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Crescimento do setor eólico coloca grande potencial para prospecção de novos negócios

O estado da Bahia tem apresentando grande potencial para prospecção de novos negócios, além disso o crescimento do setor eólico aparece como uma destas oportunidades. Segundo explica Rui Ramos, executivo da Intercarrier Transporte Internacional, a empresa afretou um navio, o “Aliança Energia”, para atuar basicamente no carregamento de pás eólicas. “Dentre as vantagens, está o tempo de entrega menor e o risco de avaria reduzido dentro do trajeto de cabotagem”. Para viabilizar a operação, a empresa negociou com o Tecon Salvador e com a Codeba (Companhia de Docas da Bahia), uma série de adaptações nas instalações para viabilizar a retirada de cargas eólicas do Porto de Salvador. Ainda segundo ele, já foram retiradas aproximadamente 80 pás do porto e a tendência é que este número continue crescendo.

Para Júlio Macedo, da Renova Energia, a logística eólica possui muitas peculiaridades dentro de sua cadeia e é preciso estar atento para questões como o risco de transporte de cargas superdimensionadas, horários limitados para circulação de cargas e os custos envolvendo o transporte. Para ele, nesse sentido, a cabotagem traz vantagens em relação ao transporte rodoviário, uma vez que apresenta um menor transit time, maior agilidade na logística de grande volume de cargas e menor risco de avarias e sinistros. “Porém, alguns fatores ainda merecem atenção: o maior impacto é em relação ao custo, que fica entre 30 e 40% acima do que é pago no transporte rodoviário, além da disponibilidade de navios reduzida”, alerta.

Na mesma linha, Rui Ramos, lembra que este mesmo cenário para cargas de projeto já foi a realidade do transporte conteinerizado. “Existe uma diferença entre caminhão e navio, a cabotagem é mais cara no que se diz respeito a carga de projeto, mas, conforme se aumenta a demanda de carga, se diminui o custo, assim como ocorreu com os contêineres. Estamos passando por uma fase de redução de custos para o transporte de cabotagem e, por isso, discutir e incentivar tal temática torna-se fundamental”, completou.

Fonte: Guia Marítimo

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