Cinco dicas para exportar mais e melhor

De janeiro a abril de 2018, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), mais de 16 mil empresas realizaram operações de exportação no Brasil. Se você faz parte deste número, certamente já sabe que o comércio internacional pode representar toda a diferença para o resultado do seu negócio. E aí, quando as operações já acontecem, fica sempre a pergunta: é possível exportar mais e melhor?

Acreditamos que sim. Como segmento dinâmico que é, o comércio exterior está em constante evolução de processos, indicadores econômicos e oportunidades. Isso faz com que uma revisão nos mercados seja uma necessidade para quem quer crescer sempre mais.
Por isso, separamos cinco dicas simples para ampliar o seu resultado nas exportações. Veja:

1) Conhecer as peculiaridades econômicas, culturais e políticas dos países

Certamente você tem várias informações sobre quem compra os seus produtos lá fora. Sabe do negócio, das particularidades e a realidade da empresa que recebe o que você produz. Mas é importante ir além disso: compreender o momento que o país vive, a cultura relacionada ao setor e ainda observar com cuidado e atenção movimentos que possam interferir neste contexto.

Outra questão que pode fazer sua empresa exportar mais e melhor é contar com apoio profissional para análise de outras oportunidades em países onde o segmento atua de forma similar. Um bom exemplo disso são os itens para construção. Nações com sistemas construtivos similares àqueles onde sua marca já é vendida e regiões em que há expansão no número de empreendimentos são oportunidades que podem estar sendo desperdiçadas.

2) Conformidade e atualização perante as leis vigentes, tanto no Brasil quanto no destino

Embora a burocracia seja apontada muitas vezes como um entrave nos processos de comércio exterior, é sempre bom lembrar que ela serve para proteger tanto quem vende, quanto quem compra e, acima de tudo, aqueles que vão consumir.

E, para que a defesa de todos os envolvidos se mantenha, as normativas, leis e exceções ligadas ao comércio exterior estão em constante atualização. Isso não só aqui no Brasil, mas em todo o mundo.

Em alguns momentos, alterações na burocracia podem fazer com que negócios sejam inviabilizados ou novas portas se abram. Por isso é fundamental acompanhar de perto sanções, leis que entram em vigor e até mesmo normativas que garantam benefícios para a importação de alguns itens.

Um produto que hoje vai para o exterior pode ter a alíquota alterada pela metade (que oportuniza ainda mais volume) ou para o dobro (o que pode demandar novas estratégias). Ter previsibilidade a esse respeito exige dedicação, profissionalização e acompanhamento dos mercados.

Outra estratégia que está sendo adotada por várias companhias é o hedge cambial. Para evitar riscos com as variações cambiais, as empresas criam um colchão de estabilidade com volumes similares de importação e exportação na mesma moeda. Assim, se o Dólar, por exemplo, descer ou subir, tanto os preços de compra quanto o de venda serão alterados e os impactos diretos para o negócio serão menores.

3) Identificar países com acordo comercial com Brasil

Não estamos falando apenas de grandes grupos como Mercosul ou União Europeia, não! Dependendo do segmento e da situação econômica do país, acordos únicos entre eles ou voltados para determinados produtos são firmados. São reduções em alíquotas, ampliação de margens e condições diferenciadas.

Outros fatores também interferem neste contexto e é fundamental estar atento a eles tanto para buscar o mínimo de previsibilidade. Uma questão de grande impacto e apelo, por exemplo, foi o anúncio de sanções à carne suína e bovina pela Rússia no fim de 2017. O embargo teve mídia globalmente e pode gerar novas consequências para o segmento.

Já por outro lado, há países que apresentam demandas em determinados produtos não supridas pela produção local e, por isso, precisam importar do Brasil. E criam facilitações para isso. As exportações de carne para países árabes, por exemplo, cresceram mais de 37% no primeiro trimestre de 2018.

Quem quer exportar mais e melhor precisa estar de olho nestas normativas relacionadas ao seu mercado. Em algumas situações, países ou negociações que estavam fora do radar de negócios acabam sendo possibilidades de aumento nas vendas.

4) Flexibilidade para adaptar produto e procedimentos

Já que você exporta, sabe exatamente as alterações que precisou fazer para que o seu produto chegasse ao mercado internacional preparado. Embalagens bilíngues, etiquetas com as normas exigidas pelo país de destino e outras questões relativamente simples que tornaram possível a operação.

O que muitas vezes as empresas não olham é que pequenas alterações no produto ou no formato podem aumentar muito o raio de atuação. Um dos exemplos clássicos neste sentido é o das embalagens. Itens vendidos no Brasil em um determinado volume podem ser melhor aceitos no exterior em outra proporção. O que é aceito aqui em certas cores pode melhorar o rendimento fora se com outras tonalidades. Equipamentos com um tamanho ou produtividade adequado à indústrias nacionais pode não fazer tanta diferença assim no exterior.

Se você quer exportar mais e melhor, é preciso estar de olho não só nas potencialidades que o seu produto tem, mas também nas oportunidades que ele pode despertar se passar por pequenas revisões.

5) Estar atento as diferentes modalidades de pagamento para ter segurança na operação

Dentro do planejamento, além das questões comerciais e da logística, a área financeira também é estratégica. Na negociação é preciso entender como será realizado o pagamento do produto – e saber quais as implicações da modalidade escolhida. Pode parecer simples e aqui uma das pegadinhas é fazer sempre do mesmo jeito sem cogitar ou calcular outras possibilidades.

Hoje são, em linhas gerais, quatro formas de acerto: pagamento antecipado, remessa sem saque, cobrança documentária e carta de crédito.

Além da segurança da operação, a opção por uma delas também tem uma forte ligação com o resultado, já que a questão cambial é variável. Muitas vezes quem já tem uma cultura de exportação fica restrito a uma forma de negociação quando, com o apoio especializado, poderia ter operações mais rentáveis quando opta por outro método.

Por fim, é fundamental que você acompanhe e analise os números das exportações que está realizando. Muitas vezes, a rentabilidade das operações pode ser alterada com um olhar profissionalizado e atento a todos os aspectos. Especialmente para aqueles que enviam seus produtos para o exterior há muito tempo, uma revisão nos processos é importante.

Se a sua empresa está nessa situação e se preparando para exportar mais e melhor, procure a DC Logistics Brasil. Nosso time de especialistas é formado por profissionais que entendem dos processos e segmentos onde os nossos clientes estão. Nossas unidades em todo o Brasil estão a sua disposição!

Novo Processo de Exportações já em funcionamento no Portal Único do Comércio Exterior

No intuito de desburocratizar e facilitar as operações do Comércio Exterior do Brasil, estão sendo ampliadas as atividades no Portal Único do Comércio Exterior, iniciativa desenvolvida em parceria com o setor privado e que estabelece um guichê único para centralizar a interação entre o governo e operadores comerciais. No final de dezembro de 2017, teve início o Novo Processo de Exportações do portal, que abrangem as operações de exportação sujeitas à anuência prévia dos  órgãos e entidades da Administração Pública Federal.

Com a alteração, o tratamento administrativo do Novo Processo de Exportações será feito através do Módulo Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos de Exportação (LPCO), integrado aos demais módulos do Portal Único e acessível a partir do www.siscomex.gov.br. O exportador terá acesso aos formulários de pedidos de documentos referentes aos tratamentos administrativos de competência de cada órgão competente para autorizar a exportação, e deverá fazer a vinculação dos documentos à Declaração Única de Exportação (DU-E), quando pertinente, informa o site Comex do Brasil.

Este novo sistema agregador de informações reformula os processos de exportação e importação, com foco na redução de prazos e custos envolvidos nas operações e, consequentemente, aumentar a competitividade das vendas externas brasileiras. O lançamento foi há quatro anos e, desde então, com a anexação eletrônica de documentos, foi eliminado em 99% o uso de papel nas exportações e importações, com anuência governamental.

A meta para quando o Portal Único estiver totalmente concluído (previsão para final deste ano) é reduzir os tempos médios das exportações brasileiras de 13 para 8 dias e das importações de 17 para 10 dias.

Balança comercial registra superávit de US$ 586 milhões na segunda semana de outubro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 586 milhões na segunda semana de outubro de 2017. Foram US$ 3,287 bilhões registrados em exportações e US$ 2,701 bilhões em importações. No mês, as exportações foram de US$ 8,344 bilhões e as importações de US$ 5,858 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,487 bilhões. Em 2017, as exportações totalizam US$ 172,948 bilhões e as importações, US$ 117,186 bilhões, com saldo positivo de US$ 55,762 bilhões.

De acordo com as informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a média das exportações da segunda semana (US$ 821,7 milhões) ficou 18,8% abaixo da média da primeira semana (US$ 1 bilhão). A razão é a queda nas exportações de produtos básicos (-32,4%), principalmente de petróleo em bruto, minério de ferro, milho em grãos, minério de cobre e minério de manganês –  e de semimanufaturados (-22,2%), por conta de celulose, açúcar em bruto, alumínio em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas e catodos de cobre.

Alguns produtos registraram crescimento. Os manufaturados registraram alta (+0,3%), principalmente, em função do aumento dos embarques de laminados planos de ferro e aço, torneiras, válvulas e partes, máquinas e aparelhos para terraplanagem, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores e geradores elétricos.

Ainda segundo os números divulgados pelo MDIC, houve crescimento de 6,9% nas importações em relação ao mesmo período comparativo (média da segunda semana, de US$ 675,2 milhões sobre a média da primeira semana, de US$ 631,4 milhões). Os resultados são explicados, principalmente, pelo aumento nos gastos com aeronaves e peças, equipamentos eletroeletrônicos, combustíveis e lubrificantes, cereais e produtos da indústria da moagem e adubos e fertilizantes.

Balanço Outubro nas exportações
Comparando as médias até a segunda semana de outubro deste ano (US$ 927,2 milhões) com a de outubro do ano passado (US$ 685,7 milhões), foi registrado crescimento de 35,2%, em consequência do aumento nas vendas das três categorias de produtos:

– Básicos (+46,2%, por conta, principalmente, de petróleo em bruto, milho em grãos, minério de ferro, soja em grãos, carnes bovina e de frango).
– Semimanufaturados (+33,3%, em função de semimanufaturados de ferro e aço, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, ferro fundido e ferro-ligas).
– Manufaturados (+22,9%, causado por laminados planos de ferro e aço, automóveis de passageiros, máquinas e aparelhos para terraplanagem, torneiras, válvulas e partes, e etanol).


Balanço Outubro nas importações
A média diária até a segunda semana de outubro deste ano (US$ 650,8 milhões) ficou 14,4% acima da média de outubro do ano passado (US$ 568,8 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com aeronaves e peças (+72,6%), combustíveis e lubrificantes (+68,1%), borracha e obras (+26,0%), equipamentos eletroeletrônicos (+24,4%) e adubos e fertilizantes (+17,9%).

 

Dos 10 principais itens exportados pelo Brasil, 7 são produtos agrícolas

O agronegócio segue confirmando o quanto é importante para a economia brasileira. Entre os meses de janeiro e setembro, dos  10 principais produtos exportados pelo Brasil, 7 eram produtos agrícolas. Esse destaque é recorrente nos últimos anos. A liderança ficou com a soja em grão, que totalizou US$ 23 bilhões no período, com uma variação de 25,2% comparativamente com o mesmo período do ano passado.

Outros destaques foram a carne de frango, açúcar em bruto, celulose, farelo de soja, carne bovina e café em grão. As informações, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), mostram e reforçam a participação crescente dos produtos agrícolas na balança comercial brasileira.

Os principais produtos exportados pelo agronegócio brasileiro entre os meses de janeiro e outubro foram: açúcar em bruto (US$ 6,9 bilhões), carne de frango (US$ 4,9 bilhões), celulose (US$ 4,6 bilhões), farelo de soja (US$ 3,9 bilhões), carne bovina (US$ 3,6 bilhões) e café em grão (US$ 3,2 bilhões). Já os três produtos “não agrícolas” que integram a relação dos dez principais itens exportados pelo Brasil foram minério de ferro (US$ 14,1 bilhões), petróleo em bruto (US$ 13,3 bilhões) e automóveis (US$ 4,8 bilhões).

Outubro registra crescimento nas exportações
Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), nos primeiros cinco dias úteis de outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,902 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 5,059 bilhões e importações de US$ 3,157 bilhões. Neste ano, as exportações somam US$ 169,663 bilhões e as importações, US$ 114,485 bilhões, com saldo positivo de US$ 55,177 bilhões.

A primeira semana de outubro de 2017 apresentou uma média de US$ 1,012 bilhão de exportações contra US$ 685,7 milhões registrados no mesmo período de 2016. Isso representa um crescimento de 47,6%, número relacionado ao aumento nas vendas de três categorias de produtos: básicos: (+70,8%, de US$ 283,5 milhões para US$ 484,1 milhões, por conta, principalmente, de petróleo em bruto, minério de ferro, milho em grãos, soja em grãos, carnes de frango e bovina), semimanufaturados (+47,8%, de US$ 111,6 milhões para US$ 165,0 milhões, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, açúcar em bruto, celulose, ferro-ligas, ouro em formas semimanufaturadas) e manufaturados (+22,8%, de US$ 275,6 milhões para US$ 338,5 milhões por conta de automóveis de passageiros, suco de laranja congelado, etanol, veículos de carga, laminados planos de ferro/aço).

Em relação ao mês de setembro deste ano, outubro teve um crescimento de 8,4% por conta das vendas de produtos semimanufaturados (+14,3%) e básicos (+13,4%).

Commodities puxarão alta de 12,8% das exportações

O comportamento das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional), em especial petróleo e minério, responderá pelo aumento de 12,8% das exportações neste ano, de acordo com a revisão da balança comercial para 2017, divulgada ontem pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Os dois produtos têm grande destaque nas exportações, segundo o presidente da AEB, José Augusto de Castro, tendo em vista o aumento significativo registrado tanto em quantidade como em preço médio para o petróleo, e em termos de preço para minérios. Castro observou que também a soja terá participação no crescimento das exportações, devido ao aumento da quantidade embarcada. “Esses são os três fatores básicos que ajudam a explicar esse aumento de 12,8% nas exportações”, disse.

Os dados revisados e projetados pela AEB indicam que as exportações alcançarão US$ 209,017 bilhões, enquanto as importações somarão US$ 145,795 bilhões, com expansão de 6%. O superávit comercial atingirá o recorde de US$ 63,222 bilhões, com alta de 32,6%.

Castro esclareceu que esse superávit recorde decorrerá não especificamente deste ano, mas de anos anteriores, em que o País teve uma base de exportação e importação muito pequena. Embora reconheça que o crescimento das exportações acima das importações vá ajudar positivamente no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), Castro disse que, “isoladamente, (superávit) é um número muito bom, mas que não gera atividade econômica. Não tem nenhum impacto na economia brasileira, porque o que gera atividade econômica é corrente de comércio, e não o superávit, que é feito de alguma coisa. Não é causa”.

O superávit histórico da balança comercial, segundo a AEB, colocará o Brasil entre as cinco nações de maiores superávits do mundo, atrás de China, Alemanha, Coreia do Sul e Rússia.

O crescimento de 12,8% das exportações, superior ao incremento de 2% previsto para o comércio global em 2017, levará o Brasil a ganhar uma posição no ranking mundial de países exportadores, subindo da 25ª para a 24ª classificação. Castro lembrou que, há três anos, o Brasil ocupava o 21º posto no ranking e está apenas “recuperando um degrau perdido no passado”.

O presidente da AEB disse que o Brasil tem muito a crescer. No que se refere às exportações de produtos básicos, que não dependem do país, mas do mercado externo, ele disse que “o Brasil está muito bem”. Ressaltou, entretanto, que, no que depende do país, que são as exportações de manufaturados, “o Brasil está mal”.

Segundo ele, a projeção de aumento de 6,8% para os produtos manufaturados brasileiros neste ano se deve, quase exclusivamente, à Argentina. Castro disse ainda que as exportações de manufaturados do Brasil de 2015, 2016 e parte deste ano serão menores do que foram em 2006. “Estamos 10 anos parados no tempo.”

De acordo com relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil está fora das cadeias globais de valor, concentradas nos Estados Unidos e na União Europeia, porque as exportações brasileiras de manufaturados são todas direcionadas para a América do Sul. “O fato de o Brasil não integrar as cadeias globais de valor faz com que nós vivamos um isolamento comercial”, disse.

Para Castro, a tendência é piorar, porque, em 2018, haverá a reoneração tributária e previdenciária, que entrará em vigor em janeiro; e isso, segundo ele, vai aumentar os custos de produção entre 4% e 6%, retirando a competitividade do produto brasileiro. Nos últimos cinco anos, as exportações sofreram quedas consecutivas e acumuladas em 27,7%, informou a AEB.

Fonte: Jornal do Commercio

Agronegócio tem no mês de junho segundo maior superávit da série histórica: US$ 8,12 bilhões

As exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 9,27 bilhões, em junho, superando em 11,6% o valor registrado em igual mês do ano anterior. Do lado da importação, houve crescimento de 6,1%, passando para US$ 1,16 bilhão em junho deste ano. O superavit comercial do agronegócio brasileiro elevou-se de US$ 7,22 bilhões para US$ 8,12 bilhões, sendo o segundo maior resultado da série histórica para meses de junho, abaixo apenas do valor de junho de 2014, quando foi de US$ 8,40 bilhões.

As vendas foram lideradas pelo complexo soja (grão, farelo e óleo), cujas vendas atingiram US$ 3,96 bilhões. O valor significa acréscimo de 8,1% sobre o que foi registrado em igual mês de 2016. Este segmento representou 42,7% do total das exportações do agronegócio no mês. Os dados constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta segunda-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O complexo sucroalcooleiro aparece em seguida, com exportações de US$ 1,36 bilhão no período, contabilizando aumento de 32,9% sobre junho/2016. Esse acréscimo foi puxado pelas vendas de açúcar em bruto, que tiveram incremento de 39,7%, alcançando US$ 1,07 bilhão (2,64 milhões de toneladas). Esse desempenho garantiu recordes em valor e quantidade para o açúcar em bruto, considerando meses de junho.

Na terceira posição da pauta, o setor de carnes registrou exportações de US$ 1,32 bilhão, revelando avanço de 1,7% no valor exportado em junho/2017 sobre igual período do ano anterior. As vendas de carne suína obtiveram o melhor desempenho do setor, com elevação de 26,9% sobre junho/2016 (+3,9% em quantidade e +22,1% no preço médio), passando para US$ 154,53 milhões.

O destaque seguinte foram as exportações de produtos florestais, que atingiram US$ 1,03 bilhão em junho/2017, superando em 21% o resultado de junho/2016. Sobressaíram-se as vendas de celulose, com aumento de 38,5% sobre junho/2016 (+16,9% em quantidade e +18,5% no preço médio), alcançando US$ 620,15 milhões.

O quinto melhor desempenho foi o de café, totalizando US$ 368,96 milhões, em junho/2017, com aumento de 4,2% sobre junho/2016. O principal item foi o café verde, com exportações de US$ 309,30 milhões, cifra 2% superior à registrada em junho/2016 (-7,7% em quantidade e +10,5% no preço médio).

Em conjunto, os cinco principais segmentos da pauta do agronegócio somaram US$ 8,04 bilhões, representando 86,7% do total das exportações registradas em junho de 2017.

(*) Com informações do Mapa

Porto de Santos responde por 27,6% de todo o volume exportado pelo Brasil no 1º. quadrimestre

O Porto de Santos alcançou em abril/2017 a maior participação percentual do ano na balança comercial brasileira. De acordo com os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o Porto de Santos comercializou US$ 31,7 bilhões, de janeiro a abril de 2017. Este número representa 27,6% do total de US$ 114,9 bilhões do comércio exterior do país no período. Os dados foram compilados pela Gerência de Estatísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Nas exportações, o valor das transações comerciais internacionais pelo Porto de Santos foi de US$ 18,4 bilhões no acumulado do ano. Isso representa 27% de participação do Porto no período. O total do país é de US$ 68,1 bilhões. A China continua como principal parceira comercial, com a participação de 20,4% no período, cerca de US$ 3,74 bilhões. Estados Unidos (11,4%, por volta de US$ 2,09 bilhões), Argentina (7,4%, aproximadamente US$ 1,36 bilhão), Holanda (2,9%), México (2,8%), Bélgica (2,5%), Arábia Saudita, Tailândia (ambos com 2,4% de participação) e Irã (2,1%) completam os dez principais importadores pelo cais santista.

Nas importações, o resultado do Porto de Santos entre janeiro e abril é de US$ 13,4 bilhões, correspondente a 28,6% do total brasileiro (US$ 46,8 bilhões). A participação da China é de US$ 2,91 bilhões (21,8% no total do porto). Em segundo, Estados Unidos, com US$ 2,17 bilhões e participação de 16,3%. Completam os dez maiores parceiros comerciais na importação: Alemanha (8,7% – US$ 1,15 bilhão), Coréia do Sul (4,8%), Japão (4,6%), França (3,7%), Índia (2,9%), Itália (2,9%), México (2,7%) e Argentina (2,5%).

Em valores comerciais, a principal carga exportada pelo Porto de Santos neste período é a soja, com US$ 3,24 bilhões, correspondente a 17,6% do total. 15,7% foram comercializados com a China. Em seguida, como principais importadores do produto, estão a Tailândia e a Coréia do Sul, além de outros nove países com menor participação.

O 2º produto de maior participação comercial nas exportações em 2017 é o açúcar, com 9,9% de participação no total do Porto (US$ 1,82 bilhão). Neste período, a Argélia é a principal importadora, seguida de Bangladesh e Índia. O açúcar seguiu ainda para outros 43 países.

O 3º produto de maior valor comercial na exportação no ano é o café em grãos, com 7,7% (US$ 1,41 bilhão), exportado principalmente para Alemanha, Estados Unidos e Itália. Outros 63 países também recebem café embarcado no Porto de Santos.

A carne bovina também foi destaque nas exportações pelo Porto de Santos, com a participação comercial de US$ 694,9 milhões, equivalente a 3,8% do total. As peças foram para a China, Hong Kong, Irã e mais 58 países.

Nas importações, as cargas de maior valor comercial desembarcadas em Santos foram óleo diesel (US$ 344,7 milhões), importado dos Estados Unidos, Suíça e Portugal; caixas de marchas (US$ 228,8 milhões), importadas do Japão, Coréia do Sul e Indonésia, além de outros 14 países; e células e painéis solares, vindas principalmente da China, Malásia e Vietnã, no valor de US$ 155,7 milhões.

(*) Com informações da Codesp/Porto de Santos

China importa US$ 5,75 bilhões até março e é o principal mercado para o agronegócio brasileiro

O aumento de 34,2% nas exportações realizadas até o mês de março contribuíram para consolidar ainda mais a China como principal país de destino das exportações do agronegócio brasileiro com embarques no montante de US$ 5,75 bilhões. De janeiro a março de 2016, as exportações do agronegócio para os chineses totalizaram US$ 4,288 bilhões. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Nos três primeiros meses do ano, a China teve uma participação de 28,0% nas exportações totais do agronegócio brasileiro, contra uma fatia de 21,4% em igual período do ano passado.

A alta nas exportações para a China foi liderada pela soja em grãos (no total de US$ 4,29 bilhões), seguida pela celulose (US$ 618 milhões), carne bovina in natura (US$ 220 milhões) e carne de frango in natura (US$ 187 milhões).

Os Estados Unidos foram o segundo mercado para os produtos do agronegócio brasileiro com um total de US$ 1,46 bilhão. Como resultado, a participação americana na pauta exportadora brasileira passou de 7,2% no primeiro trimestre de 2016 para 7,1% no primeiro trimestre de 2017. A queda resultou, principalmente, da retração nas vendas de suco de laranja (-31,3%), fumo não manufaturado (-50,9) e papel (-45,5%).

Segundo os dados do Mapa, os países que mais contribuíram para a ampliação das vendas externas do agronegócio brasileiro, além da China, foram a Rússia, Arábia Saudita, o Irã e Argélia. Em conjunto, incluindo a China, houve aumento de US$ 1,92 bilhão para esses mercados no primeiro trimestre deste ano.

Fonte: Comex do Brasil

Receita das exportações de carne de frango cresce 24% em fevereiro

O Brasil é o maior exportador global de carne de frango e comemora mais um resultado positivo. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país exportou 330,2 mil toneladas considerando embarques de todos os produtos (in natura, embutidos, processados). O número é 3,2% superior ao registrado no mesmo mês de 2016. Em receita, o resultado foi ainda melhor, com elevação de 24% em relação ao mesmo período do ano passado.

O bimestre foi o melhor dos últimos quatro anos. O saldo dos exportadores de carne de frango neste período fechou em 693,1 mil toneladas, número que supera em 8,9% o resultado do primeiro bimestre de 2016, com 636,7 mil toneladas.  Em receita, o crescimento chegou a 28,7%, com US$ 1,167 bilhão. Esses resultados positivos são em decorrência do aumento das compras de alguns importadores, como Hong Kong, Arábia Saudita, África do Sul e União Européia em fevereiro. O mês, tradicionalmente, é o que apresenta o menor desempenho de todos, por ter menos dias úteis. O setor logístico acompanha atento esses números, que refletem diretamente nos negócios.

Crescimento também na exportação de carne suína

Os embarques de carne suína in natura totalizaram em fevereiro 44,1 mil toneladas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, de 43,8 mil toneladas. O resultado é o melhor nos últimos cinco anos para o mês de fevereiro. Já em receita cambial, houve crescimento de 32,7%, com US$ 102 milhões (frente a US$ 77,3 milhões do segundo mês de 2016).

No bimestre, a alta acumulada chega a 18,9% em volume, com 98,6 mil toneladas (contra 82,9 mil toneladas do primeiro bimestre de 2016), e 53,5% em receita, com US$ 227,2 milhões (contra US$ 148 milhões do ano anterior).

 

Exportações do agronegócio crescem 17,9% em janeiro

As exportações do agronegócio em janeiro somaram US$ 5,87 bilhões, crescimento de 17,9% em relação aos US$ 4,98 bilhões exportados em janeiro de 2016. Os dados endossam a previsão do setor logístico de melhora no mercado como um todo. “Desde o ano passado, mesmo com a crise, esperávamos um início de ano mais tranquilo. Os números nos fazem acreditar que o crescimento, mesmo que tímido, deve seguir em 2017”, analisa o gerente de vendas da DC Logistics Brasil, Jailson Souza.

O governo quer estimular as exportações. A Receita Federal anunciou que as empresas exportadoras poderão usar créditos tributários para quitar débitos com a Previdência Social, com base no último programa de refinanciamento de dívidas.
As importações também cresceram, passando de US$ 913,01 milhões para US$ 1,27 bilhão (+39,1%). Como resultado, o superávit do setor subiu de US$ 4,06 bilhões para US$ 4,60 bilhões. Os dados são da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os líderes em crescimento
O complexo sucroalcooleiro foi o setor com maior expansão nas vendas externas entre os setores exportadores do agronegócio em janeiro. O valor das exportações desses produtos subiu 110% em relação ao mesmo período do ano passado. No setor, o principal produto exportado foi o açúcar (92,9%). Foram US$ 955,40 milhões em açúcar de cana, com elevação de 120,7% no valor embarcado.

O setor de carnes – bovina, suína e de frango – atingiu US$ 1,21 bilhão. O montante representou crescimento de 31,1% em relação aos US$ 926,23 milhões exportados em janeiro de 2016. As vendas externas de carne de frango registraram o maior incremento em valor dentre os três principais tipos de carnes exportadas, subindo 33,6%, em janeiro de 2017 na comparação com o mesmo mês de 2016, o que gerou US$ 149,16 milhões. A quantidade também foi recorde para janeiro, com 355,1 mil toneladas exportadas.

As exportações do complexo soja tiveram expansão de 54,7%, em janeiro, o que resultou em US$ 961,05 milhões em exportações. As vendas externas de soja em grão foram de US$ 364,79 milhões (+147,1%).