Guia do Novo Processo de Importação (NPI)

O Novo Processo de Importação (NPI) surgiu com o objetivo de mudar e revolucionar a maneira com que os produtos são importados no Brasil. Todas as empresas que participam desse processo estão envolvidas, independente do porte ou do setor.

A nossa estrutura da NPI fez surgir a DUIMP. Mas, como vai funcionar a DUIMP? Ela é a Declaração Única de Importação e vai usar a tecnologia da Era Digital para otimizar todo o fluxo de cadastros, evitando o retrabalho. O foco é otimizar as operações de importação.

As informações cadastradas estarão disponíveis para vários órgãos ao mesmo tempo, o que vai permitir mais agilidade em cada uma das etapas da importação e na liberação dos produtos.

O grande instrumento do NPI é a DUIMP. Essa declaração é um instrumento que vai vigorar no lugar de outra declaração, a DI (Declaração de Importação). Assim, o grande diferencial passa a ser o fato de ter potencial digital, trazendo as informações de modo eletrônico.

A DUIMP deverá constar: dados aduaneiros, comerciais, financeiros, cambiais e fiscais. Seja na importação direta ou indireta, a DUIMP passa a ser obrigatória.

O novo processo de importação fará com que o documento exista antes mesmo da chegada da mercadoria no Brasil, o que não acontece hoje em dia. Um dos resultados positivos é que a carga poderá ser liberada mais rapidamente.

A Duimp está ativa no sistema desde julho de 2021. No entanto, ela está ainda restrita a algumas operações e a comunicação com vários órgãos anuentes ainda está sendo estabelecida. 

Como funciona o processo de importação de um produto

A primeira coisa importante para saber como funciona o processo de importação de produtos é entender que ela pode acontecer de forma direta ou indireta. Cada uma tem as próprias vantagens e desvantagens.

Para entender todos os passos e realizar a importação de maneira segura e eficaz, leia um eBook que criamos trazendo todas as etapas. Ele pode ser baixado de graça no seu celular ou computador. Inclusive, a gente menciona cada um dos documentos para essa operação.

 Clique aqui para baixar o eBook gratuito sobre importação.

Agora, vamos a uma próxima parte deste texto: o que muda no novo processo de importação?

O Novo Processo de Importação de Produtos

O fluxo do Novo Processo de Importação, que foi divulgado pelo Governo Federal a fim de melhorar o comércio exterior, vai trazer padrões para as atividades de pessoas físicas e jurídicas.

Além da DUIMP, também vem outras etapas no NPI, como o Catálogo de Produtos, o Cadastro de Atributos, o Controle de Carga e Trânsito (CCT), o Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE) e as Licenças (LPCO). Veja os detalhes.

A DUIMP

É a Declaração Única de Importação, sendo um documento eletrônico que traz todas as informações referentes à importação.

O Catálogo de Produtos

Ele está integrado à DUIMP, sendo que traz todo o cadastro dos produtos importados. A ideia é descrever o produto, a partir de atributos, imagens e tudo mais o que auxilie na fiscalização dos riscos. Acontece antes da DUIMP.

O Controle de Carga e Trânsito

Essa é uma nova ferramenta que será muito útil para a Receita Federal. Isso porque visa o cadastro das cargas aéreas e deve entrar no lugar do Mantra. O CCT tem o foco de controlar os dados aduaneiros, diminuir a burocracia e tornar os processos mais eficazes. Só que vale lembrar que o CCT aéreo ainda não está sendo usado e não há prazos definidos. 

O Pagamento Centralizado do Comércio Exterior

O PCCE é um projeto do Governo que quer facilitar as importações do comércio exterior, seja na importação ou na exportação. A ferramenta permite pagamentos dentro do próprio módulo.

As Licenças, Permissões, Certificados e Outros

Mais uma ferramenta é a LPCO, que permite às novas operações ou operações futuras sem a necessidade de novos registros dos mesmos dados. Esse cadastro, portanto, é único e permite acesso a todos os órgãos presentes na operação, agilizando os deferimentos.

Como registrar uma DUIMP

Essa nova declaração única de importação deve ser preenchida de modo eletrônico. Há campos como identificação da carga. Em um projeto piloto, o Governo permite apenas cargas marítimas para emissão da DUIMP, então, é preciso informar o CE Mercante.

Guia do Novo Processo de Importação

Depois, automaticamente, outros dados são preenchidos, como o valor do seguro. Há ainda a inclusão de processos vinculados. E todo esse processo é muito parecido com o que já acontecia no Siscomex Importação.

Na hora de incluir os produtos, saiba que eles já devem estar cadastrados no catálogo. Depois, aparece uma tela com um resumo de toda a soma das informações da importação.

Quando o NPI começa a vigorar?

Ele já está ativo em todo processo de importação. Lembrando que ele vem sendo implementado desde 2018. Em 2019, a gente criou um conteúdo trazendo as principais novidades daquela época. Hoje, as mudanças são mais intensas, principalmente com a DUIMP.

O que não se sabe ainda é qual é a data definida para que o registro da DUIMP se torne obrigatório.

Para quem quiser saber mais sobre o Programa Portal Único de Comércio Exterior e o Projeto de Nova Importação, desde o começo, saiba que há um documento intitulado “Proposta de Novo Processo de Importação”, disponível no site do Siscomex.

A importância de integrar as áreas da empresa

Mesmo que todas as informações da importação estejam interligadas e otimizadas, considere que elas também atuam de maneira isolada. Por exemplo, não é incomum que empresas tenham setores para pedir materiais, o que faz a compra e outro ligado à importação.

A partir da leitura, fica muito claro que não existe mais espaço para os improvisos durante um processo de importação de produtos. Com o Novo Processo de Importação, a integração de todas as áreas da empresa se torna importantíssima para uma compra de sucesso.

Dessa forma, cada setor deve contribuir com a sua descrição para que todo o processo aconteça. Em alguns momentos, como no cadastro de produtos e na geração da DUIMP, o planejamento se faz imprescindível para que se cumpra as obrigatoriedades.

Depois, vem a classificação fiscal dos produtos e o enquadramento dos atributos. O assunto da importação de produtos é visivelmente estratégico para toda empresa. Até mesmo porque existe a Revisão Aduaneira, que permite que a Receita Federal volte processos de importação para novas análises.

Essa fiscalização intensa e mais transparente exige, portanto, ações cada vez mais focadas em resultados. Isso vale para a hora de Reduzir Custos com essa compra ou até mesmo quando for ter a Licença de Importação.

Na dúvida, A DC Logistics pode ajudar!

No mercado do comércio exterior desde 1994, a DC Logistics Brasil tem o foco no gerenciamento logístico de transportes. Conta com uma rede completa de parceiros, o que permite atender todas as necessidades do mercado.

Para quem está em dúvidas sobre a DUIMP, o Novo Processo de Importação e quer fazer todos os processos de maneira transparente, considere que a DC Logistics Brasil pode ajudar.

Confira os 10 produtos mais importados e exportados pelo Brasil em 2021

Uma pergunta muito comum que o mercado faz é: o que o Brasil mais exporta e importa? Para quem atua na logística, as respostas podem permanecer durante os anos. Mas, no último ano várias mudanças aconteceram entre os produtos mais importados e exportados pelo Brasil.

O ranking abaixo parte dos dados do Governo. Na primeira parte, confira sobre as exportações do país. Em seguida, veja sobre os produtos com os maiores valores de importação. E há muitas curiosidades, atente-se!

Os grupos mais exportados pelo Brasil

Os dados dos produtos mais exportados pelo Brasil em 2021 são do Siscomex e foram divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Complexo Soja (22,9%)

Representando quase ¼ de toda a exportação brasileira em 2021, o complexo soja teve uma alta de mais de 341% se comparado com o último ano. Nesse grupo, estão: soja em grão, farelo de soja e óleo de soja, por exemplo.

Complexo Soja

A razão, com base no que diz o próprio Ministério, vem da safra recorde no país: 137,3 milhões de toneladas de soja em grãos. Fora isso, o preço também foi recorde, já que havia baixa produção e estoque no mundo.

Carnes (16,9%)

O segundo grupo dos produtos mais exportados no Brasil é: carne bovina in natura. O principal comprador do Brasil são os Estados Unidos. Depois, União Europeia e China. Além disso, outros destaques são as exportações de: carne de frango e carne suína.

Produtos Florestais (14,1%)

A celulose impulsiona a categoria de produtos florestais exportados do Brasil. No último ano, houve um recorde no volume. Além disso, os preços que aumentaram mais de 30%. A China é o principal parceiro comercial do país neste grupo. 

Além da celulose, a madeira e o papel nacional foram comercializados com outros países. Tanto é que o Brasil tem hoje uma das maiores fábricas de papel do mundo, a Suzano Papel e Celulose. 

Cereais, Farinhas e Preparações (10,6%)

O quarto grupo dos mais exportados é o de Cereais, Farinhas e Preparações. Dessa forma, o milho é o produto exportado do Brasil com maior destaque, mas que teve o resultado minimizado pelas fortes secas e geadas.

Complexo Sucroalcooleiro (8,7%)

Para fechar a lista dos produtos mais exportados, o Complexo Sucroalcooleiro. Inclusive, a safra da cana-de-açúcar no Brasil teve menor produtividade pelo clima seco. Assim, teve uma queda na sua representatividade do ranking.

Quais os produtos mais exportados pelo Brasil em 2021

A partir dessa apresentação, o Ministério diz que há uma lista de 10 produtos mais exportados no Brasil em 2021. Sendo assim, vamos aos percentuais:

  1. Soja em grãos (13,8%)
  2. Milho (8%)
  3. Café verde (7,3%)
  4. Farelo de soja (7,1%)
  5. Carne de frango in natura (6,9%)
  6. Celulose (6,8%)
  7. Carne bovina in natura (6,2%)
  8. Açúcar de cana em bruto (6,1%)
  9. Algodão não cardado nem penteado (4,9%)
  10. Papel (2,2%)

Esses 10 produtos foram responsáveis por 69,3% de todo valor exportado no país, conforme dados de dezembro de 2021. E outros produtos que não entraram na lista, mas tiveram destaque foram: óleo de soja, trigo, madeira perfilada, suco de laranja e arroz.

Isso quer dizer que alguns produtos entraram e outros saíram da última lista, que fizemos com os produtos mais exportados em 2020. Aliás, quem gosta de estudos, pesquisas e comparações pode ler essa última aqui: relembre.

O que cada região do país exporta

Para terminarmos a primeira parte, temos uma indicação de leitura. Logo, se você é alguém que se pergunta o tempo todo o que é o forte na exportação em cada região do país, esse tópico é para você. Para isso, leve em conta que já temos as respostas.

Os subprodutos do petróleo saem muito de São Paulo. As carnes de aves saem em maior parte de Santa Catarina. Enquanto que n Ceará é forte no ferro e no aço. Então, quer saber sobre todas as regiões? Leia esse conteúdo.

Os produtos mais importados pelo Brasil no Agro

No mesmo documento do Ministério da Agricultura, existem os produtos mais importados. Assim, é ideal conhecemos eles para avaliarmos essa balança dos produtos mais importados e exportados. São eles:

  • Trigo
  • Milho
  • Óleo de palma
  • Malte
  • Papel
  • Salmões, frescos ou refrigerados
  • Álcool etílico
  • Vestuário e outros produtos têxteis de algodão
  • Borracha natural
  • Azeite de oliva

No entanto, com base em um estudo da Logcomex, que fez o Relatório da Importação Brasileira de 2021, vamos conferir agora todos os produtos mais importados do país.

Os produtos mais importados pelo Brasil

Nessa lista geral de importados, usamos um estudo que considera o valor FOB. Veja o ranking. 

  1. Máquinas e aparelhos elétricos, diversos, suas partes e peças (8,3%)
  2. Petróleo, produtos petrolíferos e materiais relacionados (8,3%)
  3. Adubos – exceto os do grupo 272 (6,9%)
  4. Veículos rodoviários – incluindo veículos de almofada de ar (6,5%)
  5. Produtos químicos orgânicos (5,8%)
  6. Produtos farmacêuticos e medicinais (5,5%)
  7. Máquinas em geral e equipamentos industriais, e peças de máquinas (5,3%)
  8. Máquinas e equipamentos de geração de energia (4,3%)
  9. Equipamentos de telecomunicações e de gravação de som e aparelhos de reprodução (3,7%)
  10. Materiais e produtos químicos (3,1%)

Já com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, saiba que o volume de produtos importados na Rússia deu um salto entre 2020 e 2021. Assim, mais do que dobrou (de US$ 2,7 bilhões para US$ 5,7 bilhões).

Com isso, logo após a França, a Rússia passou a competir com países como Índia, Coreia do Sul, Japão, Itália e México entre os maiores fornecedores do Brasil.

E essa lista também mudou bastante com base nos dados de 2020, quando a gente fez um ranking com os 10 produtos mais importados e tinha peças para veículos, conjuntos eletrônicos e inseticidas, por exemplo. Relembre aqui.

Para saber mais

Para saber mais sobre o mercado de logística e os produtos mais importados e exportados no Brasil, acesse o nosso blog. A gente faz publicações semanais com tendências, novidades e estatísticas sobre esse mercado. Aliás, as últimas notícias foram:

Acordos comerciais com o Brasil

Descubra os países que têm acordos comerciais com o Brasil

Ao longo dos anos, o número de países que fazem acordos comerciais com o Brasil cresceu. Aliás, várias nações de outros continentes possuem essa abertura comercial conosco, como é o caso de Angola, Egito e índia.

Nos próximos tópicos, você vai conhecer os principais acordos que surgiram desde a criação da ALADI. Isso vai tornar possível ver novos mercados de exportação/importação para o seu negócio. Afinal, será que não está na hora de navegar em novos mares?

Entendendo os acordos comerciais com o Brasil

Para entender tudo sobre os países que possuem acordos comerciais com o Brasil, leve em conta que o início vem da ALADI e do Mercosul, que representa a grande maioria dos acordos do nosso país. Veja só!

Acordos comerciais com o Brasil

Mercado Comum do Sul (Mercosul)

O bloco econômico mais importante da América Latina é o Mercosul, do qual o Brasil faz parte. Ele foi criado em 1991 e tem o objetivo de aumentar a oferta de emprego e renda. Mas, também foca em outros pontos da relação econômica entre as nações participantes.

As operações do Mercosul estão embasadas no Acordo de Complementação Econômica n. 18 – ACE-18. No Brasil, acontece através do Decreto 550/92. Aliás, esse acordo parte do amparo da ALADI, que já visava esse acordo comum, veja no próximo tópico.

Leia também: Camex aprova ampliação da regra de tributação do setor aeronáutico do Mercosul

O Mercosul hoje em dia conta com os países membros plenos, como Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Além dos associados, estão Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname. Curiosamente: a Bolívia está em processo de adesão e a Venezuela está suspensa.

Associação Latino-Americana de Integração (ALADI)

Atualmente, a grande maioria dos acordos comerciais com o Brasil vem da ALADI. A Associação existe desde 1980 e foi feita através do Tratado de Montevidéu. Nesse tempo, visavam a integração econômica entre os países que vinham da ALALC.

O que é isso? A ALALC é a Associação Latino-Americana de Livre Comércio e se iniciou em 1960. Dessa forma, a ideia é implantar um mercado comum entre os latino-americanos, através de preferências tarifárias e a eliminação de restrições não-tarifárias.

O grupo mantém os 13 países-membros. Entre eles, Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.

É importante notar que com o Mercosul em vigor vários acordos de cooperação e de preferências tarifárias foram sendo criados ao longo dos anos. Abaixo, conheça alguns deles.

O Acordo de Complementação Econômica (ACE)

Antes do Mercosul, saiba que alguns acordos existiram para amparar a relação do Brasil com outros países. Por exemplo, o ACE-02, entre Brasil e Uruguai, que se liga ao comércio de produtos automotivos.

Outro exemplo é o ACE-14, entre Brasil e Argentina, sendo esse considerado um tipo de embrião para a criação do Mercosul. A intenção era a de unir os países. Aliás, teve ainda o ACE-35, com o Chile e o ACE-36, com a Bolívia, entre outros.

Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI)

Para entender outros acordos comerciais com o Brasil, também vale a pena mencionar a história do ACFI. Ele foi criado em 2012 por um Grupo Técnico de Estudos, sendo um modelo brasileiro de acordos de investimentos.

Na prática, há dois casos de ACFI que estão em vigor com o Brasil. Assim, são eles: Brasil-Angola e Brasil-México. No primeiro, a assinatura aconteceu em 2015, em Luanda. O outro é do mesmo ano, sendo criado a partir de subsídios de vários organismos internacionais e benchmarkings.

Acordo de Alcance Parcial (AAP)

Mais um tipo de acordo que existe e tem a ver com os países que o Brasil tem acordo comercial é o AAP. Por exemplo, o AAP.A25TM 38, que é uma celebração entre Brasil, Guiana e São Cristóvão e Nevis.

Ele é de 2001 e com atualização em 2014. O objetivo é o de incrementar fluxos de comércio bilaterais através do intercâmbio de preferências tarifárias entre as partes envolvidas.

Acordo de Preferência Tarifária Regional (APTR)

O Brasil tem um tipo de compromisso de alcance regional que acontece entre membros da ALADI, que vimos acima. A ideia é que se crie preferências tarifárias a partir dos níveis de desenvolvimento relativo. Um exemplo é o APTR 04 México, de 1984.

O Panamá aderiu ao mesmo acordo em 2012, através do Protocolo de Adesão, sendo que esse representa, atualmente, o único acordo de preferências tarifárias entre o Brasil e o Panamá.

Acordo para Liberação e Expansão do Comércio Intra-Regional de Sementes (Acordo de Sementes)

É um acordo que tem o objetivo de liberar o comércio de sementes dentro dos países membros da ALADI. Logo, importações de várias espécies estariam livres de barreiras aplicadas, assim como direitos aduaneiros ou outros encargos.

Os países que assinaram o acordo são: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Cuba, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. No entanto, a ALADI não possui informações que falam da entrada do Acordo em países como Colômbia, Cuba, Equador e Venezuela.

Acordo de Bens Culturais entre países da ALADI (AR)

Assim como o Acordo de Sementes, esse aqui tem um foco na cooperação e intercâmbio de um setor, que é o cultural. Logo, se inclui neles as áreas culturais, educacionais e científicas. Então, assinatura do acordo é de 1989 e todos os membros da ALADI são signatários.

O acordo também objetiva um acordo a nível de instrução, capacitação, informação e de conhecimento recíproco das várias culturas envolvidas.

Acordos comerciais com o Brasil fora do Mercosul

Sabia que além de ter acordos com países do Mercosul, o Brasil também tem ligação com outras nações. É o caso da Índia, de Israel e outros. Isso acontece, praticamente, através de dois tipos de acordos, os preferenciais e os de livre comércio. Conheça-os.

Acordos comerciais com o Brasil

O Acordo de Comércio Preferencial (ACP)

O melhor exemplo vem do acordo Mercosul-Índia. Esse é considerado o primeiro acordo dessa modalidade a ser celebrado pelo bloco da América do Sul com um país fora do continente. O fato aconteceu em Nova Delhi no ano de 2005 e está ativo desde 2009.

São 450 linhas tarifárias envolvidas entre as partes com preferências de até 100%. Outro exemplo é o Mercosul-SACU, que inclui a União Aduaneira da África Austral. Ou seja, se liga a países como África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia.

Esse último acordo é de 2016 e inclui mais de 1 mil itens do Mercosul.

O Acordo de Livre Comércio (ALC)

Depois vem o ALC, que tem como exemplo o Mercosul-Israel. Aqui também temos o primeiro caso de um acordo dessa modalidade. Ele foi assinado em Montevidéu em 2007 e é dividido em categorias com base nas tarifas aduaneiras.

É o mesmo modelo de acordo comercial feito entre Mercosul-Egito. O acordo é de 2010 e se destina a abertura do mercado bilateral de bens, com quase 10 mil linhas.

Os países que têm acordos comerciais com o Brasil

Para terminar, um breve resumo.

Afinal, o que é mais importante saber é que o Brasil tem acordo comercial com os países da ALADI. Ou seja: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.

Depois, também temos acordos com outros países. Por exemplo, Guiana, São Cristóvão e Nevis, Suriname, Índia, Israel, Egito, Angola e SACU (África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia).

Isso tudo quer dizer que nós, brasileiros, temos grandes possibilidades de importar ou exportar produtos para várias nações. E para quem pensou nisso, mas não tem confiança ou conhecimento para fazer, a dica é: entre em contato conosco, da DC Logistics Brasil.

Acordos comerciais com o Brasil

Somos experts nesse assunto do comércio exterior. Por isso, com certeza, podemos ajudar você!

Para quem quiser saber mais sobre os novos possíveis acordos comerciais que vão surgir, saiba que existe uma lista disponível no site do Governo. Em alguns anos, poderemos ter parceria comercial com Marrocos, Palestina, Estados Unidos e a Associação da União Europeia.

Novo marco cambial

Novo Marco Cambial – o que você precisa saber sobre essa revolução no mercado do câmbio

A sanção da Lei 14.286/2021 aconteceu no final do ano e se relaciona diretamente com o mercado de câmbio brasileiro. O texto ficou chamado de Novo Marco Cambial e modernizou uma legislação de 1935, por isso, foi visto como uma revolução do mercado de câmbio.

A nova Lei foi publicada no Diário Oficial da União do dia 30 de dezembro de 2021. Mas, você sabe o que essa nova legislação no Comex vai significar para os brasileiros? Afinal, o que será que muda? Continue lendo para descobrir as principais mudanças que vão acontecer.

As principais mudanças para pessoas físicas

Uma das mudanças mais importantes tem relação com o teto do valor que é possível para se levar em viagens internacionais. Assim, se antes a pessoa só poderia considerar R$ 10 mil, agora é possível levar US$ 10 mil, o que multiplica o valor final por 5.

Outra mudança para a pessoa física com esse Marco Cambial é que agora ficou liberado a realização dentro do país de compra ou venda de moedas estrangeiras em valores de até US$ 500 – ou algo equivalente a isso em outras moedas. Logo, isso pode acontecer de forma eventual e não necessariamente profissional, o que não era possível antes da Lei.

E tem mais mudanças! Por exemplo, agora outros agentes também podem fazer essa negociação da moeda estrangeira – antes eram apenas bancos e corretoras. Mas, sem dúvidas, o que mais chamou a atenção foi a chance de abrir conta em dólar no Brasil.

Com foco em bancos e instituições financeiras, a principal vantagem é: investimentos no exterior. Isso porque essas empresas autorizadas pelo Banco Central poderão usar os recursos para alocar, investir, financeira ou até emprestar no Brasil ou fora daqui.

A exportação e a importação com o Novo Marco Cambial

As áreas de exportação e importação também terão novidades com esse Novo Marco do Câmbio. Por exemplo, a lei permite que a importação financiada tenha produto que não precise entrar fisicamente no país antes do início dos pagamentos.

Veja o que está no texto original: “esse é o caso de aquisição de insumo produzido em país estrangeiro, o que será incorporado ao produto final em outro país estrangeiro, com direcionamento posterior ao Brasil”.

Novo marco cambial

Já para exportações, a ideia é estimular a entrada de empresas de menores portes, como as pequenas e médias, nas cadeias globais de valor.

Também selecionamos um trecho do texto original: “elimina, por exemplo, as restrições para que exportadores possam utilizar livremente os seus recursos, além de poderem contar com mais mecanismos de financiamento aos compradores dos seus produtos”.

E vale a pena lembrar o ponto sobre os contratos

Isso porque criou-se a oportunidade de pagamento em moedas estrangeiras de obrigações devidas no país. Logo, é possível fazer pagamentos de contratos de arrendamento mercantil, como leasing, entre os residentes do Brasil mesmo se os recursos forem captados no exterior.

Como aproveitar o Novo Marco Cambial?

Para empreendedores e empresas que querem aproveitar esse ótimo momento das Lei Cambial no país, leve em conta que contar com uma empresa especialista na logística internacional faz todo sentido.

DC Logistics Brasil é essa empresa. Ela atua como parceira de quem busca por soluções diferenciadas e com foco no trabalho em escala nacional e internacional. Aliás, a atual missão da DC é “agregar valor aos negócios dos clientes com soluções de logísticas inovadoras e otimizadas”.

A boa notícia é que fazer uma cotação online na DC Logistics Brasil é bem fácil: você só precisa preencher um formulário com informações e logo a equipe de atendimento entra em contato. Para fazer isso, acesse o canal de cotações da DC.

Novo marco cambial

 

 

A Lei Cambial será benéfica para o Comex?

De modo geral, os especialistas da indústria acreditam que a Lei será benéfica. Eles acreditam que o Novo Marco Cambial vai melhorar o ambiente de negócios porque simplificará várias operações e procedimentos que eram bastante burocráticos no Comércio do Exterior.

Isso vai acontecer ao tornar as transações mais rápidas e com menores custos, tanto para importação como para a exportação. O resultado direto é um favorecimento ao campo competitivo e à oferta de serviços no mercado do câmbio.

Conforme a Agências de Notícias da Indústria, “as mudanças devem alavancar as exportações brasileiras e representar um passo importante na entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE”.

Leia outras notícias sobre a importância do câmbio na exportação brasileira

Em 2016, nós criamos um conteúdo que falava sobre “câmbio favorável estimula a indústria brasileira a exportar”. Naquela época, já se falava sobre novos acordos comerciais com países como Uruguai, Argentina e México.

Veja esse trecho: “a mudança de patamar do câmbio abre nova perspectiva para o comércio exterior no país”. Clique aqui para ler na íntegra.

No mesmo ano, nós também publicamos “câmbio a favor faz indústria apostar na exportação”. Por isso, naquele momento mencionamos sobre a alta de vários setores e todo o otimismo dos empresários com o comércio internacional.

Inclusive, com uma empresa falando sobre a possibilidade de criar um canal exclusivo de e-commerce. Leia aqui a matéria completa.

Tratado RCEP

Tratado RCEP – saiba mais sobre o maior acordo comercial do mundo, o RCEP

O Tratado RCEP, o maior acordo comercial do mundo ou o maior tratado de livre-comércio do mundo. Você pode escolher qual a melhor expressão que quer usar. Mas, o fato é que estamos falando sobre o mesmo assunto, o RCEP!

Se você ainda não sabe o que significa a sigla RCEP, calma. O tema foi tema da mídia nos últimos dias porque começou a valer no primeiro dia deste ano. E mais do que entender o conceito, nos próximos tópicos você vai ver quem são os membros e o objetivo do RCEP.

Aliás, para uma melhor organização da sua leitura, o texto foi dividido assim:

  • Qual é o maior acordo comercial do mundo
  • Qual é o objetivo do RCEP
  • O que esperar do RCEP para os próximos meses
  • O RCEP vai afetar o Brasil?

Qual é o maior acordo comercial do mundo

De fato, esse é o maior acordo comercial do mundo e entrou em vigor em primeiro do ano de 2022. Ele foi bastante esperado por vários países e é um tratado de livre-comércio. Aliás, dos grandes países asiáticos, a Índia é a única que não integra o grupo e você vai saber o motivo.

Um dos pontos teóricos que todo mundo quer saber é: o que significa a sigla RCEP. Estamos diante da Regional Comprehensive Economic Partnership. Ou melhor, Parceria Econômica Abrangente Regional.

Tratado RCEP

E quais os membros do RCEP? O Tratado RCEP conta com os 10 países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Tailândia, Filipinas, Malásia, Cingapura, Indonésia, Brunei, Vietnã, Mianmar, Laos e Camboja), além de China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Um fato curioso aqui é que esses países representam quase 30% do Produto Interno Bruto mundial. E os estudiosos dizem que a China foi quem mais agilizou o acordo, ainda mais após ter saído do Tratado de Livre Comércio Transpacífico, criado pelos Estados Unidos.

Outros grandes acordos comerciais

Essa parte do texto é apenas um parêntese para quem gosta de história. Saiba que além do RCEP existe mais dois grandes acordos que ligam a região Ásia-Pacífico.

O primeiro você conhece porque já citamos: o ASEAN, isto é, Associação das Nações do Sudeste Asiático. Ele é de 1967 e tem até uma ideia de promover a paz entre os países. Atualmente, ele conta com 10 países asiáticos, o que não inclui China e Coreia do Sul.

O outro é o TPP (Transpacific Partnership), ou seja, é a Parceria Transpacífica. Criado entre 11 países banhados pelo Oceano Pacífico e tinha os Estados, que se retirou em 2018. Hoje, o TPP11 tem: Chile, Canadá, Peru, México, Nova Zelândia, Austrália, Japão, Vietnã, Malásia, Cingapura e Brunei.

Qual é o objetivo do RCEP

Na definição, o acordo de livre comércio é uma forma de estimular economias. Assim, as negociações entre países membros podem acontecer com várias vantagens. E isso também explica o RCEP, que vem acontecendo desde 2011, mas se formalizou agora.

Uma resposta rápida que também explica o objetivo do RCEP é que com esse acordo mais de 90% das mercadorias comercializadas entre os países-membros podem ficar sem tarifas. Logo, empresas e consumidores de cada uma dessas nações serão beneficiadas.

Tratado RCEP

O RCEP também vai promover a interação do e-commerce entre os países. Isso porque quer facilitar o acesso de todos com a abertura econômica e a integração regional.

No entanto, como é possível notar, os objetivos deste Tratado se voltam para o comércio, mas sem citar qualquer ponto relacionado ao meio-ambiente. E essa foi uma das críticas que vieram de outros países e do mercado internacional.

O que esperar do RCEP para os próximos meses

De maneira geral, a expectativa internacional é a de que o Tratado do RCEP tenha ótimos resultados para os países membros. Afinal, é um bloco econômico muito forte e com capacidade que permite o livre comércio entre eles.

Além do mais, isso pode ajudar no crescimento dos países menores da região, que terão mais oportunidades de negócios a partir do acordo.

Um estudo do Instituto Peterson de Economia Internacional estimou que o acordo poderá aumentar a renda nacional global em US$ 186 bilhões por ano até 2030 e isso dá 0,2% para a economia dos países membros.

O RCEP vai afetar o Brasil?

Para especialistas da área de Relações Internacionais, o acordo faz parte de uma disputa maior entre Estados Unidos e China. Logo, não deve haver um impacto tão significativo para o Brasil. A maioria vê como uma vitória para a China e apenas isso.

Aliás, vale a pena lembrar que nos últimos anos muito tem se falado sobre possíveis acordos comerciais entre o Brasil e alguns países asiáticos, como é o caso da Coreia do Sul, da Indonésia, do Vietnã e de Singapura. Porém, nada foi concretizado em Tratados.

Já conforme análises feitas para um mercado maior, que envolve toda a América Latina, o que se sabe é que a relação com a Ásia tem crescido nos últimos anos. Porém, ainda está longe de terminar, já que “há muito espaço para avanços”.

Desse modo, sem se esquecer da briga entre EUA e China, de fato, pode haver algum tipo de dificuldade no comércio entre os países da América Latina com os chineses.

Leia também: Descubra os países que têm acordos comerciais com o Brasil

Curiosidade: quais motivos fizeram com que a Índia não aderiu ao RCEP

Esse é outro ponto curioso sobre o Tratado RCEP. Afinal, a Índia até cogitou fazer parte desse novo grupo comercial. Porém, desistiu. O motivo mais aparente é um receio de perder o próprio mercado para a concorrência, especialmente, a concorrência chinesa.

Assim, em relatórios oficiais dados à imprensa internacional, os porta-vozes da Índia disseram que “a decisão é salvaguardar os interesses das indústrias nacionais, como agricultura e laticínios, além de dar vantagens para o setor de serviços do país”.

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Tratado RCEP

Os impactos do Ano Novo Chinês em 2022 no Comex

Brasil e China são países importantes quando o assunto é o Comércio Exterior. A partir do próximo tópico, será possível entender quais são os principais impactos do Ano Novo Chinês em 2022 para todo Comércio Exterior e, inclusive, para o Brasil.

Inclusive, se você já viu filmes que relatam a história do Ano Novo Chinês deve ter notado os envelopes vermelhos, a troca de presentes, a decoração com flores e até mesmo os fogos de artifícios. Mas, talvez ainda não tenha notado o que pode ser o Ano do Tigre para o Comex!

O que é o Ano Novo Chinês

O Ano Novo Chinês em 2022 acontece entre os dias 12 e 19 de fevereiro. Esse é um evento internacional de grande importância para a logística mundial tem data marcada para ser justamente no nosso Carnaval, que é no dia 15 do mesmo mês.

 

Mas, por que falamos do Carnaval Brasileiro? Essa é uma ideia bacana para que seja possível entender a grandiosidade que é o Festival de Primavera na China, chamado de Ano Novo Chinês.

É nessas épocas que as movimentações de importação e exportações sofrem mais impactos se considerarmos as datas especiais planejadas.

O curioso é que apesar de ser um Festival que dura 1 semana, nesse mês as fábricas chinesas podem parar de funcionar por até 15 dias, o que não é incomum de acontecer. O motivo é simples e você vai entender: os trabalhadores vão para casa comemorar com a família.

O resultado é direto: a produção e a logística do país mudam. Assim, embarques marítimos, aéreos e terrestres ficaram paralisados.

Qual é a importância do Ano Novo Chinês em 2022

A China é um dos maiores polos comerciais mundiais, responsável por milhões de movimentações diárias e com destinos variados, como o Brasil.

Com base em um dos últimos textos que fizemos, sobre a retrospectiva do Comex em 2021 (clique aqui), vimos que a falta de containers e atrasos nos embarques fizeram com que o ano tivesse alta no frete marítimo.

Além da crise que veio com a pandemia, esses feriados nacionais em grandes polos comerciais como é a China aumentam ainda mais o peso das operações do Comex para o mundo todo.

Então, o que deve acontecer neste ano? Já sabendo desse tipo de situação, muitos importadores aumentam os seus pedidos para prevenir o período da parada das atividades na China. Ao mesmo tempo, centros comerciais aumentam o envio de mercadorias.

O problema disso é que com o aumento significativo de volume não é incomum que produtos percam a qualidade do transporte, o que poderia causar avarias ou sobrecargas, por exemplo.

Além disso, é um período que tende a ter uma demora muito maior nas movimentações.

BLANK SAILINGS – é durante o Festival da Primavera Chinês que acontecem os blank sailings. Ou seja, quando os armadores cancelam as viagens de navios e cargas que são acumulados até o fim do feriado. Isso eleva consideravelmente o valor do frete.

Como driblar o Ano Novo Chinês em 2022

Se você trabalha com importação ou exportação, é possível que esteja estudando as formas de se privar desse evento que todo mundo sabe que vai acontecer. Mas, como?

Uma saída inteligente é planejar os embarques e fazer os pedidos na China com a máxima antecedência possível. Isso inclui desde a reserva dos containers até o ajuste do tamanho do pedido.

Até mesmo porque mesmo após voltarem a atividade, os trabalhadores chineses não fazem isso com a chamada “força total”. Afinal, sabemos que todo retorno de trabalho leva tempo para que volte a produtividade normal.

Resumidamente, vale a pena considerar o Calendário Chinês se você atua no Comex. É um tipo de evento que acontece anualmente e somente a organização pode ajudar na minimização dos atrasos dos envios e recebimentos, por exemplo.

Quer saber mais? Nós temos uma matéria que cita as melhores dicas para lidar com o Ano Novo Chinês. Por exemplo: ficar atento aos prazos dos fabricantes, negociar com armadores, ter um bom planejamento logístico e aprender a vencer os desafios do setor. Leia a matéria!

Para saber mais, a DC Logistics Brasil

Se você já sofreu com esse tipo de evento e está preocupado com o Ano Novo Chinês em 2022, considere que existem empresas que podem ajudar você com isso.

A DC Logistics Brasil é uma delas, que auxilia nessa busca por espaços e preços mais competitivos no mercado do Comércio Exterior. A especialidade é cuidar de todo o processo internacional a que você está submetido.

Na busca por uma logística eficiente e de alta performance, vencendo os desafios dos calendários internacionais, a DC Logistics Brasil! Conheça as soluções da empresa!

 Ano novo Chinês

 

Curiosidades sobre o comércio da China

Você sabe quais os produtos que mais importamos da China? Conforme dados do ComexStat, do Governo Federal, saiba que existem alguns produtos que foram importados da China em maior número no ano de 2020.

Entre eles: equipamentos de telecomunicações, válvulas e tubos termiônicos, estruturas flutuantes, compostos organo-inorgânicos e os produtos da indústria de transformação.

Outra curiosidade sobre o comércio chinês é que dos 10 portos mais importantes de toda a Ásia, a maioria é chinês. Entre eles: Porto de Xangai, Porto de Hong Kong, Porto de Tianjin, Porto de Ningbo, Porto Shenzhen e o Porto Qingdao.

Retrospectiva Comex – veja quais foram as principais notícias do Comércio Exterior em 2021

A retrospectiva Comex de 2021 é a demonstração de que o ano que passou não foi fácil. Mas, ao ler as notícias do comércio exterior, é possível notar que há bons ventos soprando. Passamos pela maior crise logística internacional da história, agora é hora de olhar para frente.

Ao mesmo tempo em que nunca se pagou tão caro por esse “transporte” também nunca se esperou tanto tempo para que os produtos chegassem. Ainda assim, o Brasil bateu recordes e mais recordes, mesmo com os portos chineses fechando algumas vezes durante o ano.

E nesse mar de informações, o que podemos considerar de mais importante? Esse texto foi criado para trazer insights, ensinamentos e uma atualização do mercado Comex. Continue lendo e veja o que de mais importante aconteceu nos 12 meses de 2021.

A logística internacional para a chegada da vacina nos países

Essa não é bem uma das notícias do Comércio Exterior, mas foi uma das menções que mais interessam às pessoas com relação ao mercado – até mesmo quem não é ligado a ele. Afinal, muita gente se perguntou: como é que as vacinas chegam aos países?

principais notícias do Comércio Exterior

Por isso, com a expectativa que se criou para a chegada das vacinas da Covid-19 em vários lugares do mundo, também cresceu o interesse pela ideia da logística internacional. Em um primeiro momento, a maioria dos produtos vieram da China e da Índia.

Depois, nós começamos a oferecer os nossos produtos ao mercado exterior. Para resumir esse tópico, vale lembrar desse título, que foi criado pelo Ministério da Saúde e está disponível no site do Governo: “Brasil passará de importador para exportador de vacinas Covid-19”.

O aumento do preço do frete internacional

Ainda que tenha sido um assunto que entrou na retrospectiva de 2021, considere que ele gera dúvidas e polêmicas até hoje. O motivo é que houve um aumento no preço do frete internacional e as empresas do setor tiveram que ver suas operações de outra forma.

Com base em dados do Relatório Marítimo 2021, o aumento no custo dos fretes marítimos vai aumentar o preço da importação mundial em 11% e os preços ao consumidor em 1,5% na média até o ano de 2023. O motivo que explica isso seria a “crise dos contêineres”.

Ou seja, a escassez de espaço disponível para o transporte de produtos, especialmente da Ásia para o Ocidente. Conforme a AFP, a ONU (Organização das Nações Unidas) alertou sobre o aumento dos preços em 2022 por custos do frete marítimo.

O bloqueio do Canal de Suez

E já que o assunto é sobre o transporte marítimo, que tal a gente lembrar daquele momento que ficou chamado de “Bloqueio no Canal de Suez”? Quem conhece as vias marítimas sabe que ele liga a Ásia até à Europa e, por isso, é muito importante.

as notícias do Comércio Exterior

A rota ganhou destaque em março de 2021. Foi quando o navio Ever Given, da Evergreen, encalhou no Canal de Suez após uma tempestade. O resultado foi inacreditável: 422 navios encalhados e com prejuízo global de quase US$ 10 bilhões por dia de bloqueio.

O texto explicativo já está disponível no Wikipédia. Lá é possível entender mais sobre o incidente e as consequências para o mundo.

Os recordes de superávit na balança comercial do Brasil

Se é para falar das notícias do Comércio Exterior em 2021, nós não podemos nos esquecer também que tivemos dados positivos na balança comercial brasileira. Foram vários recordes de superávit, que é quando acontecem mais exportações do que importações.

O resultado direto é que a China continua sendo o principal parceiro comercial do Brasil, representando mais de 30% das exportações e mais de 21% das importações. Depois, vem os Estados Unidos, seguido da Argentina.

Já entre os produtos de destaque na exportação, a gente tem o minério de ferro, a soja, os óleos brutos do petróleo, o açúcar, o café, as carnes, a celulose, entre outros. Nas importações, contamos com adubos e fertilizantes, além de medicamentos e óleos como destaques.

O governo zerou o imposto de importação de produtos

Conforme está no site do Governo Brasileiro, até fevereiro de 2021, o país havia zerado o imposto de importação de mais de 530 produtos. A ideia era a de facilitar a compra de equipamentos e auxiliar na retomada da economia do país.

notícias do Comércio Exterior

Os produtos com alíquota zerada foram incluídos na Resolução 155 e envolvem monitores, respiradores, oxímetros e equipamentos médicos. Também foram acrescentados os produtos da indústria de bens de capital e insumos, além de equipamentos de informática.

Isso porque no começo daquele ano, o governo anunciou que o imposto de importação de agulhas e seringas usadas na Covid-19 estavam zerados, enquanto que a exportação foi proibida.

O lançamento do Portal Único de Comércio Exterior

E não daria para terminar o texto sem falar desse programa. O lançamento tinha o intuito de diminuir a burocracia, o tempo e os custos das exportações e importações do país. Isso permite atender com mais eficiência às demandas do Comex.

Com a reformulação, o programa vai integrar os intervenientes, redesenhar os processos e usar a tecnologia da informação em favor disso tudo. No entanto, como se trata de um assunto novo para muitos empreendedores e empresas, é preciso entender os serviços do Siscomex.

Siscomex é a sigla para Sistema Integrado de Comércio Exterior, que é esse portal único. Agora, é esse instrumento administrativo que integra as atividades e as operações do Comex no país. Na dúvida, procure uma empresa especializada para auxiliar você e sua empresa.

Para saber mais sobre as notícias do Comércio Exterior

Se você quer saber mais sobre as principais notícias do Comércio Exterior não deixe de ler o Blog da DC Logistics Brasil. Semanalmente são publicadas ali informações importantes sobre esse mercado e que tem relação com os serviços prestados pela empresa.

Afinal, se o ano de 2021 foi eufórico para o Comex, considere que apenas quem está bem informado e bem preparado é que vai conseguir aproveitar as melhores oportunidades desse mercado.

Feiras de logística em 2022 – conheça as principais

O ano de 2022 promete! Em vários sentidos. Inclusive, há uma grande expectativa para que ele retome as atividades em várias indústrias. Um bom exemplo são as feiras de logística em 2022, que devem ganhar força. E como você verá abaixo, o calendário está recheado de opções.

E para terminar essa introdução e irmos logo ao calendário de eventos, leve em conta que são muitas as vantagens de participar de feira de logística. Por exemplo, o fato de ser uma forma de fazer networking e negócios. Essa conexão gera oportunidades com parceiros.

Vamos ao que interessa!

NT Expo 2022 (15 de março a 17 de março)

logística Chamada também de Negócios nos Trilhos, a NT Expo é uma exposição de fabricantes de material ferroviário no Brasil e de mais de uma dezena de países. Logo, a ideia é unir operadores e empresas ligadas às ferrovias, metrôs e trens.

A área de exposição é de mais de 14 mil metros quadrados, sendo que esse é considerado o maior evento do segmento. Ele é composto por seminários que permitem a atualização dos profissionais. Aliás, o último evento foi em 2019 e a pausa foi devido à pandemia.

Para saber tudo da NT Expo, acesse o site.

Intermodal South America 2022 (15 de março a 17 de março)

feiras de logística em 2022

A 26ª edição da Intermodal South America é um evento híbrido, sendo considerado o segundo maior do mundo e o primeiro da América Latina com o foco em logística, intralogística, transporte de carga e comércio exterior.

Assim, a expectativa é a de reunir 38 mil profissionais de mais de 65 países e expor mais de 400 marcas. O evento tem duração de 3 dias e é híbrido porque vai unir a edição física com as atividades digitais. Com isso, vai acontecer a partir de 15 de março no São Paulo Expo (SP).

Outras informações estão disponíveis no site da Intermodal South America 2022.

Fruit Logistica 2022 (5 de abril a 7 de abril)

feiras de logística em 2022

A feira comercial líder mundial do comércio de frutas frescas está agendada para abril de 2022. Depois de várias mudanças por conta da pandemia, as autoridades decidiram marcar para o quarto mês deste ano o evento, que é muito aguardado pelos representantes do setor.

A feira contará com mais de 80 países representados por seus expositores sendo que as inscrições vão até 15 de fevereiro para os expositores. Quanto aos ingressos para visitantes, eles serão vendidos online, a partir de 45 euros. Desse modo, o evento acontecerá em Berlim, na Alemanha, na Messe Berlin.

Todas as informações dessa, que está entre as maiores feiras de logística em 2022, estão disponíveis no site da Fruit Logistica.

TransRussia 2022 (12 de abril a 14 de abril)

feiras de logística em 2022

Mais uma feira de logística internacional é a TransRussia, que acontece em Moscou todos os anos. Inclusive, esse é um evento que reúne serviços de transporte e logística, além de informações sobre equipamentos de armazenamento e tecnologias russas.

Ao todo, são mais de 200 empresas de mais de 20 países que participaram da última edição, que foi em 2021. A exposição, naquele ano, teve mais de 13,9 mil especialistas de empresas, indústrias e do comércio ligados aos temas abordados.

Você pode saber tudo do TransRussia 2022 no site.

Feira de Transporte Intermodal e Logística 2022 (11 de maio a 14 de maio)

negócios em logística

A FTL, como é chamada a feira, vai acontecer no Centro de Convenções de Goiânia (GO). O objetivo é apoiar as principais entidades do segmento, gerando oportunidades e negócios. Por isso, a programação inclui abordagens de temas que apresentem novas soluções para o setor.

Também haverá exposição, com a mostra de equipamentos, produtos e serviços. Mas, o principal maior será no agronegócio e no varejo. Entre os destaques é possível notar a participação de palestrantes que são respeitados no mercado.

Dessa forma, para saber como participar ou como expor, os interessados devem acessar o site da FTL 2022.

Expo Logística Paraguay 2022 (8 de junho a 9 de junho)

feiras de logística em 2022

Lá no Paraguai também é possível encontrar uma das grandes feiras de logística em 2022, que é a Expo Logística Paraguay. Todos os anos, o Brasil participa com seus representantes comerciais. Inclusive, com agentes de cargas, seguradoras e mais um monte de marcas ligadas à indústria do transporte.

Nesse ano de 2022, o evento será em Asunción e tem o objetivo de oferecer informações de qualidade aos visitantes e congressistas. No site do governo paraguaio você pode encontrar mais informações e até mesmo outros eventos que acontecem por lá. Então, para saber mais, acesse.

Aliás, outro evento de logística no Paraguai que tem destaque em toda a América do Sul é o Navegistic, que acontecerá em Asunción.

Transpo Sul 2022 (13 de junho a 16 de junho)

evento de logística

Essa vai ser a 22ª edição da Feira e Congresso de Transporte e Logística, a Transpo Sul. Ela é uma das maiores feiras de inovação do transporte e acontecerá na FIERGS, em Porto Alegre (RS). Na última edição, de 2019, o evento teve 14 mil visitantes e congressistas.

Para a nova edição, a expectativa é ter ainda mais público. Para isso, serão 4 dias de evento, com exposições e palestras, trazendo inovações do setor e aproximando as pessoas de grandes marcas. As inscrições são gratuitas.

Mais informações sobre o evento, no site da Transpo Sul 2022.

Logismed 2022 (14 a 16 de junho)

feiras de logística em 2022

No Marrocos vai acontecer a 9ª edição do Logismed. Mas, o que é esse evento? Um tipo de feira que reúne profissionais do transporte, da logística e de toda a cadeia de abastecimento. Aliás, como foi comum no mundo todo, a última edição foi em 2019 e houve a pausa por dois anos devido à pandemia, suficiente para se criar um cronograma novo.

Portanto, para esse ano, os organizadores prometem conferências de alto nível, uma vila de startups e o famoso networking. Tudo isso acaba sendo uma oportunidade e tanto para empresas e profissionais brasileiros que pensam em internacionalizar os seus negócios.

O cronograma e as informações detalhadas estão no site da Logismed 2022.

Logistique 2022 (30 de agosto a 01 de setembro)

logística em 2022

Sem dúvidas, essa é uma das maiores feiras de logística em 2022 que você poderá visitar. Na edição foram mais de 15 mil visitantes, mais de 170 expositores e mais de 1.700 congressistas. A expectativa é que os números aumentem em 2022.

O evento envolve toda a cadeia logística levando em conta os principais players do mercado. Assim, possui uma ampla variedade de produtos, serviços e soluções, o que inclui tecnologias e novidades para a melhoria do setor. O evento será híbrido, entre a parte física e as atividades digitais.

Vai acontecer nos Pavilhões da Expoville, em Joinville (SC). Saiba mais no site da Logistique 2022.

Brasil Log 2022 (11 de setembro a 13 de setembro)

feiras de logística em 2022

Chamada de Feira Internacional de Logística, a Brasil Log acontece em Jundiaí (SP), perto da capital paulista. Dessa forma, essa vai ser a 8ª edição do evento que vai acontecer em setembro onde os visitantes poderão acessar experiências únicas, além de palestras e workshops.

Os diretores do evento esperam atrair mais do que 7 mil pessoas de todo o país em um espaço de mais de 50 mil metros quadrados dividido entre 3 pavilhões. Para isso, contarão com uma área externa que será ocupada pelos stands. A entrada é gratuita.

Você poderá descobrir mais sobre o evento no site da Brasil Log 2022.

Fenatran 2022 (7 de novembro a 11 de novembro)

feiras de logística em 2022

A Fenatran está entre as maiores feiras do Brasil com foco na área de transporte e logística. O conceito por trás é o de interagir com o público e gerar negócios durante o ano todo. Por isso, tem a missão de conectar marcas com a comunidade.

O evento é no fim do ano e vai acontecer na São Paulo Expo (SP). Como a maioria das feiras de logística do ano, ela vai ser em formato híbrido, com a parte da exposição física e mais os encontros que vão acontecer de modo online, por meios virtuais.

Todas as informações estão divulgadas no site da Fenatran 2022.

Movimat 2022 (16 de novembro a 20 de novembro)

feiras de logística

Agora temos um evento que reúne vários temas em um mesmo lugar. Por exemplo, produtos, serviços, soluções e conteúdo de qualidade para todos os processos logísticos do país. A última edição foi em 2019 e foi um sucesso. Dessa forma, aconteceria em 2021, mas a data mudou para 2022. Assim, está agendada para novembro, no São Paulo Expo.

Sem dúvidas, se o assunto é sobre intralogística e supply chain, o Movimat é uma ideia interessante para os participantes. Inclusive, recebe gente de toda a América Latina. Acontece juntamente com a Fenatran, que você vai ver abaixo.

Saiba tudo da Movimat 2022 aqui.

Para saber mais sobre as feiras de logística em 2022

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Reavaliação da dinâmica do Comex e as mudanças nas Cadeias Globais de Valor

Você sabe o que são as Cadeias Globais de Valor e a função do Brasil nestas estruturas?

Um questionamento que talvez seja ainda mais relevante é qual o impacto da pandemia nestas cadeias e no cenário de comércio exterior. 

As mudanças causadas pela pandemia impactaram diversos setores, e a estrutura internacional de investimentos, importações e exportações também foi afetada. Por isso, é preciso entender a posição do Brasil neste cenário. 

Neste artigo você verá o que são as CGVs, alguns dos principais insights da pesquisa “Reorganização das Cadeias Globais de Valor”, a relevância do Brasil nestas cadeias, os impactos da pandemia, e muito mais. 

Boa leitura. 

O que são as Cadeias Globais de Valor (CGVs)?

O comércio internacional de bens e serviços se organizou na década de 1990, em um modelo conhecido como Cadeias Globais de Valor, ou CGVs. Este modelo permite que os países ou regiões que recebem investimentos produtivos sejam definidos a partir da fragmentação da sua produção e das estratégias das empresas. 

O site Comex do Brasil define o termo como:

“É a separação de atividades e etapas de um processo de produção entre diferentes economias no mundo, liderado pelos investimentos realizados por grandes empresas industriais. Em outras palavras, a cadeia de valor é o “caminho” de produção de um determinado bem. Esse caminho, que é diferente para cada tipo de produto, possui uma série de fases que se conectam: pesquisa e desenvolvimento, a aquisição de insumos, a fabricação, a distribuição e as vendas, até o pós-venda.”

Ou seja, é a distribuição das fases de produção em diferentes países, em busca da otimização do processo, que forma uma CGV, gerando mais dinamismo e uma relação global nos sistemas de produção.

Nesse sentido, os países possuem diferentes funções em uma Cadeia de Valor, sendo as 3 principais:

  • Inovação e controle;
  • Processamento de exportação;
  • Exportação de peças e componentes. 

Mas, estas cadeias vêm sofrendo mudanças e transformações nos últimos anos, devido a diferentes movimentações e causas. Questões como decisões empresariais, relações externas e fatores geopolíticos podem influenciar significativamente nas CGVs.

Entretanto, foi com a pandemia iniciada em 2020 que as CGVs sentiram o maior impacto. Isso porque a crise causada pela pandemia interrompeu os sistemas de produção, influenciou na economia, no suprimento de bens e serviços e trouxe uma grande insegurança à todas as pessoas e setores. 

Estudo: reorganização das Cadeias Globais de Valor

A crise de 2020 impactou profundamente as Cadeias Globais, principalmente devido à sua estrutura, que não estava preparada para eventos como este. Desta forma, foi preciso reavaliar o modelo e a dinâmica do comércio exterior para adaptar o cenário global pós-pandemia

Isso porque o mundo inteiro viu os riscos de depender de poucas fontes de fornecimento na logística internacional, o que permitiu, inclusive, a entrada de novos players nas CGVs.

Pensando nisso, a TOTVS e CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizaram um estudo sobre a reorganização das Cadeias Globais de Valor, que aborda os riscos e oportunidades para o Brasil, resultantes da pandemia de Covid-19.

A seguir reunimos os principais insights deste estudo em relação à função do Brasil nas CGVs, os impactos da pandemia e algumas das expectativas para o país que podem torná-lo mais relevante nesta estrutura internacional. Confira:

A relevância do Brasil nas Cadeias Globais de Valor

O estudo da TOTVS e CNI mostrou que o Brasil desempenha um papel na economia global de exportador de commodities primárias, ou produtos baseados em recursos naturais. 

Um dado interessante que apresenta isso na prática, referente à levantamento da CNI, mostra que a participação da soja, petróleo bruto e minérios na exportação aumentou de 11% para 35% no período de 2001 a 2020.

Ou seja, o país gera bastante receita em exportação, porém ainda não tem o melhor desempenho quando se trata da integração ao comércio global, algo que pode trazer inúmeros benefícios socioeconômicos. 

De maneira geral, o estudo afirma que a posição do país dentro das CGVs é fraca. 

As 3 principais funções de um país nas CGVs, abordadas anteriormente, não são desempenhadas pelo Brasil. Seja em inovação e controle, processamento de exportação ou na exportação de peças e componentes, o país não se destaca frente à cadeia internacional. 

A participação do Brasil está mais relacionada a hospedar as filiais de empresas multinacionais (EMNs) nos setores de alta intensidade tecnológica, como nos mercados de veículos automotivos e eletrônicos. Por sua vez, a inovação destas indústrias está presente nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O estudo ainda afirma que a falta de exportações indica uma escala de produção no Brasil abaixo do ideal, comparando com grandes economias. Este fator, aliado aos custos elevados de importação e exportação, alta carga tributária, logística ruim e dificuldade para fazer negócios no Brasil, acaba levando a um cenário de qualidade inferior dos produtos e preços mais altos para o mercado. Além disso, também gera menos incentivos de inovação.

Por fim, o IED (Investimento Estrangeiro Direto) do Brasil é considerado fraco no exterior, em comparação com outros países. 

Os impactos da pandemia de Covid-19 no comércio e investimento global

Sabemos que a pandemia influenciou em inúmeros aspectos no mundo inteiro, desde economia, logística, comércio, entre outros. 

Se tratando do comércio internacional, a pandemia causou, em seu início, paralisações que levaram ao colapso do mercado no segundo trimestre de 2020. Mas, já no terceiro trimestre a produção e o comércio começaram a se recuperar, mesmo que em níveis mais baixos. 

A pesquisa mostrou que os maiores exportadores sofreram quedas rápidas, e praticamente simultâneas, em suas exportações e abril a maio de 2020, mas após 5 meses, em outubro, iniciaram um movimento de recuperação. 

Tomando os Estados Unidos como exemplo, as exportações totais atingiram US$ 162 bilhões em março de 2020, mas em maio chegaram ao nível mais baixo em 90,7 bilhões. A recuperação, em outubro, levou o país à marca de US$ 133 bilhões  em exportações. 

O Brasil, que já exportava majoritariamente commodities primárias, viu suas exportações e importações se manterem estáveis durante 2020, pois estes produtos tiveram um grande aumento em exportação. Este fator ajudou a compensar as interrupções comerciais nas CGVs;

Por fim, os itens relacionados à pandemia, como medicamentos e esterilizadores, por exemplo, tiveram uma tendência oposta ao mercado em geral, com picos de crescimento no início da pandemia e uma estabilização posterior, em níveis mais altos. 

As expectativas e necessidades para o Brasil como participante das CGVs

O estudo da TOTVS e CNI analisado mostra que hoje, o Brasil não ocupa uma posição relevante nas Cadeias Globais de Valor. Para que isso aconteça, é preciso que o país invista em uma maior diversificação regional das cadeias, para que consiga se integrar melhor no cenário internacional.

Neste aspecto, um dos pontos abordados pela pesquisa é a alta dependência do Brasil em relação à China, seja como destino das exportações de commodities, ou como fonte de produtos intermediários de alto valor. 

Esta relação é, com certeza, extremamente importante para o Brasil. Mas, contar com indústrias dos Estados Unidos e Europa no país pode ajudar a ampliar as relações e possibilidades do Brasil nas CGVs.

Outras expectativas, ou mesmo necessidades do país para se destacar mais neste cenário, são apresentadas pelo estudo:

  • Maior investimento e apoio em programas e instituições de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D);
  • As empresas do Brasil precisam de mais assistência no financiamento de suas exportações;
  • Também é preciso dar maior apoio às empresas para desenvolver uma atuação mais estratégica, voltada ao Investimento Estrangeiro Direto (IED);
  • É necessário alinhar as políticas de inovação com as políticas industriais. Isso porque os aumentos de custos de comércio impedem o investimento em mais tecnologias e reduzem o incentivo à inovação;
  • As empresas brasileiras também devem se atentar ao cenário externo. Isso não se aplica apenas às exportações, mas também a investimentos. Desta forma, será possível expandir globalmente, e colocar o país em novas posições nas CGVs.

Seu negócio está preparado para fazer parte das CGVs?

Analisamos neste conteúdo os principais insights e cenários apresentados no estudo sobre a reorganização das Cadeias Globais de Valor, produzido pela TOTVS e CNI, visto às mudanças e necessidades causadas pela pandemia e a crise global. 

Você viu que a dependência de poucos fornecedores nesta cadeia e a falta de uma atuação estratégica podem colocar o país em situações de risco no comércio internacional. 

Apresentamos também quais são as expectativas e o que é preciso fazer para que o país ocupe uma posição de maior destaque e estratégia nas CGVs, o que envolve investimentos em pesquisa, inovação, desenvolvimento e alinhamento de políticas. 

Esperamos que este conteúdo tenha tornado o assunto das Cadeias Globais de Valor mais claro para você! Para conferir mais conteúdos como este, tendências do mercado, pesquisas e muito mais, cadastre-se em nossa newsletter:

Importar dos Estados Unidos: o que você precisa saber?

Importar dos Estados Unidos é um desejo de muitas pessoas, por diversos motivos, tais como, a vantagem de encontrar grandes marcas a valores mais acessíveis. Outro fator é que devido a questões políticas e econômicas, certas marcas não chegam a se alocarem no Brasil, tornando a importação uma alternativa para adquirir bens de consumo.

Ademais, esse interesse impulsiona também o comércio nacional, que busca lucrar com as vantagens de obter itens do segundo maior nome de exportação no mundo, perdendo apenas para a China. Com isso, a oportunidade é de alavancar os negócios, reduzir custos, diversificar a produção e ter menos instabilidade econômica.

Entretanto, para que tudo ocorra da melhor forma possível, é importante estar atento a alguns passos que tornam a importação mais eficiente. Isso é útil para te distanciar dos problemas mais comuns, entender etapas que podem ser cruciais e ainda evitar gastos na operação.

Fique tranquilo, pois, neste conteúdo, você verá como realizar esse processo, de modo a ter clareza dos principais pontos que você precisa saber, as especificidades do mercado, documentação necessária e muito mais. Continue a leitura e confira!

O que você precisa saber para importar dos Estados Unidos?

Para importar dos Estados Unidos com máxima eficácia, garantindo que você desfrute dos benefícios sem dores de cabeça, é essencial saber algumas informações. Assim, será mais fácil ter acesso aos diferenciais competitivos com produtos de qualidade, que, certamente, contribuirão para a sua estratégia de posicionamento e, consideravelmente, de vendas.

Apesar de envolver questões financeiras e jurídicas, que precisam ser analisadas, no intuito de evitar desorganização e falhas, o avanço tecnológico cooperou para tornar tudo mais simples. Deste modo, você pode se programar para ajustar cada detalhe antecipadamente e ter uma maior segurança quanto a isso.

Prova disso é o volume de importações entre Brasil e EUA no último ano. No ano de 2020 elas geraram uma receita de US$ 27,9 bilhões. Nos últimos 5 anos o volume de operações tem crescido e no ano de 2021 devem superar as expectativas atingindo um aumento de 29,8% nas importações.

Entenda a cultura de negócio

Um bom negócio internacional passa também pelo entendimento da cultura local. Relações comerciais saudáveis estão relacionadas ao quanto as partes se conhecem. Aqui vai além das referências comerciais, mas sim entender os objetivos de cada um, a maneira como preferem negociar, o perfil das partes como empresários e mais.

É preciso primeiramente lembrar que a cultura americana se diferencia muito das demais na questão do individualismo e na objetividade, e isto é o que causa muitas vezes situações desafiadores para as demais culturas. Veja alguns pontos:

  • Os americanos abrem empresas focando no lucro, sendo assim, o dinheiro é muito importante, e é fator primordial na tomada de decisões;
  • Aplicação restrita às regras formais, sem muita atenção ao contexto. Independente do interlocutor, a política da empresa tende a ser sempre seguida;
  • Se prendem a pontualidade e agendamentos, onde o tempo é extremamente escasso e vale muito, sendo assim não pode ser desperdiçado;
  • Concentram-se em realizar uma tarefa de cada vez e sequencialmente. Possuem impulso pela velocidade sobre perfeição e resultados concretos.

Faça uma pesquisa de mercado

O primeiro passo que você deve seguir é fazer uma pesquisa de mercado, visando obter maior clareza quanto às suas necessidades e como elas podem ser solucionadas ao importar dos Estados Unidos. 

Avalie preços, possíveis aspectos de valorização dos seus itens em relação à concorrência, quantidade da mercadoria e variações no valor final comparado ao Brasil. Essa é a hora do planejamento, então aproveite para anotar os tópicos que mais te atraem para se certificar da sua decisão.

No primeiro semestre desde ano os principais produtos importados foram: 

  1. Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos): 
  2. Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores)
  3. Gás natural, liquefeito ou não
  4. Demais produtos – Indústria de transformação (insumos)
  5. Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários
  6. Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes

Se atente à escolha dos fornecedores 

Hoje os Estados Unidos representam 17,6% de todas as importações brasileiras. Apesar deste número indicar uma alta credibilidade do mercado, a escolha dos fornecedores é uma das etapas mais relevantes, com o poder de impactar diretamente no sucesso do seu negócio.

Por isso, você deve dedicar tempo e cautela para encontrar uma fonte de boas condições, tanto de qualidade quanto de preço. 

A dica aqui é se informar sem medo, observando comentários, o que dizem sobre a entrega, quais são os meios para contato e como funciona o frete.

Habilitação de importador 

Se você deseja importar dos Estados Unidos, precisa obter sua habilitação de importador pela Receita Federal. Basta comparecer com os documentos necessários e solicitar a habilitação de acordo com o seu tipo de negócio. 

Assim, você estará autorizado a acessar o SISCOMEX — Sistema Integrado de Comércio Exterior. Ele é responsável por aumentar a transparência e a eficiência nos processos e controles de exportações e importações, o que é imprescindível. 

Modalidade de frete 

O seu planejamento precisa ser completo, então é importante escolher também como será feita a logística de frete a ser optada. Quanto a isso, trate de ir atrás de um frete eficiente, confiável e que se enquadre no seu orçamento. As modalidades são diversas, sendo a mais comum a courier, que também é a com o valor mais elevado. 

Porém, é a que tem a entrega mais rápida, em até 7 dias. Se possível, eleja uma empresa que ofereça um código para o rastreamento da carga, pois assim você consegue acompanhar todo o percurso dos seus produtos.

No entanto, segundo alguns levantamentos apontam um volume maior o transporte marítimo entre Brasil e Estados Unidos, isso muito relacionado ao volume e especificações da carga.  

Isso se deve principalmente pela abundância de “portos secos” distribuídos por todo o país e ligados por ferrovias. Neste, há possibilidade de realizar um embarque FOB em um porto que não tem saída para o mar.

Suporte de despachantes ou agentes de carga 

Contar com o suporte de despachantes ou agente de carga é valoroso nas operações logísticas, desde a saída do país americano, passando pelos processos aduaneiros, até sua chegada no Brasil. 

Nestes caso, não se esqueça de procurar por nomes experientes no mercado e realize cotações. Se preferir, busque ainda ajuda referente aos trâmites legais da importação, sobretudo, se é a sua primeira vez em negociações desse tipo.

Documentação e licenças requeridas

As autoridades alfandegárias dos Estados Unidos e do Brasil, regulamentam todos os processos de importação, requerendo documentações e licenças que precisam estar em dia.

Para ter certeza se os seus itens precisam de alguma licença, a recomendação é acessar o site da Receita Federal, que dispõe de um simulador para identificar isso.

E então?

Como vimos neste conteúdo, importar dos Estados Unidos pode ser uma ótima opção para o seu negócio, principalmente, se você tem clareza quanto às suas necessidades. De resto, basta seguir as recomendações disponíveis ao longo da leitura, visando garantir a segurança das suas operações e se distanciar dos problemas.

Conte com o nosso apoio e obtenha uma logística integrada de alta performance. Com isso, você poderá desfrutar do trabalho de profissionais aptos a gerenciar, transportar, armazenar e distribuir sua carga de forma eficiente e segura.

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Cotação de frete com a DC Logistics Brasil