Exportação de café aponta para nova queda mensal em julho

As exportações de café verde do Brasil neste mês caminham para nova queda mensal ante o mesmo período do ano passado, algo que vem acontecendo mensalmente desde abril, em meio a preços mais baixos do produto, considerando dados oficiais parciais de julho.

Nas três primeiras semanas do mês, as exportações diárias de café do Brasil somaram 106,7 mil sacas, ante 120,4 mil sacas em média em todo o mesmo mês do ano passado.

Isso trouxe os embarques nos 13 dias úteis de julho para 1,39 milhão de sacas de 60 kg.

O preço médio do café exportado está em 163,3 dólares por saca, queda de 13,3 por cento ante o valor de julho de 2014, ano em que a safra do maior produtor mundial, o Brasil, sofreu o impacto de uma severa seca.

Fonte: Exame

Receita com exportações de café por Santos aumenta 62,5%

A receita proveniente das exportações de café realizadas no Porto de Santos, no mês passado, cresceu 62,5% em relação à registrada em janeiro do ano anterior. No primeiro mês de 2015, o cais santista exportou 2,4 milhões de sacas de 60 quilos (144 mil toneladas) da commodity, que somaram US$ 497,9 milhões. No mesmo período de 2014, o volume foi de 2,1 milhões de sacas e o montante arrecadado foi de US$ 306,3 milhões.

Em relação aos embarques nacionais, o incremento na receita foi de 53,3%. A soma das exportações brasileiras atingiu a marca de US$ 590,6 milhões. O valor é o maior dos últimos quatro anos para janeiro. Já o volume apresentou um aumento de 6,8%. Foram em barcadas 2.969.557 sacas de 60 quilos (dos tipos verde, torrado & moído e solúvel), contra 2.780.355
no mesmo mês em 2014.

As informações constam do balanço mensal de exportações divulgado nesta semana pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil(Cecafé). “As exportações (nacionais) de café mantém-se próximas de 3 milhões de sacas, volume médio observado em 2014, a despeito de já estarmos no período da entressafra. Nos últimos 12 meses, terminados em janeiro de 2015, as exportações alcançam 36,6 milhões de sacas, com uma receita acumulada de US$ 6,8 bilhões, média de US$ 185,70 por saca equivalente”, destacou o diretor-geral do Cecafé, Guilherme Braga.

Ano-Safra

Na análise do ano-safra, que começou em julho do ano passado e prossegue até junho próximo, já foram comercializadas 21,7 milhões de sacas de café até o final do mês passado. A quantidade é 12,7% superior à registrada no mesmo período da safra anterior. Já a receita apontada foi de US$ 4,285 bilhões, 50,8% maior que a apontada entre 2013 e 2014.

Em relação à qualidade do café, o levantamento mostra que, em janeiro, a variedade arábica respondeu por 81,5% das vendas do País. Já o robusta chegou a 11,6%, enquanto o solúvel correspondeu a 6,9% das exportações. Os cafés diferenciados (arábica econillon) tiveram participação de 23,5% nas exportações em termos de volume e de 29,7% na
receita cambial.

Destinos

Entre os mercados importadores de café, a Europa foi responsável pela compra de 61% do total embarcado do produto brasileiro no primeiro mês de 2015. Já a América do Norte adquiriu 19% do total de sacas exportadas, enquanto a Ásia obteve 15% e a África e os demais países da América do Sul compraram 2%, cada um.

Segundo o balanço do Cecafé, a Alemanha – que lidera as exportações de café beneficiado no mundo, industrializando e revendendo o produto de outras nações – foi o país que mais comprou o café brasileiro em janeiro. Foram 560.429 sacas, o equivalente a 19% do total exportado pelo País. Em seguida, estão os Estados Unidos, que responderam pela compra de 492.627 sacas, 17% do total. A Itália ocupou a terceira colocação, importando 282.109 sacas da commodity brasileira, 10% do volume. Em quarto lugar está a Bélgica, com 274.458 sacas adquiridas, 9% das exportações, e na quinta posição, ficou o Japão, com 215.609 sacas importadas, 7% do total.

Fonte: Porto e Mar