Acordos comerciais com o Brasil

Descubra os países que têm acordos comerciais com o Brasil

Ao longo dos anos, o número de países que fazem acordos comerciais com o Brasil cresceu. Inclusive, atualmente, existem várias nações de outros continentes que possuem essa abertura comercial com o Brasil, como é o caso de Angola, Egito e índia.

Nos próximos tópicos, você vai conhecer os principais acordos comerciais que surgiram desde a criação da ALADI. Isso vai tornar possível ver novos mercados de exportação/importação para o seu negócio. Afinal, será que não está na hora de navegar em novos mares?

Entendendo os acordos comerciais com o Brasil

Para entender tudo sobre os países que possuem acordos comerciais com o Brasil, leve em conta que o início vem da ALADI e do Mercosul, que representa a grande maioria dos acordos do nosso país. Veja só!

Acordos comerciais com o Brasil

Mercado Comum do Sul (Mercosul)

O bloco econômico mais importante da América Latina é o Mercosul, do qual o Brasil faz parte. Ele foi criado em 1991 e tem o objetivo de aumentar a oferta de emprego e renda, além de pensar em outros pontos da relação econômica entre as nações participantes.

As operações do Mercosul estão embasadas no Acordo de Complementação Econômica n. 18 – ACE-18. No Brasil, acontece através do Decreto 550/92. O acordo parte do amparo da ALADI, que já visava esse acordo comum, veja no próximo tópico.

O Mercosul hoje em dia é formado pelos países membros plenos, como Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Além dos associados, estão Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname. A Bolívia está em processo de adesão e a Venezuela está suspensa.

Associação Latino-Americana de Integração (ALADI)

Atualmente, a grande maioria dos acordos comerciais com o Brasil vem da ALADI. Essa Associação existe desde 1980 e foi feita através do Tratado de Montevidéu, visando uma integração econômica entre os países que vinham da ALALC.

A ALALC é a Associação Latino-Americana de Livre Comércio e se iniciou em 1960. Atualmente, a ideia é implantar um mercado comum entre os latino-americanos, através de preferências tarifárias e a eliminação de restrições não-tarifárias.

Hoje, o grupo mantém os 13 países-membros, como Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.

É importante notar que com o Mercosul em vigor vários acordos de cooperação e de preferências tarifárias foram sendo criados ao longo dos anos. Abaixo, conheça alguns deles, que incluem outros países na relação comercial com o Brasil hoje em dia.

O Acordo de Complementação Econômica (ACE)

Antes do Mercosul, saiba que alguns acordos existiram para amparar a relação do Brasil com outros países. Por exemplo, o ACE-02, entre Brasil e Uruguai, que se liga ao comércio de produtos automotivos.

Outro exemplo é o ACE-14, entre Brasil e Argentina, sendo esse considerado um tipo de embrião para a criação do Mercosul. A intenção era a de unir os países. Teve ainda o ACE-35, com o Chile e o ACE-36, com a Bolívia, entre outros.

Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI)

Para entender outros acordos comerciais com o Brasil, também vale a pena mencionar a história do ACFI. Ele foi criado em 2012 por um Grupo Técnico de Estudos, sendo um modelo brasileiro de acordos de investimentos.

Dois exemplos de ACFI que estão em vigor tem a ver com Brasil-Angola e Brasil-México. No primeiro caso, a assinatura aconteceu em 2015, em Luanda. O outro é do mesmo ano, sendo criado a partir de subsídios de vários organismos internacionais e benchmarkings.

Acordo de Alcance Parcial (AAP)

Mais um tipo de acordo que existe e tem a ver com os países que o Brasil tem acordo comercial é o AAP. No caso prático, dá para falar do AAP.A25TM 38, que é uma celebração entre Brasil, Guiana e São Cristóvão e Nevis.

Ele é de 2001 e com atualização em 2014. O objetivo é o de incrementar fluxos de comércio bilaterais através do intercâmbio de preferências tarifárias entre as partes envolvidas.

Acordo de Preferência Tarifária Regional (APTR)

O Brasil tem um tipo de compromisso de alcance regional que acontece entre membros da ALADI, que vimos acima. A ideia é que se crie preferências tarifárias a partir dos níveis de desenvolvimento relativo. Um exemplo é o APTR 04 México, de 1984.

O Panamá aderiu ao mesmo acordo em 2012, através do Protocolo de Adesão, sendo que esse representa, atualmente, o único acordo de preferências tarifárias entre o Brasil e o Panamá.

Acordo para Liberação e Expansão do Comércio Intra-Regional de Sementes (Acordo de Sementes)

É um acordo que tem o objetivo de liberar o comércio de sementes dentro dos países membros da ALADI. Logo, importações de várias espécies estariam livres de barreiras aplicadas, assim como direitos aduaneiros ou outros encargos.

Os países que assinaram o acordo são: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Cuba, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. No entanto, a ALADI não possui informações que falam da entrada do Acordo em países como Colômbia, Cuba, Equador e Venezuela.

Acordo de Bens Culturais entre países da ALADI (AR)

Assim como o Acordo de Sementes, esse aqui tem um foco na cooperação e intercâmbio de um setor, que é o cultural. Logo, se inclui neles as áreas culturais, educacionais e científicas. A assinatura do acordo é de 1989 e todos os membros da ALADI são signatários.

O acordo também objetiva um acordo a nível de instrução, capacitação, informação e de conhecimento recíproco das várias culturas envolvidas.

Os países que têm acordos comerciais com o Brasil fora do Mercosul

Sabia que além de ter acordos com países do Mercosul, o Brasil também tem ligação com outras nações. É o caso da Índia, de Israel e outros. Isso acontece, praticamente, através de dois tipos de acordos, os preferenciais e os de livre comércio. Conheça-os.

Acordos comerciais com o Brasil

O Acordo de Comércio Preferencial (ACP)

O melhor exemplo vem do acordo Mercosul-Índia. Esse é considerado o primeiro acordo dessa modalidade a ser celebrado pelo bloco da América do Sul com um país fora do continente. O fato aconteceu em Nova Delhi no ano de 2005 e está ativo desde 2009.

São 450 linhas tarifárias envolvidas entre as partes com preferências de até 100%. Outro exemplo é o Mercosul-SACU, que inclui a União Aduaneira da África Austral. Ou seja, se liga a países como África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia.

Esse último acordo é de 2016 e inclui mais de 1 mil itens do Mercosul.

O Acordo de Livre Comércio (ALC)

Depois vem o ALC, que tem como exemplo o Mercosul-Israel. Aqui também temos o primeiro caso de um acordo dessa modalidade. Ele foi assinado em Montevidéu em 2007 e é dividido em categorias com base nas tarifas aduaneiras.

É o mesmo modelo de acordo comercial feito entre Mercosul-Egito. O acordo é de 2010 e se destina a abertura do mercado bilateral de bens, com quase 10 mil linhas.

Os países que têm acordos comerciais com o Brasil

Para terminar o conteúdo, vem esse breve resumo. Basicamente, o que é importante saber é que o Brasil tem acordo comercial com os países da ALADI. Logo, são eles:

Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.

Depois, também temos acordos com outros países, como:

Guiana, São Cristóvão e Nevis, Suriname, Índia, Israel, Egito, Angola e SACU (África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia).

Isso tudo quer dizer que nós, brasileiros, temos grandes possibilidades de importar ou exportar produtos para várias nações. E para quem pensou nisso, mas não tem confiança ou conhecimento para fazer, a dica é: entre em contato conosco, da DC Logistics Brasil.

Acordos comerciais com o Brasil

Somos experts nesse assunto do comércio exterior e, com certeza, podemos ajudar você! E para quem quiser saber mais sobre os novos possíveis acordos comerciais que vão surgir, saiba que existe uma lista disponível no site do Governo. Em breve, poderemos ter parceria comercial com Marrocos, Palestina, Estados Unidos e a Associação da União Europeia.

Reavaliação da dinâmica do Comex e as mudanças nas Cadeias Globais de Valor

Você sabe o que são as Cadeias Globais de Valor e a função do Brasil nestas estruturas?

Um questionamento que talvez seja ainda mais relevante é qual o impacto da pandemia nestas cadeias e no cenário de comércio exterior. 

As mudanças causadas pela pandemia impactaram diversos setores, e a estrutura internacional de investimentos, importações e exportações também foi afetada. Por isso, é preciso entender a posição do Brasil neste cenário. 

Neste artigo você verá o que são as CGVs, alguns dos principais insights da pesquisa “Reorganização das Cadeias Globais de Valor”, a relevância do Brasil nestas cadeias, os impactos da pandemia, e muito mais. 

Boa leitura. 

O que são as Cadeias Globais de Valor (CGVs)?

O comércio internacional de bens e serviços se organizou na década de 1990, em um modelo conhecido como Cadeias Globais de Valor, ou CGVs. Este modelo permite que os países ou regiões que recebem investimentos produtivos sejam definidos a partir da fragmentação da sua produção e das estratégias das empresas. 

O site Comex do Brasil define o termo como:

“É a separação de atividades e etapas de um processo de produção entre diferentes economias no mundo, liderado pelos investimentos realizados por grandes empresas industriais. Em outras palavras, a cadeia de valor é o “caminho” de produção de um determinado bem. Esse caminho, que é diferente para cada tipo de produto, possui uma série de fases que se conectam: pesquisa e desenvolvimento, a aquisição de insumos, a fabricação, a distribuição e as vendas, até o pós-venda.”

Ou seja, é a distribuição das fases de produção em diferentes países, em busca da otimização do processo, que forma uma CGV, gerando mais dinamismo e uma relação global nos sistemas de produção.

Nesse sentido, os países possuem diferentes funções em uma Cadeia de Valor, sendo as 3 principais:

  • Inovação e controle;
  • Processamento de exportação;
  • Exportação de peças e componentes. 

Mas, estas cadeias vêm sofrendo mudanças e transformações nos últimos anos, devido a diferentes movimentações e causas. Questões como decisões empresariais, relações externas e fatores geopolíticos podem influenciar significativamente nas CGVs.

Entretanto, foi com a pandemia iniciada em 2020 que as CGVs sentiram o maior impacto. Isso porque a crise causada pela pandemia interrompeu os sistemas de produção, influenciou na economia, no suprimento de bens e serviços e trouxe uma grande insegurança à todas as pessoas e setores. 

Estudo: reorganização das Cadeias Globais de Valor

A crise de 2020 impactou profundamente as Cadeias Globais, principalmente devido à sua estrutura, que não estava preparada para eventos como este. Desta forma, foi preciso reavaliar o modelo e a dinâmica do comércio exterior para adaptar o cenário global pós-pandemia

Isso porque o mundo inteiro viu os riscos de depender de poucas fontes de fornecimento na logística internacional, o que permitiu, inclusive, a entrada de novos players nas CGVs.

Pensando nisso, a TOTVS e CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizaram um estudo sobre a reorganização das Cadeias Globais de Valor, que aborda os riscos e oportunidades para o Brasil, resultantes da pandemia de Covid-19.

A seguir reunimos os principais insights deste estudo em relação à função do Brasil nas CGVs, os impactos da pandemia e algumas das expectativas para o país que podem torná-lo mais relevante nesta estrutura internacional. Confira:

A relevância do Brasil nas Cadeias Globais de Valor

O estudo da TOTVS e CNI mostrou que o Brasil desempenha um papel na economia global de exportador de commodities primárias, ou produtos baseados em recursos naturais. 

Um dado interessante que apresenta isso na prática, referente à levantamento da CNI, mostra que a participação da soja, petróleo bruto e minérios na exportação aumentou de 11% para 35% no período de 2001 a 2020.

Ou seja, o país gera bastante receita em exportação, porém ainda não tem o melhor desempenho quando se trata da integração ao comércio global, algo que pode trazer inúmeros benefícios socioeconômicos. 

De maneira geral, o estudo afirma que a posição do país dentro das CGVs é fraca. 

As 3 principais funções de um país nas CGVs, abordadas anteriormente, não são desempenhadas pelo Brasil. Seja em inovação e controle, processamento de exportação ou na exportação de peças e componentes, o país não se destaca frente à cadeia internacional. 

A participação do Brasil está mais relacionada a hospedar as filiais de empresas multinacionais (EMNs) nos setores de alta intensidade tecnológica, como nos mercados de veículos automotivos e eletrônicos. Por sua vez, a inovação destas indústrias está presente nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O estudo ainda afirma que a falta de exportações indica uma escala de produção no Brasil abaixo do ideal, comparando com grandes economias. Este fator, aliado aos custos elevados de importação e exportação, alta carga tributária, logística ruim e dificuldade para fazer negócios no Brasil, acaba levando a um cenário de qualidade inferior dos produtos e preços mais altos para o mercado. Além disso, também gera menos incentivos de inovação.

Por fim, o IED (Investimento Estrangeiro Direto) do Brasil é considerado fraco no exterior, em comparação com outros países. 

Os impactos da pandemia de Covid-19 no comércio e investimento global

Sabemos que a pandemia influenciou em inúmeros aspectos no mundo inteiro, desde economia, logística, comércio, entre outros. 

Se tratando do comércio internacional, a pandemia causou, em seu início, paralisações que levaram ao colapso do mercado no segundo trimestre de 2020. Mas, já no terceiro trimestre a produção e o comércio começaram a se recuperar, mesmo que em níveis mais baixos. 

A pesquisa mostrou que os maiores exportadores sofreram quedas rápidas, e praticamente simultâneas, em suas exportações e abril a maio de 2020, mas após 5 meses, em outubro, iniciaram um movimento de recuperação. 

Tomando os Estados Unidos como exemplo, as exportações totais atingiram US$ 162 bilhões em março de 2020, mas em maio chegaram ao nível mais baixo em 90,7 bilhões. A recuperação, em outubro, levou o país à marca de US$ 133 bilhões  em exportações. 

O Brasil, que já exportava majoritariamente commodities primárias, viu suas exportações e importações se manterem estáveis durante 2020, pois estes produtos tiveram um grande aumento em exportação. Este fator ajudou a compensar as interrupções comerciais nas CGVs;

Por fim, os itens relacionados à pandemia, como medicamentos e esterilizadores, por exemplo, tiveram uma tendência oposta ao mercado em geral, com picos de crescimento no início da pandemia e uma estabilização posterior, em níveis mais altos. 

As expectativas e necessidades para o Brasil como participante das CGVs

O estudo da TOTVS e CNI analisado mostra que hoje, o Brasil não ocupa uma posição relevante nas Cadeias Globais de Valor. Para que isso aconteça, é preciso que o país invista em uma maior diversificação regional das cadeias, para que consiga se integrar melhor no cenário internacional.

Neste aspecto, um dos pontos abordados pela pesquisa é a alta dependência do Brasil em relação à China, seja como destino das exportações de commodities, ou como fonte de produtos intermediários de alto valor. 

Esta relação é, com certeza, extremamente importante para o Brasil. Mas, contar com indústrias dos Estados Unidos e Europa no país pode ajudar a ampliar as relações e possibilidades do Brasil nas CGVs.

Outras expectativas, ou mesmo necessidades do país para se destacar mais neste cenário, são apresentadas pelo estudo:

  • Maior investimento e apoio em programas e instituições de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D);
  • As empresas do Brasil precisam de mais assistência no financiamento de suas exportações;
  • Também é preciso dar maior apoio às empresas para desenvolver uma atuação mais estratégica, voltada ao Investimento Estrangeiro Direto (IED);
  • É necessário alinhar as políticas de inovação com as políticas industriais. Isso porque os aumentos de custos de comércio impedem o investimento em mais tecnologias e reduzem o incentivo à inovação;
  • As empresas brasileiras também devem se atentar ao cenário externo. Isso não se aplica apenas às exportações, mas também a investimentos. Desta forma, será possível expandir globalmente, e colocar o país em novas posições nas CGVs.

Seu negócio está preparado para fazer parte das CGVs?

Analisamos neste conteúdo os principais insights e cenários apresentados no estudo sobre a reorganização das Cadeias Globais de Valor, produzido pela TOTVS e CNI, visto às mudanças e necessidades causadas pela pandemia e a crise global. 

Você viu que a dependência de poucos fornecedores nesta cadeia e a falta de uma atuação estratégica podem colocar o país em situações de risco no comércio internacional. 

Apresentamos também quais são as expectativas e o que é preciso fazer para que o país ocupe uma posição de maior destaque e estratégia nas CGVs, o que envolve investimentos em pesquisa, inovação, desenvolvimento e alinhamento de políticas. 

Esperamos que este conteúdo tenha tornado o assunto das Cadeias Globais de Valor mais claro para você! Para conferir mais conteúdos como este, tendências do mercado, pesquisas e muito mais, cadastre-se em nossa newsletter:

Importar dos Estados Unidos: o que você precisa saber?

Importar dos Estados Unidos é um desejo de muitas pessoas, por diversos motivos, tais como, a vantagem de encontrar grandes marcas a valores mais acessíveis. Outro fator é que devido a questões políticas e econômicas, certas marcas não chegam a se alocarem no Brasil, tornando a importação uma alternativa para adquirir bens de consumo.

Ademais, esse interesse impulsiona também o comércio nacional, que busca lucrar com as vantagens de obter itens do segundo maior nome de exportação no mundo, perdendo apenas para a China. Com isso, a oportunidade é de alavancar os negócios, reduzir custos, diversificar a produção e ter menos instabilidade econômica.

Entretanto, para que tudo ocorra da melhor forma possível, é importante estar atento a alguns passos que tornam a importação mais eficiente. Isso é útil para te distanciar dos problemas mais comuns, entender etapas que podem ser cruciais e ainda evitar gastos na operação.

Fique tranquilo, pois, neste conteúdo, você verá como realizar esse processo, de modo a ter clareza dos principais pontos que você precisa saber, as especificidades do mercado, documentação necessária e muito mais. Continue a leitura e confira!

O que você precisa saber para importar dos Estados Unidos?

Para importar dos Estados Unidos com máxima eficácia, garantindo que você desfrute dos benefícios sem dores de cabeça, é essencial saber algumas informações. Assim, será mais fácil ter acesso aos diferenciais competitivos com produtos de qualidade, que, certamente, contribuirão para a sua estratégia de posicionamento e, consideravelmente, de vendas.

Apesar de envolver questões financeiras e jurídicas, que precisam ser analisadas, no intuito de evitar desorganização e falhas, o avanço tecnológico cooperou para tornar tudo mais simples. Deste modo, você pode se programar para ajustar cada detalhe antecipadamente e ter uma maior segurança quanto a isso.

Prova disso é o volume de importações entre Brasil e EUA no último ano. No ano de 2020 elas geraram uma receita de US$ 27,9 bilhões. Nos últimos 5 anos o volume de operações tem crescido e no ano de 2021 devem superar as expectativas atingindo um aumento de 29,8% nas importações.

Entenda a cultura de negócio

Um bom negócio internacional passa também pelo entendimento da cultura local. Relações comerciais saudáveis estão relacionadas ao quanto as partes se conhecem. Aqui vai além das referências comerciais, mas sim entender os objetivos de cada um, a maneira como preferem negociar, o perfil das partes como empresários e mais.

É preciso primeiramente lembrar que a cultura americana se diferencia muito das demais na questão do individualismo e na objetividade, e isto é o que causa muitas vezes situações desafiadores para as demais culturas. Veja alguns pontos:

  • Os americanos abrem empresas focando no lucro, sendo assim, o dinheiro é muito importante, e é fator primordial na tomada de decisões;
  • Aplicação restrita às regras formais, sem muita atenção ao contexto. Independente do interlocutor, a política da empresa tende a ser sempre seguida;
  • Se prendem a pontualidade e agendamentos, onde o tempo é extremamente escasso e vale muito, sendo assim não pode ser desperdiçado;
  • Concentram-se em realizar uma tarefa de cada vez e sequencialmente. Possuem impulso pela velocidade sobre perfeição e resultados concretos.

Faça uma pesquisa de mercado

O primeiro passo que você deve seguir é fazer uma pesquisa de mercado, visando obter maior clareza quanto às suas necessidades e como elas podem ser solucionadas ao importar dos Estados Unidos. 

Avalie preços, possíveis aspectos de valorização dos seus itens em relação à concorrência, quantidade da mercadoria e variações no valor final comparado ao Brasil. Essa é a hora do planejamento, então aproveite para anotar os tópicos que mais te atraem para se certificar da sua decisão.

No primeiro semestre desde ano os principais produtos importados foram: 

  1. Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos): 
  2. Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores)
  3. Gás natural, liquefeito ou não
  4. Demais produtos – Indústria de transformação (insumos)
  5. Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários
  6. Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes

Se atente à escolha dos fornecedores 

Hoje os Estados Unidos representam 17,6% de todas as importações brasileiras. Apesar deste número indicar uma alta credibilidade do mercado, a escolha dos fornecedores é uma das etapas mais relevantes, com o poder de impactar diretamente no sucesso do seu negócio.

Por isso, você deve dedicar tempo e cautela para encontrar uma fonte de boas condições, tanto de qualidade quanto de preço. 

A dica aqui é se informar sem medo, observando comentários, o que dizem sobre a entrega, quais são os meios para contato e como funciona o frete.

Habilitação de importador 

Se você deseja importar dos Estados Unidos, precisa obter sua habilitação de importador pela Receita Federal. Basta comparecer com os documentos necessários e solicitar a habilitação de acordo com o seu tipo de negócio. 

Assim, você estará autorizado a acessar o SISCOMEX — Sistema Integrado de Comércio Exterior. Ele é responsável por aumentar a transparência e a eficiência nos processos e controles de exportações e importações, o que é imprescindível. 

Modalidade de frete 

O seu planejamento precisa ser completo, então é importante escolher também como será feita a logística de frete a ser optada. Quanto a isso, trate de ir atrás de um frete eficiente, confiável e que se enquadre no seu orçamento. As modalidades são diversas, sendo a mais comum a courier, que também é a com o valor mais elevado. 

Porém, é a que tem a entrega mais rápida, em até 7 dias. Se possível, eleja uma empresa que ofereça um código para o rastreamento da carga, pois assim você consegue acompanhar todo o percurso dos seus produtos.

No entanto, segundo alguns levantamentos apontam um volume maior o transporte marítimo entre Brasil e Estados Unidos, isso muito relacionado ao volume e especificações da carga.  

Isso se deve principalmente pela abundância de “portos secos” distribuídos por todo o país e ligados por ferrovias. Neste, há possibilidade de realizar um embarque FOB em um porto que não tem saída para o mar.

Suporte de despachantes ou agentes de carga 

Contar com o suporte de despachantes ou agente de carga é valoroso nas operações logísticas, desde a saída do país americano, passando pelos processos aduaneiros, até sua chegada no Brasil. 

Nestes caso, não se esqueça de procurar por nomes experientes no mercado e realize cotações. Se preferir, busque ainda ajuda referente aos trâmites legais da importação, sobretudo, se é a sua primeira vez em negociações desse tipo.

Documentação e licenças requeridas

As autoridades alfandegárias dos Estados Unidos e do Brasil, regulamentam todos os processos de importação, requerendo documentações e licenças que precisam estar em dia.

Para ter certeza se os seus itens precisam de alguma licença, a recomendação é acessar o site da Receita Federal, que dispõe de um simulador para identificar isso.

E então?

Como vimos neste conteúdo, importar dos Estados Unidos pode ser uma ótima opção para o seu negócio, principalmente, se você tem clareza quanto às suas necessidades. De resto, basta seguir as recomendações disponíveis ao longo da leitura, visando garantir a segurança das suas operações e se distanciar dos problemas.

Conte com o nosso apoio e obtenha uma logística integrada de alta performance. Com isso, você poderá desfrutar do trabalho de profissionais aptos a gerenciar, transportar, armazenar e distribuir sua carga de forma eficiente e segura.

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Entenda mais sobre a Taxa de Capatazia e como ela impacta na competitividade dos negócios

Você sabe o que é a Taxa de Capatazia? Ou ainda, sabe os possíveis impactos desta taxa em sua empresa?

Muitos impasses giram em torno desta taxa no mercado de Comex, principalmente sobre a necessidade dela fazer parte ou não do valor tributável de uma importação. Isso porque, são diversos impactos que esta taxação gera em um negócio.

Para ajudar você a entender melhor o assunto, apresentamos neste conteúdo o que é a Capatazia, o que compõe a taxa e como ela funciona. Você também verá os principais impactos que o seu negócio pode sofrer,  a última decisão do STF em relação à inclusão da capatazia no valor aduaneiro, e como minimizar os impactos da tributação.

Continue a leitura!

O que é a Taxa de Capatazia?

A Taxa de Capatazia se refere às atividades realizadas durante a movimentação de uma mercadoria do navio até a passagem pela alfândega. Este processo ocorre após a verificação da Receita Federal, que busca por irregularidades nas cargas. 

Ela está presente na Lei 12.185/2013, conhecida como Lei dos Portos, que define a capatazia como:

“Atividade de movimentação de mercadorias nas instalações dentro do porto, compreendendo o recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para a conferência aduaneira, manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e descarga de embarcações, quando efetuados por aparelhamento portuário.”

Como é uma atividade realizada por quem atua no porto, não pode ser feita por agentes externos, e portanto, gera uma taxa que deve ser paga por quem adquiriu a carga. 

A capatazia também é conhecida por THC, ou Terminal Handling Charge. Em português, a sigla significa Taxa de Manuseio do Terminal. 

Apesar de fazer parte da Lei dos Portos, a Taxa de Capatazia também está incluída nas importações aéreas de cargas. 

Os valores variam conforme cada porto e aeroporto. O ideal é que o contratante verifique o valor da taxa antes de fechar a operação.

O que compõe esta taxa e como ela funciona?

Conforme o site Cobli, a taxa é composta pelas seguintes atividades realizadas no processo:

  • Descarregamento do navio;
  • Recebimento;
  • Conferência;
  • Transporte;
  • Abertura;
  • Manipulação;
  • Organização;
  • Entrega;
  • Carregamento nos meios de transporte utilizados.

Outro fator que também compõe a taxa é o tipo de contêiner utilizado. 

A capatazia é calculada através da soma de diferentes valores, que podem ser consultados em cada porto e aeroporto, conforme já mencionado. A taxa costuma estar em torno de 1% do valor total da operação de importação.

Assim, os aspectos que mais influenciam em sua formação são o peso da mercadoria e o valor CIF. 

A taxa de capatazia deve ser paga no momento do desembaraço aduaneiro e carregamento da carga, podendo variar de acordo com cada operação.

Quais os impactos da Taxa de Capatazia nos negócios brasileiros?

É comum nos deparamos com polêmicos acerca da capatazia no Brasil. 

O impasse gerado sobre esta taxa é relacionado à tributação: a capatazia deve ou não fazer parte do valor tributável de uma mercadoria?

No caso da tributação, o valor da taxa aumentaria o total que deve fazer parte do cálculo de impostos. O problema apontado pelo mercado é que desta forma, os impostos gerados se multiplicam, já que contamos com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e outras taxas aplicadas na importação.

Com isso, o produto importado encarece, e reduz a competitividade da empresa no mercado. Para os casos de matérias-primas, toda a cadeia de suprimentos das indústrias é influenciada.

Portanto, podemos ver que a inclusão da capatazia no valor tributável pode ter diversos impactos em seu negócio, principalmente no âmbito financeiro, e entendê-los é fundamental para se antecipar e buscar alternativas ou soluções. 

Os impactos vão até o seu mercado de atuação, já que o preço final do produto precisa, muitas vezes, ser alterado para que a margem de lucro desejada se mantenha.

O ideal é analisar com cautela as taxas no momento da importação, para buscar uma operação mais eficiente.

Inclusão da Capatazia no valor aduaneiro

Este impasse do mercado teve fim em 2021 com uma decisão do STF.

Conforme nos mostra o portal Tributário nos Bastidores, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) havia, inicialmente, definido que a inclusão da capatazia no valor aduaneiro se demonstrava ilegal na base de cálculo do imposto de importação.

Porém, o STJ mudou seu posicionamento, definindo que os serviços de capatazia devem ser incluídos na composição do valor aduaneiro.

Apesar de recursos extraordinários realizados ao STF, o Ministro Luiz Fux manteve a decisão, que foi validada pelo Plenário do STF. 

Com o julgamento, o mercado viu o fim desta discussão, além da definição de que a taxa deve, de fato, fazer parte do valor total tributável das operações.

O que você pode fazer para evitar maiores impactos na sua operação?

Considerando os impactos que a Taxa de Capatazia pode gerar em um negócio, é preciso tomar medidas preventivas para garantir operações mais eficientes e minimizar a influência desta tributação.

O primeiro passo é entender cada etapa envolvida na operação, de forma a ter um processo logístico mais alinhado e organizado. Busque mapear todas as etapas desde o momento em que a carga sai do ponto de origem até o seu destino. 

Além disso, acompanhar o mercado e suas variações tributárias é fundamental. Mantenha-se informado sobre as taxas e leis envolvidas na sua operação, o que pode otimizar não só a tributação da capatazia, como também o entendimento de outras taxas relacionadas. 

Isso nos leva à necessidade de avaliar a taxa praticada por cada porto e aeroporto. Para isso, contar com um parceiro logístico especializado, que possui bom relacionamento com os agentes e conhecimento dos portos e aeroportos pode te auxiliar. 

Uma empresa logística capacitada irá ajudar na identificação de oportunidades para otimizar o custo da operação em geral, avaliando e acompanhando todas as etapas da operação com uma estratégia mais eficiente. 

Outro processo que auxilia nesta fase é a Valoração Aduaneira, ou seja, a determinação do valor correto das suas cargas, assegurando o pagamento dos impostos de forma adequada. 

Vale lembrar que a Valoração Aduaneira, conforme o site Faz Comex, pode ser realizada a partir de 6 métodos:

  • 1º Método – Valor da Transação;
  • 2º Método – Valor de transação de mercadorias idênticas;
  • 3º Método – Valor de transação de mercadorias similares;
  • 4º Método – Valor de revenda (ou método do valor dedutivo);
  • 5º Método – Custo de produção (ou método do valor computado);
  • 6º Método – Último recurso (ou método pelo critério da razoabilidade).

Fique informado sobre o mercado de Comex!

Este artigo ajudou você a entender mais a Taxa de Capatazia e seus impactos nos negócios? Esperamos que o conteúdo tenha tirado suas principais dúvidas. 

Você viu a importância de se manter atualizado sobre as mudanças do mercado, definições legais e taxas que incidem sobre os seus produtos. 

Se você deseja receber mais conteúdos como este direto em seu email, e se manter informado sobre tudo que impacta em suas operações, cadastre-se gratuitamente em nossa newsletter:

Você sabe como aconteceu a primeira importação aérea no Brasil?

Você sabe como aconteceu a primeira importação aérea no Brasil?

A história da aviação no Brasil se iniciou e atravessou inúmeros processos até chegar no que é hoje. A primeira importação aérea no Brasil ocorreu na década de 1920, com a fundação da Viação Aérea Rio Grandense, a Varig. Quanto a isso, eram transportadas caixas de madeira, documentos postais, roupas, entre outros.

Nesse início, a logística ainda era muito simplista e, somente com o passar dos anos houve um avanço no setor fomentado pela tecnologia. Esse fator, certamente, foi um grande ponto para a mudança que seria operada continuamente, gerando rupturas com o passado.

Neste conteúdo, você verá mais detalhes dessa história presente nas memórias do país, o que é importante para agregar ainda mais conhecimento para quem lida diariamente com o assunto. Continue a leitura e confira!

Como foi a primeira importação aérea no Brasil?

A primeira importação aérea no Brasil foi realizada pela Varig, a primeira companhia aérea nacional, se tornando, inclusive, a maior do país, reconhecida mundialmente pela sua qualidade. A operação era da Linha da Lagoa, que ligava Porto Alegre a Pelotas e Rio Grande.

O primeiro passageiro foi o senhor Guilherme Gastal, no experimental primeiro voo, feito a uma altitude de 20 a 50 metros da água, a uma velocidade de 160 km/h.

No que se refere ao tempo da viagem, entre Porto Alegre e Pelotas, ela levou uma média de duas horas, e o voo entre Pelotas e Rio Grande, 20 minutos. Nessa época, as limitações da tecnologia eram altas, sobretudo pelo fato de o capital brasileiro ainda ser muito recente, com poucas habilidades no quesito financeiro.

Na prática, isso fazia com que as empresas brasileiras não tivessem tanta visibilidade, dando um maior destaque para a atuação de companhias estrangeiras entre os anos de 1920 e 1930. Neste ano, era inaugurado o Aeroporto Santos Dumont, localizado no município do Rio de Janeiro, sendo ele um dos mais movimentados do Brasil. Um dos fatores para isso, se deve à sua localização bem estruturada, próxima ao centro da cidade.

Não obstante, entre 1943 e 1945, mais precisamente, se iniciava uma expansão no setor aéreo, havendo a criação de diversas empresas de transporte. Vale mencionar que isso só foi possível devido à facilidade de adquirir aviões que haviam sido usados durante a Segunda Guerra Mundial para transportar tropas.

Ademais, como tais aviões não apresentavam tantos recursos, isso contribuía para que os seus preços fossem consideravelmente reduzidos. Com isso, muitas aeronaves, sobretudo, norte-americanas, foram compradas por valores acessíveis, em bom estado e com boas condições de financiamento. Deste modo, até a década de 1960, várias empresas foram criadas.

Movimentação de cargas no país

Na lista dos principais aeroportos de movimentação de carga no Brasil, temos: Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Galeão (RJ), Eduardo Gomes (AM) e Afonso Pena (PR). No que se refere ao Santos Dumont, ele foi o primeiro aeroporto totalmente de caráter civil inaugurado em terras brasileiras.

Enquanto isso, o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em proporção, é o maior não só do país, mas também da América do Sul, e o segundo mais movimentado da América Latina em número de passageiros transportados, perdendo apenas para o Aeroporto Internacional da Cidade do México. 

É utilizado, principalmente, aeronaves de passageiros, já que há um elevado número de companhias. Por isso, mesmo havendo voos específicos para o transporte de cargas, é comum ver produtos sendo despachados em aeronaves de passageiros.

É válido também citar que o mercado de carga aérea possui dois tipos de segmentos: o de remessas expressas, que abrigam pequenas encomendas, tais como documentos, e o de cargas, útil para transportar pesos maiores e com objetivos comerciais.

Para não haver necessidade de desembaraço alfandegário, assim como estar apta a se enquadrar no regime em questão, é fundamental que as mercadorias não ultrapassem o valor máximo de US$ 5 mil na exportação e de US$ 3 mil na importação.

Como ocorre a importação aérea hoje?

Décadas e mais décadas se passaram desde a primeira importação aérea, o que, obviamente significa a evolução em muitos aspectos, agregando uma maior experiência ao consumidor, sendo possível oferecer melhores serviços, com mais opções e preços cabíveis para diferentes públicos.

Hoje, o processo de importação permite o rápido recebimento de mercadorias, com agilidade e eficiência, além de muito mais segurança. 

Outro ponto marcado pelos avanços diz respeito à capacidade de rastreio das encomendas, que pode ser feita de forma virtual.

A seguir, veja alguns procedimentos necessários referentes à apresentação de documentos para concretizar a importação aérea:

  • Declaração de Importação (DI);
  • Packing List ou Romaneio de Carga;
  • Fatura Comercial ou Commercial Invoice;
  • Conhecimento de Embarque

E então?

Como vimos neste conteúdo, desde a primeira importação aérea, muitas mudanças ocorreram, inclusive, no campo tecnológico, o que impactou diretamente a logística do setor. O resultado disso foram operações mais eficientes, ágeis, diversas, baratas e seguras.

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Peak Season: como está a importação e exportação no cenário atual?

Peak Season: como está a importação e exportação no cenário atual?

Quando acabará a Peak Season? Esta é uma dúvida de muitos no universo da importação e exportação, que ainda não tem respostas definidas.

Pois, devido à pandemia, este cenário de demanda de transportes internacionais acima da capacidade do mercado já dura há mais de um ano. E não existe um prazo para terminar, uma vez que o contágio da Covid-19 segue impactando a população global.

Para ajudar você a compreender melhor esta realidade do Comércio Exterior, trouxemos informações sobre o que é a Peak Season, suas causas e possíveis soluções.

Além disso, temos orientações para contribuir com os desafios da importação e exportação neste momento. Isso, para você manter a alta eficiência da logística internacional e não perder negociações. Vamos lá?

Para começar, o que é Peak Season?

Peak Season é o conceito que define um período com altas demandas do transporte internacional, ou seja, acima da capacidade do mercado.

Normalmente, está associada a períodos festivos, como antes do Natal, Ano Novo, durante o Ano Novo Chinês, e os períodos de férias.

Isso porque, durante estes períodos, normalmente o comércio está mais agitado e a movimentação de cargas aumenta.

Entretanto, como já explicamos aqui no blog, são nestas ocasiões que aumentam os riscos de backlog, uma vez que faltam espaços nas aeronaves, bem como contêineres, para embarcar as cargas.

Peak Season: como está a importação e exportação no cenário atual?

E qual a relação da Peak Season e a Covid-19?

Desde o fim de janeiro de 2020, a logística internacional é impactada diretamente pelos efeitos da pandemia. A parada dos embarques da China no período pode ser considerado o marco inicial desta Peak Season, que não tem dia para terminar.

O avanço do contágio influenciou os andamentos de atividades econômicas pelo mundo todo, incluindo o Brasil, como bem lembrado pelo portal Faz Comex.

Com isso, as demandas de fretes estão oscilando, tanto na importação, quanto na exportação. A falta de contêineres e a queda de voos domésticos também afeta diretamente as movimentações.

E, neste cenário, as transportadoras passaram a cobrar a PSS (Peak Season Surcharge). Esta sobretaxa é aplicada pelas companhias durante as altas temporadas.

Isso porque, as empresas estão operando em sua capacidade máxima, e a crescente demanda reflete não só na falta de espaço ao embarcar, como também no aumento de custos com equipamentos usados no transporte.

Peak Season: como está a importação e exportação no cenário atual?

O avanço do contágio da Covid-19 influenciou a Peak Season atual.

Quando esta Peak Season vai terminar?

Ninguém tem uma resposta para esta pergunta. Afinal, o contágio da Covid-19 continua pelo mundo todo, ainda que esteja sendo controlado por meio da aplicação de vacinas e dos avanços do mercado de Pharma & Healthcare.

É fato que em alguns países a situação está mais controlada, porém, em outros, a população enfrenta novas ondas de contágio. E isso interfere diretamente a economia, bem como, as operações logísticas.

A produção chinesa, por exemplo, conseguiu avançar bastante em 2021, o que resultou novamente em problemas no trânsito internacional. Por outro lado, muitas nações suspendem voos de alguns países e até mesmo fecharam as fronteiras, afetando diretamente as rotas do modal aéreo.

E não para por aí! Não podemos nos esquecer que a situação pode ser agravada ainda pelo aumento da produção de grandes players em breve.

Já que, nos próximos meses, Estados Unidos e Canadá devem ampliar importações com foco nas demandas de fim de ano. Isso, em tempos normais, já era um fator de grande impacto na logística internacional.

Portanto, neste momento, é hora de profissionais começarem a se preparar para as imprevisibilidades, criando estratégias para solucionar os possíveis desafios que ainda estão por vir.

Dicas para superar a Peak Season

Agora que você já entendeu melhor o que é a Peak Season e seus impactos na importação e exportação, é hora de se prevenir.

Estas dicas que listamos já foram compartilhadas em nosso blog. Mas, retomamos o conteúdo para te ajudar a relembrar e atualizar as estratégias. Confira!

1. Antecipe suas demandas

Não espere as demandas aumentarem para começar a agir. Para isso, tenha em mãos um planejamento com ações e prazos já considerando imprevisibilidades. Quanto mais você se antecipa, mais sairá na frente ao resolver problemas!

2. Recalcule o cronograma

Já pensou que, com a Peak Season, a carga poderá ficar parada por um período maior que o esperado durante o transporte? Portanto, em alguns casos, é mais vantajoso considerar tempos de trânsito maiores, mas considerando roteiros com menos movimentações.

3. Invista em tarifas priority

Como já dissemos, certos investimentos compensam preocupações, como pode ser o caso para as tarifas prioritárias. Nesta estratégia, as companhias priorizam a carga sobre as demais cargas gerais, diminuindo substancialmente o risco de não-embarque.

4. Embarque poucas cargas

Esta é uma estratégia para quem pode realizar a divisão das cargas. Quanto menor a carga, mais chances de conseguir espaço no transporte aéreo ou marítimo. Então, mesmo que de forma fracionada, ela chegará ao destino.

Como a DC Logistics Brasil pode ajudá-lo com esses desafios?

Recentemente, trouxemos um conteúdo completo sobre o panorama do transporte marítimo atual. E, apesar da imprevisibilidade e todas as dificuldades do momento, a retomada do transporte marítimo internacional foi considerada exponencial.

Neste cenário, lembramos que é essencial contar com parceiros experientes. Porque isso garante a segurança das movimentações, como tem feito a equipe da DC Logistics Brasil.

Pela nossa experiência no modal, as cargas são entregues com muita agilidade e com o melhor custo-benefício, inclusive em momentos difíceis como da atualidade.

Porque nosso relacionamento consolidado com companhias marítimas atende às necessidades de negociação para transportes de grandes volumes durante as Peak Seasons.

Além disso, o follow up claro, objetivo e flexível, aliado a embarques regulares com os melhores transit times e baixos custos, também refletem em mais eficiência às operações.

Completando, estas soluções também se aplicam ao modal aéreo. Ainda vale citar também, por exemplo, uma estratégia adotada por nós que é lidar com consolidadas próprias, pré-reservadas junto a companhia aérea.

Portanto, desta forma seguimos preparados para mover cargas com alta performance, seja pelo céu ou mar. Sendo assim, superamos todos os desafios até a chegada ao destino. Então, entre em contato e saiba como podemos te ajudar!

FONTES:

Faz Comex: https://www.fazcomex.com.br/blog/falta-de-conteineres-quando-acabara-a-peak-season/ e https://www.fazcomex.com.br/blog/peak-season-o-que-e/

DC Logistics Brasil: https://dclogisticsbrasil.com/5-dicas-para-enfrentar-os-backlogs-no-modal-aereo/

Data mining na logística: entenda a importância dele na importação e exportação!

Data mining na logística: entenda a importância dele na importação e exportação!

A aplicação de ferramentas de mineração de dados, conhecidas por Data Mining, tem contribuído para a evolução da logística internacional.

Por meio do Data Mining, tem sido possível utilizar informações para que as tomadas de decisão na importação e exportação sejam cada vez mais precisas e eficientes.

Com isso, é possível realizar movimentações e alinhar roteiros, trajetos e outros detalhes das operações de acordo com o comportamento de cada cliente e mercado.

Assim, as estratégias baseadas em Data Mining facilitam o alcance de maior competitividade e rentabilidade de inúmeros negócios, além de contribuírem para a redução de custos e melhorias na qualidade de produtos e serviços.

Acompanhe a leitura e entenda melhor o quanto a combinação entre inovações, pessoas e resultados podem ajudá-lo a elevar a eficiência das importações e exportações!

O Be a Bá do Data Mining

Existem inúmeros termos no universo do Data Mining. Vamos apresentá-los para você saber como aplicar cada um deles nas operações logísticas.

Para isso, nos guiamos pelo artigo “Mineração de Dados e Big Data em Logística”, compartilhado no Brazilian Technology Symposium, e hospedado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Para começar, é importante saber a que o termo Big Data está relacionado. Esta é a área de conhecimento de Tecnologia da Informação que define a obtenção de informações a partir da análise de grandes volumes de dados.

As Data Warehouses, ou banco de dados, avaliarão estes dados. Estas tecnologias extraem, limpam, transformam e gerenciam todas estas informações, conforme a aplicação desejada.

São inovações que podem ser classificadas como fontes de dados, formato de conteúdo, armazenamento de dados, plataforma de dados ou processamento de dados.

E então, porque o nome Data Mining? Após entender estes termos anteriores, fica mais fácil compreender o significado de Data Mining. Isso porque, a mineração de dados, em tradução ao português, visa transformar informações em “preciosidades” dos negócios.

Ou seja, os problemas que afetam a eficiência da importação ou exportação são encontrados ao explorar estes dados em profundidade.

Além disso, é possível gerar previsões a partir do histórico das movimentações e, assim, criar estratégias mais assertivas.

É por isso que hoje o Data Mining possibilita vantagens aos negócios de Comex como:

  • Melhor tomada de decisão;
  • Análise e identificação dos perfis de consumo;
  • Gestão de relacionamento com clientes;
  • Aumento de competitividade;
  • Expansão da rentabilidade;
  • Fidelização de consumidores;
  • Aprimoramento da qualidade das operações e produtos.
Data mining na logística: entenda a importância dele na importação e exportação!

Com data mining, você gera previsões a partir do histórico das movimentações e cria estratégias mais assertivas para a importação e exportação.

Data Mining na logística internacional

As informações obtidas através do Data Mining na logística internacional oferecem vantagens para a tomada de decisão.

Com elas, é possível escolher o melhor modal para cada operação, ou decidir sobre o tipo de carga transportada ou necessidade de algum preparo específico para o trajeto que será percorrido.

Além disso, o Data Mining possibilita um melhor e mais ágil acompanhamento do transporte, até mesmo em tempo real.

Com isso, se torna mais ágil realizar mudanças para adequar prazos de acordo com as condições de vias, tráfegos, posições de transporte, entre outros fatores que podem interferir na importação e exportação.

Como aplicar este conceito na importação e exportação?

Agora que você já sabe o valor que os dados têm para suas decisões, aprenda a inseri-los no dia a dia do Comércio Exterior.

Afinal, conforme pontuado no Portal Computer World, com as ferramentas de Data Mining, é possível atender às mais altas exigências de todas as etapas da logística internacional.

Com uma tecnologia para roteirização, por exemplo, é possível reorganizar as rotas, bem como, aumentar a eficiência e agilidade.

Assim, é possível controlar o estoque e armazenagem com mais facilidade na importação e exportação, além de escolher as melhores rotas e melhorar a distribuição das cargas de acordo com veículos disponíveis.

Com isso, ocorre a redução dos custos logísticos que, por sua vez, reflete em vantagens aos consumidores finais, contribuindo para a fidelização.

Além disso, as ferramentas para monitoramento de cargas proporcionam uma melhor experiência para importadores e exportadores. Elas não só contribuem com a identificação de problemas na rota, como possibilitam a resolução imediata de cada situação específica.

Em tempo real, é possível acompanhar e solucionar qualquer situação por meio de softwares disponíveis para acesso até mesmo em smartphones, garantindo a segurança das movimentações.

Nós sabemos a importância do Data Mining para a logística internacional

Na DC Logistics Brasil, entendemos que uma logística internacional eficiente e diferenciada é a que melhor se adapta às suas necessidades.

Por isso, a partir das suas informações e necessidades, criamos as melhores estratégias para movimentar suas cargas, o que inclui não só a alta capacitação da nossa equipe, como também o uso de ferramentas conectadas com o Data Mining.

Isso porque agregamos valor aos negócios com soluções logísticas inovadoras e otimizadas. Um exemplo disso é o nosso Follow Up em Real Time, que permite você acompanhar as cargas e saber tudo sobre as movimentações no momento que precisar.

Ele está disponível em nosso site, para você verificar tudo o que está acontecendo, com muita eficiência, assim que precisar.

E as informações, apresentadas de forma detalhada e objetiva, contribuem com a sua visualização. Logo, este suporte completo de dados agrega ainda mais agilidade às operações, além de proporcionar mais segurança para todo o trajeto.

Conheça mais soluções logísticas que movem sua importação e exportação conectadas com a tecnologia. Entre em contato conosco, solicite uma cotação de frete e descubra como utilizamos a tecnologia como nossa aliada nas operações!

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FONTES:

Brazilian Technology Symposium – UNICAMP – https://www.lcv.fee.unicamp.br/images/BTSym-17/Papers/76936.pdf

Computer World – https://computerworld.com.br/negocios/era-da-conveniencia-a-logistica-e-os-novos-habitos-de-consumo/

 

 

Cenário sobre o mercado Healthcare no Brasil!

Cenário sobre o mercado Healthcare no Brasil!

Como você está acompanhando o mercado Healthcare? 2021 será um ano divisor de águas para este setor, tanto no cenário nacional, como no exterior.

 Isso porque, o segmento está sendo diretamente impactado pela pandemia do novo coronavírus. Logo, além dos desafios que já eram enfrentados no setor de Healthcare, novos surgiram, exigindo mudanças repentinas e atualizações em tempo real.

 Nesse sentido, o cenário atual exige estratégias assertivas na forma como os insumos e produtos são importados e exportados.

 Por isso, é importante acompanhar de perto as novidades e tendências, para se antecipar às adversidades e manter o bom desempenho dos negócios.

E, pensando nisso, trouxemos neste conteúdo as principais informações do mercado Healthcare, e ainda listamos alguns pontos de atenção que refletem diretamente na qualidade da logística relacionada a esta área. Confira!

Entenda melhor o mercado Healthcare

Quando falamos de Healthcare, estamos discutindo um setor que envolve muitas áreas de atuação. Desde hospitais, clínicas médicas, laboratórios à fabricação de máquinas e equipamentos, planos de saúde e matérias-primas para produção de insumos e medicamentos.

Desta forma, é um amplo segmento de negócios, que mantêm a qualidade de vida e bem-estar da população mundial. E em um momento em que essa é uma prioridade, devido à pandemia, o setor está lidando com muitos desafios, enquanto trabalha pela vida das pessoas e pela busca de oportunidades.

Ao mesmo tempo em que ocorre uma grande mudança de comportamento e aumento na demanda por produtos Healthcare, existe também uma maior busca por insumos e matérias-primas. Isso impacta, diretamente, a importação e exportação do setor.

Uma prova disso está na matéria do site NSC Total, na qual são citados dados do relatório “Inovação – Tendências em Healthcare para a indústria ficar de olho em 2019”. O conteúdo observa que o segmento movimenta R$ 117,1 bilhões ao ano, e que apresenta expectativa de crescimento de 2,6% a 3,6%.

Sendo assim, listamos as principais análises da importação e exportação relacionadas à Healthcare, para que você não perca oportunidades no cenário atual.

Importação

Hoje, conforme afirma publicação da CNN Brasil, a indústria farmacêutica está entre as 10 maiores do mundo. Entretanto, o país ainda importa 90% da matéria-prima usada na fabricação de medicamentos e vacinas.

E, segundo o portal O Globo, as importações de matérias-primas e medicamentos para saúde no Brasil chegaram a R$ 100 bilhões em 2020.

Apesar de o país ser referência na fabricação dos produtos imunizantes, ainda existe uma necessidade de consumir do mercado estrangeiro por uma questão estrutural, remanescente das decisões governamentais da década de 1980.

Entretanto, hoje se investe cada vez mais em pesquisa e no desenvolvimento de soluções internas, como forma de repensar processos e otimizar logísticas no segmento Healthcare. Para que, assim, a ciência nacional avance junto a velocidade necessária para atender à saúde pública.

Exportação

O mercado internacional tem visto com bons olhos as soluções brasileiras de dispositivos e produtos da área de saúde, como equipamentos médicos e odontológicos, biotecnologias e produtos para higiene pessoal, perfumes e cosméticos.

Em matéria do Grupo Mídia, afirma-se que as exportações de dispositivos médicos somaram US$ 338 milhões em 2020. Somente os Estados Unidos, por exemplo, adquiriram US$ 91 milhões nestas soluções.

Isso porque, houve uma grande busca por EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) nacionais para atender à luta contra a pandemia no exterior.

Os reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro, por sua vez, foram exportados 82% a mais no primeiro semestre que em comparação ao mesmo período em 2019. Houve destaque também para as exportações de mobiliário hospitalar.

De acordo com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), os altos investimentos do setor estão elevando a visibilidade da indústria brasileira em relação aos clientes estrangeiros.

Hoje, ainda segundo a Apex-Brasil, os principais destinos são América do Norte, Europa (principalmente Leste Europeu) e Oriente Médio.

O que você precisa saber para atuar com eficácia no mercado Healthcare?

Você se lembra que, recentemente, publicamos em nosso blog dicas sobre como manter a alta eficiência no mercado de Pharma & Healthcare? Este foi só o começo de tudo o que temos a compartilhar.

Queremos dar continuidade ao assunto, pois a distribuição das vacinas, insumos e produtos de Pharma & Healthcare seguem movimentando a logística internacional em 2021.

Sendo assim, é importante que você priorize ao importar e exportar:

  • Cuidados especiais: exija que os transportes atendam às suas necessidades, desde a temperatura e conservação até estratégias de manuseio, para evitar danos às cargas e manter a elevada conservação de insumos, EPIs, equipamentos e medicamentos, incluindo os químicos mais perigosos;
  • Monitoramento: acompanhe em tempo real todo o trajeto das cargas de Healthcare, de preferência com rastreabilidade e monitoramento 24/7;
  • Documentação: confie em profissionais que tenham o know-how necessário para orientar e trabalhar com todas as exigências internacionais e cumprir com todos os regulamentos nas operações, evitando assim riscos de penalidades ou atrasos pela falta de registros legais essenciais;
  • Agilidade: é importante priorizar prazos de entregas e a velocidade quando se tratam de produtos de Healthcare. Entretanto, para reduzir riscos de atrasos e perdas, devem ser utilizadas ferramentas tecnológicas, que permitem mais assertividade às atividades.

Todos estes pontos de atenção são prioridade nas operações de importação e exportação realizadas pela DC Logistics Brasil. O cuidado e agilidade que você busca para a logística de transporte para Pharma & Healthcare estão em nossas soluções.

Quer saber mais? Entre em contato conosco e solicite uma cotação de frete sem compromisso!

 

Rafael BelfioreRafael

Sales & Vertical Pharma

DC Logistics Brasil

São Paulo/São Paulo

Tel: + 55 (11) 4569 4923

 

 

 

 

FONTES:

DC – https://www.nsctotal.com.br/noticias/o-mercado-de-healthcare-no-brasil

CNN Brasil – https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/01/30/brasil-importa-90-da-materia-prima-para-a-producao-de-medicamentos

O Globo – https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/fiocruz-importacoes-de-materias-primas-medicamentos-para-saude-no-brasil-chegaram-r-100-bilhoes-em-2020-1-24870907

Grupo Mídia – https://grupomidia.com/hcm/importacoes-e-exportacoes-de-dispositivos-medicos-crescem-212-e-168-respectivamente-no-primeiro-semestre/

Apex-Brasil – https://portal.apexbrasil.com.br/noticia/CRESCEM-EXPORTACOES-DO-BRAZILIAN-HEALTH-DEVICES/ e https://www.apexbrasil.com.br/tecnologia-e-saude

DC Logistics Brasil – https://dclogisticsbrasil.com/pharma-healthcare-o-que-precisa-saber-para-atuar-com-eficacia/

 

 

 

Saiba o que é e como funciona o Manifesto de Carga na Importação Marítima!

Saiba o que é e como funciona o Manifesto de Carga na Importação Marítima!

Será que você realmente sabe o que é o manifesto de carga e de qual precisa? Isso porque, existem muitos tipos deste documento e cada um deles está relacionado a uma necessidade da importação marítima.

Para evitar problemas durante o transporte, listamos aqui as principais informações sobre este registro, principalmente nas compartilhadas pela Receita Federal e no Regulamento Aduaneiro.

Pois, já existem muitos desafios na importação marítima para você se preocupar. Então, quanto mais informações souber a respeito do manifesto de carga, menores serão as chances de erros com este documento.

Siga com a leitura e acompanhe o que temos a compartilhar para manter a alta eficiência da sua logística internacional!

O que é o manifesto de carga?

Em definição, manifesto de carga é o documento apresentado à Receita Federal que contém características da carga, como o seu peso, volumes, natureza, consignatário, entre outras informações.

Na importação marítima, conforme explica a Receita Federal, este registro eletrônico deve ser criado pelo transportador, no sistema Mercante. Neste canal, será informado todos os conhecimentos de carga transportados pela embarcação durante sua permanência no território aduaneiro. 

São dados sobre o carregamento, descarregamento ou de passagem (cargas que permanecerão a bordo). E também sobre a relação de contêineres vazios. 

Vale ressaltar que o responsável pelo manifesto de carga é a empresa de navegação operadora da embarcação ou a agência de navegação que a represente, como orientado também pela Receita Federal.

Segundo o Regulamento Aduaneiro, o responsável pelo veículo deve apresentar o manifesto de carga quando solicitado pela autoridade aduaneira, com cópia dos conhecimentos correspondentes, a lista de sobressalentes e provisões de bordo.

Além disso, caso necessário, ele ainda precisa apresentar a relação das unidades de carga vazias existentes a bordo, declaração de acréscimo de volume ou mercadoria em relação ao manifesto e outras declarações ou documentos de interesse da fiscalização.

Informações necessárias

Ainda de acordo com o Regulamento Aduaneiro, o Manifesto de Carga precisa apresentar as seguintes informações:

  • Identificação do veículo e sua nacionalidade;
  • Local de embarque e o de destino das cargas;
  • Número de cada conhecimento;
  • A quantidade, a espécie, as marcas, o número e o peso dos volumes;
  • Natureza das mercadorias;
  • O consignatário de cada partida;
  • Data do seu encerramento;
  • Nome e a assinatura do responsável pelo veículo.

E tenha atenção a outros pontos apresentados pelo Regulamento Aduaneiro sobre o manifesto de carga, como este: “a carga eventualmente embarcada após o encerramento do manifesto será incluída em manifesto complementar, que deverá conter as mesmas informações”.

Completando, ele ainda menciona que “para efeitos fiscais, qualquer correção no conhecimento de carga deverá ser feita por carta de correção dirigida pelo emitente do conhecimento à autoridade aduaneira do local de descarga, a qual, se aceita, implicará correção do manifesto”.

Qual a importância do Manifesto de Carga para a importação?

Assim como muitos outros documentos, o Manifesto de Carga é fundamental para a importação, pois traz todas as informações necessárias sobre a carga no momento em que esta chega à fronteira.

Além de ser obrigatório por lei, ele permite uma melhor avaliação da fiscalização sobre a qualidade e segurança que o produto está oferecendo à sociedade brasileira.

Então, conte com especialistas ao preencher o Manifesto de Carga. Isso porque qualquer erro pode comprometer não só a eficiência da entrega, como também penalidades e multas em casos de irregularidades. 

E isso, além de gerar prejuízos financeiros, compromete prazos, o atendimento aos clientes que estão aguardando as cargas, sem contar os riscos de danos ou outros devido ao tempo de espera para a liberação da movimentação.

Tipos de Manifestos de Cargas

Existem vários tipos de Manifestos de Cargas relacionados às operações de logística internacional. Você sabe quais são? Listamos aqui os principais, conforme são explicados pela Receita Federal.

  • Longo Curso Importação (LCI): emitido no transporte de cargas estrangeiras, com carregamento em porto estrangeiro e descarregamento em porto nacional, mesmo que a praça de entrega seja no exterior.
  • Longo Curso Exportação (LCE): emitido no transporte de carga estrangeira, com carregamento em porto nacional e descarregamento em porto estrangeiro.
  • Passagem (PAS): emitido no transporte de carga de passagem, com carregamento e descarregamento em porto estrangeiro.
  • Baldeação de Carga Estrangeira (BCE): emitido quando se tratar de baldeação ou transbordo para outra embarcação, no território nacional, de carga estrangeira ou de passagem.
  • LCI-PAS: manifesto com as mesmas características e regras do LCI com porto de carregamento e descarregamento estrangeiros, para posterior associação a manifesto LCI com porto de carregamento estrangeiro e porto de descarregamento nacional.

Supere os desafios do transporte marítimo

O transporte marítimo tem sido cada vez mais desafiador, ainda mais devido ao cenário atual, influenciado pela pandemia

O mundo enfrenta hoje uma corrida contra o tempo para lidar com o contágio, que impacta em lockdowns, restrições de atividades, isolamento social, entre outras ações que geram consequências aos negócios. 

Você se recorda, por exemplo, da crise dos contêineres e proibição da troca de tripulação de navios no modal marítimo em 2020? Então, pensando nisso, as operações de importação precisam lidar com questões como atuais congestionamentos de portos, atrasos de entregas, serviços de altos valores. Neste sentido, qualquer erro mínimo com a documentação da importação pode resultar em grandes dores de cabeça lá na frente.

É por isso que é essencial contar com parceiros experientes, que possam garantir a segurança das movimentações, como a equipe da DC Logistics Brasil.

Nossa vasta habilidade ao lidar com as exigências legais da logística internacional permitem que as cargas marítimas sejam entregues com muita agilidade e com o melhor custo-benefício.

Este amplo conhecimento e experiência no modal faz a diferença nas operações, pois proporciona a aplicação de soluções flexíveis e diversificadas, que atendem às necessidades mais específicas dos negócios neste transporte.

Nesse sentido, se você quer superar os atuais desafios da importação marítima com alta performance e gestão eficiente, pode contar com a DC Logistics Brasil. Clique abaixo e solicite uma cotação de frete conosco!Cotação DC Logistics Brasil

 

 

 

 

 

 

 

FONTES:

Receita Federal – https://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/mercante/topicos/manifesto-1/introducao e https://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/mercante/topicos/manifesto-1/tipos-de-manifestos

Governo Federal – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6759.htm

DC Logistics Brasil – https://dclogisticsbrasil.com/utilitarios/glossario-de-termos/#toggle-id-24

 

 

O que esperar da logística internacional pós-pandemia?

O que esperar da logística internacional pós-pandemia?

2020 foi um ano de muitas mudanças no mundo todo, e na logística internacional não foi diferente. Isso porque os efeitos da pandemia do coronavírus refletiram na adoção de novas estratégias em inúmeros setores.

Agora, enquanto a ciência e a saúde avançam na busca por soluções de combate à Covid-19, especialistas compartilham suas visões sobre o que podemos esperar para o cenário pós-pandemia.

Na logística internacional, por exemplo, muito se fala sobre as novas perspectivas do mercado. Elas são influenciadas pelas mudanças de comportamento e econômicas registradas no mundo todo. Além disso, é observado como cada modal tem sido impactado e como funcionarão após a contenção da doença.

Pensando nisso, listamos aqui as principais observações e tendências compartilhadas sobre o cenário pós-pandemia. Desta forma, esperamos ajudar você a se antecipar e manter as operações de comércio exterior com alta eficiência e assertividade.

Então, siga com a leitura e acompanhe informações que vão ajudar seus negócios a manter as estratégias de logística internacional à frente dos cenários!

O que mudou na logística internacional devido à pandemia?

Em dezembro de 2019, foi registrado o primeiro caso de Covid-19, em Wuhan, na China. Esta informação foi lembrada pelo veículo “Isto É Dinheiro” em publicação sobre um ano do primeiro caso e a evolução da doença. Desde então, o mundo enfrenta uma “corrida contra o tempo” para conter o contágio, sendo que muitos países já encaram a segunda onda.

Neste sentido, acontecem os lockdowns, restrições de atividades sociais e isolamento social, entre outras estratégias. Elas impactam diretamente negócios de diversos setores, incluindo as atividades da logística internacional.

Quais foram as principais mudanças?

Conforme discutido em webinar na Câmara Árabe, compartilhado pela Agência de Notícias Brasil-Árabe, logo no início da chegada do coronavírus no Brasil, os transportes e portos se adaptaram de forma ágil.

Os participantes observaram, por exemplo, que a crise contribuiu com a aceleração do uso de ferramentas digitais na logística. Até mesmo o Radar Siscomex (Sistemas de Comércio Exterior) adotou a digitalização a favor da simplificação das operações de comércio exterior, como publicamos aqui no blog.

Além disso, adotaram-se outras estratégias para realizar o abastecimento dos países. Portos e transportes ferroviários, rodoviários e aéreos adaptaram seus sintemas, por exemplo.

No webinar, a coordenadora de desenvolvimento de transportes da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Fernanda Rezende, lembrou por exemplo da crise dos contêineres. Eles ficaram retidos em diversos portos devido ao rígido controle da doença. Houve ainda a proibição da troca de tripulação de navios no modal marítimo.

Vale recordar ainda que a pandemia também afetou o modal aéreo, uma vez que o fechamento de fronteiras e outras restrições de circulação impactaram diretamente o funcionamento dos aeroportos, incluindo o transporte de passageiros.

Com isso, muitas empresas aéreas usaram aviões de transporte de passageiros para mover cargas essenciais internacionais.

O que esperar da logística internacional pós-pandemia?
O fechamento de fronteiras e outras restrições de circulação impactaram diretamente o funcionamento de aeroportos e a logística internacional.

Confira 3 tendências da logística internacional no pós-pandemia

Muita coisa mudou nas operações de logística internacional devido à pandemia, e muitas outras ainda devem mudar no decorrer do combate à doença. Entretanto, você precisa se preparar agora para quando ela for superada. Antecipe-se para lidar com este novo cenário após a crise.

Por isso, listamos aqui as principais informações compartilhadas por especialistas do setor, que visam orientar suas atividades e manter a competitividade quando tudo isso passar.

Afinal, conforme observado em artigo da Abracomex (Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior), o planejamento estratégico oferece possibilidades de novas parcerias e mercados.

Sendo assim, as escolhas dos gestores para a logística internacional serão fundamentais na estabilização da economia no cenário pós-pandemia.

Aumento das atividades de comércio exterior

Ainda conforme compartilhado pela Abracomex, a expectativa é que as empresas exportem mais com a retomada e estabilização no pós-pandemia.

A associação considera que a desvalorização do real compensará aos compradores, pois os produtos estarão com custos reduzidos. Neste sentido, é importante não só manter a fidelização dos clientes durante o cenário pandêmico, mesmo com a queda de negociações.

Isso porque, lá na frente, para a recuperação da economia, pode ocorrer a aceleração das atividades e intensificação em diversos setores.

Diversificação do local de produção e de insumos

Muitos negócios aprenderam com a pandemia que devem diversificar os locais onde buscam seus insumos, dando maior valor às soluções de regiões mais próximas, por exemplo, pois isso agrega mais velocidade e segurança.

Essa tendência na distribuição e no fornecimento de matéria-prima impactará diretamente estratégias de logística internacional, conforme observado em conteúdo da Revista LogWeb, sobre as cinco tendências em logísticas catalisadas pela pandemia.

Vale ressaltar também que a diversificação dos locais de produção também deve ocorrer para reduzir a dependência de um único país ou fornecedor.

Com isso, as cadeias de suprimentos vão se dividir em estruturas menores. Porém, mais ágeis, para melhor adaptação aos cenários complexos como o da pandemia. Assim, vão se antecipar às imprevisibilidades como esta.

Mais tecnologias nas operações

Acima, dissemos que o uso das tecnologias nas operações de logística internacional foi acelerado. E esta tendência deve continuar no pós-pandemia. Em artigo da revista “Supply Chain Magazine” sobre a logística pós-pandemia, observa-se que as ferramentas digitais vão contribuir para aumentar a eficiência das operações.

Sendo assim, as automatizações por meio de tecnologias logísticas vão refletir nas operações de entrega, na gestão de armazéns, entre outras atividades. Com isso, será possível ter maior controle no rastreamento de ativos, bens e capacidade em tempo real.

Desta forma, investir hoje em soluções tecnológicas e em parceiros que valorizem o uso de inovações nos processos é uma forma de se antecipar à tendência e manter a alta competitividade.

É por isso que a DC Logistics Brasil trabalha com soluções tecnológicas que refletem na logística internacional eficiente e diferenciada que você pode confiar para sua empresa.

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