Exportações com drawback totalizam US$ 20,4 bilhões até o mês de julho, segundo dados do MDIC

De janeiro a julho de 2016, as exportações com drawback atingiram US$ 20,4 bilhões, o que representa 19,2% do total exportado no período. No mesmo período, as importações com drawback atingiram US$ 4,1 bilhões, correspondendo a 5,4% do total importado. Quanto às compras de mercado interno, nos sete primeiros meses de 2016, as compras no mercado interno via drawback alcançaram US$ 126,5 milhões, correspondendo a 2,9% do total de insumos comprados via regime. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em julho, as exportações com drawback suspensão somaram US$ 2,8 bilhões, equivalentes a 17,2% do total exportado no período. As importações atingiram US$ 580,6 milhões, 4,9% do total importado no período. As compras do mercado interno somaram US$ 14,1 milhões, o que representa 2,4% do total de insumo adquiridos ao amparo do drawback suspensão.

No mês de julho de 2016, as exportações com drawback por fator agregado estiveram assim discriminadas: 54% referentes a produtos manufaturados; 21,1% a produtos básicos; e 24,8% a produtos semimanufaturados. Em relação às importações com drawback por fator agregado, 61,6% compuseram-se de manufaturados, 35,2% de produtos básicos e 3,2% de semimanufaturados. As compras no mercado interno com drawback em julho de 2016 corresponderam a 91% de produtos manufaturados, 8,6% de básicos e 0,4% de semimanufaturados;

De acordo com a Pauta de Produtos de Exportação (PPE), os produtos mais exportados utilizando-se o drawback suspensão, em julho de 2016, foram carne de frango congelada, fresca ou refrigerada, incluído miúdos e automóveis de passageiros. Os produtos mais importados, classificados de acordo com a Pauta de Produtos de Importação (PPI) foram minérios de cobre e seus concentrados e hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas. Para compras no mercado interno, destaca-se coque de petróleo e perfis e fios, de ferro ou aços;

Com relação à agregação de valor no mês de julho de 2016, o índice médio das importações/exportações foi 20,6%, e o índice médio de compras no mercado interno/exportações foi 0,5%;

Em julho de 2016, as reposições de estoques de insumos importados e adquiridos no mercado interno amparadas pelo regime de drawback isenção, cursadas no sistema drawback isenção web, atingiram US$ 124,4 milhões;

No período em questão, 1.013 empresas exportaram ao amparo do drawback suspensão.

Fonte: MDIC

Brasil e Moçambique concluem acordo e podem iniciar ainda este ano comércio de bovinos vivos

O Brasil abriu mais um mercado para as exportações de bovinos destinados à reprodução. É a República de Moçambique, que deve começar a comprar os primeiros lotes de gado brasileiro ainda em 2016. De acordo com estimativas do setor produtivo, o país africano tem potencial para importar até 50 mil animais por ano para essa finalidade.

Por meio de comunicado enviado ao Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar de Moçambique informou que havia aceito o certificado sanitário proposto pelo Brasil.

De acordo com o DSA, Moçambique tem enorme demanda por bovinos com excelente desempenho zootécnico, de aptidão de corte e de leite, capazes de contribuir com o melhoramento de seus rebanhos.

A conclusão do acordo sobre o protocolo sanitário com Moçambique reforça as ações desenvolvidas pelo Mapa para ampliar mercados às exportações de bovinos vivos. Desde 2014, o Departamento de Saúde Animal estabeleceu 14 dos 26 acordos sanitários vigentes para venda de gado vivo.

Veja aqui os acordos firmados para exportação de bovinos e bubalinos brasileiros.

Fonte: Mapa

Exportações de petróleo do Brasil crescem mais de 20%

As exportações brasileiras de petróleo subiram 22 por cento no terceiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado, para 11,386 milhões de toneladas, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira, enquanto a produção da commodity no país registra recordes sucessivos.

O forte avanço do trimestre foi impulsionado pelas vendas externas de setembro, que cresceram 42 por cento em relação ao mesmo mês de 2015, para 4,11 milhões de toneladas.

A receita com as vendas externas em setembro acompanhou o aumento das vendas e somou 1,102 bilhão de dólares, alta de 40 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, apesar de os preços terem caído 1,4 por cento na média no período.

O avanço das exportações refletem o aumento expressivo da produção no pré-sal das bacias de Campos e Santos, operadas pela Petrobras em parceria com outras companhias, como a anglo-holandesa Shell.

Os dados de produção de setembro ainda não foram publicados, mas a produção de petróleo no Brasil subiu pelo quinto mês consecutivo em agosto, renovando um recorde mensal de extração pela terceira vez seguida, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A produção de petróleo do Brasil somou em agosto 2,609 milhões de barris por dia (bpd), alta de 1,1 por cento ante julho e avanço de 2,4 por cento ante o mesmo mês de 2015.

O crescimento da produção e das exportações ocorre em meio a uma recente recuperação do preço do petróleo tipo Brent, referência global, que no dia 10/10 fechou a 50,89 dólares por barril, apoiado pelo plano de corte da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Fonte: Exame

Exportações para países árabes crescem 17% em agosto e interrompem cinco meses de queda

Após cinco meses de queda, as exportações do Brasil para o mercado árabe voltaram a subir em agosto. O avanço sobre o mesmo mês do ano passado foi de 17%, de acordo com números do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. A receita gerada com as vendas foi de US$ 1,2 bilhão no mês passado contra US$ 1 bilhão em agosto de 2015. Desde o começo do ano, as exportações só haviam subido em fevereiro na comparação anual, além de agosto.

As vendas brasileiras para a região foram impulsionadas principalmente pelo açúcar. Os brasileiros faturaram US$ 380 milhões com exportação da commodity para os árabes em agosto, US$ 251,5 milhões acima do valor registrado no oitavo mês do ano passado, quando a venda do produto somou US$ 128,8 milhões. O diretor geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, lembra que em setembro deste ano ocorre o Eíd Al-Adha, festividade que ocorre 40 dias após o Ramadã, e acredita que em função disso os envios de açúcar aumentaram.

O preço médio do açúcar comercializado pelas usinas brasileiras para a região subiu 3% no período. A cotação influenciou no aumento de 195% na receita obtida pelo Brasil com a exportação do produto para os árabes, mas também houve crescimento nos volumes embarcados, em 128%. Os três maiores compradores árabes de mercadorias brasileiras aumentaram as importações de açúcar: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito.

Mas também houve crescimento nas exportações de outros produtos, como animais vivos, materiais de defesa, veículos e aeronaves. Alguns produtos que normalmente figuram entre os principais da pauta, no entanto, tiveram queda de exportações. É o caso da carne de frango, cujas vendas recuaram 11% em receita, da carne bovina, com comercialização 9,8% menor, e do minério, com queda de 3,3%. Também caíram as exportações de milho, em 46%, e do arroz, em 47%.

Apesar do desempenho positivo de agosto, o resultado não conseguiu reverter a queda no ano. De janeiro a agosto, as exportações do Brasil para os árabes caíram 8,3% e somaram US$ 7,4 bilhões. O diretor geral da Câmara Árabe espera que o resultado de agosto se mantenha nos demais meses e assim as vendas possam chegar ao final de 2016 estáveis.

Os países árabes convivem com receitas menores em função do preço baixo do petróleo, mas Alaby não acredita que isso impacte muito o comércio com o Brasil. “Eles dependem de alimentos, então não vejo muitos problemas para o Brasil”, diz. Os países árabes importam grande parte dos alimentos que consomem e o Brasil vende principalmente esses produtos para eles. Carnes e açúcar ocupam os principais lugares da pauta de comércio com a região, junto com o minério.

As importações brasileiras de produtos árabes também subiram em agosto. As compras avançaram 28% em receita sobre igual mês de 2015, principalmente em função de compras de petróleo e derivados, e de fertilizantes. No primeiro caso, o avanço foi de 22%, para US$ 268 milhões, e no segundo, o crescimento foi de 42%, para US$ 153 milhões. No geral, o Brasil importou US$ 446 milhões em mercadorias do mercado árabe em agosto. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as importações somam US$ 3,7 bilhões, com queda de 16%.

Fonte: ANBA

Consulado dos Emirados e Dubai Exports organizam seminário e encontro empresarial em SP

Uma delegação da agência de fomento às exportações de Dubai, a Dubai Exports, e empresários dos Emirados Árabes Unidos estarão em São Paulo nos dias 19 e 20 de setembro para se reunir com empresários locais e participar do seminário “Oportunidades de Negócios entre os Emirados Árabes Unidos e o Brasil”, que será realizado em parceria com o Consulado Geral dos Emirados Árabes Unidos em São Paulo. Também irão integrar a delegação o Centro de Desenvolvimento de Economia Islâmica de Dubai (IEDC, na sigla em inglês) e o Fórum Internacional de Certificação Halal (Ihaf). Produtos halal são aqueles feitos segundo as regras do islamismo.

De acordo com informações do escritório da Dubai Exports em São Paulo, o objetivo da visita é aprofundar as relações comerciais com o Brasil. A empresa aposta em projetos com o País no longo prazo. A agência tem seis filiais: três delas em países com ampla relação comercial com os Emirados: Índia, Egito e Arábia Saudita. Os outros, abertos há menos tempo, foram escolhidos devido ao potencial de negócios que oferecem no médio e no longo prazos com os Emirados, mas sobretudo, com Dubai. Estão em São Paulo, na Rússia e na Alemanha.

No fórum, os representantes da Dubai Exports irão apresentar as oportunidades de negócios com empresas e instituições instaladas em Dubai, um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos. O país do Golfo é rico em petróleo, porém, tem um amplo plano de diversificação de sua economia. Alguns dos focos do país são investimentos em indústria e em serviços.

Das empresas que virão com a delegação, seis são do setor financeiro, três são de transportes e logística, uma é fabricante de móveis e acessórios de decoração, um escritório de advocacia, uma construtora, uma fabricante de equipamentos para combate a incêndios e uma companhia especializada em serviços corporativos, como treinamento de pessoal e consultoria em recrutamento, entre outros serviços. Algumas dessas empresas vêm ao Brasil em busca de clientes e outras querem encontrar fornecedores. Há tradings que desejam atuar com exportação e importação e também companhias que buscam parceiros no mercado brasileiro.

Para o diretor geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, receber representantes da Dubai Exports e de empresas locais é uma oportunidade para estreitar relações comerciais com o país do Golfo. “Mostra que nós estamos no radar deles para celebração de negócios e ampliação da parceria”, afirmou.

Fonte: ANBA

Missão do Brasil busca ampliar negócios com Peru e Colômbia

Empresários brasileiros estão em missão no Peru e na Colômbia para fechar negócios com o setor privado dos dois países. Com representantes de 50 empresas, a viagem começou na quarta-feira (24) em Lima, capital peruana, e irá às cidades colombianas de Bogotá e Medellín, terminando em 1º de setembro.

A expectativa é que a missão comercial, coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), movimente US$ 65 milhões em negócios, envolvendo contratos acertados ainda durante a viagem e nos 12 meses seguintes. O valor supera os US$ 58 milhões registrados no ano passado, quando houve missão para os mesmos países.

De janeiro a julho deste ano, o Peru recebeu US$ 1,06 bilhão em exportações brasileiras, representando 6,46% do total vendido para a América do Sul no período. A Colômbia recebeu US$ 1,27 bilhão, ou 7,74%. Juntos, os países receberam o equivalente a 14,2%.

O maior parceiro comercial brasileiro na América do Sul é a Argentina que – de janeiro a julho – recebeu US$ 7,55 bilhões, ou 46%, do valor das exportações do Brasil para o subcontinente. Rafael Prado, coordenador de Promoção de Negócios da Apex, afirma que os mercados peruano e colombiano também têm grande importância.

Resultados positivos

“A missão Peru-Colômbia acontece desde 2010, com resultados positivos. Esses países estão entre as economias que mais se desenvolvem na América do Sul. Têm um ritmo de crescimento econômico que puxa diversos mercados: infraestrutura, mineração, turismo”, enumera, destacando que os países tiveram crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, mesmo com o cenário econômico adverso.

Segundo ele, a Apex tem outras ações na América do Sul. “Tivemos [missão para] Paraguai e Bolívia, por exemplo. A gente sempre faz um estudo de inteligência para ver os mercados que estão mais promissores e construir a oferta exportadora”, esclareceu. O foco da viagem para Peru e Colômbia, com base nos dados do estudo prévio da Apex, são os setores de máquinas e equipamentos, alimentos e bebidas, casa e construção e higiene e cosméticos.

A empresária Gislene Gianetti Bezerra, proprietária da Krater, fabricante de componentes para carros e motos, tem oito encontros agendados apenas no Peru, com objetivo de abrir mercado para seus produtos. Segundo ela, a empresa quer conquistar espaço no país e na Colômbia para o segmento de motopeças, no qual começou a atuar há seis anos. Mas o caminho para a exportação leva tempo.

Contatos

“Ainda estamos em um processo, fazendo contato com os compradores. Em maio, participamos de uma feira de motocicletas na Colômbia. Mas temos que ir lá uma, duas, três vezes”, explicou, ressaltando que o respaldo do governo brasileiro ajuda a mitigar a aversão ao risco por parte dos compradores.

“Quando temos por trás o governo, temos uma estrutura que nos avaliza. Fazemos um bom produto, mas a segurança do comprador é maior quando somos avalizados pelo governo brasileiro. Essas missões são muito interessantes, pois há todo um apoio. Você é assessorado no sentido de marketing, segurança”, disse.

A missão para o Peru e a Colômbia selecionou empresas que já têm experiência em exportação e outras participantes do Programa de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), capacitação oferecida pela Apex a empresas iniciantes ou que nunca venderam para o mercado externo.

Segundo Gislene Bezerra, a Krater exporta desde 1996. Atualmente, cerca de 6% da produção da empresa é destinada à exportação. “Houve anos em que chegou a 10%. A crise não é uma crise só no Brasil, é mundial. O que fazemos para que não caia nosso faturamento é buscar sempre inovar na produção. Nunca colocar todos os ovos na mesma cesta”, finalizou a empresária.

Fonte: Exame

Marcos Pereira lança no ES programas de apoio à indústria e incentivo à exportação

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, lançou hoje o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e o Programa Brasil Mais Produtivo no Espírito Santo. “No momento em que o país enfrenta o enorme desafio de retomar o crescimento, inauguramos no estado um processo de apoio permanente às empresas capixabas, de modo que possam manter o protagonismo da indústria local na economia do Espírito Santo”, destacou Marcos Pereira.

As ações, lançadas em evento realizado na sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), tem como foco ampliar o número de empresas exportadoras e melhorar os processos produtivos das empresas, de forma que possam expandir a venda de produtos capixabas no mercado internacional. No Espírito Santo, a meta também é mudar o perfil dos produtos comercializados fora do Brasil.

A indústria do Espírito santo é responsável por 40,5% do PIB local. Já as exportações representam 35,3% do PIB estadual, acima da média nacional que é de 20,3%. “No entanto, o estado ainda exporta muitas commodities. Precisamos criar uma cultura de exportação de produtos com maior valor agregado”, afirmou o presidente da Findes, Marcos Guerra. “O Espírito Santo está de portas abertas para o mundo”, acrescentou.

Cultura Exportadora
O PNCE tem o objetivo de aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior e, consequentemente, aumentar as exportações de produtos e serviços do estado.

O MDIC mapeou mais de três mil empresas capixabas de diversos setores econômicos que poderão se beneficiar das ações do plano. Elas vendem rochas ornamentais,alimentos, móveis, confecções, entre outros produtos. As empresas beneficiadas contarão com ferramentas de treinamento, capacitação, consultoria para adequação de produtos, e identificação de mercados.

O PNCE é desenvolvido em cinco etapas – sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização. Além disso, conta ainda com três temas transversais para o direcionamento das empresas: financiamento, qualificação e gestão.

No Espírito Santo, o programa conta com apoio de parceiros nacionais e estaduais, como o Banco do Brasil, os Correios, o Sebrae, a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo, Governo do Estado e da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo.

Brasil Mais Produtivo
O programa é uma ação focada na melhoria do processo produtivo e tem como objetivo aumentar em pelo menos 20% a produtividade das empresas participantes. No Espírito Santo, o programa vai atender os setores metalomecânico e de alimentos e bebidas. O objetivo é realizar consultorias em empresas instaladas em Arranjo Produtivo Local (APL) da Grande Vitória.

As empresas receberão capacitação técnica no processo produtivo, de forma que possam obter ganhos expressivos de produtividade, inclusive redução no custo de produção. Serão atendimentos de pelo menos 120 horas, utilizando ferramentas de manufatura enxuta customizada. O foco será na redução de sete tipos de desperdícios mais comuns no processo produtivo: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos.

O Brasil Mais Produtivo vai atender, em todo o país, três mil pequenas e médias indústrias dos setores de alimentos e bebidas, vestuário e calçados, metalomecânico e moveleiro.

A iniciativa foi lançada pelo MDIC juntamente com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O programa também conta com a parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), além do apoio Sebrae, do BNDES, da Secretaria de Desenvolvimento Estadual e do Núcleo Estadual de APL.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
imprensa@mdic.gov.br

Faltam duas etapas para Coreia do Sul importar carne suína de SC

A importação da carne suína de Santa Catarina pela Coreia do Sul foi reafirmada na manhã desta segunda (11) pelo diretor da Agência de Quarentena Animal e Vegetal (Qia), órgão de controle sanitário do país, informou o governo do estado. Duas etapas ainda estão faltando para finalizar negociações, conforme administração.

Bong-Kyun Park reforçou a decisão governamental durante uma reunião com uma comitiva catarinense liderada pelo governador Raimundo Colombo na cidade de Gimcheon.

Segundo Park, questões administrativas ainda precisam ser finalizadas entre os Ministérios da Agricultura da Coreia do Sul e do Brasil.

Duas etapa finais

Conforme, o governo do estado, esta é a primeira vez que a Coreia do Sul importa carne suína de uma região e não de um país.
As negociações compreendem oito etapas, das quais ainda faltam duas, que são a inspeção e habilitação dos frigoríficos catarinenses e a negociação comercial entre os dois países.

Ainda de acordo com o governo de Santa Catarina, o estado tem um rebanho de sete milhões de suínos e mais de 200 milhões de aves.
Durante o evento, Colombo falou sobre as 63 barreiras terrestres de controle sanitário que operam 24 horas na fronteira entre o Paraná e o Rio Grande do Sul e o fato de o estado ser o único do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação e também de peste suína clássica, com certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

 

Fonte: G1

Exigência do VGM a partir de 01/07/2016 – SOLAS

A International Maritime Organization (IMO) criou novas regras de segurança para o transporte marítimo
internacional de mercadorias. Essas novas normas estão de acordo com a Convenção Safety of Life at Sea (SOLAS) e versa sobre
a declaração dos pesos das cargas transportadas. Em outras palavras, significa que o exportador se torna responsável por informar
o peso exato do container + carga antes de seu embarque e essa declaração deve ser feita através do Verified Gross Mass (VGM).

Historicamente há um elevado índice de containers sendo carregados com peso acima do declarado em seus conhecimentos de
embarque ocasionando um risco à segurança das embarcações, equipamentos portuários e todas as pessoas que operam em portos,
navios e transporte rodoviário complementar. Sendo assim, a nova legislação internacional visa garantir que os pesos declarados sejam
os mesmos que os efetivamente transportados.

Essa nova regra tem aplicação a partir de 01/07/2016 e para melhor entendimento preparamos algumas perguntas e respostas
conforme abaixo:

A quem se aplica a nova norma?
A norma aplica-se diretamente aos exportadores que serão responsáveis por indicar o peso correto da carga + container (VGM) antes do
embarque de suas mercadorias na origem.

Esta norma está sendo exigida apenas para exportadores brasileiros?
Não. Essa é uma norma internacional e deve ser respeitada por mais de 170 países no mundo. Inclusive as importações brasileiras
via modal marítimo devem ter o mesmo procedimento cumprido anteriormente ao seu embarque na origem.

Em que momento os exportadores devem informar o VGM ao armador?
Os armadores estipularam conforme suas demandas internas o prazo de informação do VGM sendo o momento mais oportuno que
a informação seja prestada pelo exportador até o deadline de draft.

É possível realizar a alteração do VGM após repassar a informação ao armador?
Não há uma regra para esse procedimento de correção pré-embarque, ficando a cargo do armador aceitar ou não a revisão solicitada
pelo exportador. Em sua maioria os armadores indicam que não aceitarão correções ou que serão aplicadas taxas para revisão
da informação.De qualquer forma, cabe ressaltar que após o embarque da carga não há possibilidade de correção sob qualquer hipótese.

De que forma os exportadores devem auferir o VGM?
De acordo com a IMO existem dois meios oficiais para auferir o peso das cargas:
1) Pesando o container fechado e lacrado com todo seu conteúdo dentro.
2) Pesando todas as cargas que serão estufadas no container (peso bruto = carga + embalagens) e após adicionar a esse peso verificado a
tara do container.

Como os exportadores podem descobrir a tara do container?
A tara do container encontra-se descrita na porta do mesmo e o exportador pode obter essa informação no momento que estiver
realizando a sua estufagem.

O que ocorrerá caso o exportador não declare o VGM?
Caso o exportador não faça a declaração do VGM o armador não carregará a carga no navio e quaisquer custos decorrentes
do não embarque, tais como detention, mudança de praça, etc, serão de responsabilidade do exportador.

O que ocorrerá caso o exportador declare o VGM incorreto?
O exportador será responsável por quaisquer custos adicionais decorrentes de repesagem, posicionamento de container, etc, bem
como legalmente responsável por danos aos navios, terminais, equipamentos e pessoas envolvidas nas operações.

Existe alguma margem de erro aceitável na declaração do peso?
A grande maioria dos armadores indicam que não será aceita qualquer margem de erro na declaração do VGM e em caso de
discrepâncias não serão realizados os embarques.

Quais as legislações que regulamentam essa nova norma?
As normas internacionais que regulamentam o novo procedimento podem ser consultadas em:
http://www.worldshipping.org/industry-issues/safety/global-container-weight-verification-rule-effective-july-1-2016
(selecionar o país de origem da carga)

No Brasil a internação da norma ocorreu conforme a Portaria 164/2016 da Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil : https://www.dpc.mar.mil.br/sites/default/files/portarias/port_164.pdf

Mais informações da organização internacional:
http://www.imo.org/en/ourwork/safety/cargoes/containers/pages/verification-of-the-gross-mass.aspx

Frigoríficos brasileiros retomam vendas de carne bovina a Arábia Saudita

Quando a Arábia Saudita decretou embargo à carne bovina brasileira, no final de 2012, o país do Golfo era o segundo maior comprador do produto nacional no mundo árabe, atrás apenas do Egito. Foram três anos de negociação entre os governos das duas nações e entidades brasileiras interessadas em retomar as exportações para lá. O embargo foi suspenso em novembro do ano passado e, agora, com a volta dos negócios, o volume embarcado já se aproxima da quantidade vendida antes da restrição.

É interessante notar que a suspensão do embargo fez com que novas empresas brasileiras se interessassem em exportar carne bovina ao país árabe. Dos quatro frigoríficos com os quais a reportagem da ANBA conversou, três começaram a vender para lá apenas este ano. De acordo com os dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), atualmente, há 78 plantas habilitadas no País para exportar à Arábia Saudita.

“Foi feito um esforço muito grande pelos vários entes [envolvidos]. Foi um esforço conjunto da embaixada, Câmara Árabe, Federação Muçulmana, Abiec, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura. Foi um conjunto de esforços pela importância do mercado saudita e por sua influência na região. Tanto que, depois da suspensão, mercados como Catar, Kuwait e Bahrein também já liberaram (as importações da carne brasileira)”, comenta Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec, sobre o trabalho realizado para que os sauditas voltassem a comprar e consumir a carne brasileira. A embaixada à qual ele ser refere é a do Brasil em Riad e as entidades são a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) e a Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
A nação árabe suspendeu a importação em dezembro de 2012, quando o governo brasileiro anunciou que um animal do rebanho do Paraná, morto em 2010, era portador do agente causador da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), o mal da vaca louca, sem ter, no entanto, desenvolvido a doença. Outros países da região, como os mencionados pelo presidente da Abiec, também seguiram a decisão saudita. Hoje, após muitas discussões sobre a saúde e a segurança do rebanho brasileiro, esse assunto ficou, de uma vez, para trás. “O relacionamento voltou ao normal. As garantias que o governo brasileiro ofereceu foram suficientes. É um tópico superado”, afirma Camardelli.

O volume exportado após a retomada reafirma a declaração do presidente da Abiec. Os embarques à Arábia Saudita, reiniciados em fevereiro, somaram 11.555 toneladas até o mês de maio. No mesmo período de 2012, as vendas foram apenas um pouco maiores, de 13.928 toneladas. “Nos anos anteriores, a base era de 4 mil toneladas mensais. Já retomamos esse processo e a visão que se tem é que vá aumentar esse volume comparativo aos anos anteriores”, destaca o executivo.

Para o presidente da Abiec, a segurança do abate halal feito no Brasil também contribuiu muito para a suspensão do embargo. A certificação halal assegura que um alimento ou produto está de acordo com as leis islâmicas. “Outro ponto importante que nos ajudou na retomada foi a legitimidade do processo halal, a garantia de um processo 100% halal. Isso é extremamente significativo”, ressalta.

De volta às exportações

O embargo saudita foi suspenso no dia 09 de novembro de 2015, com a assinatura conjunta de um certificado sanitário internacional pela então ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Kátia Abreu, e pelo vice-presidente do setor de alimentos da Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos (SFDA, na sigla em inglês), Salah Almaiman.

Desde então, os frigoríficos brasileiros passaram por um processo de reabilitação para o mercado saudita, que incluiu o envio de uma série de documentos para a autoridade sanitária do país árabe. Depois dessa fase, veio, finalmente, a etapa de negociações para as vendas.

Antes da restrição à carne brasileira, o Frigorífico Mondelli, do interior de São Paulo, tinha na Arábia Saudita seu principal mercado em receita. Este ano, a empresa aproveitou a realização da Gulfood, maior feira de alimentos do Oriente Médio, que ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para ir à Arábia Saudita um pouco antes do evento e realizar reuniões com clientes antigos e novos compradores em potencial.

“Antes, trabalhávamos com três clientes, Hoje, só com um. Ele era o principal dos antigos e está sendo (o principal) também agora na volta. Ele nos fez uma proposta de exclusividade”, conta Carlos Travain, gerente de Exportações.

Segundo o executivo, aceitar o contrato de exclusividade com este cliente, uma rede de supermercados, fez com que a empresa conseguisse fixar um preço maior para a venda do alimento, mesmo que o faturamento ainda não chegue ao mesmo nível de antes da restrição. “Antes do embargo, faturávamos uma média mensal de US$ 1,5 milhão com a Arábia Saudita. Em junho, a expectativa é de ficar em US$ 800 mil”, revela Travain.

A Agroindustrial Iguatemi fechou seu primeiro negócio com a Arábia Saudita em abril. Hoje, a empresa faz embarques de 200 toneladas mensais de carne resfriada à nação árabe. “Temos cinco ou seis clientes lá. São distribuidores, supermercados e atacadistas”, diz Douglas Domingues, responsável pela área de Vendas e Exportações do frigorífico do Mato Grosso do Sul.

A empresa também foi para a Arábia Saudita na época da Gulfood. “A gente ficou uns dias em Riad e fizemos contatos lá”, explica. Segundo o executivo, o mercado do país árabe recebeu bem a volta da carne do Brasil. “Com relação à qualidade e aceitação, eles vinham há tempos querendo comprar [a carne brasileira] porque estavam limitados à Austrália e Nova Zelândia, e a Austrália tem uma capacidade limitada de fornecer (o alimento)”, aponta Domingues.

A quantidade embarcada aos sauditas representa metade do que a empresa exporta por mês no total e a expectativa é de crescer ainda mais lá e na região como um todo. A Iguatemi também vende para os Emirados, Egito, Jordânia, Catar, Kuwait e Omã. A empresa está atuando para entrar ainda nos mercados do Bahrein e da Argélia. “A gente quer chegar a fazer mil toneladas só para o Golfo. Estamos trabalhando para chegar a isso até o final do ano”, aponta.

O Frigorífico Vale do Sapucaí (Frivasa), de Minas Gerais, exportou pela primeira vez à Arábia Saudita em março, por meio de traders. “Vendemos para distribuidores e indústrias. Já vendemos para seis clientes lá”, conta Emerson Germiniani, diretor comercial da companhia. Segundo ele, até agora o Frivasa embarcou mais de 300 toneladas à nação árabe.

O preço pago, no entanto, não está entre os mais altos, diz o executivo. “É um mercado que paga na média, um preço razoável”, diz. Olhando para os números da Abiec, é possível ver, de fato, que há espaço para um crescimento nos valores das exportações da carne bovina para os sauditas.

Apenas comparando os embarques feitos nos meses de fevereiro a maio, os números de 2012 mostram que o Brasil faturou US$ 66,27 milhões com a venda do alimento ao país árabe, enquanto os embarques feitos no mesmo período desse ano somaram US$ 43,78 milhões, uma diferença média de US$ 969 por tonelada. A tonelada custou, em média, US$ 4.758 entre fevereiro e maio de 2012 e US$ 3.789 em iguais meses deste ano.

O Frigorífico Sul (Frigosul) também fechou suas primeiras vendas aos sauditas em março. “Atuamos lá com distribuidores. Ainda não prospectamos supermercados e indústrias”, explica Diego Riva, diretor comercial. A empresa, também sediada em Mato Grosso do Sul, já conquistou quatro clientes no país árabe e fez envios de 200 toneladas de carne para lá. “A Arábia Saudita é um mercado novo para nós. Sabemos seu potencial”, destaca o executivo.

Riva tem uma visão diferente sobre os preços pagos no mercado saudita. “É um país que paga bem porque exige qualidade. Exige uma carne produzida sob todos os cuidados, uma qualidade de carne excelente. A Arábia Saudita está colocando a carne brasileira no lugar da australiana”, avalia.

Segundo ele, os sauditas demandam que os bovinos vendidos para lá tenham, no máximo, 30 meses de idade. “A Arábia Saudita quer o que tem de melhor e paga por isso”, diz. Para o diretor do Frigosul, a Arábia Saudita “é um mercado exigente e o Brasil tem plena condição de atender”.

FONTE> http://www.anba.com.br/noticia/21871765/especiais/reconquistando-o-mercado-saudita/