tecnologia cloud computing

Saiba como funciona a tecnologia cloud computing na logística

A possibilidade de se trabalhar em qualquer lugar do mundo é uma realidade no setor logístico. As informações, dados e documentos podem ser acessados em alguns cliques e de maneira totalmente segura. A tecnologia cloud computing traz vantagens competitivas.

Quem acompanha os avanços do mundo moderno sabe muito bem que poupar custos, tornar os processos mais confiáveis e ter um gerenciamento estratégico faz todo sentido para que se tenha uma gestão eficiente na logística.

Se você atua no Supply Chain não pode deixar de entender o que faz esse tipo de tecnologia, que se enquadra no conceito de Logística 4.0. Afinal, os dados sincronizados podem oferecer informações preciosas para as melhores tomadas de decisões.

O que é a Logística 4.0

Recentemente, fizemos um conteúdo que menciona o que é a Logística 4.0. Nele, vimos que a computação em nuvem ou tecnologia cloud computing é um dos melhores exemplos dentro do setor logístico no mundo todo.

Relembre esse breve resumo que trouxemos: “É um tipo de tecnologia que fez com que os dados de uma empresa pudessem ser virtualizados, isto é, levados para um ambiente seguro. Tudo acontece através do envio, recebimento e gerenciamento de computadores”.

Agora, a ideia é mencionar com mais detalhes o que é a computação em nuvem. Ela impacta positivamente todo o mercado, permitindo a análise de dados, a redução de perdas, de custos e as tomadas de decisões mais estratégicas.

O que é sistema cloud computing

Cloud computing é um termo que quando traduzido nos traz o conceito de “computação em nuvem”. Ele entrega um serviço ao usuário a partir da internet. E os dados online são os grandes diferenciais dessa tecnologia porque permite acessos e atividades em tempo real.

A inovação faz com que os contatos ou visualizações aconteçam através de dispositivos móveis, tais quais os smartphones. Logo, permite um negócio muito mais flexível, mais móvel e mais atualizado. Aliás, o tempo todo atualizado.

Atualmente, são várias as formas de oferecer os serviços em nuvem: SaaS (Software como Serviço), Paas (Plataforma como Serviço), Iaas (Infraestrutura como Serviço), Daas (Banco de Dados como Serviço) e o Taas (Ensaio como Serviço).

Quais os serviços de cloud computing

A partir dos formatos de cloud computing, os clientes podem ter acesso a vários serviços. 

Backup automático

O servidor na nuvem conta com um sistema de backup automático. Logo, arquivar cópias de documentos e pastas de modo seguro. Eles podem ser compartilhados em rede ou via web. Também é possível compartilhar os itens com o computador da empresa ou do gestor.

Recuperação de dados

Além da segurança de manter os dados salvos, também existe o serviço de recuperar pastas e arquivos de modo rápido. É importante para quem precisa lidar com orçamentos, propostas e simulações cotidianamente, como acontece nos contratos e cotações logísticas.

Segurança de informações

Outro serviço tem ligação com a criptografia. Os servidores contam com recursos que evitam e inibem a ação de hackers. Com isso, a interceptação de dados não acontece, garantindo que dados sigilosos ou privativos se mantenham seguros.

Saiba mais sobre o cloud computing

A área de Suplly Chain é totalmente estratégica. E o cloud computing tem muitos benefícios, como a integração de informações, suporte para setores, melhora da comunicação, gerenciamento de cargas, etc.

Ao oferecer serviços de mais qualidade, as empresas podem satisfazer o público consumidor. Entre em contato e descubra mais.

Importação de medicamentos – Saiba como funciona

A importação de medicamentos se tornou uma ideia lucrativa para muitas empresas do Brasil. No entanto, é preciso levar em conta todo o processo para estar dentro da legislação e das recomendações da Anvisa.

Criamos um conteúdo que vai trazer os pontos mais importantes de como fazer essa comercialização internacional. Inclusive, curiosidades. Sabia que os Estados Unidos não são os nossos principais fornecedores? Nem mesmo a China! Continue lendo e saiba tudo!

A importação de medicamentos no Brasil

Em 2019, os medicamentos ficaram no TOP 10 do ranking das importações brasileiras. Depois, com a pandemia da Covid-19, a atividade aumentou ainda mais. Com isso, também cresceu o interesse de pessoas e empresas em fazer a compra internacional de remédios.

O que se explica pelo fato de que o Brasil é um país que produz poucas substâncias como essas quando comparado a outras nações. Assim, buscar o mercado internacional se torna uma ideia para o abastecimento da demanda interna.

importação de medicamentos

É uma oportunidade de negócio. Com base no ComexStat, o nosso país importa a maior parte da:

  1. Alemanha (16%), 
  2. Estados Unidos (14%), 
  3. Suíça (13%), 
  4. China (9,2%) e 
  5. Bélgica (7,9%). 

Depois, vem países como: Itália, Irlanda, Dinamarca, Índia e França.

Esse é um dado interessante porque diferente de outros produtos, na área de medicamentos não é a China que é o nosso principal parceiro comercial.

Além disso, há outro ponto que precisa ser considerado nas atividades internacionais com remédios: os impostos. Atualmente, eles variam de 0% até 14% dependendo de alguns fatores e da criação de medidas governamentais.

Desde o boom do Coronavírus, o Governo Federal tem reduzido as tarifas de vários remédios, chegando a zerar uma boa parte deles. É o caso do xarope de frutose, cloreto de sódio puro, álcool etílico, ácido láurico, dipirona, omeprazol, entre outros.

Como importar medicamentos 

Para fazer a importação de medicamentos a regra é: seguir as normas e os trâmites legais junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Temos um texto que menciona a importação a partir da regularização desse órgão e abaixo separamos as principais etapas para fazer essa atividade de importação. Confira!

O controle de importações da Anvisa

A primeira parte é levar em conta a legislação. O Regulamento Técnico de Bens e Produtos Importados para fins da Vigilância Sanitária é o principal documento. Ele é representado pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 81/2008.

O procedimento 5.3 traz o tema da importação de medicamentos em geral, com a Licença de Importação (LI) no Siscomex. E diz também que o importador precisa ter a AFE (Autorização de Funcionamento).

A criação dos Postos de Vigilância Sanitária

A partir de abril de 2018, a Anvisa mudou a sistemática da alfândega dos remédios. Assim, nasceu a Orientação de Serviço 47/Dimon. A ideia foi criar postos de Vigilância Sanitária Únicos por assuntos.

Atualmente, os produtos podem ser analisados por um dos quatro postos da Anvisa, sendo:

PAFPS – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Produtos para Saúde

PAFME – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Medicamentos

PAFAL – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Alimentos

PAFCO – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Cosméticos, Saneantes, Higiene e Outros

Ou seja, todos os medicamentos importados são avaliados pelo PAFME.

O processo eletrônico de importação

Junto com os postos, veio o conceito da digitalização, tornando o processo totalmente eletrônico. Para isso, o Portal Único Siscomex. Existe uma cartilha da Anvisa com um passo a passo e orientações gerais para o envio eletrônico dos documentos.

Ele ensina tudo sobre como registrar a Licença de Importação (LI), anexar a Petição Primária, acessar a Caixa Postal do importador, preencher os formulários e até mesmo efetuar o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU).

A documentação para importar remédios

Ainda durante o processo, leve em conta os documentos necessários para a atividade. Todos devem estar anexados no Portal Siscomex. Entre eles:

  • Petição para Fiscalização e Liberação Sanitária
  • Extrato da Licença de Importação
  • Fatura Comercial
  • Conhecimento da Carga Embarcada
  • Laudo Analítico de Controle de Qualidade
  • Declaração do Detentor do Registro

Também deve ser de seu conhecimento, enquanto importador, que após a análise da LI, a Anvisa pode exigir novas informações, esclarecimentos ou documentos pertinentes ao risco do processo de importação. O prazo para o cumprimento da exigência é de 30 dias.

Quanto ao indeferimento da LI, a partir da RDC 204/2005, a falta de informação ou documentação pode levar a esse fim. Assim como o enquadramento incorreto ou o não cumprimento do prazo legal.

Curiosamente, em 2019, saiba que mais de 28% dos motivos de indeferimento teve a ver com a ausência de documentos e a segunda maior parte (23%) teve relação com os códigos incorretos da petição. Temos um artigo sobre como evitar as multas na importação.

importação de medicamentos

Qual é o custo para importar medicamentos

O valor para importar os medicamentos dos Estados Unidos, da Alemanha, da China e outros lugares vai depender do porte da empresa. E isso está descrito na RDC 222/06, que traz reduções na TFVS como:

  • 15% para empresas de grande porte
  • 30% a 60% para empresas de porte médio
  • 90% para pequenas empresas (EPP)
  • 95% para microempresas

A TFVS é a Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária, que é um tributo cobrado das empresas nos processos regulatórios. Ela deve ser paga através da GRU.

Com relação à tabela de valores da importação de medicamentos, também é preciso se atentar a RDC 198/17, que tem a ver com a quantidade de itens. Veja:

  • Até 10 itens – R$ 177,29
  • De 11 até 20 itens – R$ 354,58
  • De 21 até 30 itens – R$ 531,87
  • De 31 até 50 itens – R$ 1.772,90
  • De 51 até 100 itens – R$ 3.545,80

Essa taxa deve ser paga antes do peticionamento de qualquer solicitação feita à Anvisa.

Mais sobre a importação 

Sabemos que escolher o melhor modal para sua operação logística é um desafio. Nós da DC de auxiliamos nesse processo, mas resolvemos criar um material que vai te ajudar a entender quais características devem ser consideradas nessa escolha:

Você pode acessar outros conteúdos gratuitos em nosso site. Caso queira falar com um dos nossos especialistas, é só clicar aqui.  

 

Saiba o que é o seguro internacional de cargas e conheça as vantagens

Os gestores de logística que atuam no comércio exterior sabem que um dos maiores entraves do setor tem a ver com a proteção das mercadorias. Por isso, o seguro internacional de cargas, que não é obrigatório, tem muita importância para que as empresas tenham tranquilidade no negócio.

Para entender tudo sobre esse tipo de seguro, leia os seguintes tópicos:

  • O que é seguro internacional de carga
  • Por que fazer um seguro internacional de cargas
  • Os tipos de seguros de transporte de cargas internacional
  • Os seguros obrigatórios para o transporte internacional
  • Quanto custa um seguro internacional de carga
  • Como contratar o seguro internacional de carga

O que é seguro internacional de cargas

Na melhor definição atual, “o seguro internacional de cargas é o serviço contratado por quem importa ou exporta para proteção da carga de qualquer sinistro que possa acontecer”.

A explicação torna mais fácil entender os dois lados desse negócio:

  • Para o importador – uma forma de ter a certeza de que a compra não vai ter prejuízo.
  • Para quem exporta – a opção de um serviço adicional oferecido ao cliente.

Com base na frequência das operações logísticas, a empresa pode optar por duas modalidades na contratação do serviço. Assim, o avulso é para quem faz viagens isoladas e a apólice aberta é para companhias com mais de uma operação no mês.

As seguradoras são obrigadas a emitir uma apólice após contratação do serviço. A partir do que diz o Código Civil, o seguro é um documento obrigatório que isenta a necessidade de uma nota fiscal da seguradora.

Por que fazer um seguro internacional de cargas

A lista de benefícios para contratar esse tipo de seguro internacional é extensa. Por isso, trouxemos aqui alguns dos principais. Um deles é sobre garantir a estratégia de negócios da empresa, aumentando a segurança contra os riscos operacionais que podem acontecer.

No caso de danos à mercadoria, seja pelo manuseio, roubo, extravio ou acidentes, a empresa tem a preservação de garantias. Isso explica porque os gestores levam em conta essa medida para minimização dos riscos da operação.

Além da proteção, o seguro de cargas também é um diferencial competitivo porque dá mais valor ao transporte feito ao exterior. Ao passo que esse tipo de transparência aumenta a confiança da empresa logística no mercado.

Por último, o benefício financeiro. Ele permite que a contratação de seguros previna os maiores gastos que poderiam acontecer com os acontecimentos imprevisíveis. Por isso, alguns agentes chamam esse tipo de seguro de investimento.

Os tipos de seguros de transporte de cargas internacionais

O seguro internacional de cargas tem como principal finalidade garantir a proteção das mercadorias. Por consequência, envolve toda a segurança de toda a cadeia de suprimentos da empresa. Dependendo do produto, o tipo de seguro pode variar. 

Tanto é que cargas especiais, cargas perigosas e cargas perecíveis exigem mais cuidado durante os trajetos.

Cobertura Básica Ampla A

É uma cobertura que serve para qualquer dano de causa externa da mercadoria. Inclusive, o roubo da carga. É a mais completa de todos os tipos.

Cobertura Básica Restrita B

Agora uma opção que garante o prejuízo parcial ou a perda total da mercadoria que é decorrente de acidentes com o veículo de transporte. Mas, também de outras naturezas. É um serviço que pode ter a adição da cobertura para os casos de roubos.

Cobertura Básica Restrita C

Essa é a cobertura mais restrita que existe para cargas porque cobre apenas os riscos de acidentes com os veículos que estão transportando. Ou seja, não cobre riscos de outras naturezas, como furto, roubos ou desaparecimento de mercadorias.

As coberturas extras nos seguros de cargas

Além desses três tipos de seguros de transporte internacional, os gestores podem contratar as coberturas adicionais, a partir da necessidade da empresa. Atualmente, existe uma grande variedade de serviços.

Por exemplo, os adicionais de frete, despesas, tributos, lucros esperados, embarques, transbordo, riscos de greves, riscos de guerra, prorrogação de prazo, benefícios internos, destruição, roubos, extravios, riscos de quebra e muito mais.

O que o seguro de cargas não cobre

Ao mesmo tempo que é possível adicionar coberturas, saiba que o seguro de cargas não garante determinados tipos de perdas, danos ou despesas. Assim, a seguradora fica isenta de indenização. 

A partir da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), o seguro não é coberto em casos de má conduta intencional do segurado, falta de mão de obra (greve, lock-out, tumulto, etc), reclamação com base na perda da viagem, rebeliões e atos de hostilidade.

Os seguros obrigatórios para o transporte internacional

Na introdução, vimos que esse seguro de carga não é obrigatório, certo? No entanto, existem os seguros que não são voltados para a carga em si, mas sim para os transportadores. Nesse caso, eles são obrigatórios. Temos um resumo de cada um deles.

O que é seguro internacional de cargas

RCTR-VI

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador em Viagem Internacional é para transportadores rodoviários em viagens internacionais. Logo, serve para proteção de riscos e danos de mercadorias dos clientes.

RCA-C

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Aquaviário de Carga é obrigatório para transportes marítimos, fluviais e por lagos. Assim, ele faz a cobertura de danos e riscos que podem acontecer durante os percursos.

RCTA-C

O Seguro de Responsabilidade Civil Transportador Aéreo de Carga é para transportes aéreos. Por isso, é usado contra riscos ou danos de mercadorias de terceiros, clientes, durante os trajetos.

RCF-DC

O Seguro de Responsabilidade Civil Facultativa por Desaparecimento de Cargos é opcional para transportador rodoviário. Dessa forma, quem faz o transporte é indenizado no caso de perda de carga no caso de roubos ou desaparecimento de mercadorias.

RCTF-C

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Ferroviário é para transporte ferroviário nas eventualidades de danos materiais aos produtos.

RCTR-VI

Agora o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Viagens Internacionais, que é usado nos países do Mercosul. Logo, ele cobre riscos e acidentes apenas nesses países.

RCTR-C

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga é obrigatório para esse tipo de transporte. Então, oferece garantias quando há danos aos bens.

Quanto custa um seguro internacional de cargas

Cada nova apólice que surge no mercado de seguros é única. O motivo é que a simulação é feita a partir da operação de cada cliente. Assim, o resultado leva em conta diversos aspectos individuais, como tipo de transporte, destino, as coberturas, período, etc.

Quando se tem no estudo as apólices abertas, a conta é mais simples, sendo que é feita a partir da multiplicação do valor da carga (com base na nota fiscal) pela taxa do seguro definida. E nessa soma deve-se incluir o Imposto sobre Operações Financeiras.

Um ponto importante é saber que em todo contrato com a seguradora devem estar as seguintes informações: valor do prêmio, franquia da apólice, verbas ou importâncias seguradas, prazo de vigência, lista de bens não compreendidos, limite máximo e riscos.

Como contratar o seguro internacional de cargas

O ideal a se fazer é procurar uma corretora especializada em seguro de carga internacional. Ao passo que os gestores e responsáveis devem elencar vários dados do transporte. O primeiro ponto tem relação com o tipo de mercadoria que será transportada. Depois, a natureza da carga, do modal escolhido e dos riscos. 

O que é seguro internacional de cargas

Uma curiosidade é saber que o transporte pode ser intermodal ou multimodal. Um exemplo é quando o produto vai dos caminhões até o embarque feito em navios. Assim, ele usa o frete rodoviário e o marítimo em um mesmo negócio.

A DC Logistics Brasil oferece assessoria completa para as empresas que estão em busca dos seguros de cargos. Para saber mais, entre em contato aqui.

O Incoterm do frete

Antes de terminar a leitura, vale a pena entender o que é Incoterm. Afinal, os termos da apólice serão baseados nele.

Eles são Termos Internacionais do Comércio, ao passo que a ideia é tornar todo procedimento internacional mais seguro e mais preciso.

A criação é de 1936 pela Câmara Internacional do Comércio (CCI). Assim, as normas melhoram a comunicação entre os países, evitando conflitos nas transações e chegando ao maior objetivo proposto.

Inclusive, nós temos um conteúdo em formato de eBook que menciona todas as mudanças dos Incoterms. Veja abaixo.

Saiba o que é Logística 4.0 – exemplos e benefícios

Uma produção em larga escala indica um grande volume de produtos. Logo, estoques cheios com itens disponíveis para a demanda. Essa era uma ideia que dava certo. Só que hoje, não mais. Essa mudança de visão e de cultura tem tudo a ver com a Logística 4.0.

Que pode ser vista como a melhor estratégia está na experiência do cliente e na fabricação apenas o que é necessário para o curto tempo.

 O conceito permite vantagens alinhadas ao faturamento da empresa, diminuindo o consumo de matéria-prima, os altos níveis de estoque e tornando os processos de entregas mais otimizados. Interessante, não achou?

Então, continue lendo este conteúdo para entender tudo sobre o assunto.

  • O que é Logística 4.0
  • Os exemplos de Logística 4.0
  • Qual é o impacto da Logística 4.0
  • Como implementar a Logística 4.0 na sua empresa

O que é Logística 4.0

O termo acompanha a 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0. A principal característica da Logística 4.0 tem a ver com as mudanças nos processos, que aconteceram a partir de tecnologias, automatizações e da digitalização. É a busca constante por melhorias.

Na área logística, é possível ver um impacto positivo direto na redução de custos e na qualidade dos serviços prestados (especialmente, no armazenamento e na entrega). Com o uso de novos equipamentos, técnicas e modelos de trabalho, o ambiente se modernizou.

Tudo isso se tornou possível devida a adaptação da tecnologia da informação para o contexto industrial. Por isso, o uso de termos cada vez mais comuns nessa área, como sistemas de automação, robôs, IA (Inteligência Artificial) e IoT (Internet das Coisas).

Na prática, vale muito a pena observar que essa interconexão da tecnologia com a indústria impactou diretamente a gestão de supply chain. Com isso, é possível coletar e analisar os dados de maneira centralizada e em busca das melhores tomadas de decisões.

Os exemplos de Logística 4.0

A partir do conceito de Logística 4.0, podemos observar as novas tecnologias que estão mais presentes nessa área. Aliás, há uma ligação direta com a melhora dos processos operacionais e também com o ambiente corporativo e de liderança. Veja os exemplos.

Logística 4.0

A Internet das Coisas

É o que faz com que os aparelhos se conectem através da internet. É uma tecnologia mais simples de ser observada porque é muito comum para usos domésticos, além dos industriais. Um bom exemplo é o celular, que se conecta com veículos, máquinas, drones, etc.

A característica tem a ver com o envio e recebimento de dados digitais, onde a conexão pode ser usada em várias etapas do trabalho.

O Big Data

Muito importante para a cadeia industrial porque permite que grandes volumes de dados não estruturados sejam analisados de modo simples. A tecnologia torna possível relacionar essas informações, o que nos leva a uma visão mais ampla de todo fluxo produtivo do negócio.

É possível entender o Big Data através das suas vantagens. Por exemplo, a integração de volumes gerados em vários ambientes, aceita várias fontes de informação, faz tudo em um processamento rápido e altamente confiável. Logo, gera benefícios reais para os gestores.

A computação em nuvem (cloud computing) 

É um tipo de tecnologia que fez com que os dados de uma empresa pudessem ser virtualizados, isto é, levados para um ambiente seguro. Tudo acontece através do envio, do recebimento e do gerenciamento de computadores, sem a necessidade de espaço físico.

A computação em nuvem ou cloud computing traz vantagens também na mobilidade. Porque além da questão digital, também permite que os documentos ou arquivos sejam acessados de qualquer lugar e a qualquer momento.

O machine learning

Outro dos exemplos da Logística 4.0 é o machine learning. Ele é uma forma de fazer com que as máquinas possam analisar as informações recebidas. Como consequência, temos uma melhoria nos dados ligados à segurança ou estoque, por exemplo.

É como um software que permite que a inteligência artificial (IA) seja aplicada. Já a IA é uma tecnologia que torna possível que máquinas repliquem o comportamento humano. Inclusive, ela também tem o seu papel de importância no setor logístico.

A DC Logistics faz isso através da robotização de mensagens. Essa automatização permite que um diálogo pré-definido com o cliente aconteça. Ao passo que perguntas comuns podem ser respondidas brevemente, simulando uma conversa humana.

Qual é o impacto da Logística 4.0

Para uma empresa, o impacto dessas novas tecnologias que atuam na digitalização de processos pode ser visto através dos benefícios diretos no dia a dia. Aliás, esse é um conceito que se mostra como diferencial competitivo cada vez mais, proporcionando um ambiente moderno.

Logística 4.0

A análise de dados

Entender o que é Logística 4.0 nos leva ao principal objetivo dela, que é a melhoria na análise de dados. Há bastante tempo, o investimento em tecnologia potencializa os resultados de todas as empresas. Com informações mais rápidas e precisas, os processos são otimizados.

Você também vai gostar de ler: as vantagens de adotar uma cultura data driven

A redução de perdas

A partir da coleta e análise dos dados, rapidamente chegamos às áreas de produtos e de estoque. Assim, dá para reduzir perdas sem que seja necessário fazer recontagens ou impasses que poderiam atrasar as entregas e os resultados.

A redução de custos

Como consequência direta de toda automatização e melhores tomadas de decisões, fica mais fácil se chegar na redução de custos. Inclusive, as próprias diminuições de perdas indicam esse benefício de uma operação mais eficiente e com mais lucro.

A estratégia de negócios

Supply Chain. Já mencionamos que um viés muito importante das tecnologias chega até essa área da logística. Dessa forma, as organizações podem criar estratégias mais alinhadas com os objetivos. E dá para monitorar todo fluxo, otimizando o tempo de trabalho.

A satisfação dos clientes

Inevitavelmente, os clientes passam a ser melhores atendidos e ficam mais satisfeitos. Nessa hora, fica claro um impacto da Logística 4.0: na experiência do consumidor. 

Com menos erros nos pedidos e informações mais organizadas, a empresa pode oferecer mais competitividade.

Como implementar a Logística 4.0 na sua empresa

Depois dos exemplos e benefícios da Logística 4.0 é importante saber como inserir esse conceito dentro da sua empresa. De maneira resumida, é preciso identificar as necessidades e criar as prioridades para que o plano de ação funcione. Conheça as principais etapas para isso.

Logística 4.0

A mudança cultural

O termo é totalmente ligado à tecnologia. Só que a ideia de implementar esse conceito só vai dar certo se houver uma mudança cultural no fit da empresa. Esse pensamento vai alterar a forma de pensar, de agir e de tomar decisões por parte de todos os colaboradores.

Durante essa etapa, vale muito a pena investir em treinamentos regulares para que exista um acompanhamento geral, de todos os participantes, sobre os novos sistemas e processos. Dessa forma, a mudança acontece na prática.

O investimento em tecnologia

A tecnologia é o assunto mais importante. No entanto, o erro está em escolher uma das ferramentas ou soluções e aplicar sem conhecimento. É preciso saber o que realmente faz sentido para o seu negócio. Estude e valide todas as opções para ter essa resposta.

As novas estratégias de negócios

Com esse passo a passo, a integração de processos será uma realidade e poderá ser aplicada diretamente na cadeia de suprimentos. Dessa forma, o fluxo vai do fornecedor até a transportadora e toda informação estará disponível de maneira ágil e em tempo real.

Um bom exemplo vem da comunicação com embarcadores, transportadores e demais parceiros. O que torna possível reduzir o retrabalho, diminuir gastos e falhas, além de tornar o processo todo mais confiável.

Resumo: entenda a Logística 4.0 como estratégia de negócios

Após a leitura, um breve resumo indica que a Logística 4.0 é uma evolução do processo tradicional dessa área. A característica principal tem a ver com o investimento em tecnologias para a gestão de Supply Chain e para aumentar o market share das empresas.

Cada vez mais, a tendência indica a automatização das atividades, aumentando a produtividade e o ganho de eficiência em todas as operações.

Guia do Novo Processo de Importação (NPI)

O Novo Processo de Importação (NPI) surgiu com o objetivo de mudar e revolucionar a maneira com que os produtos são importados no Brasil. Todas as empresas que participam desse processo estão envolvidas, independente do porte ou do setor.

A nossa estrutura da NPI fez surgir a DUIMP. Mas, como vai funcionar a DUIMP? Ela é a Declaração Única de Importação e vai usar a tecnologia da Era Digital para otimizar todo o fluxo de cadastros, evitando o retrabalho. O foco é otimizar as operações de importação.

As informações cadastradas estarão disponíveis para vários órgãos ao mesmo tempo, o que vai permitir mais agilidade em cada uma das etapas da importação e na liberação dos produtos.

O grande instrumento do NPI é a DUIMP. Essa declaração é um instrumento que vai vigorar no lugar de outra declaração, a DI (Declaração de Importação). Assim, o grande diferencial passa a ser o fato de ter potencial digital, trazendo as informações de modo eletrônico.

A DUIMP deverá constar: dados aduaneiros, comerciais, financeiros, cambiais e fiscais. Seja na importação direta ou indireta, a DUIMP passa a ser obrigatória.

O novo processo de importação fará com que o documento exista antes mesmo da chegada da mercadoria no Brasil, o que não acontece hoje em dia. Um dos resultados positivos é que a carga poderá ser liberada mais rapidamente.

A Duimp está ativa no sistema desde julho de 2021. No entanto, ela está ainda restrita a algumas operações e a comunicação com vários órgãos anuentes ainda está sendo estabelecida. 

Como funciona o processo de importação de um produto

A primeira coisa importante para saber como funciona o processo de importação de produtos é entender que ela pode acontecer de forma direta ou indireta. Cada uma tem as próprias vantagens e desvantagens.

Para entender todos os passos e realizar a importação de maneira segura e eficaz, leia um eBook que criamos trazendo todas as etapas. Ele pode ser baixado de graça no seu celular ou computador. Inclusive, a gente menciona cada um dos documentos para essa operação.

 Clique aqui para baixar o eBook gratuito sobre importação.

Agora, vamos a uma próxima parte deste texto: o que muda no novo processo de importação?

O Novo Processo de Importação de Produtos

O fluxo do Novo Processo de Importação, que foi divulgado pelo Governo Federal a fim de melhorar o comércio exterior, vai trazer padrões para as atividades de pessoas físicas e jurídicas.

Além da DUIMP, também vem outras etapas no NPI, como o Catálogo de Produtos, o Cadastro de Atributos, o Controle de Carga e Trânsito (CCT), o Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE) e as Licenças (LPCO). Veja os detalhes.

A DUIMP

É a Declaração Única de Importação, sendo um documento eletrônico que traz todas as informações referentes à importação.

O Catálogo de Produtos

Ele está integrado à DUIMP, sendo que traz todo o cadastro dos produtos importados. A ideia é descrever o produto, a partir de atributos, imagens e tudo mais o que auxilie na fiscalização dos riscos. Acontece antes da DUIMP.

O Controle de Carga e Trânsito

Essa é uma nova ferramenta que será muito útil para a Receita Federal. Isso porque visa o cadastro das cargas aéreas e deve entrar no lugar do Mantra. O CCT tem o foco de controlar os dados aduaneiros, diminuir a burocracia e tornar os processos mais eficazes. Só que vale lembrar que o CCT aéreo ainda não está sendo usado e não há prazos definidos. 

O Pagamento Centralizado do Comércio Exterior

O PCCE é um projeto do Governo que quer facilitar as importações do comércio exterior, seja na importação ou na exportação. A ferramenta permite pagamentos dentro do próprio módulo.

As Licenças, Permissões, Certificados e Outros

Mais uma ferramenta é a LPCO, que permite às novas operações ou operações futuras sem a necessidade de novos registros dos mesmos dados. Esse cadastro, portanto, é único e permite acesso a todos os órgãos presentes na operação, agilizando os deferimentos.

Como registrar uma DUIMP

Essa nova declaração única de importação deve ser preenchida de modo eletrônico. Há campos como identificação da carga. Em um projeto piloto, o Governo permite apenas cargas marítimas para emissão da DUIMP, então, é preciso informar o CE Mercante.

Guia do Novo Processo de Importação

Depois, automaticamente, outros dados são preenchidos, como o valor do seguro. Há ainda a inclusão de processos vinculados. E todo esse processo é muito parecido com o que já acontecia no Siscomex Importação.

Na hora de incluir os produtos, saiba que eles já devem estar cadastrados no catálogo. Depois, aparece uma tela com um resumo de toda a soma das informações da importação.

Quando o NPI começa a vigorar?

Ele já está ativo em todo processo de importação. Lembrando que ele vem sendo implementado desde 2018. Em 2019, a gente criou um conteúdo trazendo as principais novidades daquela época. Hoje, as mudanças são mais intensas, principalmente com a DUIMP.

O que não se sabe ainda é qual é a data definida para que o registro da DUIMP se torne obrigatório.

Para quem quiser saber mais sobre o Programa Portal Único de Comércio Exterior e o Projeto de Nova Importação, desde o começo, saiba que há um documento intitulado “Proposta de Novo Processo de Importação”, disponível no site do Siscomex.

A importância de integrar as áreas da empresa

Mesmo que todas as informações da importação estejam interligadas e otimizadas, considere que elas também atuam de maneira isolada. Por exemplo, não é incomum que empresas tenham setores para pedir materiais, o que faz a compra e outro ligado à importação.

A partir da leitura, fica muito claro que não existe mais espaço para os improvisos durante um processo de importação de produtos. Com o Novo Processo de Importação, a integração de todas as áreas da empresa se torna importantíssima para uma compra de sucesso.

Dessa forma, cada setor deve contribuir com a sua descrição para que todo o processo aconteça. Em alguns momentos, como no cadastro de produtos e na geração da DUIMP, o planejamento se faz imprescindível para que se cumpra as obrigatoriedades.

Depois, vem a classificação fiscal dos produtos e o enquadramento dos atributos. O assunto da importação de produtos é visivelmente estratégico para toda empresa. Até mesmo porque existe a Revisão Aduaneira, que permite que a Receita Federal volte processos de importação para novas análises.

Essa fiscalização intensa e mais transparente exige, portanto, ações cada vez mais focadas em resultados. Isso vale para a hora de Reduzir Custos com essa compra ou até mesmo quando for ter a Licença de Importação.

Na dúvida, A DC Logistics pode ajudar!

No mercado do comércio exterior desde 1994, a DC Logistics Brasil tem o foco no gerenciamento logístico de transportes. Conta com uma rede completa de parceiros, o que permite atender todas as necessidades do mercado.

Para quem está em dúvidas sobre a DUIMP, o Novo Processo de Importação e quer fazer todos os processos de maneira transparente, considere que a DC Logistics Brasil pode ajudar.

Confira os 10 produtos mais importados e exportados pelo Brasil em 2021

Uma pergunta muito comum que o mercado faz é: o que o Brasil mais exporta e importa? Para quem atua na logística, as respostas podem permanecer durante os anos. Mas, no último ano várias mudanças aconteceram entre os produtos mais importados e exportados pelo Brasil.

O ranking abaixo parte dos dados do Governo. Na primeira parte, confira sobre as exportações do país. Em seguida, veja sobre os produtos com os maiores valores de importação. E há muitas curiosidades, atente-se!

Os grupos mais exportados pelo Brasil

Os dados dos produtos mais exportados pelo Brasil em 2021 são do Siscomex e foram divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Complexo Soja (22,9%)

Representando quase ¼ de toda a exportação brasileira em 2021, o complexo soja teve uma alta de mais de 341% se comparado com o último ano. Nesse grupo, estão: soja em grão, farelo de soja e óleo de soja, por exemplo.

Complexo Soja

A razão, com base no que diz o próprio Ministério, vem da safra recorde no país: 137,3 milhões de toneladas de soja em grãos. Fora isso, o preço também foi recorde, já que havia baixa produção e estoque no mundo.

Carnes (16,9%)

O segundo grupo dos produtos mais exportados no Brasil é: carne bovina in natura. O principal comprador do Brasil são os Estados Unidos. Depois, União Europeia e China. Além disso, outros destaques são as exportações de: carne de frango e carne suína.

Produtos Florestais (14,1%)

A celulose impulsiona a categoria de produtos florestais exportados do Brasil. No último ano, houve um recorde no volume. Além disso, os preços que aumentaram mais de 30%. A China é o principal parceiro comercial do país neste grupo. 

Além da celulose, a madeira e o papel nacional foram comercializados com outros países. Tanto é que o Brasil tem hoje uma das maiores fábricas de papel do mundo, a Suzano Papel e Celulose. 

Cereais, Farinhas e Preparações (10,6%)

O quarto grupo dos mais exportados é o de Cereais, Farinhas e Preparações. Dessa forma, o milho é o produto exportado do Brasil com maior destaque, mas que teve o resultado minimizado pelas fortes secas e geadas.

Complexo Sucroalcooleiro (8,7%)

Para fechar a lista dos produtos mais exportados, o Complexo Sucroalcooleiro. Inclusive, a safra da cana-de-açúcar no Brasil teve menor produtividade pelo clima seco. Assim, teve uma queda na sua representatividade do ranking.

Quais os produtos mais exportados pelo Brasil em 2021

A partir dessa apresentação, o Ministério diz que há uma lista de 10 produtos mais exportados no Brasil em 2021. Sendo assim, vamos aos percentuais:

  1. Soja em grãos (13,8%)
  2. Milho (8%)
  3. Café verde (7,3%)
  4. Farelo de soja (7,1%)
  5. Carne de frango in natura (6,9%)
  6. Celulose (6,8%)
  7. Carne bovina in natura (6,2%)
  8. Açúcar de cana em bruto (6,1%)
  9. Algodão não cardado nem penteado (4,9%)
  10. Papel (2,2%)

Esses 10 produtos foram responsáveis por 69,3% de todo valor exportado no país, conforme dados de dezembro de 2021. E outros produtos que não entraram na lista, mas tiveram destaque foram: óleo de soja, trigo, madeira perfilada, suco de laranja e arroz.

Isso quer dizer que alguns produtos entraram e outros saíram da última lista, que fizemos com os produtos mais exportados em 2020. Aliás, quem gosta de estudos, pesquisas e comparações pode ler essa última aqui: relembre.

O que cada região do país exporta

Para terminarmos a primeira parte, temos uma indicação de leitura. Logo, se você é alguém que se pergunta o tempo todo o que é o forte na exportação em cada região do país, esse tópico é para você. Para isso, leve em conta que já temos as respostas.

Os subprodutos do petróleo saem muito de São Paulo. As carnes de aves saem em maior parte de Santa Catarina. Enquanto que n Ceará é forte no ferro e no aço. Então, quer saber sobre todas as regiões? Leia esse conteúdo.

Os produtos mais importados pelo Brasil no Agro

No mesmo documento do Ministério da Agricultura, existem os produtos mais importados. Assim, é ideal conhecemos eles para avaliarmos essa balança dos produtos mais importados e exportados. São eles:

  • Trigo
  • Milho
  • Óleo de palma
  • Malte
  • Papel
  • Salmões, frescos ou refrigerados
  • Álcool etílico
  • Vestuário e outros produtos têxteis de algodão
  • Borracha natural
  • Azeite de oliva

No entanto, com base em um estudo da Logcomex, que fez o Relatório da Importação Brasileira de 2021, vamos conferir agora todos os produtos mais importados do país.

Os produtos mais importados pelo Brasil

Nessa lista geral de importados, usamos um estudo que considera o valor FOB. Veja o ranking. 

  1. Máquinas e aparelhos elétricos, diversos, suas partes e peças (8,3%)
  2. Petróleo, produtos petrolíferos e materiais relacionados (8,3%)
  3. Adubos – exceto os do grupo 272 (6,9%)
  4. Veículos rodoviários – incluindo veículos de almofada de ar (6,5%)
  5. Produtos químicos orgânicos (5,8%)
  6. Produtos farmacêuticos e medicinais (5,5%)
  7. Máquinas em geral e equipamentos industriais, e peças de máquinas (5,3%)
  8. Máquinas e equipamentos de geração de energia (4,3%)
  9. Equipamentos de telecomunicações e de gravação de som e aparelhos de reprodução (3,7%)
  10. Materiais e produtos químicos (3,1%)

Já com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, saiba que o volume de produtos importados na Rússia deu um salto entre 2020 e 2021. Assim, mais do que dobrou (de US$ 2,7 bilhões para US$ 5,7 bilhões).

Com isso, logo após a França, a Rússia passou a competir com países como Índia, Coreia do Sul, Japão, Itália e México entre os maiores fornecedores do Brasil.

E essa lista também mudou bastante com base nos dados de 2020, quando a gente fez um ranking com os 10 produtos mais importados e tinha peças para veículos, conjuntos eletrônicos e inseticidas, por exemplo. Relembre aqui.

Para saber mais

Para saber mais sobre o mercado de logística e os produtos mais importados e exportados no Brasil, acesse o nosso blog. A gente faz publicações semanais com tendências, novidades e estatísticas sobre esse mercado. Aliás, as últimas notícias foram:

Exportação de Móveis – saiba como exportar para os Estados Unidos

A exportação de móveis brasileiros é uma realidade para toda a indústria moveleira. No entanto, ainda existem empresas que não sabem como estabelecer essa operação completa (do envio das mercadorias até a venda final) com o foco nos Estados Unidos.

A ideia desse conteúdo é trazer as possibilidades e explicar como é possível exportar móveis de madeira, em um processo conhecido como cross-border (entre fronteiras). Até mesmo porque as últimas pesquisas são muito positivas, como a da Abimóvel.

O último dado que temos atualizado é do ano passado. E diz o seguinte: “as exportações do setor moveleiro avançaram 50% em 2021”. A informação foi publicada no Monitoramento das Exportações de Móveis da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias Moveleiras).

O mercado de móveis nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, as estimativas do último ano foram positivas. Assim, estimou-se que os norte-americanos gastaram quase US$ 120 bilhões em móveis e roupas de cama.

Além disso, vale a pena trazermos outro cenário para quem tem o intuito de exportar para os Estados Unidos: móveis e decoração representam 12% das vendas geradas no e-commerce com foco para esse país americano.

Outro dado que indica o mercado de lá é: no ano de 2020, o percentual de moradores estadunidenses que compraram móveis ou itens domésticos pela internet foi de 18%.

Entre os maiores responsáveis pelas vendas de móveis para os Estados Unidos no nosso país, a gente tem um valor de quase US$ 200 de preço médio por transação.

Com tantos dados positivos sobre o mercado de móveis nos Estados Unidos e as chances de exportar móveis de madeira para lá, vem a pergunta: como tornar essa operação viável?

Como exportar móveis para o exterior?

Atualmente, com o advento da internet e a facilidade em encontrar informações, os empreendedores, varejistas e gestores conseguem ver com mais facilidade que os processos de exportação não são tão complicados como se achava.

Exportação de Móveis

Quando a gente avalia a exportação de móveis como uma oportunidade para as empresas brasileiras aumentarem o lucro, o interesse se torna ainda maior. Afinal, é uma alternativa interessante para quem quer expandir o negócio através da internet.

A partir disso, vamos trazer abaixo algumas dicas sobre como exportar móveis para os Estados Unidos, partindo de um projeto inicial, pensando em quem nunca fez isso antes.

A habilitação da empresa para exportar móveis

A exportação de móveis é um processo que vai além do vender online e entregar em outro país. Para fazer isso, a empresa precisa estar habilitada, o que envolve um Registro de Exportador, por exemplo.

Esse documento é emitido pela Delegacia da Receita Federal ou pela Secretaria do Comércio Exterior. E para conseguir ele é preciso apresentar informações como: contrato de câmbio, letra de câmbio, fatura proforma, carta de crédito, Registro de Exportadores, etc.

A avaliação da capacidade do negócio

Sem seguir um passo a passo cronológico, considere que durante esse processo de um plano de exportação, a empresa precisa validar a capacidade do negócio. Isso porque a exportação de móveis pode exigir novos investimentos ou, pelo menos, gerar novas despesas.

Logo, pensar na capacidade da empresa em termos produtivos é importante. Assim como a questão do estoque, do transporte, da comunicação com outros países, etc.

Os preços para exportar para os Estados Unidos

Outro ponto que merece a sua atenção tem relação com os preços praticados para esse tipo de venda de móveis. A boa notícia é que o Brasil permite alguns benefícios/incentivos fiscais nos impostos, como Cofins, ICMS e IOF. Logo, tem o “tarifa zero” para operações de câmbio.

Ao mesmo tempo, também é preciso colocar na balança que existem outros custos. Por exemplo, com embalagens, com cargas, com zonas portuárias, etc. Por isso, a escolha de uma empresa especialista em exportação faz sentido: auxilia na redução de custos de exportação.

O conhecimento sobre a cultura local

Mais uma dica, que inclusive é um erro muito comum de quem começa a estudar como exportar móveis para o exterior, é sobre a cultura local. O primeiro passo, nesse sentido, é jamais ignorar a legislação de lá.

Isso porque cada país, assim como os Estados Unidos, possui a sua legislação e cumprir as exigências fiscais e de fiscalização é imprescindível. Em caso contrário, esse simples erro pode gerar muitos prejuízos para a empresa.

O que fazer para exportar um produto?

Esse tópico também poderia entrar como dica sobre como exportar móveis para o exterior. Mas, optamos por ter um texto com mais destaque por um simples motivo: dá para exportar móveis de madeira de várias maneiras.

Após levar em conta o processo de exportação de móveis, vem a pergunta: como essa atividade acontece? A verdade é que pode ser pelo modal aéreo ou pelo modal marítimo. E então vem a próxima pergunta:

Qual é o melhor modal para exportar móveis para os Estados Unidos?

A verdade é que não existe uma resposta única para todas as fabricantes de móveis de madeira. Afinal, é preciso reconhecer as características e as necessidades de cada uma.

Um exemplo vem do container Standard, usado para cargas gerais. Assim, ele é totalmente fechado com as portas no fundo. Mas, os móveis também podem ir pelo High Cube, que comporta mais carga.

Na dúvida sobre qual modal logístico escolher para levar os seus produtos para outros países, não titubeie, converse com quem entende e tem experiência no assunto.

A DC Logistics Brasil tem 12 escritórios no país, 27 anos de mercado, mais de 40 prêmios nacionais e internacionais, além de contar com centenas de colaboradores especializados na logística para o exterior. Clique na imagem abaixo para entrar em contato com a DC.

Vale a pena fazer a exportação de móveis para os Estados Unidos?

Após todas essas dicas, o que a gente viu é que a partir de uma empresa com conhecimento em exportações, como é a DC Logistics Brasil, essa se torna uma possibilidade descomplicada para expandir a empresa moveleira, correto?

Além disso, também é importante notar que os móveis de madeira estão entre os principais produtos que o país exporta hoje. Depois deles é que vem os estofados, os colchões e os móveis de metais, nessa ordem.

Já com relação ao principal destino: os norte-americanos. Por isso, o assunto sobre exportar para os Estados Unidos é uma tendência na indústria de móveis. Em 2021, 35% das exportações nacionais de móveis foram para esse país.

E para fechar essa lista de motivos que se tem para exportar móveis para os Estados Unidos, temos mais um estudo a ser citado. É um relatório do Projeto Brazilian Furniture, que diz que as exportações de móveis e colchões para esse país podem crescer 30% no futuro.

A exportação de móveis para outros países

Além de exportar para os Estados Unidos, a empresa moveleira também poderá criar projeções futuras para chegar a outros países.

Um bom exemplo vem do Chile, que hoje ocupa a segunda posição dos países que mais recebem os nossos móveis de madeira. O crescimento acumulado ao longo de 2021 foi de mais de 160%. E o ritmo só deve crescer neste ano.

E mais tarde, também podemos considerar a exportação para outros continentes. O Reino Unido, por exemplo, tem um desfecho promissor, já que avançou 25% no acumulado de 2021 em relação ao ano de 2020 nas compras de móveis brasileiros.

Indo mais além, o Oriente Médio. A Arábia Saudita, por exemplo, teve acúmulo de 290% no ano de 2021. Enquanto que os Emirados Árabes ganharam espaço, sendo o segundo maior destino de móveis do Brasil na região, com crescimento de 84% naquele ano.

Veja quais os 5 maiores portos do Brasil

O transporte marítimo de carga no nosso país tem um papel muito importante. Apesar de ser mais lento, ele é muito útil para transportar cargas em grande volume e variedade. Isso com um custo que é, relativamente, baixo. Então, vale a pena conhecer os maiores portos do Brasil.

Como é a logística marítima no Brasil

Atualmente, o transporte marítimo responde a pouco mais do que 10% de todas as cargas movimentadas no nosso país. Por outro lado, o transporte rodoviário tem mais do que 65% da parcela total de cargas.

Apesar desse percentual que parece ser baixo, considere que a logística marítima brasileira tem muita importância. Primeiro porque está ligada à intermodalidade, além de permitir a geração de empregos, movimentação de cargas e o fortalecimento do setor.

Quanto às cargas que vão para navios pela costa brasileira, saiba que a grande maioria são derivados do petróleo. Isso conforme informações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Você também vai gostar de ler: Transporte Marítimo: guia completo para escolher entre LCL e FCL

O processo da logística marítima no Brasil tem a ver com o carregamento e o descarregamento de embarcações. Também faz o acondicionamento das mercadorias em locais apropriados nos portos e nos entrepostos aduaneiros.

Logo, temos um transporte que é uma modalidade aquática ou aquaviária, que acontece nos mares e nos oceanos. Para isso acontecer, usam-se embarcações, que podem ser barcos, navios, caravelas, canoas, fragatas, submarinos ou até mesmo os transatlânticos.

Quais são os 5 maiores portos do Brasil

Para citar aqui os maiores portos do Brasil, o que nós fizemos foi usar uma lista que vem do Comércio Exterior do Brasil e tem dados atualizados pela Antaq.

Isso quer dizer que a lista poderia ser outra se a gente considerasse apenas a importação ou a exportação ou as unidades de medidas ou o transporte de containers.

Portanto, podemos dizer que esses 5 portos brasileiros são vistos como os mais importantes do país, a partir de estudos do Comex.

5 – Porto de Manaus (AM)

O TOP 5 de portos do Brasil vem de Manaus. Afinal, o estado do Amazonas é um polo tecnológico importantíssimo para o nosso país. Logo, existe até a Zona Franca de Manaus, que é um dos maiores parques industriais do Brasil com produtos eletrônicos e eletrodomésticos.

O mais curioso do Porto de Manaus é que ele não fica na costa litorânea do país. Ainda assim, existe uma instalação fluvial que é a mais movimentada do país. O resultado é o maior porto flutuante do mundo. Ele foi inaugurado recentemente, no século 20.

4 – Porto do Rio de Janeiro (RJ)

Ele fica na costa oeste da Baía de Guanabara. Tem uma área marítima que vai até a boca da barra, entre a ponta de Santa Cruz e a ponta de São João. Permite todos os tipos de navegação, exceto nas proximidades do cais de atracação de transporte coletivo.

Está nessa lista por um motivo especial: se coloca na lista de TOP 10 dos portos brasileiros quando o assunto é a importação e também a exportação. Tudo se tornando possível através da sua estrutura, que existe desde 1910.

Um detalhe importante é sobre se lembrar da história. Afinal, o Rio de Janeiro foi a capital do Brasil Colonial durante 200 anos. Logo, o porto do Rio de Janeiro se destacou no âmbito nacional e hoje tem como cargas, os produtos do setor automotivo e da indústria química.

3 – Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes (SC)

Vale considerar aqui que em termos de tamanho, o Porto de Santos é o maior do país, ficando na frente do Porto de Itajaí, por exemplo. E quanto ao Porto de Itajaí, saiba que ele faz parte do complexo que também envolve o Porto de Navegantes.

O Porto de Itajaí tem uma infraestrutura ótima para o embarque e desembarque de cargas dry e reefer. Já o Porto de Navegantes é um complexo que fica nas margens da foz do rio Itajaí-açu e separa as cidades de Santa Catarina.

2 – Qual é o segundo maior porto do Brasil

O Porto de Paranaguá (PR). Sim, ele é o segundo maior porto do Brasil. Logo, explica o fato de ser muito movimentado e com área de influência em 10 estados do país, além das transações internacionais. Por ali são movimentados pelo menos 13 setores da atividade econômica.

Entre os principais: agroindústria e madeira, material de transporte, alimentos e bebidas, indústria química e indústria mecânica. O Porto de Paranaguá é considerado o maior porto graneleiro da América Latina e o 3º maior porto de contêineres do Brasil.

1 – Qual é o maior porto do Brasil

O Porto de Santos (SP). Sim, é o maior porto do Brasil em vários sentidos. Curiosamente, ele é estatal e fica na costa do estado de São Paulo. Aliás, é o maior porto em termos de movimentação por tonelagem de cargas e de contêineres.

Está na lista do TOP 50 Portos do Mundo, a partir de estudos da Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA). Então, também está em outro ranking: é o mais movimentado de toda a América Latina.

Quais as categorias do transporte marítimo

Atualmente, apesar de existirem vários tipos de navios que tornam possível o transporte marítimo, saiba que só existem duas modalidades para essa logística.

O transporte marítimo de longo curso acontece com uma navegação entre portos de países diferentes. Portanto, estamos falando de um modal internacional, com importação e exportação de produtos.

O transporte marítimo de cabotagem acontece na navegação nacional, em portos do mesmo país. Logo, pode ser por via marítima ou portos interiores de rios. A navegação costeira dentro do mesmo país também é uma forma de cabotagem.

maiores portos do Brasil

A partir desses conceitos, saiba que os navios são construídos pensando na natureza da carga a ser transportada. E também podem ter relação com a unidade de carga, com o objetivo do cliente e outras necessidades.

Para saber mais sobre os tipos de transportes no Brasil

Se você gostou desse texto sobre os maiores portos do Brasil, leve em conta que também temos outros artigos que trazem curiosidades sobre os transportes no nosso país. Leia:

Todas as notícias disponíveis no nosso blog são gratuitas para a leitura e podem ser acessadas a qualquer momento.

LCL e FCL

Transporte Marítimo: guia completo para escolher entre LCL e FCL

Atualmente, o modal marítimo é usado em cerca de 70% das operações de transporte de cargas no mundo. O que se explica pelo fato de ser o meio de transporte mais antigo e o que tem mais flexibilidade também, além do fato de ser o mais econômico. Mas, o que isso tem a ver com LCL e FCL?

LCL e FCL têm a ver com os containers desse tipo de transporte do comércio internacional. Um deles permite que a empresa lote um único contêiner e envie rapidamente as mercadorias para o destino. O outro é uma forma de dividir espaço com outras empresas e baratear ainda mais o frete marítimo.

Só que a ideia aqui não é apenas de conceituar os termos LCL e FCL. Queremos ir além: o objetivo é que após a leitura você consiga dizer qual é o melhor para a sua empresa! Para isso, dividimos o conteúdo nos seguintes tópicos:

  • Por que escolher o transporte marítimo
  • Os tipos de cargas no transporte marítimo
  • O que significa LCL e FCL
  • Os custos do frete LCL e FCL
  • Por que escolher a DC Logistics Brasil

Por que escolher o transporte marítimo

Esse primeiro tópico faz parte da introdução do texto. Mas, não se preocupe porque seremos breves. Afinal, antes mesmo de entender a carga LCL e FCL, o que você quer saber é: por que escolher o transporte marítimo no comércio internacional. Correto?

LCL e FCL

Basicamente, temos como primeira resposta o fato de que ele possui custo menor e maior quantidade de carga em um mesmo processo – quando se compara a importação aérea, por exemplo. Só que não se trata apenas disso.

Ainda com relação ao custo, o motivo é que há mais concorrência, o que indica mais poder de barganha. Apenas em Santa Catarina, saiba que são três portos que se classificam como maiores do país: o Porto de Itapoá, o Portonave e o Porto de Itajaí.

Portanto, ao se fazer as contas entre custo, distância, tamanho ou especificidade da carga, esse custo-benefício se torna muito claro – tornando o frete marítimo o mais barato.

Ah, e tem mais uma vantagem que você vai gostar de saber: a flexibilidade de comportar qualquer tipo de carga, com mais capacidade e chegar a lugares onde outros modais não conseguiriam.

A exemplo, já falamos aqui sobre a exportação de commodities, que acontece por via marítima, relembre. Ou se quiser entender, brevemente, sobre os tipos de cargas existentes no transporte marítimo, leia o próximo tópico.

Os tipos de cargas no transporte marítimo

Para entender um pouco mais dessa questão, considere que o transporte marítimo acontece através de contêineres. E o cliente da DC Logistics Brasil poderá contratar algumas variáveis, isto é, opções de containers. É o caso do 20’DRY, do 40’DRY, do 40’HC e do 40’NOR.

LCL e FCL

Sobre os tipos de cargas, elas se dividem em categorias. Só que como a ideia dessa matéria não é detalhar cada ponto das cargas, mas sim falar do que é LCL e FCL, optamos por apenas trazer um resumo de cada uma delas.

A carga geral pode ser solta, quando a embalagem não segue padrão ou contém dimensões diversificadas. É o caso de engradados, fardos, caixas de papelão, tambores, etc. Ou pode ser unitizada, quando são agregadas em uma unidade de transporte.

A carga a granel não é acondicionada porque é seca ou líquida. Assim, não há a contagem de unidades ou de identificação, como as commodities (trigo, petróleo, soja, etc). Tem a categoria da carga neogranel também, com conglomerados homogêneos, em lotes, como veículos.

A carga frigorificada é de refrigerados ou congelados, como frutas, carnes e outros alimentos. E tem a opção da carga perigosa também, que tem de cumprir as diretrizes da ONU (Organizações das Nações Unidas). Entre elas, explosivos, inflamáveis, gases, corrosivos, etc.

O que significa LCL e FCL

Já vimos as vantagens do transporte marítimo na logística internacional e os tipos de cargas que podem ir nos contêineres. Agora, falta a explicação principal: o que é a carga LCL e FCL.

FCL é Full Container Load. Na tradução, temos: contêiner totalmente carregado. LCL é Less Container Load. Logo, container com menor carga. Somente essa explicação já torna muito simples entender o que é LCL e FCL e como eles funcionam na prática.

Dessa forma, ambos tipos de containers podem ser usados no comércio internacional. O que vai dizer qual é o melhor vai depender do tipo de carga e do projeto de importação ou exportação. Portanto, saiba que o melhor entre eles vai depender de fatores.

Para exemplificar isso, uma observação!

O contêiner fracionado (LCL) é melhor do ponto de vista que tem menor redução do custo do projeto. Ou seja, torna o transporte marítimo a melhor ideia em custo-benefício. Mas, ele pode demorar mais porque é preciso aguardar o container estar totalmente completo.

Na prática, nós temos um FCL usado de maneira inteligente quando a carga lota o container sozinha. Porém, se não for suficiente e ela for transportada sozinha vai ter um custo maior. Já o LCL pode ser usado para dividir o espaço do container com outras cargas, mais barato.

O part lot

Dentro da modalidade FCL existe um tipo de operação chamada “part lot”. Ou seja, lote parcial. O que é isso? Acontece quando dois ou mais exportadores optam por dividir um mesmo espaço de um contêiner para enviar produtos para um mesmo consignatário.

Assim, os custos do frete do transporte marítimo são divididos, ou melhor, rateado entre os envolvidos, o que barateia os custos da operação. O que muda é que o consignatário é o mesmo para todos exportadores, onde uma única empresa pode fazer a liberação da carga.

Os custos do frete LCL e FCL

O transporte de mercadorias via marítima deve considerar o pagamento de algumas despesas. Se a gente considerar o uso de containers, pensando no FCL e no LCL, a gente tem ao menos três gastos que precisam ser colocados na ponta do lápis.

LCL e FCL

O THC (Terminal Handling Charge) é cobrado como uma taxa pela manipulação que é feita no porto. No FCL, o valor é determinado pela empresa marítima conforme o container e a localização. No LCL, a cobrança é conforme a relação tonelada por metro cúbico.

O B/L (Bill of Landing) é uma taxa que tem a ver com a emissão do Conhecimento de Embarque. E o ISPS (International Security Port Surcharge) é uma sobretaxa que vem das empresas marítimas e tem ligação com as medidas de segurança.

E podem haver outras cobranças, como a do despacho aduaneiro ou do controle de equipamentos. Essa burocracia com as taxas explica porque contar com uma empresa especializada no transporte marítimo é tão importante hoje em dia.

Por que escolher a DC Logistics Brasil para o transporte marítimo

A DC Logistics Brasil é uma das empresas atuantes na logística internacional mais experientes que existem no mercado atual. Assim sendo, possui know-how e uma rede de networking diferenciada, o que inclui vários agentes do mercado.

Além do mais, tem uma estrutura interna robusta, o que permite focar em cada uma das etapas do processo de importação ou de exportação. Esse controle da informação é muito importante para que o frete LCL e FCL possa melhor atender a sua necessidade.

Uma prova disso é que não temos nenhum atraso nos últimos 4 anos nos lançamentos de CE. Entenda tudo sobre o CE Mercante nesse vídeo. 

Portanto, esse diferencial traz a segurança que o cliente precisa para saber que a liberação das cargas internas não terá falhas.

E por que tudo isso é importante? Justamente pelo fato de que o transporte marítimo é mais barato do que outros modais, mas somente quando bem executado. Em caso contrário, ele poderia gerar atrasos e, consequentemente, custar mais caro.

Quer conhecer mais da nossa empresa e saber como podemos ajudar? Então, faça uma cotação online, sem compromisso ou entre em contato com os nossos especialistas. Esse é o primeiro passo para se ter sucesso com o transporte internacional marítimo.  

 LCL e FCL

Para não esquecer mais!

Antes de terminar o conteúdo, ainda queremos deixar aqui mais um tópico, um último tópico. Ele pode servir para você, que atua no setor de logística, nunca mais esquecer a diferença entre as vantagens da carga LCL e FCL. Aliás, essas informações vêm do Comex.

  • LCL é o container com menor carga. Portanto, ele tem como vantagem o fato de ter menor risco de demurrage. É excelente para importadores ou exportadores de pequenos volumes de operação.
  • FCL é carga completa no container. Nesse caso, as vantagens são: mais rápida disponibilizada da carga e maior segurança da carga. Acaba sendo melhor para importadores ou exportadores de grande volume de operação.

Ambos tipos de containers são opções interessantes para o comércio internacional porque possuem melhor custo-benefício se comparado com outros modais.

No fim das contas, a escolha entre LCL e FCL está sempre ligada à necessidade de quem compra ou vende de fora ou para fora do país. O tamanho e o volume da carga importam ao passo que podem fazer uma opção ser mais vantajosa do que a outra.

Acordos comerciais com o Brasil

Descubra os países que têm acordos comerciais com o Brasil

Ao longo dos anos, o número de países que fazem acordos comerciais com o Brasil cresceu. Aliás, várias nações de outros continentes possuem essa abertura comercial conosco, como é o caso de Angola, Egito e índia.

Nos próximos tópicos, você vai conhecer os principais acordos que surgiram desde a criação da ALADI. Isso vai tornar possível ver novos mercados de exportação/importação para o seu negócio. Afinal, será que não está na hora de navegar em novos mares?

Entendendo os acordos comerciais com o Brasil

Para entender tudo sobre os países que possuem acordos comerciais com o Brasil, leve em conta que o início vem da ALADI e do Mercosul, que representa a grande maioria dos acordos do nosso país. Veja só!

Acordos comerciais com o Brasil

Mercado Comum do Sul (Mercosul)

O bloco econômico mais importante da América Latina é o Mercosul, do qual o Brasil faz parte. Ele foi criado em 1991 e tem o objetivo de aumentar a oferta de emprego e renda. Mas, também foca em outros pontos da relação econômica entre as nações participantes.

As operações do Mercosul estão embasadas no Acordo de Complementação Econômica n. 18 – ACE-18. No Brasil, acontece através do Decreto 550/92. Aliás, esse acordo parte do amparo da ALADI, que já visava esse acordo comum, veja no próximo tópico.

Leia também: Camex aprova ampliação da regra de tributação do setor aeronáutico do Mercosul

O Mercosul hoje em dia conta com os países membros plenos, como Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Além dos associados, estão Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname. Curiosamente: a Bolívia está em processo de adesão e a Venezuela está suspensa.

Associação Latino-Americana de Integração (ALADI)

Atualmente, a grande maioria dos acordos comerciais com o Brasil vem da ALADI. A Associação existe desde 1980 e foi feita através do Tratado de Montevidéu. Nesse tempo, visavam a integração econômica entre os países que vinham da ALALC.

O que é isso? A ALALC é a Associação Latino-Americana de Livre Comércio e se iniciou em 1960. Dessa forma, a ideia é implantar um mercado comum entre os latino-americanos, através de preferências tarifárias e a eliminação de restrições não-tarifárias.

O grupo mantém os 13 países-membros. Entre eles, Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.

É importante notar que com o Mercosul em vigor vários acordos de cooperação e de preferências tarifárias foram sendo criados ao longo dos anos. Abaixo, conheça alguns deles.

O Acordo de Complementação Econômica (ACE)

Antes do Mercosul, saiba que alguns acordos existiram para amparar a relação do Brasil com outros países. Por exemplo, o ACE-02, entre Brasil e Uruguai, que se liga ao comércio de produtos automotivos.

Outro exemplo é o ACE-14, entre Brasil e Argentina, sendo esse considerado um tipo de embrião para a criação do Mercosul. A intenção era a de unir os países. Aliás, teve ainda o ACE-35, com o Chile e o ACE-36, com a Bolívia, entre outros.

Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI)

Para entender outros acordos comerciais com o Brasil, também vale a pena mencionar a história do ACFI. Ele foi criado em 2012 por um Grupo Técnico de Estudos, sendo um modelo brasileiro de acordos de investimentos.

Na prática, há dois casos de ACFI que estão em vigor com o Brasil. Assim, são eles: Brasil-Angola e Brasil-México. No primeiro, a assinatura aconteceu em 2015, em Luanda. O outro é do mesmo ano, sendo criado a partir de subsídios de vários organismos internacionais e benchmarkings.

Acordo de Alcance Parcial (AAP)

Mais um tipo de acordo que existe e tem a ver com os países que o Brasil tem acordo comercial é o AAP. Por exemplo, o AAP.A25TM 38, que é uma celebração entre Brasil, Guiana e São Cristóvão e Nevis.

Ele é de 2001 e com atualização em 2014. O objetivo é o de incrementar fluxos de comércio bilaterais através do intercâmbio de preferências tarifárias entre as partes envolvidas.

Acordo de Preferência Tarifária Regional (APTR)

O Brasil tem um tipo de compromisso de alcance regional que acontece entre membros da ALADI, que vimos acima. A ideia é que se crie preferências tarifárias a partir dos níveis de desenvolvimento relativo. Um exemplo é o APTR 04 México, de 1984.

O Panamá aderiu ao mesmo acordo em 2012, através do Protocolo de Adesão, sendo que esse representa, atualmente, o único acordo de preferências tarifárias entre o Brasil e o Panamá.

Acordo para Liberação e Expansão do Comércio Intra-Regional de Sementes (Acordo de Sementes)

É um acordo que tem o objetivo de liberar o comércio de sementes dentro dos países membros da ALADI. Logo, importações de várias espécies estariam livres de barreiras aplicadas, assim como direitos aduaneiros ou outros encargos.

Os países que assinaram o acordo são: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Cuba, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. No entanto, a ALADI não possui informações que falam da entrada do Acordo em países como Colômbia, Cuba, Equador e Venezuela.

Acordo de Bens Culturais entre países da ALADI (AR)

Assim como o Acordo de Sementes, esse aqui tem um foco na cooperação e intercâmbio de um setor, que é o cultural. Logo, se inclui neles as áreas culturais, educacionais e científicas. Então, assinatura do acordo é de 1989 e todos os membros da ALADI são signatários.

O acordo também objetiva um acordo a nível de instrução, capacitação, informação e de conhecimento recíproco das várias culturas envolvidas.

Acordos comerciais com o Brasil fora do Mercosul

Sabia que além de ter acordos com países do Mercosul, o Brasil também tem ligação com outras nações. É o caso da Índia, de Israel e outros. Isso acontece, praticamente, através de dois tipos de acordos, os preferenciais e os de livre comércio. Conheça-os.

Acordos comerciais com o Brasil

O Acordo de Comércio Preferencial (ACP)

O melhor exemplo vem do acordo Mercosul-Índia. Esse é considerado o primeiro acordo dessa modalidade a ser celebrado pelo bloco da América do Sul com um país fora do continente. O fato aconteceu em Nova Delhi no ano de 2005 e está ativo desde 2009.

São 450 linhas tarifárias envolvidas entre as partes com preferências de até 100%. Outro exemplo é o Mercosul-SACU, que inclui a União Aduaneira da África Austral. Ou seja, se liga a países como África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia.

Esse último acordo é de 2016 e inclui mais de 1 mil itens do Mercosul.

O Acordo de Livre Comércio (ALC)

Depois vem o ALC, que tem como exemplo o Mercosul-Israel. Aqui também temos o primeiro caso de um acordo dessa modalidade. Ele foi assinado em Montevidéu em 2007 e é dividido em categorias com base nas tarifas aduaneiras.

É o mesmo modelo de acordo comercial feito entre Mercosul-Egito. O acordo é de 2010 e se destina a abertura do mercado bilateral de bens, com quase 10 mil linhas.

Os países que têm acordos comerciais com o Brasil

Para terminar, um breve resumo.

Afinal, o que é mais importante saber é que o Brasil tem acordo comercial com os países da ALADI. Ou seja: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.

Depois, também temos acordos com outros países. Por exemplo, Guiana, São Cristóvão e Nevis, Suriname, Índia, Israel, Egito, Angola e SACU (África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia).

Isso tudo quer dizer que nós, brasileiros, temos grandes possibilidades de importar ou exportar produtos para várias nações. E para quem pensou nisso, mas não tem confiança ou conhecimento para fazer, a dica é: entre em contato conosco, da DC Logistics Brasil.

Acordos comerciais com o Brasil

Somos experts nesse assunto do comércio exterior. Por isso, com certeza, podemos ajudar você!

Para quem quiser saber mais sobre os novos possíveis acordos comerciais que vão surgir, saiba que existe uma lista disponível no site do Governo. Em alguns anos, poderemos ter parceria comercial com Marrocos, Palestina, Estados Unidos e a Associação da União Europeia.