Ano Novo Chinês 2021 e a logística internacional: o que mudou com a pandemia?

Ano Novo Chinês 2021 e a logística internacional: o que mudou com a pandemia?

Enquanto o ocidente celebra o Réveillon em 31 de dezembro, o Ano Novo Chinês 2021 ocorrerá somente em 12 de fevereiro.

 Isso porque, o país asiático considera o calendário lunar, enquanto as demais nações se guiam pelo calendário gregoriano.

Mas o Ano Novo Chinês 2021 é uma data que já gera expectativas no mundo todo, principalmente para o Comércio Exterior.

Existem muitas previsões sobre como esta virada específica afetará as importações nos dias que estão por vir, principalmente neste cenário de pandemia. Pois, existem medidas de segurança sendo avaliadas que vão interferir diretamente no funcionamento das empresas, que devem parar antes do que o previsto.

Então, acompanhe a leitura e saiba como se antecipar aos impactos que o Ano Novo Chinês 2021 trará para a economia mundial e para seus negócios de importação e exportação!

Quais as previsões do Ano Novo Chinês 2021?

O Ano Novo Chinês 2021 é regido pelas energias do Boi de Metal. Entretanto, não é sobre esta previsão que vamos falar aqui hoje.

Pois, apesar de os chineses levarem muito a sério as influências astrológicas, neste conteúdo apresentaremos as principais previsões sobre o Comércio Exterior e como elas impactarão os negócios.

A começar pelas expectativas de recuo do dólar. Conforme compartilhado pelo portal “Autodata”, os importadores esperam melhoras no cenário que está por vir, principalmente no segmento de automóveis.

A expectativa do setor é de que também haja redução dos impostos de importação. E isso afetará diretamente quem realiza negócios com as montadoras ou conta com peças de produção de carros chineses.

Outra tendência que deve se tornar realidade com o Ano Novo Chinês 2021 são os resultados da política econômica “China Plus One”.

Com ela, o país quer diversificar as fronteiras da sua cadeia de produção mundial, conforme explica o portal “InfoMoney”. Desta forma, a China busca desenvolver seu mercado doméstico, mas sem perder o foco no potencial exportador.

Além disso, antes mesmo do Ano Novo Chinês 2021 chegar, já haverá mudanças nas importações do país. Conforme divulgado no fim de novembro, a partir do 1º de janeiro será proibida a importação dos últimos tipos de resíduos sólidos permitidos no país.

São materiais como plástico, peças de automóveis, papel, sucatas e materiais de madeira ou têxteis, por exemplo, que antes eram reutilizados como matérias-primas industriais.

A pandemia e as comemorações

Todos os anos, devido ao Ano Novo Chinês, milhares de pessoas viajam pela China para participarem das cerimônias, sejam como turistas, ou com a família e amigos.

Entretanto, no ano passado, quando a data chegou, o país enfrentava graves consequências da pandemia do coronavírus. Ele era menos conhecido, mas os registros aumentavam com velocidade.

Com isso, como noticiado pelo portal “G1”, Pequim cancelou as suas famosas celebrações e muitos pontos turísticos visitados no período do ano foram fechados, até mesmo a Cidade Proibida.

Logo, as decisões impactam o turismo e a economia asiática. Além disso, o isolamento social também reduziu as atividades comerciais e industriais.

Agora o cenário mudou. E a Covid-19 está prestes a ser combatida pela vacinação. Ainda não há definições sobre como serão as festividades do Ano Novo Chinês 2021.

Os negócios devem parar entre 15 dias e uma semana antes do Ano Novo Chinês. Inclusive, o governo está incentivando a parada com duas semanas de antecedência, visando evitar aglomerações das pessoas que transitam pelo país nesta época do ano.

Contudo, a China já anunciou, segundo o portal “Observador”, que iniciará a vacinação de dois milhões de pessoas em Sichuan. E que, após o Ano Novo Chinês, pretende iniciar a vacinação da população em geral.

E como esta data impacta a logística internacional?

Segundo dados do Icomex (Boletim de Comércio Exterior) da FGV (Fundação Getúlio Vargas), e divulgados pela Agência Brasil, a China importou US$ 4,5 bilhões em julho de 2020. Do começo do ano até este mês, foram US$ 21,9 bilhões.

Com isso, a nação é uma das principais fontes de contribuição para o superávit da balança comercial brasileira.

Logo, quando falamos em Comércio Exterior, toda e qualquer data que esteja relacionada à economia chinesa reflete na logística internacional.

Recentemente, trouxemos aqui em nosso blog dicas para enfrentar os backlogs no modal aéreo. Neste conteúdo, explicamos como as peak seasons, ou seja, datas festivas, afetam os transportes internacionais.

E o Ano Novo Chinês 2021 é uma das celebrações que causam mais impactos. Isso porque, é um período agitado para o comércio asiático e todos que estão relacionados.

Por isso, é importante realizar um planejamento logístico o mais completo possível. Para que, assim, as surpresas do Ano Novo Chinês 2021 não impactem negativamente nas suas negociações.

Dicas para evitar problemas com a logística relacionada ao Ano Novo Chinês 2021

Ano Novo Chinês 2021 e a logística internacional: o que mudou com a pandemia?

Quando falamos em comércio exterior, toda data chinesa que esteja relacionada à economia reflete na logística internacional.

 

 

 

Sabemos que, nesta época do ano, os trabalhadores costumam prolongar suas folgas na China. Porém, devido à COVID-19, as empresas do país devem antecipar ainda mais o seu recesso, prolongando a pausa em relação aos anos anteriores.

As previsões indicam a paralização dos negócios a partir do dia 15 de janeiro para evitar as aglomerações. Isso porque existe no período uma intensa movimentação de chineses que residem nos grandes centros para áreas mais distantes.

Além disso, a logística internacional, que já sofre grandes gargalos devido à alta demanda e baixa disponibilidade de aeronaves e containers, será impactada com esta festividade e as mudanças nos funcionamentos das operações asiáticas devido ao Ano Novo Chinês.

Logo, a melhor forma de evitar problemas é antecipar os pedidos. Sendo assim, conte com um agente de carga que evite interrupções nas suas movimentações. Afinal, cargas paradas são um grande problema para suas negociações.

Por fim, uma outra sugestão é já iniciar a negociação com armadores e transportadores, para evitar a prática da blank sailing. Estabeleça já os valores de frete junto a eles neste fim de ano, enquanto os preços estão mais baixos.

Prepare-se para comemorar!

Estas e muitas dicas compartilhadas acima já foram apresentadas em nosso blog, em conteúdo sobre como o Ano Novo Chinês pode afetar as comercializações.

Entretanto, lembrá-las nunca é demais, uma vez que esta peak season acontece todos os anos. E, com ela, chegam também questões que anualmente merecem a atenção de quem atua com importação e exportação com foco neste país asiático.

Agora, ao seguir todas as orientações, o Ano Novo Chinês 2021 será um motivo de comemoração para os seus negócios, pois você alcançará os resultados esperados, sem que estes fatores afetem a sua produtividade.

Para isso, você pode contar com as soluções da DC Logistics Brasil. Estamos preparados para oferecer a logística internacional que contribui com a sua tranquilidade ao importar e exportar.

Quer saber mais sobre os nossos diferenciais que possibilitam uma logística que se adapta às suas necessidades? Então entre em contato e solicite sua cotação de frete sem compromisso. Queremos te ajudar a obter mais qualidade em todas as suas operações.

Cotação DC Logistics Brasil

 

FONTES:

Portal Autodata – https://www.autodata.com.br/noticias/2020/10/30/importadores-esperam-recuo-do-dolar-em-2021/32369/

InfoMoney – https://www.infomoney.com.br/colunistas/matheus-tavares-dos-santos/china-superpotencia-a-estrategia-e-os-desafios/

Estado de Minas – https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2020/11/27/interna_internacional,1214998/china-proibira-completamente-importacoes-de-residuos-a-partir-de-2021.shtml

Agência Brasil – https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-08/china-se-mantem-como-principal-contribuinte-para-superavit-brasileiro

Blog DC Logistics – https://dclogisticsbrasil.com/5-dicas-para-enfrentar-os-backlogs-no-modal-aereo/ , https://dclogisticsbrasil.com/descubra-como-o-ano-novo-chines-afeta-suas-importacoes/

G1 – https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/01/23/pequim-cancela-festas-de-ano-novo-chines-por-conta-de-epidemia-de-coronavirus.ghtml

Observador – https://observador.pt/2020/12/09/covid-19-provincia-chinesa-vai-vacinar-de-urgencia-dois-milhoes-de-pessoas-apos-detetar-surto/

 

É possível reduzir custos na importação?

É possível reduzir custos na importação?

Já adiantamos que sim, é possível reduzir custos na importação. No entanto, isso não quer dizer que seja um processo fácil.

Ou seja, existem algumas ações que, quando aplicadas às operações de importação, são capazes de reduzir custos e otimizar processos. 

Quer saber quais são elas? Continue a leitura e descubra!

Para reduzir custos na importação o planejamento logístico é fundamental!

Na busca por evitar ter custos extras nas operações de importação é essencial ser assertivo na hora de definir os parceiros logísticos e estipular o fluxo de informações e mercadorias.

Tenha em mente que, trabalhar com o comércio exterior, consiste em várias fases. Logo, para que a operação de carga funcione dentro dos conformes e cumpra com os requisitos de prazo, custo e qualidade de serviço, é necessário que todos os envolvidos estejam bem alinhados.

Com isso, tenha como base o planejamento das ações necessárias e defina qual é o melhor parceiro logístico – agente de carga. Para que a escolha seja eficaz, considere:

  • Referências comerciais;
  • Nível de serviço;
  • Canais de comunicação do operacional;
  • Portfólio de soluções ofertadas.

Procure reduzir os custos de importação em diferentes Incoterms

Ao optar por processos padronizados de compras, como os Incoterms na importação, você pode estar perdendo uma oportunidade de reduzir os custos neste processo logístico.

Incoterms é um conjunto de termos comerciais empregados em vendas domésticas e internacionais. Eles são estabelecidos pela Câmara de Comércio Internacional a fim de garantir a sua padronização internacionalmente. 

O recomendado, principalmente se o exportador não tem experiência com comércio exterior, é comprar EXW. Mas não elimine a possibilidade de cotar no FCA/FOB, afinal de contas, é orçando que você poderá encontrar melhores valores.

Uma estratégia parecida pode ser aplicada aos agentes de carga. A experiência deles com cada país de embarque varia e podem apresentar bons valores para importar no EXW, por exemplo.

Por isso, estude o mercado e não se deixe cair em processos padronizados, quando existem oportunidades que podem atender suas demandas, sem perder qualidade e com redução de custos.

Escolha o modal de embarque considerando os custos de armazenagem

Antes de mais nada:

  • O modal de embarque não se decide comparando apenas valor de frete;
  • Embarque aéreo não é só para carga urgente;
  • Não tem como importação FCL ser mais barata que LCL.

Para conseguir reduzir custos em um processo de importação, é preciso comparar o frete junto dos custos de armazenagem de onde realizaria o desembaraço.

Exemplo: certas operações de importação podem ser mais viáveis no modal aéreo, do que no marítimo consolidado.

Isso porque, existem despachantes que cobram valores diferentes conforme o modo de embarque. Logo, também é importante ficar por dentro sobre o que devemos saber antes de importar por marítimo consolidado.

Analise a taxa do frete internacional

Outro fator importante para conseguir reduzir custos na importação é a fixação de um percentual de variação para a taxa de faturamento de despesas do frete internacional.

O que queremos dizer com isso é: não feche os olhos para certos elementos que podem fazer toda a diferença na hora de economizar. Uma situação bastante comum nesse tipo de operação é negociar o valor do frete e das despesas atreladas a ele e esquecer de verificar a taxa de conversão dos valores em moedas estrangeiras para reais.

Isso diz respeito a taxa de faturamento do frete e despesas, e geralmente, a cotação de um frete internacional é apresentado como:

  • Capatazias = R$
  • Para o frete internacional = US$ ou outra moeda estrangeira;
  • Com adicional ao frete = US$ ou outra moeda estrangeira;
  • As despesas do frete na origem = US$ ou outra moeda estrangeira
  • E despesas do frete no Brasil = R$

Como você pôde observar, 3 dos custos estão em moeda estrangeira. Logo, como serão pagas no Brasil, precisam ser convertidas em reais – em alguns casos, as despesas na origem são pagas na origem, mas esse cenário depende muito da negociação.

Para visualizar melhor, considere uma variação de taxa do frete internacional em mais de R$ 0,50 para cada dólar. Nesta situação, o resultado adicional para um frete internacional ficaria:

  • Do frete internacional: US$ 3.000,00
  • Do adicional ao frete: US$ 500,00
  • Das despesas do frete na origem: US$ 1.000,00
  • Total: US$ 4.500,00 x R$ 0,50 = R$ 2.250,00

Isso é considerando apenas um embarque. Agora aplique isso para um ano, 2 anos, 4 anos. Quantas despesas fixas de sua empresa poderiam ser pagas com esse valor economizado?

Faça uma revisão rigorosa na documentação pré-embarque

Você sabia que uma análise tributária malfeita, pode ocasionar enormes multas aduaneiras?

A falta de alguma documentação obrigatória, por exemplo, além de acarretar prejuízos, ainda impede a redução dos custos operacionais. E por isso, é importante que a cada ocorrência de importação, seja feita a emissão dos documentos necessários para assegurar o êxito da transação.

Para você ter uma noção de como a documentação é fundamental não só para reduzir custos, mas para evitar gastos adicionais, certos produtos precisam de uma Licença de Importação antes mesmo de serem remetidos ao Brasil. E sem a autorização emitida, há a aplicação de uma multa, inclusive, em situações em que é preciso reclassificar a mercadoria.

Dê atenção ao lote econômico

A operação de importação está longe de ser apenas colocar cargas em um avião ou navio e trazer para o Brasil, e um, dos muitos procedimentos essenciais, é o estudo do lote econômico, que deve ser feito antes de qualquer colocação de pedido de importação.

Por sua vez, o lote econômico trata-se da quantidade que permite que o importador consiga o melhor custo-benefício, entre valor unitário final e investimento total na operação.

Por isso, um estudo sobre este fator se faz necessário, já que ao analisar possibilidades, dá para conseguir diminuir os custos de embarque, ou seja, definir a quantidade que traz o melhor custo e benefício para o embarque.

O equilíbrio entre investimento feito e custo final total, representa uma das chaves de sucesso da importação, como exemplificamos a seguir:

  • Um embarque padrão de 10 mil unidades com o investimento total de US$ 100.000,00 que traz o custo unitário de US$ 10,00. Se for dividido esse mesmo embarque em dois de US$ 50.000,00, o custo unitário fica em torno de US$ 10,15. Observe que se considerarmos um custo de capital do período que envolve a produção, embarque e liberação da mercadoria no Brasil, os US$ 10,00 da primeira situação pode dar um resultado maior que os US$ 10,15 da segunda.

E então?

Viu só como é possível reduzir custos na importação? Pode até não ser um processo dos menos complexos, mas é eficaz e, fazendo parte do dia a dia das suas operações, sentirá o impacto positivo em seus negócios.

Para manter tudo dentro dos conformes e evitar prejuízos, aproveite e confira também Como emitir corretamente a Nota Fiscal de Importação.

Caso tenha alguma dúvida ou se você tem interesse em deixar todas as etapas e documentações para serem agilizadas conosco, clique abaixo e solicite uma cotação de frete!

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Tire todas as suas dúvidas sobre importação aérea!

Tire todas as suas dúvidas sobre importação aérea!

O serviço de importação aérea é a melhor opção para quem precisa de um envio de mercadoria com mais rapidez, agilidade e cuidado. 

Uma vez que o tempo que a carga fica em trânsito é reduzido em comparação com outros modais, como marítimo e rodoviário, por exemplo.

Se você tem interesse neste procedimento, mas ainda tem dúvidas sobre como funciona a importação aérea, continue a leitura, que neste artigo vamos explicar como acontece e o que é preciso, em detalhes, para realizar uma operação deste tipo.

O que é a importação aérea?

Este é um modal onde o processo, desde a coleta no país de origem até a entrega ao importador no país de destino, demanda um tempo bastante ágil para ser feito. Mas, isso não quer dizer que não tenham operações complexas durante essa operação.

Segundo o Blog Conexos, o transporte marítimo é o que movimenta o maior volume de cargas ao redor do mundo – são cerca de 80% do total. No entanto, a importação aérea também tem suas vantagens para o Comércio Internacional:

  • Agilidade
  • Capacidade de rastreio
  • Maior segurança (principalmente para cargas sensíveis) 
  • Ótimas e variadas ofertas de voos e companhias, dentre outras.

Inclusive, aeroportos e aeronaves já estão tão gigantescos e modernos quantos os maiores portos e navios. E as rotas aéreas já chegam aos mais diversos cantos do mundo.

Para o sucesso completo na importação aérea, já adiantamos que é importante encontrar uma empresa especializada em transporte aéreo, com profissionais experientes e processos bem alinhados para a execução da operação.

É preciso analisar e escolher o melhor operador logístico para efetuar a importação aérea, de modo a evitar problemas com as entregas e fiscalização. 

De qualquer forma, é essencial que você entenda sobre a logística neste modal para poder acompanhar a operação.

Como a importação aérea funciona?

Antes de mais nada, a lei que certifica e detalha esta operação é a IN SRF nº 102/1994

Quando a aeronave é programada para chegar em um aeroporto brasileiro, a companhia aérea comunica a administradora do aeroporto o peso total do voo, e se este contém cargas especiais que necessitam de algum equipamento específico.

Depois da chegada do voo, a companhia aérea confirma a data e hora de chegada da aeronave pelo Siscomex MANTRA. Também disponibiliza o Manifesto de Carga, onde constam todos os conhecimentos aéreos das cargas que chegarão no voo.

Sistema Integrado de Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento (Mantra)

Também conhecido como Siscomex MANTRA, é responsável pelo controle informatizado das cargas procedentes diretamente do exterior e das procedentes de trânsito aduaneiro. Realizado desde a chegada da carga, até a sua saída da zona primária, nos aeroportos internacionais do país. 

Considere que:

  • Carga de armazenamento: é aquela que ficará no local alfandegado sob custódia do depositário
  • Carga pátio: permanecerá em local próprio, sob controle aduaneiro e sem armazenamento, no aguardo do desembaraço para movimentação imediata
  • Local Mantra: é o recinto alfandegado (armazém, terminal, pátio etc.) controlados pelo Sistema Mantra
  • Local não-Mantra: trata-se do recinto alfandegado (seja de zona primária ou secundária) não controlado pelo Sistema Mantra.

 Manifestação da carga

Procedimento onde o transportador, antes da chegada do veículo no aeroporto, informa no sistema as cargas procedentes diretamente do exterior ou em trânsito aduaneiro, com o objetivo de:

  • Identificar o veículo transportador e sua previsão de chegada
  • Identificar e quantificar cargas no sistema
  • Constituir o manifesto informatizado (rol de conhecimentos do veículo destinados ao aeroporto), sobre o qual se controlará a descarga, permanência e saída da carga.

Principais Documentos para importação

  1. Certificado de Origem (CO)
  2. Licenciamento de Importação (LI)
  3. Declaração de Importação (DI)
  4. Packing List ou Romaneio de Carga
  5. Fatura Comercial ou Commercial Invoice
  6. Fatura Proforma ou Proforma Invoice
  7. Conhecimento de Embarque
  8. Termo de Entrada.

Procedimento logístico de importação aérea

Veja a seguir, como alguns documentos são empregados no processo de importação aérea e os procedimentos logísticos mais relevantes nessa operação:

  1. O documento de Conhecimento de Embarque/Carga, emitido pela companhia responsável, define a contratação da operação de transporte internacional e comprova o recebimento da mercadoria na origem. Entregá-la no lugar de destino é obrigatório, já que isso constitui prova de posse ou propriedade da mercadoria. Ou seja, é um documento que ampara a mercadoria e descreve a operação de transporte.
  2. Para a operação de importação aérea, a Receita Federal executa o Termo de Entrada, que se trata de comprovação da chegada da carga no recinto alfandegado sob a jurisdição da URF (Unidade da Receita Federal) de despacho. Depois que as informações são colocadas no sistema Mantra e lavrado o Termo de Entrada, inicia-se o descarregamento das mercadorias do avião. 
  3. Assim que a carga chega, é movimentada para o Terminal TECA (Terminal de Cargas) do aeroporto em questão. Depois são etiquetadas com código de barras para controle dentro do armazém. 
  4. Antes da carga ser armazenada é feito a verificação da quantidade de volumes, peso, embalagem, natureza, dentre outros aspectos. Sendo comparada com o que consta no Conhecimento de Embarque. 
  5. Feito a verificação, a companhia aérea no aeroporto realiza o tratamento específico para cada carga. 
  6. Por fim, as mercadorias são colocadas em locais também específicos para cada segmento. Exemplo: mercadorias perecíveis vão para a câmara fria, cargas de alto valor seguem para o cofre, carga perigosa para aérea isolada, e assim por diante.

E então?

Neste conteúdo apresentamos os principais procedimentos para realizar a importação aérea, quais ações são importantes, tal como documentos necessários para que a operação seja feita dentro dos conformes e mais algumas informações que vale a pena ficar atento para garantir o sucesso da sua operação.

Ainda ficou alguma dúvida sobre como este procedimento é realizado? Entre em contato conosco. Agora, se você quer saber como emitir a Nota Fiscal de Importação, confira nosso conteúdo sobre Nota Fiscal de Importação: saiba como emitir corretamente e evitar prejuízos! 

Nota Fiscal de Importação: saiba como emitir corretamente e evitar prejuízos!

Nota Fiscal de Importação: saiba como emitir corretamente e evitar prejuízos!

É obrigação do importador apresentar a nota Fiscal de Importação. Sem emitir a nota, não tem como a mercadoria ser nacionalizada. Logo, o processo de importação não consegue acontecer de forma regularizada.

Pensando nisso, e em um cenário onde empresas precisam lidar diariamente com diversas tarefas fiscais, desenvolvemos este conteúdo para te ajudar em uma das etapas primordiais na hora de importar mercadorias, que é a emissão da Nota Fiscal de Importação.

Você sabia que alguns erros nesta nota podem fazer com que o seu negócio seja penalizado e em alguns casos, haja a inviabilização do processo da NF-e? 

Nesse sentido, nosso intuito é mostrar a você como fazer este processo da forma mais assertiva possível. Continue a leitura e conheça, em detalhes, como preencher a Nota Fiscal de Importação!

O que é a Nota Fiscal de Importação?

Trata-se do documento emitido pela importadora, ou seja, pela empresa que comprou o produto do exterior. O objetivo deste documento é poder nacionalizar a mercadoria para fazer parte do seu estoque. 

É a Nota Fiscal de Importação que autoriza a entrada das compras no Brasil, e assim os produtos podem ser legalmente comercializados ou utilizados como matéria prima, por exemplo.

Ou seja, este documento é responsável por formalizar devidamente a importação, logo, precisa ser emitido pelo importador. 

Esta é uma obrigação da legislação brasileira, onde o Fisco precisa saber quais produtos estão entrando no território nacional e assim, consegue estipular quanto de imposto precisa ser recolhido.

Como é um documento interno, não tem necessidade de ser enviado ao exportador. Para ele, é preciso apenas que seja efetuado o pagamento de acordo com os valores acordados na Invoice, onde consta o valor dos produtos e custos adicionais acordados entre as partes.

Preparação para emissão da Nota Fiscal de Importação

Antes de iniciar o processo de emissão da nota, existem alguns pontos importantes que precisam ser considerados, como por exemplo, devido ao intuito de “nacionalizar as mercadorias”, a Nota Fiscal de Importação deve ser emitida em português.  

Mesmo que possivelmente a compra tenha sido efetuada em outra moeda, que não o real, é necessário que os valores sejam convertidos com a cotação da data de desembaraço, que consta na Declaração de Importação, e são especificados em real.

Inclusive, a emissão desse arquivo deve ser feita de acordo com os dados da Declaração de Importação (DI) e da Invoice (Fatura Comercial). 

Declaração de Importação

A DI é um documento que precisa conter todos os dados sobre a mercadoria que está sendo importada. Seguindo a exigência da legislação, deve ter obrigatoriamente a identificação do importador e mais os seguintes dados sobre o produto:

  • Identificação
  • Classificação
  • Valor aduaneiro
  • Origem.

Invoice (Fatura Comercial)

Por sua vez, a Invoice de importação deve apresentar algumas informações previstas no artigo 557 da Lei 6.759/2009. 

A seguir, listamos os principais dados – muito bem colocados pelo Fazcomex em seu blog – que não podem faltar no Invoice:

  • Nome e endereço do exportador
  • Nome e endereço do importador
  • Especificação das mercadorias em português ou em idioma oficial do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, ou se em outro idioma, acompanhada de tradução
  • Marca, numeração e número de referência dos volumes
  • Quantidade e espécie dos volumes
  • Peso bruto dos volumes
  • Peso líquido
  • País de origem (onde foi produzida ou passou pela última transformação substancial)
  • País de aquisição (local onde a mercadoria foi comprada, independentemente de sua origem)
  • País de procedência (onde a mercadoria estava quando foi adquirida)
  • Preço unitário e total de cada espécie de mercadoria
  • Custo de transporte das demais despesas relativas às mercadorias
  • Condições e moeda de pagamento
  • Termo da condição de venda.

Passo a passo para fazer a Nota Fiscal de Importação

Passo a passo para fazer a Nota Fiscal de Importação

O mesmo sistema utilizado para a geração de Notas Fiscais eletrônicas (NF-e) é também utilizado para a emissão da Nota Fiscal de Importação. Lembre-se que este procedimento é obrigatório e deve ser feito para que aconteça a retirada das mercadorias do local de desembaraço. Para isso, é necessário:

  • DI – Se você ainda não tiver essa declaração, pode ser feita a solicitação ao despachante aduaneiro ou ainda fazer a consulta diretamente no site da receita
  • Invoice
  • Guias de pagamento dos impostos.

Tenha em mente que as informações inseridas devem ser condizentes com os dados da DI, com o valor da mercadoria em moeda nacional e com a classificação citada nos documentos de embarque, ou seja, na Fatura Comercial e no conhecimento de transporte.

A seguir, elencamos o passo a passo do que é preciso constar em cada uma das páginas da DI, apresentado no blog Conta Azul, veja:

Dados que devem constar na página 1 da DI

  • Número da declaração de importação
  • Quantidade da embalagem
  • Tipo da embalagem
  • Pesos líquido e peso bruto
  • Total dos impostos
  • Valor do frete
  • Valor do seguro.

Dados que devem constar na página 2 da DI

  • Resumo dos tributos
  • Taxa do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex)
  • Taxa do dólar
  • Base de cálculo dos impostos
  • Alíquotas dos impostos.

Dados que devem constar na página 3 da DI

  • Quantidade da mercadoria
  • Valor unitário do produto
  • Classificação fiscal da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM)
  • Valores dos impostos
  • Alíquota de tributos
  • Bases de cálculo
  • Descrição dos produtos em português

Cuidados para evitar problemas com a emissão da Nota Fiscal de Importação

Como todo e qualquer procedimento burocrático, a emissão da Nota Fiscal de Importação possui alguns pontos importantes, no qual você deve ficar atento para evitar problemas. 

Confira os dados da DI

Como vimos neste artigo, a Declaração de Importação possui os dados relativos à nacionalização da mercadoria. É ela também que garante o despacho aduaneiro, registra o procedimento de importação e encaminha ao Governo Federal por meio do Siscomex.

Sendo assim, os dados precisam estar corretos e sem nenhuma divergência. Além disso, o número de registro da DI, que é gerado na emissão da declaração, precisa constar na nota de importação, para evitar o impedimento da homologação do documento.

Verifique a natureza da operação

Este por sua vez, é um passo bem importante no processo. Até porque, a natureza da importação deve ser definida de acordo com a destinação do material dentro da sua empresa. Logo, impacta diretamente no cálculo de impostos a serem recolhidos.

Somente tendo a informação sobre a natureza de operação, é possível definir qual CFOP será utilizada. Existem diversas maneiras de nacionalizar os produtos, mas as mais utilizadas são:

  • 3.101 – Compra para industrialização (matéria-prima)
  • 3.102 – Compra para comercialização
  • 3.551 – Compra de bem para o ativo imobilizado
  • 3.556 – Compra de material para uso ou consumo
  • 3.949 – Outra entrada de mercadoria

Faça uma análise da incidência de impostos

Certifique-se sempre que os tributos sejam calculados corretamente, pois isso assegura o compliance tributário e fiscal. 

Tenha em mente que o crédito de impostos geralmente acontece pelo registro da nota fiscal de entrada. Essa deve ser emitida com base nos dados da DI. Deste modo, as declarações do Sped Fiscal e Contribuições podem ser enviadas adequadamente.

Importante ressaltar ainda que é fundamental avaliar possíveis variações na formação da base de tributos regulares, como IPI, ICMS e PIS. Isso porque, eles podem sofrer algumas alterações devido a conta da operação ou estado.

Depois disso, valide a origem do produto e a alíquota de ICMS na Câmara de Comércio Exterior (Camex). E claro, não esqueça de conferir a nota de importação antes de enviá-la.

E então?

O objetivo deste conteúdo foi mostrar, em detalhes, o procedimento para efetuar a emissão da Nota Fiscal de Importação. 

Esperamos que as informações apresentadas ajudem a eliminar possíveis erros no seu processo de emissão deste documento e garantam bons resultados para o seu negócio.

Quer saber ainda o que é e como obter a Licença de Importação? Clique aqui e confira nossa conteúdo sobre o assunto.

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Saiba o que é e como obter a Licença de Importação!

Saiba o que é e como obter a Licença de Importação!

Você sabia que existe um documento que, dentre outros benefícios, assegura o processo de importação para que ele seja realizado da melhor maneira possível? Estamos falando da Licença de Importação. 

Ela contém informações sobre a mercadoria a ser importada e sobre as demais etapas da operação – incluindo país de origem, importador, exportador, procedência e aquisição, regime tributário, cobertura cambial, entre outras. 

A LI simplesmente é fundamental para garantir que a operação esteja dentro das normas legais e administrativas.

Nesse sentido, você sabe como obter a Licença de Importação? Continue a leitura para saber o que ela é, como fazer, vantagens e sua importância. Confira!

O que é a Licença de Importação?

De acordo com a First S.A, trata-se de um documento feito digitalmente, sendo necessário para solicitar o licenciamento de importação, através do SISCOMEX.

É preciso que essa licença seja emitida a cada operação de importação e deve ser aprovada pelos órgãos anuentes. Em um mesmo documento de LI é possível conter até três órgãos anuentes que podem deferir ou não o licenciamento. 

Tenha em mente que a sua importação deve ser aprovada por todos os órgãos anuentes necessários, caso contrário, não será possível realizar a operação.

São diversas informações que devem constar na Licença de Importação sobre a carga que será importada e também sobre os detalhes referente ao tipo de operação:

Operação: Exportador, fabricante, local de embarque e despacho, Incoterm, modalidade cambial e tratamento tributário. 

Carga: Quantidade de produtos, valor total, valor unitário, peso bruto e peso líquido, descrição do produto – em português – e a classificação fiscal (NCM – Nomenclatura Comum do Sul).

Todas essas informações precisam ser fornecidas pelo Despachante Aduaneiro ou pelo importador.

Geralmente, os dois principais motivos que geram a necessidade de fazer uma Licença de Importação são o tipo de mercadoria ou devido à natureza da importação. Isso quer dizer que em alguns casos, uma mercadoria que não precisa de licença, pode passar a precisar por causa do tipo de operação.

Tipos de Licença de Importação

Para entender mais a fundo a necessidade deste documento, confira quais são os tipos de LI mais comuns, segundo a First S.A:

  • Licença automática: acontece depois que o produto embarca no exterior, mas precisa ser feito antes do despacho aduaneiro.
  • Licença não automática: neste tipo de Licença de Importação o controle tem maior rigidez e o documento deve ser deferido antes do embarque da mercadoria.
  • Licença substitutiva: nesse caso, o objetivo é a substituição e/ou correção de uma LI já existente. A alteração pode ser solicitada até o desembaraço da carga e a mesma não deve ter suas características mudadas com relação ao licenciamento original – também fica sujeita a nova análise dos órgãos anuentes.
  • Licença dispensada: ainda que algumas mercadorias precisem de tratamento administrativo, esse tipo de importação tem a licença dispensada – ocorre em casos de regimes aduaneiros especiais.

Como fazer o licenciamento de importação?

Como fazer o licenciamento de importação?

Antes de mais nada, como apresentado em matéria da First S.A, para as operações de importação, a empresa precisa ter a habilitação no RADAR Siscomex. Sem isso, não é possível comprar e vender produtos estrangeiros. Ou seja, as empresas que desejam atuar na modalidade de Comércio Exterior, devem estar cadastradas neste sistema.

Vale ressaltar que a solicitação da LI deve ser feita antes do embarque do produto para o Brasil. Entretanto, existem alguns casos onde a carga é embarcada antes de a Licença de Importação estar deferida. 

Quando isso acontece, o órgão anuente responsável pela fiscalização faz uma checagem física já em território brasileiro, para depois deferir a Licença de Importação.

Confira um passo a passo de como fazer sua LI:

– Acessar o SISCOMEX

O acesso para solicitar o licenciamento de importação precisa ser feito exclusivamente via Certificado Digital.

Passo 2 – Tela Inicial do sistema

Acesse o menu “Operações” e escolha a opção “Licenciamento de Importação”.

Passo 3 – Aba “Básicas”

Neste ponto do processo, na aba básicas, é preciso preencher os itens: Identificação da Solicitação de LI, CPF, CNPJ, País de procedência, URF de despacho e URF de entrada.

Quanto ao campo “ Informações complementares”, é livre, você só precisa preencher se desejar colocar alguma informação importante que não esteja nos campos já preenchidos.

Passo 4 – Aba “Fornecedor”

Aqui, é necessário preencher os campos com todos os dados do exportador e fabricante dos produtos.

Passo 5 – Aba “Mercadoria”

Ao chegar nesta aba do sistema Siscomex, deve-se preencher os dados da mercadoria que será nacionalizada: NCM, NALADI, Moeda Negociada e INCOTERM.

Fique atento nessa etapa e preencha também os blocos:

  • Destaque NCM: O importador precisa informar se a NCM possui destaque ou não
  • Condição da mercadoria: Alinhado com a operação de importação que será realizada
  • Drawback: Deverá ser informado se a operação de importação possui Drawback ou não.

Passo 6 – Aba “Negociação”

Neste ponto do cadastro do licenciamento de importação, é preciso fornecer as informações referentes ao regime de tributação do imposto de importação, acordo tarifário e cobertura cambial.

Passo 7 – Aguardar a análise dos órgãos anuentes

Depois de finalizar a criação da Licença de Importação, o órgão encarregado por controlar esse tipo de operação é acionado – via alerta no sistema – e então vai analisar a licença para emitir ou não o deferimento.

Prazo para deferimento da Licença de Importação

Os órgãos anuentes responsáveis pelo deferimento da Licença de Importação possuem o prazo de até 60 dias para realizar esse procedimento.

Importante mencionar também que ao chegar em território nacional, é necessário anexar a Declaração de Importação (DI) na mercadoria, para que o desembaraço aduaneiro seja feito.

Lembre-se que a Licença de Importação possui validade de 90 dias, com a possibilidade de prorrogar por mais 90 dias.

Por que é preciso obter a Licença de Importação?

Muitas mercadorias que são importadas para o Brasil não dependem do licenciamento de importação para ter acesso ao nosso território. Porém, é fundamental conhecer e saber como funciona esse mecanismo, para tratar determinados tipos de cargas e assim, evitar transtornos com a Receita Federal e demais órgãos na entrada da carga no país.

Esse procedimento é importante porque é através dele que as autoridades do país podem monitorar o que entra em nosso território e de que forma essa entrada acontece. 

Neste ponto ainda, entram as chamadas barreiras não-tarifárias. Que de forma simples, são todo e qualquer procedimento adotado pelo governo para impedir ou dificultar a entrada de algum produto no Brasil, como por exemplo: barreiras administrativas, técnicas, laborais, cotas de importação e etc.

Essas barreiras têm o objetivo de proteger o país de diversas formas, com o controle em relação às normas e legislação vigente. Ou seja, se você obtém a Licença de Importação, poderá realizar sua operação dentro do permitido, com total sucesso, com menor risco de imprevistos e prejuízos, garantindo melhor desempenho logístico.

E então?

Neste conteúdo você conferiu do que se trata, em detalhes, a Licença de Importação, além do conceito, importância e o passo a passo para tirar esse documento digitalmente.

Esperamos que o conteúdo tenha sido relevante e esclarecedor para você. Mas, em caso de dúvidas ou interesse em saber mais sobre a operação para obter a LI, clique abaixo e entre em contato conosco!

Tire suas dúvidas

Fiz uma importação e foi para o canal vermelho. O que isso significa?

A liberação das importações no Brasil está atrelada ao canal de parametrização para o qual a carga será direcionada. Após o navio chegar ao porto, o registro da declaração de importação é realizado pelo despachante, então o processo é direcionado para diferentes canais de parametrização, identificados por cores. Cada um deles segue procedimentos específicos e dá um indicativo do período que a importação ficará presa no porto.

Mas, o tempo de análise dos procedimentos fiscais, administrativos e tributários, que compõem o despacho aduaneiro, depende muito de fatores, como quantidade de fiscais disponíveis para verificação, quantidade de processos no porto e os procedimentos que serão aplicados na carga.

Saiba quais são os canais de parametrização presentes nos portos e o que é feito em cada um deles:

Verde: O processo direcionado para o canal verde é liberado automaticamente sem necessidade de análise física e/ou documental, e com o BL original em mãos podem retirar a carga do terminal.
Amarelo: Neste canal, é feita a conferência dos documentos de instrução da declaração de importação e das informações constantes na declaração. Sem irregularidades, a carga é liberada.
Vermelho: Se a carga for encaminhada para o canal vermelho, é feita a conferência documental e física da mercadoria. O processo somente será liberado após estas verificações.
Cinza: Quando direcionado para este canal, a mercadoria deverá passar pela conferência documental, física e é feita a aplicação de procedimento especial de controle aduaneiro, para analisar sobre possíveis fraudes, inclusive no que se refere ao preço da mercadoria.

O importador poderá consultar para qual canal foi direcionado no Siscomex, através da função acompanhamento do despacho do perfil do importador. Portanto, os canais de parametrização são uma forma de análise criada pela Receita Federal do Brasil para filtrar os processos, direcionando inclusive para canais diferentes de verde de modo aleatório.

Tributos de importação

Ao realizar uma importação, é importante observar os tributos que são cobrados sobre cada mercadoria, pois eles exercem impacto sobre os valores finais da sua operação. Hoje no Brasil temos cinco tributos de importação principais e em função da complexidade das leis em vigor é recomendado consultar profissionais capacitados em comércio exterior para realizar os processos de forma segura e eficiente.

Conheça os principais tributos de importação no Brasil:

II (Imposto de Importação) – Este é cobrado em todos os países e tem como principal objetivo, regular o comércio internacional no país. O II, é exclusivo para importação, como o próprio nome diz. A alíquota do II está entre zero até 35%.

IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) – O IPI tem como base o valor agregado ao produto, ou seja, o tributo não considera apenas o peso, volume e quantidade. O IPI só é aplicado sobre produtos industrializados, ou seja, que passaram por um processo que alterou seu funcionamento, sendo eles: transformação, beneficiamento, montagem, acondicionamento e recondicionamento ou renovação. A alíquota do IPI varia entre zero e 20%.

PIS (Programa de Integração Social) – O PIS diferentemente dos outros impostos citados, não deve ser considerado um tributo em si. Pois, ele é, na verdade, uma contribuição social para fins sociais dentro do país. Este tributo é o mesmo que ajuda a financiar o pagamento do seguro-desemprego, abono salarial e participação na receita dos órgãos e entidades. A alíquota do PIS é de 2,10%, apenas para produtos importados, para produtos produzidos no Brasil o valor é outro.

COFINS (Contribuição para Fins Sociais) – O COFINS também é considerado como uma contribuição social, já que, ele tem como objetivo financiar áreas como a previdência social, assistência social e saúde pública no Brasil. A alíquota do COFINS é, em média, 9,65% para importação.

ICMS (Importo sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) – Por ser um tributo estadual, o ICMS é o mais complexo no que diz respeito a cálculo. Pois, como é estadual, cada estado possui uma forma e uma alíquota diferente. Além disso, cada tipo e espécie de produto tem também um valor diferenciado. A alíquota do ICMS varia entre 4% e 25% nos estados brasileiros.

Diante dos fatores apresentados, é essencial conhecer todas as regras que envolvem as importações, visando mais segurança nas transações e garantindo que a empresa não tenha prejuízos e penalidades futuras.

Saiba mais sobre Tributos de Importação. Entre em contato com a DC Logistics Brasil.

Lançada consulta sobre novo processo de importação

O governo federal realiza nos próximos 30 dias uma consulta pública sobre o Novo Processo de Importação, do Programa Portal Único de Comércio Exterior. A reformulação, que beneficiará mais de quarenta mil importadores, deve ser implementada até o fim de 2018.

As alterações foram construídas em parceria com o setor privado. A meta é estabelecer procedimentos para dar maior eficiência e rapidez ao processo de importação e viabilizar o controle mais eficaz e efetivo das operações.

A equipe técnica do Programa Portal Único de Comércio Exterior vai analisar as sugestões apresentadas e, caso sejam pertinentes, elas podem ser consideradas durante a próxima etapa do Projeto. As propostas devem ser encaminhadas no formato “.doc” ou “.docx” para consulta@siscomex.gov.br.

Detalhes sobre o novo Processo

Uma das novidades previstas no Novo Processo de Importação é a criação da Declaração Única de Importação (Duimp), que substituirá as atuais Declaração de Importação (DI) e Declaração Simplificada de Importação (DSI).

Diferentemente do que ocorre hoje, a Duimp poderá ser registrada antes mesmo da chegada da mercadoria ao país e, em regra, de forma paralela à obtenção das licenças de importação. Conforme as informações sejam prestadas antecipadamente, procedimentos como o de gerenciamento de riscos poderão ser adiantados, garantindo maior celeridade ao fluxo da carga.

Para evitar redundância ou inconsistência na prestação de informações, a Duimp será integrada com outros sistemas públicos e também estará preparada para integração com sistemas privados. Desta forma, não será mais necessário que o importador acesse diversos sistemas.

Benefícios para os importadores

O Novo Processo apresenta benefícios para os importadores que realizam operações sujeitas a licenciamento. Será possível, por exemplo, o emprego de uma única licença para mais de uma operação de importação, ao contrário do que ocorre atualmente. Confira outros benefícios:

– Centralização num único local da solicitação e obtenção de licença de importação, sem a necessidade de o operador acessar outros sistemas ou preencher formulários em papel; a validação automática entre a operação autorizada (no módulo de licenciamento de importação) e os dados declarados na Duimp.

– Redução de tempo e burocracia nas importações com anuência; a flexibilização da concessão de licenças de importação em relação ao número de operações abrangidas.

– Diminuição do tempo de permanência das mercadorias em Zona Primária, com a consequente redução de custos das importações.

– Harmonização de procedimentos adotados pelos diversos órgãos da Administração Pública responsáveis pelo controle das importações.

Camex aprova direito antidumping para importações de ésteres acéticos

Foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) na última terça-feira (22/8) a aplicação de direto antidumping definitivos para as importações de ésteres acéticos provenientes dos Estados Unidos do México. O produto é um insumo industrial muito usado na fabricação de solventes químicos para a indústria de tintas.
Durante a investigação, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) concluiu pela existência de dumping e do dano dele decorrente à indústria doméstica.

Como vai funcionar
De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, para as importações brasileiras de ésteres acéticos, produto classificado nos códigos 2915.31.00 e 2915.39.31 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), o direito antidumping será recolhido sob a forma de alíquota específica (dólares por tonelada) com valores que variam de US$ 110,88 US$/t a 688,61 US$/t, de acordo com o que foi publicado na Resolução Camex n°68/2017.

Tubos de aço carbono sem costura da China e da Romênia
A Camex também aprovou a prorrogação por mais cinco anos dos direitos antidumping para importações brasileiras de tubos de aço carbono da China e da Romênia. Os processos de revisão conduzidos pela Secex concluíram que, caso os direitos não fossem prorrogados, haveria a retomada dos danos à indústria brasileira. Os tubos de aço carbono são utilizados em oleodutos e gasodutos.
Para as importações brasileiras da China de tubos de aço carbono sem costura, de condução (line pipe), com diâmetro de até cinco polegadas – produto classificado no código 7304.19.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) – o direito antidumping será aplicado sob a forma de alíquota específica de US$ 743 por tonelada para todos os produtores e exportadores. As regras integram a Resolução Camex n°66/2017.

Para as importações do mesmo produto (NCM 7304.19.00) da Romênia, o direito antidumping será recolhido sob a forma de alíquota ad valorem, de 14,3% para todos os produtores e exportadores, conforme o que foi publicado na Resolução Camex nº67/2017.

Camex zera impostos para importação de três vacinas

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) da Presidência da República decidiu zerar a alíquota do imposto de importação das vacinas contra a hepatite A, o papilomavírus humano (HPV) e a tríplice contra difteria, tétano e coqueluche.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segundao-feira (23) e passa a valer em 22 de fevereiro no caso das doses de imunização contra o HPV, difteria, tétano e coqueluche; e em 10 de maio, para a vacina contra a hepatite A e. O benefício vale por um período de seis meses e está restrito a quantidades limitadas das vacinas.

No caso da vacina contra a hepatite A, podem ser importadas sem o imposto 2,25 milhões de doses. Para a vacina contra o HPV, a cota é 3 milhões de doses; e para a vacina tríplice, de 2,5 milhões de doses.

A alíquota do imposto de importação sobre produtos utilizados na indústria também foi reduzida para 2%, por períodos de seis meses a um ano. Entre eles, por exemplo, tintas pretas de impressão para estamparia digital têxtil e folhas e chapas de alumínio.

A Camex atua na formulação, adoção implementação e coordenação de atividades relativas ao comércio exterior de bens e serviços.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil