segunda maior parte (23%) teve relação com os códigos incorretos da petição. Temos um artigo sobre como evitar as multas na importação.

importação de medicamentos

Qual é o custo para importar medicamentos

O valor para importar os medicamentos dos Estados Unidos, da Alemanha, da China e outros lugares vai depender do porte da empresa. E isso está descrito na RDC 222/06, que traz reduções na TFVS como:

  • 15% para empresas de grande porte
  • 30% a 60% para empresas de porte médio
  • 90% para pequenas empresas (EPP)
  • 95% para microempresas

A TFVS é a Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária, que é um tributo cobrado das empresas nos processos regulatórios. Ela deve ser paga através da GRU.

Com relação à tabela de valores da importação de medicamentos, também é preciso se atentar a RDC 198/17, que tem a ver com a quantidade de itens. Veja:

  • Até 10 itens – R$ 177,29
  • De 11 até 20 itens – R$ 354,58
  • De 21 até 30 itens – R$ 531,87
  • De 31 até 50 itens – R$ 1.772,90
  • De 51 até 100 itens – R$ 3.545,80

Essa taxa deve ser paga antes do peticionamento de qualquer solicitação feita à Anvisa.

Mais sobre a importação 

Sabemos que escolher o melhor modal para sua operação logística é um desafio. Nós da DC de auxiliamos nesse processo, mas resolvemos criar um material que vai te ajudar a entender quais características devem ser consideradas nessa escolha:

Você pode acessar outros conteúdos gratuitos em nosso site. Caso queira falar com um dos nossos especialistas, é só clicar aqui.  

 

Saiba o que é o seguro internacional de cargas e conheça as vantagens

Os gestores de logística que atuam no comércio exterior sabem que um dos maiores entraves do setor tem a ver com a proteção das mercadorias. Por isso, o seguro internacional de cargas, que não é obrigatório, tem muita importância para que as empresas tenham tranquilidade no negócio.

Para entender tudo sobre esse tipo de seguro, leia os seguintes tópicos:

  • O que é seguro internacional de carga
  • Por que fazer um seguro internacional de cargas
  • Os tipos de seguros de transporte de cargas internacional
  • Os seguros obrigatórios para o transporte internacional
  • Quanto custa um seguro internacional de carga
  • Como contratar o seguro internacional de carga

O que é seguro internacional de cargas

Na melhor definição atual, “o seguro internacional de cargas é o serviço contratado por quem importa ou exporta para proteção da carga de qualquer sinistro que possa acontecer”.

A explicação torna mais fácil entender os dois lados desse negócio:

  • Para o importador – uma forma de ter a certeza de que a compra não vai ter prejuízo.
  • Para quem exporta – a opção de um serviço adicional oferecido ao cliente.

Com base na frequência das operações logísticas, a empresa pode optar por duas modalidades na contratação do serviço. Assim, o avulso é para quem faz viagens isoladas e a apólice aberta é para companhias com mais de uma operação no mês.

As seguradoras são obrigadas a emitir uma apólice após contratação do serviço. A partir do que diz o Código Civil, o seguro é um documento obrigatório que isenta a necessidade de uma nota fiscal da seguradora.

Por que fazer um seguro internacional de cargas

A lista de benefícios para contratar esse tipo de seguro internacional é extensa. Por isso, trouxemos aqui alguns dos principais. Um deles é sobre garantir a estratégia de negócios da empresa, aumentando a segurança contra os riscos operacionais que podem acontecer.

No caso de danos à mercadoria, seja pelo manuseio, roubo, extravio ou acidentes, a empresa tem a preservação de garantias. Isso explica porque os gestores levam em conta essa medida para minimização dos riscos da operação.

Além da proteção, o seguro de cargas também é um diferencial competitivo porque dá mais valor ao transporte feito ao exterior. Ao passo que esse tipo de transparência aumenta a confiança da empresa logística no mercado.

Por último, o benefício financeiro. Ele permite que a contratação de seguros previna os maiores gastos que poderiam acontecer com os acontecimentos imprevisíveis. Por isso, alguns agentes chamam esse tipo de seguro de investimento.

Os tipos de seguros de transporte de cargas internacionais

O seguro internacional de cargas tem como principal finalidade garantir a proteção das mercadorias. Por consequência, envolve toda a segurança de toda a cadeia de suprimentos da empresa. Dependendo do produto, o tipo de seguro pode variar. 

Tanto é que cargas especiais, cargas perigosas e cargas perecíveis exigem mais cuidado durante os trajetos.

Cobertura Básica Ampla A

É uma cobertura que serve para qualquer dano de causa externa da mercadoria. Inclusive, o roubo da carga. É a mais completa de todos os tipos.

Cobertura Básica Restrita B

Agora uma opção que garante o prejuízo parcial ou a perda total da mercadoria que é decorrente de acidentes com o veículo de transporte. Mas, também de outras naturezas. É um serviço que pode ter a adição da cobertura para os casos de roubos.

Cobertura Básica Restrita C

Essa é a cobertura mais restrita que existe para cargas porque cobre apenas os riscos de acidentes com os veículos que estão transportando. Ou seja, não cobre riscos de outras naturezas, como furto, roubos ou desaparecimento de mercadorias.

As coberturas extras nos seguros de cargas

Além desses três tipos de seguros de transporte internacional, os gestores podem contratar as coberturas adicionais, a partir da necessidade da empresa. Atualmente, existe uma grande variedade de serviços.

Por exemplo, os adicionais de frete, despesas, tributos, lucros esperados, embarques, transbordo, riscos de greves, riscos de guerra, prorrogação de prazo, benefícios internos, destruição, roubos, extravios, riscos de quebra e muito mais.

O que o seguro de cargas não cobre

Ao mesmo tempo que é possível adicionar coberturas, saiba que o seguro de cargas não garante determinados tipos de perdas, danos ou despesas. Assim, a seguradora fica isenta de indenização. 

A partir da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), o seguro não é coberto em casos de má conduta intencional do segurado, falta de mão de obra (greve, lock-out, tumulto, etc), reclamação com base na perda da viagem, rebeliões e atos de hostilidade.

Os seguros obrigatórios para o transporte internacional

Na introdução, vimos que esse seguro de carga não é obrigatório, certo? No entanto, existem os seguros que não são voltados para a carga em si, mas sim para os transportadores. Nesse caso, eles são obrigatórios. Temos um resumo de cada um deles.

O que é seguro internacional de cargas

RCTR-VI

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador em Viagem Internacional é para transportadores rodoviários em viagens internacionais. Logo, serve para proteção de riscos e danos de mercadorias dos clientes.

RCA-C

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Aquaviário de Carga é obrigatório para transportes marítimos, fluviais e por lagos. Assim, ele faz a cobertura de danos e riscos que podem acontecer durante os percursos.

RCTA-C

O Seguro de Responsabilidade Civil Transportador Aéreo de Carga é para transportes aéreos. Por isso, é usado contra riscos ou danos de mercadorias de terceiros, clientes, durante os trajetos.

RCF-DC

O Seguro de Responsabilidade Civil Facultativa por Desaparecimento de Cargos é opcional para transportador rodoviário. Dessa forma, quem faz o transporte é indenizado no caso de perda de carga no caso de roubos ou desaparecimento de mercadorias.

RCTF-C

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Ferroviário é para transporte ferroviário nas eventualidades de danos materiais aos produtos.

RCTR-VI

Agora o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Viagens Internacionais, que é usado nos países do Mercosul. Logo, ele cobre riscos e acidentes apenas nesses países.

RCTR-C

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga é obrigatório para esse tipo de transporte. Então, oferece garantias quando há danos aos bens.

Quanto custa um seguro internacional de cargas

Cada nova apólice que surge no mercado de seguros é única. O motivo é que a simulação é feita a partir da operação de cada cliente. Assim, o resultado leva em conta diversos aspectos individuais, como tipo de transporte, destino, as coberturas, período, etc.

Quando se tem no estudo as apólices abertas, a conta é mais simples, sendo que é feita a partir da multiplicação do valor da carga (com base na nota fiscal) pela taxa do seguro definida. E nessa soma deve-se incluir o Imposto sobre Operações Financeiras.

Um ponto importante é saber que em todo contrato com a seguradora devem estar as seguintes informações: valor do prêmio, franquia da apólice, verbas ou importâncias seguradas, prazo de vigência, lista de bens não compreendidos, limite máximo e riscos.

Como contratar o seguro internacional de cargas

O ideal a se fazer é procurar uma corretora especializada em seguro de carga internacional. Ao passo que os gestores e responsáveis devem elencar vários dados do transporte. O primeiro ponto tem relação com o tipo de mercadoria que será transportada. Depois, a natureza da carga, do modal escolhido e dos riscos. 

O que é seguro internacional de cargas

Uma curiosidade é saber que o transporte pode ser intermodal ou multimodal. Um exemplo é quando o produto vai dos caminhões até o embarque feito em navios. Assim, ele usa o frete rodoviário e o marítimo em um mesmo negócio.

A DC Logistics Brasil oferece assessoria completa para as empresas que estão em busca dos seguros de cargos. Para saber mais, entre em contato aqui.

O Incoterm do frete

Antes de terminar a leitura, vale a pena entender o que é Incoterm. Afinal, os termos da apólice serão baseados nele.

Eles são Termos Internacionais do Comércio, ao passo que a ideia é tornar todo procedimento internacional mais seguro e mais preciso.

A criação é de 1936 pela Câmara Internacional do Comércio (CCI). Assim, as normas melhoram a comunicação entre os países, evitando conflitos nas transações e chegando ao maior objetivo proposto.

Inclusive, nós temos um conteúdo em formato de eBook que menciona todas as mudanças dos Incoterms. Veja abaixo.

Saiba o que é Logística 4.0 – exemplos e benefícios

Uma produção em larga escala indica um grande volume de produtos. Logo, estoques cheios com itens disponíveis para a demanda. Essa era uma ideia que dava certo. Só que hoje, não mais. Essa mudança de visão e de cultura tem tudo a ver com a Logística 4.0.

Que pode ser vista como a melhor estratégia está na experiência do cliente e na fabricação apenas o que é necessário para o curto tempo.

 O conceito permite vantagens alinhadas ao faturamento da empresa, diminuindo o consumo de matéria-prima, os altos níveis de estoque e tornando os processos de entregas mais otimizados. Interessante, não achou?

Então, continue lendo este conteúdo para entender tudo sobre o assunto.

  • O que é Logística 4.0
  • Os exemplos de Logística 4.0
  • Qual é o impacto da Logística 4.0
  • Como implementar a Logística 4.0 na sua empresa

O que é Logística 4.0

O termo acompanha a 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0. A principal característica da Logística 4.0 tem a ver com as mudanças nos processos, que aconteceram a partir de tecnologias, automatizações e da digitalização. É a busca constante por melhorias.

Na área logística, é possível ver um impacto positivo direto na redução de custos e na qualidade dos serviços prestados (especialmente, no armazenamento e na entrega). Com o uso de novos equipamentos, técnicas e modelos de trabalho, o ambiente se modernizou.

Tudo isso se tornou possível devida a adaptação da tecnologia da informação para o contexto industrial. Por isso, o uso de termos cada vez mais comuns nessa área, como sistemas de automação, robôs, IA (Inteligência Artificial) e IoT (Internet das Coisas).

Na prática, vale muito a pena observar que essa interconexão da tecnologia com a indústria impactou diretamente a gestão de supply chain. Com isso, é possível coletar e analisar os dados de maneira centralizada e em busca das melhores tomadas de decisões.

Os exemplos de Logística 4.0

A partir do conceito de Logística 4.0, podemos observar as novas tecnologias que estão mais presentes nessa área. Aliás, há uma ligação direta com a melhora dos processos operacionais e também com o ambiente corporativo e de liderança. Veja os exemplos.

Logística 4.0

A Internet das Coisas

É o que faz com que os aparelhos se conectem através da internet. É uma tecnologia mais simples de ser observada porque é muito comum para usos domésticos, além dos industriais. Um bom exemplo é o celular, que se conecta com veículos, máquinas, drones, etc.

A característica tem a ver com o envio e recebimento de dados digitais, onde a conexão pode ser usada em várias etapas do trabalho.

O Big Data

Muito importante para a cadeia industrial porque permite que grandes volumes de dados não estruturados sejam analisados de modo simples. A tecnologia torna possível relacionar essas informações, o que nos leva a uma visão mais ampla de todo fluxo produtivo do negócio.

É possível entender o Big Data através das suas vantagens. Por exemplo, a integração de volumes gerados em vários ambientes, aceita várias fontes de informação, faz tudo em um processamento rápido e altamente confiável. Logo, gera benefícios reais para os gestores.

A computação em nuvem (cloud computing) 

É um tipo de tecnologia que fez com que os dados de uma empresa pudessem ser virtualizados, isto é, levados para um ambiente seguro. Tudo acontece através do envio, do recebimento e do gerenciamento de computadores, sem a necessidade de espaço físico.

A computação em nuvem ou cloud computing traz vantagens também na mobilidade. Porque além da questão digital, também permite que os documentos ou arquivos sejam acessados de qualquer lugar e a qualquer momento.

O machine learning

Outro dos exemplos da Logística 4.0 é o machine learning. Ele é uma forma de fazer com que as máquinas possam analisar as informações recebidas. Como consequência, temos uma melhoria nos dados ligados à segurança ou estoque, por exemplo.

É como um software que permite que a inteligência artificial (IA) seja aplicada. Já a IA é uma tecnologia que torna possível que máquinas repliquem o comportamento humano. Inclusive, ela também tem o seu papel de importância no setor logístico.

A DC Logistics faz isso através da robotização de mensagens. Essa automatização permite que um diálogo pré-definido com o cliente aconteça. Ao passo que perguntas comuns podem ser respondidas brevemente, simulando uma conversa humana.

Qual é o impacto da Logística 4.0

Para uma empresa, o impacto dessas novas tecnologias que atuam na digitalização de processos pode ser visto através dos benefícios diretos no dia a dia. Aliás, esse é um conceito que se mostra como diferencial competitivo cada vez mais, proporcionando um ambiente moderno.

Logística 4.0

A análise de dados

Entender o que é Logística 4.0 nos leva ao principal objetivo dela, que é a melhoria na análise de dados. Há bastante tempo, o investimento em tecnologia potencializa os resultados de todas as empresas. Com informações mais rápidas e precisas, os processos são otimizados.

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A redução de perdas

A partir da coleta e análise dos dados, rapidamente chegamos às áreas de produtos e de estoque. Assim, dá para reduzir perdas sem que seja necessário fazer recontagens ou impasses que poderiam atrasar as entregas e os resultados.

A redução de custos

Como consequência direta de toda automatização e melhores tomadas de decisões, fica mais fácil se chegar na redução de custos. Inclusive, as próprias diminuições de perdas indicam esse benefício de uma operação mais eficiente e com mais lucro.

A estratégia de negócios

Supply Chain. Já mencionamos que um viés muito importante das tecnologias chega até essa área da logística. Dessa forma, as organizações podem criar estratégias mais alinhadas com os objetivos. E dá para monitorar todo fluxo, otimizando o tempo de trabalho.

A satisfação dos clientes

Inevitavelmente, os clientes passam a ser melhores atendidos e ficam mais satisfeitos. Nessa hora, fica claro um impacto da Logística 4.0: na experiência do consumidor. 

Com menos erros nos pedidos e informações mais organizadas, a empresa pode oferecer mais competitividade.

Como implementar a Logística 4.0 na sua empresa

Depois dos exemplos e benefícios da Logística 4.0 é importante saber como inserir esse conceito dentro da sua empresa. De maneira resumida, é preciso identificar as necessidades e criar as prioridades para que o plano de ação funcione. Conheça as principais etapas para isso.

Logística 4.0

A mudança cultural

O termo é totalmente ligado à tecnologia. Só que a ideia de implementar esse conceito só vai dar certo se houver uma mudança cultural no fit da empresa. Esse pensamento vai alterar a forma de pensar, de agir e de tomar decisões por parte de todos os colaboradores.

Durante essa etapa, vale muito a pena investir em treinamentos regulares para que exista um acompanhamento geral, de todos os participantes, sobre os novos sistemas e processos. Dessa forma, a mudança acontece na prática.

O investimento em tecnologia

A tecnologia é o assunto mais importante. No entanto, o erro está em escolher uma das ferramentas ou soluções e aplicar sem conhecimento. É preciso saber o que realmente faz sentido para o seu negócio. Estude e valide todas as opções para ter essa resposta.

As novas estratégias de negócios

Com esse passo a passo, a integração de processos será uma realidade e poderá ser aplicada diretamente na cadeia de suprimentos. Dessa forma, o fluxo vai do fornecedor até a transportadora e toda informação estará disponível de maneira ágil e em tempo real.

Um bom exemplo vem da comunicação com embarcadores, transportadores e demais parceiros. O que torna possível reduzir o retrabalho, diminuir gastos e falhas, além de tornar o processo todo mais confiável.

Resumo: entenda a Logística 4.0 como estratégia de negócios

Após a leitura, um breve resumo indica que a Logística 4.0 é uma evolução do processo tradicional dessa área. A característica principal tem a ver com o investimento em tecnologias para a gestão de Supply Chain e para aumentar o market share das empresas.

Cada vez mais, a tendência indica a automatização das atividades, aumentando a produtividade e o ganho de eficiência em todas as operações.