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Santos Brasil garante operações no complexo santista até 2047

A Santos Brasil, empresa que administra o Tecon, na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos, garantiu suas operações no cais santista até 2047. Isto foi possível graças à prorrogação antecipada de seu contrato de arrendamento, que venceria em 2022. Para isso, a operadora portuária assumiu o compromisso de investir R$ 1,2 bilhão na instalação.

Esses investimentos deverão garantir o aumento da capacidade de movimentação de contêineres no Tecon. Dos atuais 2 milhões de TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés) movimentados anualmente, o volume passará a ser de 2,4 milhões de TEU por ano.

Além disso, a previsão é de que a instalação alcance a marca de 150 MPH (movimentos por hora). Uma das principais intervenções previstas é a ampliação do cais dos atuais 980 metros para 1.200 metros, por meio do prolongamento do trecho acostável até o Terminal de Exportação de Veículos (TEV).

A ampliação viabilizará a atracação simultânea de três novos navios Panamax, capazes de carregar entre 7.000 e 12.500 TEU.

De acordo com o presidente da Santos Brasil, Antonio Carlos Sepúlveda, esta será a etapa mais trabalhosa do projeto da empresa. Com as intervenções, a instalação poderá receber até três navios de 366 metros simultaneamente.

A Santos Brasil se comprometeu a aprofundar os berços do terminal para 15 metros. Após esta intervenção, a manutenção da profundidade ficará a cargo da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a estatal que administra o complexo santista). A estrutura do cais também precisará ser reforçada para garantir a segurança após a obra.

Os quatro ramais ferroviários, que atualmente contam com 400 metros de extensão, serão ampliados e passarão a ter 800 metros. Isso vai permitir a entrada de uma composição férrea inteira no terminal – o que é impossível atualmente.

Uma nova integração intermodal eliminará o cruzamento entre os caminhões que saem do terminal e as linhas de trens. Além disso, o Tecon passará por uma remodelação completa do pátio de operações para tornar sua logística mais eficiente, com a organização e a segregação do fluxo.

O projeto também engloba a aquisição de novos equipamentos, entre eles seis portêineres (usados para movimentar os contêineres entre o cais e os navios) do tipo double hoist. Eles substituirão os cinco que são utilizados atualmente e foram adquiridos em 2005 pela empresa.

Os novos portêineres terão 65 metros de lança que podem alcançar até a 24ª fileira de contêineres dos navios. Entre as aquisições, também estão 44 RTGs (guindastes de pórtico sobre pneus) elétricos, 16 RMGs (guindastes de pórtico sobre trilhos) e 140 terminal tractors (carretas tipo reboque) para a movimentação de cargas no pátio.

Intervenções

A previsão da Santos Brasil é de que as obras sejam iniciadas no próximo ano e concluídas até 2020. A empresa garante que a realização dos trabalhos ocorrerá por etapas e não trará impacto direto no dia a dia das operações do terminal.

A ampliação da extensão do cais acostável será realizada logo na primeira fase. Na sequência acontecem as obras nos berços de forma que a empresa possa contar sempre com três deles operando normalmente.

“Com os novos investimentos, o Tecon Santos, que já é referência na movimentação de contêineres, poderá receber de maneira eficiente os meganavios que chegarão em breve ao porto, dando mais competitividade ao importador e exportador brasileiros”, destacou Sepúlveda.

Renovação

“A prorrogação antecipada da Santos Brasil vai dotar o maior porto da América Latina de um terminal de con-têineres de alta capacidade e eficiência, permitindo a Santos e ao País estarem capacitados para receber navios de grande porte e mais modernos nas próximas décadas. Vai dinamizar nosso comércio internacional, reduzindo o custo Brasil”, afirmou o ministro dos Portos, Edinho Araújo.

Até agora, foram prorrogados antecipadamente outros cinco contratos de arrendamentos, além da Santos Brasil, que somam investimentos de R$ 5,3 bilhões. Quatro são de terminais do Porto de Santos.

A Ageo Terminais em Santos se comprometeu a investir R$ 187 milhões na instalação, enquanto a ADM do Brasil fará aportes de R$ 207 milhões. Já a Copape aplicará R$ 295 milhões e a Libra Terminais investirá R$ 776 milhões. Em Itaguaí (RJ), a CSN fará investimentos de R$ 2,6 bilhões.

Fonte: A Tribuna

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