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Chineses querem Brasil como porta de entrada para a América Latina

O encontro foi organizado pela São Paulo Chamber of Commerce, órgão de comércio exterior da ACSP.

Roberto Ticoulat, vice-presidente da ACSP e presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex), abriu o evento com agradecimentos aos chineses. Ele recordou que há tempos a SP Chamber mantém um escritório em Macau, aproveitando o vínculo entre as duas regiões. “Abrimos essa representação para alavancar negócios com a China continental”, disse Ticoulat, que ainda se mostrou impressionado com a pujança das oportunidades em Zhongshan. “Eles importam um total de U$ 9 bilhões e exportam U$ 28 bi. É uma cidade maior do que muitos países”, observou.

Já o vice-prefeito do município chinês, Yang Wenlong, lembrou que lá o crescimento tem sido estável nos últimos anos. Em 2014, o PIB de Zhongshan foi de U$ 45 bilhões, o que significou uma renda per capita de U$ 14.200.

Entre as indústrias mais tradicionais de Zhongshan estão as de produtos eletrônicos, utilidades domésticas, iluminação, ferramentas, móveis e têxteis. No ano passado, sua relação com o Brasil movimentou U$ 430 milhões – valor ainda incomparável com os U$ 77,9 bilhões totais, quando se contabilizam as negociações brasileiras com toda a China.

“Nosso objetivo é oferecer plataformas para nosso empresariado conhecer melhor as oportunidades de São Paulo. Queremos fechar negócios o mais rápido possível”, destacou Wenlong.

De acordo com Liu Yuhang, representante do governo chinês, a expectativa das autoridades chinesas é de que o Brasil utilize Zhongshan como porta de entrada para fazer negócios no restante da China. Ao mesmo tempo, eles querem não apenas explorar o potencial econômico brasileiro, mas usar o país como entrada para toda a América Latina.

Yuhong e Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, fizeram palestras sobre a economia e as oportunidades de negócios em Zhongshan e em SP, respectivamente.

Contatos
Jian Ping Zhang é o gerente executivo de uma fabricante de produtos de utilidades domésticas em Zhongshan. Ele foi um dos empresários chineses que vieram ao Brasil para trocar contatos com empresários brasileiros. Durante os encontros de negócios, que aconteceram na parte final do evento, Zhang mostrou-se otimista. “Recebi muitos cartões de empresas brasileiras. Já iniciamos comunicação e espero que algo se concretize mais para frente”, disse.

Eric Yang, por sua vez, CEO da Qiaokang Electrical Appliance, empresa de eletrodomésticos de Zhongshan, mostrou-se mais incrédulo. “A exposição tem sido legal, mas o momento atual da economia brasileira não é dos mais favoráveis. Há muitas taxas e impostos”, reclamou.

Fonte: Brasil Comex

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