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Dia do Comércio Exterior – entenda como funciona o processo de exportação no Brasil

No dia 28 de janeiro se comemora o Dia do Comércio Exterior. E nesse dia muitas dúvidas surgem de forma comum: qual a história do comércio internacional, por exemplo. Aliás, tem uma pergunta ainda mais popular: como funciona o processo de exportação no Brasil?

A ideia é justamente falar dessas curiosidades sobre o comércio exterior brasileiro. Assim, você vai ver que muito mais do que a teoria pode dizer, toda evolução do comércio internacional faz sentido até que a gente chegue às novas tecnologias usadas na logística de hoje em dia.

O começo do comércio internacional no Brasil

O começo é antigo e vem de 1808. Sim, essa data mesmo que você se lembrou: quando D. João VI chegou ao nosso país com toda a Família Real. Aí, foi bem no dia 28 de janeiro que ele assinou a abertura dos portos brasileiros. Por isso, essa é a data do Dia do Comércio Exterior.

Nesse dia, o decreto dizia que estrangeiros poderiam exportar produtos da Colônia, como é o caso do açúcar, do algodão e até mesmo do tabaco. Ah, o pau-Brasil não era permitido. Ao mesmo tempo, a gente podia importar mercadorias da Europa.

E apesar de parecer algo simples, isso mudou muito a matriz de produtos que a gente movimentava por aqui – seja aqueles que iam ou os que vinham. Assim, temos um resumo do comércio internacional no Brasil. Só que a história foi além.

A evolução do comércio exterior brasileiro

Para os historiadores atuais, esse primeiro passo foi importante para que o país conseguisse se emancipar no futuro. Ou seja, a evolução do comércio exterior brasileiro passa pela assinatura do decreto de D. João VI e pelas novas regras que foram criadas nos anos seguintes.

Por exemplo, a partir de 1841, o governo brasileiro terminou com o contrato com os ingleses e isso fez com que algumas indústrias fossem instaladas no nosso país. Na contrapartida, a exportação de café aumentou.

Mas, foi só em 1860 que tivemos o primeiro saldo positivo da balança comercial (o café representava 50% das exportações). Bem mais tarde, em 1901, a gente teve a expansão do comércio exterior, com o destaque para a borracha (97% da produção do mundo).

A geografia do comércio exterior no mundo

Se a gente começou falando do Brasil, vamos dar um passo para trás agora mesmo. Por aqui, tudo aconteceu com a vinda da Corte Portuguesa em 1808. Mas, antes disso, há estudos que dizem que os chineses começaram a praticar o comércio no oitavo milênio a.C.

Isso foi quando fizeram rotas para outros países asiáticos levando a seda. Já os egípcios comercializam produtos agrícolas pelo Rio Nilo. E a ideia de comércio exterior veio bem mais tarde, com a industrialização, comunicação e avanços tecnológicos além das fronteiras.

O resultado é que hoje, incluindo o Brasil, o comércio exterior pode acontecer por vários modais, como o Hidroviário, o Rodoviário, o Ferroviário e até mesmo o Aéreo. E sem falar na possibilidade do transporte de líquidos e gases, que é outra alternativa moderna.

O mercado de trabalho no Comex (Comércio Exterior)

Aqui está outra curiosidade sobre o Comércio Exterior Brasileiro. Inclusive, parece que mudamos o assunto do texto da água para o vinho, certo? Mas, esse tópico é apenas uma ponte para que a gente possa chegar em outro assunto: o processo de exportação no Brasil.

Bem, vamos lá. O profissional do Comércio Exterior, que também comemora o seu dia em 28 de janeiro, pode atuar em áreas logísticas, em instituições de câmbio, em companhias privadas ou do governo, além do marketing internacional ou com o despacho aduaneiro.

Isso quer dizer que é um grande mercado para profissionais que possuem conhecimento em áreas do mercado internacionais. Os diretores dessas áreas podem ter salários acima dos R$ 23 mil ao mês. Já os cursos podem ser bacharelados ou tecnólogos.

Como funciona o processo de exportação no Brasil

Além desse mercado de trabalho, quando a gente pensa na evolução do comércio exterior brasileiro, nós também podemos chegar a outro ponto: da exportação. Isso por que uma dúvida muito comum é sobre como funciona o processo de exportação no Brasil. Você sabe?

A ideia desse texto não é aprofundar nessa pergunta, mas dar alguns insights sobre o tema. Até mesmo porque isso representa ótimas oportunidades de negócios e pode ser um ponto estratégico para quem quer ampliar as operações.

Frase Destacada: Leia também: como trabalhar com Comex de forma autônoma

Além de ter uma empresa legalmente constituída, o empreendedor deve ter um estudo que viabilize essa ideia da exportação de produtos para outros países. Esse estudo de viabilidade é um ponto de partida e deve ser muito bem estruturado.

Os tipos de exportações brasileiras da atualidade

Hoje em dia, a gente tem dois tipos de exportações que podem ser feitas. E isso também explica como funciona o processo de exportação no Brasil. A exportação direta é quando o produto é exportado e é faturado pelo próprio fabricante. Simples assim.

Já a exportação indireta é aquela que o fabricante não tem contato com o mercado internacional. Ou seja, o processo de exportação acontece por outra empresa brasileira, que compra os produtos para vender lá fora.

É importante saber que quando se trata de exportações, cada país tem a sua própria regra e por isso é preciso ter conhecimento, inclusive, com a melhor logística para se chegar ao destino final. Nessa hora, até as embalagens possuem importância.

Quanto o Brasil exporta por ano

Agora que você viu que esse é um mercado promissor, pode ser que a sua próxima dúvida seja sobre o volume de exportação brasileira, certo? O governo tem uma página que informa isso. E por lá você encontra desde os dados preliminares até os mensais.

Para se ter uma ideia mais concreta de quanto o Brasil exporta por ano, saiba que em 2020, as exportações atingiram US$ 209,921 bilhões. Enquanto isso, as importações ficaram em US$ 158,926 bilhões.

E agora que você sabe como funciona o processo de exportação no Brasil fica mais fácil entender porque o Brasil consegue ser um dos líderes no comércio mundial em assuntos como o frango, a soja, o petróleo, a celulose, além do açúcar e manufaturados.