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Importação de medicamentos – Saiba como funciona

A importação de medicamentos se tornou uma ideia lucrativa para muitas empresas do Brasil. No entanto, é preciso levar em conta todo o processo para estar dentro da legislação e das recomendações da Anvisa.

Criamos um conteúdo que vai trazer os pontos mais importantes de como fazer essa comercialização internacional. Inclusive, curiosidades. Sabia que os Estados Unidos não são os nossos principais fornecedores? Nem mesmo a China! Continue lendo e saiba tudo!

A importação de medicamentos no Brasil

Em 2019, os medicamentos ficaram no TOP 10 do ranking das importações brasileiras. Depois, com a pandemia da Covid-19, a atividade aumentou ainda mais. Com isso, também cresceu o interesse de pessoas e empresas em fazer a compra internacional de remédios.

O que se explica pelo fato de que o Brasil é um país que produz poucas substâncias como essas quando comparado a outras nações. Assim, buscar o mercado internacional se torna uma ideia para o abastecimento da demanda interna.

importação de medicamentos

É uma oportunidade de negócio. Com base no ComexStat, o nosso país importa a maior parte da:

  1. Alemanha (16%), 
  2. Estados Unidos (14%), 
  3. Suíça (13%), 
  4. China (9,2%) e 
  5. Bélgica (7,9%). 

Depois, vem países como: Itália, Irlanda, Dinamarca, Índia e França.

Esse é um dado interessante porque diferente de outros produtos, na área de medicamentos não é a China que é o nosso principal parceiro comercial.

Além disso, há outro ponto que precisa ser considerado nas atividades internacionais com remédios: os impostos. Atualmente, eles variam de 0% até 14% dependendo de alguns fatores e da criação de medidas governamentais.

Desde o boom do Coronavírus, o Governo Federal tem reduzido as tarifas de vários remédios, chegando a zerar uma boa parte deles. É o caso do xarope de frutose, cloreto de sódio puro, álcool etílico, ácido láurico, dipirona, omeprazol, entre outros.

Como importar medicamentos 

Para fazer a importação de medicamentos a regra é: seguir as normas e os trâmites legais junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Temos um texto que menciona a importação a partir da regularização desse órgão e abaixo separamos as principais etapas para fazer essa atividade de importação. Confira!

O controle de importações da Anvisa

A primeira parte é levar em conta a legislação. O Regulamento Técnico de Bens e Produtos Importados para fins da Vigilância Sanitária é o principal documento. Ele é representado pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 81/2008.

O procedimento 5.3 traz o tema da importação de medicamentos em geral, com a Licença de Importação (LI) no Siscomex. E diz também que o importador precisa ter a AFE (Autorização de Funcionamento).

A criação dos Postos de Vigilância Sanitária

A partir de abril de 2018, a Anvisa mudou a sistemática da alfândega dos remédios. Assim, nasceu a Orientação de Serviço 47/Dimon. A ideia foi criar postos de Vigilância Sanitária Únicos por assuntos.

Atualmente, os produtos podem ser analisados por um dos quatro postos da Anvisa, sendo:

PAFPS – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Produtos para Saúde

PAFME – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Medicamentos

PAFAL – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Alimentos

PAFCO – Posto de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados em Cosméticos, Saneantes, Higiene e Outros

Ou seja, todos os medicamentos importados são avaliados pelo PAFME.

O processo eletrônico de importação

Junto com os postos, veio o conceito da digitalização, tornando o processo totalmente eletrônico. Para isso, o Portal Único Siscomex. Existe uma cartilha da Anvisa com um passo a passo e orientações gerais para o envio eletrônico dos documentos.

Ele ensina tudo sobre como registrar a Licença de Importação (LI), anexar a Petição Primária, acessar a Caixa Postal do importador, preencher os formulários e até mesmo efetuar o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU).

A documentação para importar remédios

Ainda durante o processo, leve em conta os documentos necessários para a atividade. Todos devem estar anexados no Portal Siscomex. Entre eles:

  • Petição para Fiscalização e Liberação Sanitária
  • Extrato da Licença de Importação
  • Fatura Comercial
  • Conhecimento da Carga Embarcada
  • Laudo Analítico de Controle de Qualidade
  • Declaração do Detentor do Registro

Também deve ser de seu conhecimento, enquanto importador, que após a análise da LI, a Anvisa pode exigir novas informações, esclarecimentos ou documentos pertinentes ao risco do processo de importação. O prazo para o cumprimento da exigência é de 30 dias.

Quanto ao indeferimento da LI, a partir da RDC 204/2005, a falta de informação ou documentação pode levar a esse fim. Assim como o enquadramento incorreto ou o não cumprimento do prazo legal.

Curiosamente, em 2019, saiba que mais de 28% dos motivos de indeferimento teve a ver com a ausência de documentos e a segunda maior parte (23%) teve relação com os códigos incorretos da petição. Temos um artigo sobre como evitar as multas na importação.

importação de medicamentos

Qual é o custo para importar medicamentos

O valor para importar os medicamentos dos Estados Unidos, da Alemanha, da China e outros lugares vai depender do porte da empresa. E isso está descrito na RDC 222/06, que traz reduções na TFVS como:

  • 15% para empresas de grande porte
  • 30% a 60% para empresas de porte médio
  • 90% para pequenas empresas (EPP)
  • 95% para microempresas

A TFVS é a Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária, que é um tributo cobrado das empresas nos processos regulatórios. Ela deve ser paga através da GRU.

Com relação à tabela de valores da importação de medicamentos, também é preciso se atentar a RDC 198/17, que tem a ver com a quantidade de itens. Veja:

  • Até 10 itens – R$ 177,29
  • De 11 até 20 itens – R$ 354,58
  • De 21 até 30 itens – R$ 531,87
  • De 31 até 50 itens – R$ 1.772,90
  • De 51 até 100 itens – R$ 3.545,80

Essa taxa deve ser paga antes do peticionamento de qualquer solicitação feita à Anvisa.

Mais sobre a importação 

Sabemos que escolher o melhor modal para sua operação logística é um desafio. Nós da DC de auxiliamos nesse processo, mas resolvemos criar um material que vai te ajudar a entender quais características devem ser consideradas nessa escolha:

Você pode acessar outros conteúdos gratuitos em nosso site. Caso queira falar com um dos nossos especialistas, é só clicar aqui.  

 

Saiba o que é o seguro internacional de cargas e conheça as vantagens

Os gestores de logística que atuam no comércio exterior sabem que um dos maiores entraves do setor tem a ver com a proteção das mercadorias. Por isso, o seguro internacional de cargas, que não é obrigatório, tem muita importância para que as empresas tenham tranquilidade no negócio.

Para entender tudo sobre esse tipo de seguro, leia os seguintes tópicos:

  • O que é seguro internacional de carga
  • Por que fazer um seguro internacional de cargas
  • Os tipos de seguros de transporte de cargas internacional
  • Os seguros obrigatórios para o transporte internacional
  • Quanto custa um seguro internacional de carga
  • Como contratar o seguro internacional de carga

O que é seguro internacional de cargas

Na melhor definição atual, “o seguro internacional de cargas é o serviço contratado por quem importa ou exporta para proteção da carga de qualquer sinistro que possa acontecer”.

A explicação torna mais fácil entender os dois lados desse negócio:

  • Para o importador – uma forma de ter a certeza de que a compra não vai ter prejuízo.
  • Para quem exporta – a opção de um serviço adicional oferecido ao cliente.

Com base na frequência das operações logísticas, a empresa pode optar por duas modalidades na contratação do serviço. Assim, o avulso é para quem faz viagens isoladas e a apólice aberta é para companhias com mais de uma operação no mês.

As seguradoras são obrigadas a emitir uma apólice após contratação do serviço. A partir do que diz o Código Civil, o seguro é um documento obrigatório que isenta a necessidade de uma nota fiscal da seguradora.

Por que fazer um seguro internacional de cargas

A lista de benefícios para contratar esse tipo de seguro internacional é extensa. Por isso, trouxemos aqui alguns dos principais. Um deles é sobre garantir a estratégia de negócios da empresa, aumentando a segurança contra os riscos operacionais que podem acontecer.

No caso de danos à mercadoria, seja pelo manuseio, roubo, extravio ou acidentes, a empresa tem a preservação de garantias. Isso explica porque os gestores levam em conta essa medida para minimização dos riscos da operação.

Além da proteção, o seguro de cargas também é um diferencial competitivo porque dá mais valor ao transporte feito ao exterior. Ao passo que esse tipo de transparência aumenta a confiança da empresa logística no mercado.

Por último, o benefício financeiro. Ele permite que a contratação de seguros previna os maiores gastos que poderiam acontecer com os acontecimentos imprevisíveis. Por isso, alguns agentes chamam esse tipo de seguro de investimento.

Os tipos de seguros de transporte de cargas internacionais

O seguro internacional de cargas tem como principal finalidade garantir a proteção das mercadorias. Por consequência, envolve toda a segurança de toda a cadeia de suprimentos da empresa. Dependendo do produto, o tipo de seguro pode variar. 

Tanto é que cargas especiais, cargas perigosas e cargas perecíveis exigem mais cuidado durante os trajetos.

Cobertura Básica Ampla A

É uma cobertura que serve para qualquer dano de causa externa da mercadoria. Inclusive, o roubo da carga. É a mais completa de todos os tipos.

Cobertura Básica Restrita B

Agora uma opção que garante o prejuízo parcial ou a perda total da mercadoria que é decorrente de acidentes com o veículo de transporte. Mas, também de outras naturezas. É um serviço que pode ter a adição da cobertura para os casos de roubos.

Cobertura Básica Restrita C

Essa é a cobertura mais restrita que existe para cargas porque cobre apenas os riscos de acidentes com os veículos que estão transportando. Ou seja, não cobre riscos de outras naturezas, como furto, roubos ou desaparecimento de mercadorias.

As coberturas extras nos seguros de cargas

Além desses três tipos de seguros de transporte internacional, os gestores podem contratar as coberturas adicionais, a partir da necessidade da empresa. Atualmente, existe uma grande variedade de serviços.

Por exemplo, os adicionais de frete, despesas, tributos, lucros esperados, embarques, transbordo, riscos de greves, riscos de guerra, prorrogação de prazo, benefícios internos, destruição, roubos, extravios, riscos de quebra e muito mais.

O que o seguro de cargas não cobre

Ao mesmo tempo que é possível adicionar coberturas, saiba que o seguro de cargas não garante determinados tipos de perdas, danos ou despesas. Assim, a seguradora fica isenta de indenização. 

A partir da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), o seguro não é coberto em casos de má conduta intencional do segurado, falta de mão de obra (greve, lock-out, tumulto, etc), reclamação com base na perda da viagem, rebeliões e atos de hostilidade.

Os seguros obrigatórios para o transporte internacional

Na introdução, vimos que esse seguro de carga não é obrigatório, certo? No entanto, existem os seguros que não são voltados para a carga em si, mas sim para os transportadores. Nesse caso, eles são obrigatórios. Temos um resumo de cada um deles.

O que é seguro internacional de cargas

RCTR-VI

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador em Viagem Internacional é para transportadores rodoviários em viagens internacionais. Logo, serve para proteção de riscos e danos de mercadorias dos clientes.

RCA-C

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Aquaviário de Carga é obrigatório para transportes marítimos, fluviais e por lagos. Assim, ele faz a cobertura de danos e riscos que podem acontecer durante os percursos.

RCTA-C

O Seguro de Responsabilidade Civil Transportador Aéreo de Carga é para transportes aéreos. Por isso, é usado contra riscos ou danos de mercadorias de terceiros, clientes, durante os trajetos.

RCF-DC

O Seguro de Responsabilidade Civil Facultativa por Desaparecimento de Cargos é opcional para transportador rodoviário. Dessa forma, quem faz o transporte é indenizado no caso de perda de carga no caso de roubos ou desaparecimento de mercadorias.

RCTF-C

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Ferroviário é para transporte ferroviário nas eventualidades de danos materiais aos produtos.

RCTR-VI

Agora o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Viagens Internacionais, que é usado nos países do Mercosul. Logo, ele cobre riscos e acidentes apenas nesses países.

RCTR-C

O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga é obrigatório para esse tipo de transporte. Então, oferece garantias quando há danos aos bens.

Quanto custa um seguro internacional de cargas

Cada nova apólice que surge no mercado de seguros é única. O motivo é que a simulação é feita a partir da operação de cada cliente. Assim, o resultado leva em conta diversos aspectos individuais, como tipo de transporte, destino, as coberturas, período, etc.

Quando se tem no estudo as apólices abertas, a conta é mais simples, sendo que é feita a partir da multiplicação do valor da carga (com base na nota fiscal) pela taxa do seguro definida. E nessa soma deve-se incluir o Imposto sobre Operações Financeiras.

Um ponto importante é saber que em todo contrato com a seguradora devem estar as seguintes informações: valor do prêmio, franquia da apólice, verbas ou importâncias seguradas, prazo de vigência, lista de bens não compreendidos, limite máximo e riscos.

Como contratar o seguro internacional de cargas

O ideal a se fazer é procurar uma corretora especializada em seguro de carga internacional. Ao passo que os gestores e responsáveis devem elencar vários dados do transporte. O primeiro ponto tem relação com o tipo de mercadoria que será transportada. Depois, a natureza da carga, do modal escolhido e dos riscos. 

O que é seguro internacional de cargas

Uma curiosidade é saber que o transporte pode ser intermodal ou multimodal. Um exemplo é quando o produto vai dos caminhões até o embarque feito em navios. Assim, ele usa o frete rodoviário e o marítimo em um mesmo negócio.

A DC Logistics Brasil oferece assessoria completa para as empresas que estão em busca dos seguros de cargos. Para saber mais, entre em contato aqui.

O Incoterm do frete

Antes de terminar a leitura, vale a pena entender o que é Incoterm. Afinal, os termos da apólice serão baseados nele.

Eles são Termos Internacionais do Comércio, ao passo que a ideia é tornar todo procedimento internacional mais seguro e mais preciso.

A criação é de 1936 pela Câmara Internacional do Comércio (CCI). Assim, as normas melhoram a comunicação entre os países, evitando conflitos nas transações e chegando ao maior objetivo proposto.

Inclusive, nós temos um conteúdo em formato de eBook que menciona todas as mudanças dos Incoterms. Veja abaixo.

Saiba o que é Logística 4.0 – exemplos e benefícios

Uma produção em larga escala indica um grande volume de produtos. Logo, estoques cheios com itens disponíveis para a demanda. Essa era uma ideia que dava certo. Só que hoje, não mais. Essa mudança de visão e de cultura tem tudo a ver com a Logística 4.0.

Que pode ser vista como a melhor estratégia está na experiência do cliente e na fabricação apenas o que é necessário para o curto tempo.

 O conceito permite vantagens alinhadas ao faturamento da empresa, diminuindo o consumo de matéria-prima, os altos níveis de estoque e tornando os processos de entregas mais otimizados. Interessante, não achou?

Então, continue lendo este conteúdo para entender tudo sobre o assunto.

  • O que é Logística 4.0
  • Os exemplos de Logística 4.0
  • Qual é o impacto da Logística 4.0
  • Como implementar a Logística 4.0 na sua empresa

O que é Logística 4.0

O termo acompanha a 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0. A principal característica da Logística 4.0 tem a ver com as mudanças nos processos, que aconteceram a partir de tecnologias, automatizações e da digitalização. É a busca constante por melhorias.

Na área logística, é possível ver um impacto positivo direto na redução de custos e na qualidade dos serviços prestados (especialmente, no armazenamento e na entrega). Com o uso de novos equipamentos, técnicas e modelos de trabalho, o ambiente se modernizou.

Tudo isso se tornou possível devida a adaptação da tecnologia da informação para o contexto industrial. Por isso, o uso de termos cada vez mais comuns nessa área, como sistemas de automação, robôs, IA (Inteligência Artificial) e IoT (Internet das Coisas).

Na prática, vale muito a pena observar que essa interconexão da tecnologia com a indústria impactou diretamente a gestão de supply chain. Com isso, é possível coletar e analisar os dados de maneira centralizada e em busca das melhores tomadas de decisões.

Os exemplos de Logística 4.0

A partir do conceito de Logística 4.0, podemos observar as novas tecnologias que estão mais presentes nessa área. Aliás, há uma ligação direta com a melhora dos processos operacionais e também com o ambiente corporativo e de liderança. Veja os exemplos.

Logística 4.0

A Internet das Coisas

É o que faz com que os aparelhos se conectem através da internet. É uma tecnologia mais simples de ser observada porque é muito comum para usos domésticos, além dos industriais. Um bom exemplo é o celular, que se conecta com veículos, máquinas, drones, etc.

A característica tem a ver com o envio e recebimento de dados digitais, onde a conexão pode ser usada em várias etapas do trabalho.

O Big Data

Muito importante para a cadeia industrial porque permite que grandes volumes de dados não estruturados sejam analisados de modo simples. A tecnologia torna possível relacionar essas informações, o que nos leva a uma visão mais ampla de todo fluxo produtivo do negócio.

É possível entender o Big Data através das suas vantagens. Por exemplo, a integração de volumes gerados em vários ambientes, aceita várias fontes de informação, faz tudo em um processamento rápido e altamente confiável. Logo, gera benefícios reais para os gestores.

A computação em nuvem (cloud computing) 

É um tipo de tecnologia que fez com que os dados de uma empresa pudessem ser virtualizados, isto é, levados para um ambiente seguro. Tudo acontece através do envio, do recebimento e do gerenciamento de computadores, sem a necessidade de espaço físico.

A computação em nuvem ou cloud computing traz vantagens também na mobilidade. Porque além da questão digital, também permite que os documentos ou arquivos sejam acessados de qualquer lugar e a qualquer momento.

O machine learning

Outro dos exemplos da Logística 4.0 é o machine learning. Ele é uma forma de fazer com que as máquinas possam analisar as informações recebidas. Como consequência, temos uma melhoria nos dados ligados à segurança ou estoque, por exemplo.

É como um software que permite que a inteligência artificial (IA) seja aplicada. Já a IA é uma tecnologia que torna possível que máquinas repliquem o comportamento humano. Inclusive, ela também tem o seu papel de importância no setor logístico.

A DC Logistics faz isso através da robotização de mensagens. Essa automatização permite que um diálogo pré-definido com o cliente aconteça. Ao passo que perguntas comuns podem ser respondidas brevemente, simulando uma conversa humana.

Qual é o impacto da Logística 4.0

Para uma empresa, o impacto dessas novas tecnologias que atuam na digitalização de processos pode ser visto através dos benefícios diretos no dia a dia. Aliás, esse é um conceito que se mostra como diferencial competitivo cada vez mais, proporcionando um ambiente moderno.

Logística 4.0

A análise de dados

Entender o que é Logística 4.0 nos leva ao principal objetivo dela, que é a melhoria na análise de dados. Há bastante tempo, o investimento em tecnologia potencializa os resultados de todas as empresas. Com informações mais rápidas e precisas, os processos são otimizados.

Você também vai gostar de ler: as vantagens de adotar uma cultura data driven

A redução de perdas

A partir da coleta e análise dos dados, rapidamente chegamos às áreas de produtos e de estoque. Assim, dá para reduzir perdas sem que seja necessário fazer recontagens ou impasses que poderiam atrasar as entregas e os resultados.

A redução de custos

Como consequência direta de toda automatização e melhores tomadas de decisões, fica mais fácil se chegar na redução de custos. Inclusive, as próprias diminuições de perdas indicam esse benefício de uma operação mais eficiente e com mais lucro.

A estratégia de negócios

Supply Chain. Já mencionamos que um viés muito importante das tecnologias chega até essa área da logística. Dessa forma, as organizações podem criar estratégias mais alinhadas com os objetivos. E dá para monitorar todo fluxo, otimizando o tempo de trabalho.

A satisfação dos clientes

Inevitavelmente, os clientes passam a ser melhores atendidos e ficam mais satisfeitos. Nessa hora, fica claro um impacto da Logística 4.0: na experiência do consumidor. 

Com menos erros nos pedidos e informações mais organizadas, a empresa pode oferecer mais competitividade.

Como implementar a Logística 4.0 na sua empresa

Depois dos exemplos e benefícios da Logística 4.0 é importante saber como inserir esse conceito dentro da sua empresa. De maneira resumida, é preciso identificar as necessidades e criar as prioridades para que o plano de ação funcione. Conheça as principais etapas para isso.

Logística 4.0

A mudança cultural

O termo é totalmente ligado à tecnologia. Só que a ideia de implementar esse conceito só vai dar certo se houver uma mudança cultural no fit da empresa. Esse pensamento vai alterar a forma de pensar, de agir e de tomar decisões por parte de todos os colaboradores.

Durante essa etapa, vale muito a pena investir em treinamentos regulares para que exista um acompanhamento geral, de todos os participantes, sobre os novos sistemas e processos. Dessa forma, a mudança acontece na prática.

O investimento em tecnologia

A tecnologia é o assunto mais importante. No entanto, o erro está em escolher uma das ferramentas ou soluções e aplicar sem conhecimento. É preciso saber o que realmente faz sentido para o seu negócio. Estude e valide todas as opções para ter essa resposta.

As novas estratégias de negócios

Com esse passo a passo, a integração de processos será uma realidade e poderá ser aplicada diretamente na cadeia de suprimentos. Dessa forma, o fluxo vai do fornecedor até a transportadora e toda informação estará disponível de maneira ágil e em tempo real.

Um bom exemplo vem da comunicação com embarcadores, transportadores e demais parceiros. O que torna possível reduzir o retrabalho, diminuir gastos e falhas, além de tornar o processo todo mais confiável.

Resumo: entenda a Logística 4.0 como estratégia de negócios

Após a leitura, um breve resumo indica que a Logística 4.0 é uma evolução do processo tradicional dessa área. A característica principal tem a ver com o investimento em tecnologias para a gestão de Supply Chain e para aumentar o market share das empresas.

Cada vez mais, a tendência indica a automatização das atividades, aumentando a produtividade e o ganho de eficiência em todas as operações.

Guia do Novo Processo de Importação (NPI)

O Novo Processo de Importação (NPI) surgiu com o objetivo de mudar e revolucionar a maneira com que os produtos são importados no Brasil. Todas as empresas que participam desse processo estão envolvidas, independente do porte ou do setor.

A nossa estrutura da NPI fez surgir a DUIMP. Mas, como vai funcionar a DUIMP? Ela é a Declaração Única de Importação e vai usar a tecnologia da Era Digital para otimizar todo o fluxo de cadastros, evitando o retrabalho. O foco é otimizar as operações de importação.

As informações cadastradas estarão disponíveis para vários órgãos ao mesmo tempo, o que vai permitir mais agilidade em cada uma das etapas da importação e na liberação dos produtos.

O grande instrumento do NPI é a DUIMP. Essa declaração é um instrumento que vai vigorar no lugar de outra declaração, a DI (Declaração de Importação). Assim, o grande diferencial passa a ser o fato de ter potencial digital, trazendo as informações de modo eletrônico.

A DUIMP deverá constar: dados aduaneiros, comerciais, financeiros, cambiais e fiscais. Seja na importação direta ou indireta, a DUIMP passa a ser obrigatória.

O novo processo de importação fará com que o documento exista antes mesmo da chegada da mercadoria no Brasil, o que não acontece hoje em dia. Um dos resultados positivos é que a carga poderá ser liberada mais rapidamente.

A Duimp está ativa no sistema desde julho de 2021. No entanto, ela está ainda restrita a algumas operações e a comunicação com vários órgãos anuentes ainda está sendo estabelecida. 

Como funciona o processo de importação de um produto

A primeira coisa importante para saber como funciona o processo de importação de produtos é entender que ela pode acontecer de forma direta ou indireta. Cada uma tem as próprias vantagens e desvantagens.

Para entender todos os passos e realizar a importação de maneira segura e eficaz, leia um eBook que criamos trazendo todas as etapas. Ele pode ser baixado de graça no seu celular ou computador. Inclusive, a gente menciona cada um dos documentos para essa operação.

 Clique aqui para baixar o eBook gratuito sobre importação.

Agora, vamos a uma próxima parte deste texto: o que muda no novo processo de importação?

O Novo Processo de Importação de Produtos

O fluxo do Novo Processo de Importação, que foi divulgado pelo Governo Federal a fim de melhorar o comércio exterior, vai trazer padrões para as atividades de pessoas físicas e jurídicas.

Além da DUIMP, também vem outras etapas no NPI, como o Catálogo de Produtos, o Cadastro de Atributos, o Controle de Carga e Trânsito (CCT), o Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE) e as Licenças (LPCO). Veja os detalhes.

A DUIMP

É a Declaração Única de Importação, sendo um documento eletrônico que traz todas as informações referentes à importação.

O Catálogo de Produtos

Ele está integrado à DUIMP, sendo que traz todo o cadastro dos produtos importados. A ideia é descrever o produto, a partir de atributos, imagens e tudo mais o que auxilie na fiscalização dos riscos. Acontece antes da DUIMP.

O Controle de Carga e Trânsito

Essa é uma nova ferramenta que será muito útil para a Receita Federal. Isso porque visa o cadastro das cargas aéreas e deve entrar no lugar do Mantra. O CCT tem o foco de controlar os dados aduaneiros, diminuir a burocracia e tornar os processos mais eficazes. Só que vale lembrar que o CCT aéreo ainda não está sendo usado e não há prazos definidos. 

O Pagamento Centralizado do Comércio Exterior

O PCCE é um projeto do Governo que quer facilitar as importações do comércio exterior, seja na importação ou na exportação. A ferramenta permite pagamentos dentro do próprio módulo.

As Licenças, Permissões, Certificados e Outros

Mais uma ferramenta é a LPCO, que permite às novas operações ou operações futuras sem a necessidade de novos registros dos mesmos dados. Esse cadastro, portanto, é único e permite acesso a todos os órgãos presentes na operação, agilizando os deferimentos.

Como registrar uma DUIMP

Essa nova declaração única de importação deve ser preenchida de modo eletrônico. Há campos como identificação da carga. Em um projeto piloto, o Governo permite apenas cargas marítimas para emissão da DUIMP, então, é preciso informar o CE Mercante.

Guia do Novo Processo de Importação

Depois, automaticamente, outros dados são preenchidos, como o valor do seguro. Há ainda a inclusão de processos vinculados. E todo esse processo é muito parecido com o que já acontecia no Siscomex Importação.

Na hora de incluir os produtos, saiba que eles já devem estar cadastrados no catálogo. Depois, aparece uma tela com um resumo de toda a soma das informações da importação.

Quando o NPI começa a vigorar?

Ele já está ativo em todo processo de importação. Lembrando que ele vem sendo implementado desde 2018. Em 2019, a gente criou um conteúdo trazendo as principais novidades daquela época. Hoje, as mudanças são mais intensas, principalmente com a DUIMP.

O que não se sabe ainda é qual é a data definida para que o registro da DUIMP se torne obrigatório.

Para quem quiser saber mais sobre o Programa Portal Único de Comércio Exterior e o Projeto de Nova Importação, desde o começo, saiba que há um documento intitulado “Proposta de Novo Processo de Importação”, disponível no site do Siscomex.

A importância de integrar as áreas da empresa

Mesmo que todas as informações da importação estejam interligadas e otimizadas, considere que elas também atuam de maneira isolada. Por exemplo, não é incomum que empresas tenham setores para pedir materiais, o que faz a compra e outro ligado à importação.

A partir da leitura, fica muito claro que não existe mais espaço para os improvisos durante um processo de importação de produtos. Com o Novo Processo de Importação, a integração de todas as áreas da empresa se torna importantíssima para uma compra de sucesso.

Dessa forma, cada setor deve contribuir com a sua descrição para que todo o processo aconteça. Em alguns momentos, como no cadastro de produtos e na geração da DUIMP, o planejamento se faz imprescindível para que se cumpra as obrigatoriedades.

Depois, vem a classificação fiscal dos produtos e o enquadramento dos atributos. O assunto da importação de produtos é visivelmente estratégico para toda empresa. Até mesmo porque existe a Revisão Aduaneira, que permite que a Receita Federal volte processos de importação para novas análises.

Essa fiscalização intensa e mais transparente exige, portanto, ações cada vez mais focadas em resultados. Isso vale para a hora de Reduzir Custos com essa compra ou até mesmo quando for ter a Licença de Importação.

Na dúvida, A DC Logistics pode ajudar!

No mercado do comércio exterior desde 1994, a DC Logistics Brasil tem o foco no gerenciamento logístico de transportes. Conta com uma rede completa de parceiros, o que permite atender todas as necessidades do mercado.

Para quem está em dúvidas sobre a DUIMP, o Novo Processo de Importação e quer fazer todos os processos de maneira transparente, considere que a DC Logistics Brasil pode ajudar.

Confira os 10 produtos mais importados e exportados pelo Brasil em 2021

Uma pergunta muito comum que o mercado faz é: o que o Brasil mais exporta e importa? Para quem atua na logística, as respostas podem permanecer durante os anos. Mas, no último ano várias mudanças aconteceram entre os produtos mais importados e exportados pelo Brasil.

O ranking abaixo parte dos dados do Governo. Na primeira parte, confira sobre as exportações do país. Em seguida, veja sobre os produtos com os maiores valores de importação. E há muitas curiosidades, atente-se!

Os grupos mais exportados pelo Brasil

Os dados dos produtos mais exportados pelo Brasil em 2021 são do Siscomex e foram divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Complexo Soja (22,9%)

Representando quase ¼ de toda a exportação brasileira em 2021, o complexo soja teve uma alta de mais de 341% se comparado com o último ano. Nesse grupo, estão: soja em grão, farelo de soja e óleo de soja, por exemplo.

Complexo Soja

A razão, com base no que diz o próprio Ministério, vem da safra recorde no país: 137,3 milhões de toneladas de soja em grãos. Fora isso, o preço também foi recorde, já que havia baixa produção e estoque no mundo.

Carnes (16,9%)

O segundo grupo dos produtos mais exportados no Brasil é: carne bovina in natura. O principal comprador do Brasil são os Estados Unidos. Depois, União Europeia e China. Além disso, outros destaques são as exportações de: carne de frango e carne suína.

Produtos Florestais (14,1%)

A celulose impulsiona a categoria de produtos florestais exportados do Brasil. No último ano, houve um recorde no volume. Além disso, os preços que aumentaram mais de 30%. A China é o principal parceiro comercial do país neste grupo. 

Além da celulose, a madeira e o papel nacional foram comercializados com outros países. Tanto é que o Brasil tem hoje uma das maiores fábricas de papel do mundo, a Suzano Papel e Celulose. 

Cereais, Farinhas e Preparações (10,6%)

O quarto grupo dos mais exportados é o de Cereais, Farinhas e Preparações. Dessa forma, o milho é o produto exportado do Brasil com maior destaque, mas que teve o resultado minimizado pelas fortes secas e geadas.

Complexo Sucroalcooleiro (8,7%)

Para fechar a lista dos produtos mais exportados, o Complexo Sucroalcooleiro. Inclusive, a safra da cana-de-açúcar no Brasil teve menor produtividade pelo clima seco. Assim, teve uma queda na sua representatividade do ranking.

Quais os produtos mais exportados pelo Brasil em 2021

A partir dessa apresentação, o Ministério diz que há uma lista de 10 produtos mais exportados no Brasil em 2021. Sendo assim, vamos aos percentuais:

  1. Soja em grãos (13,8%)
  2. Milho (8%)
  3. Café verde (7,3%)
  4. Farelo de soja (7,1%)
  5. Carne de frango in natura (6,9%)
  6. Celulose (6,8%)
  7. Carne bovina in natura (6,2%)
  8. Açúcar de cana em bruto (6,1%)
  9. Algodão não cardado nem penteado (4,9%)
  10. Papel (2,2%)

Esses 10 produtos foram responsáveis por 69,3% de todo valor exportado no país, conforme dados de dezembro de 2021. E outros produtos que não entraram na lista, mas tiveram destaque foram: óleo de soja, trigo, madeira perfilada, suco de laranja e arroz.

Isso quer dizer que alguns produtos entraram e outros saíram da última lista, que fizemos com os produtos mais exportados em 2020. Aliás, quem gosta de estudos, pesquisas e comparações pode ler essa última aqui: relembre.

O que cada região do país exporta

Para terminarmos a primeira parte, temos uma indicação de leitura. Logo, se você é alguém que se pergunta o tempo todo o que é o forte na exportação em cada região do país, esse tópico é para você. Para isso, leve em conta que já temos as respostas.

Os subprodutos do petróleo saem muito de São Paulo. As carnes de aves saem em maior parte de Santa Catarina. Enquanto que n Ceará é forte no ferro e no aço. Então, quer saber sobre todas as regiões? Leia esse conteúdo.

Os produtos mais importados pelo Brasil no Agro

No mesmo documento do Ministério da Agricultura, existem os produtos mais importados. Assim, é ideal conhecemos eles para avaliarmos essa balança dos produtos mais importados e exportados. São eles:

  • Trigo
  • Milho
  • Óleo de palma
  • Malte
  • Papel
  • Salmões, frescos ou refrigerados
  • Álcool etílico
  • Vestuário e outros produtos têxteis de algodão
  • Borracha natural
  • Azeite de oliva

No entanto, com base em um estudo da Logcomex, que fez o Relatório da Importação Brasileira de 2021, vamos conferir agora todos os produtos mais importados do país.

Os produtos mais importados pelo Brasil

Nessa lista geral de importados, usamos um estudo que considera o valor FOB. Veja o ranking. 

  1. Máquinas e aparelhos elétricos, diversos, suas partes e peças (8,3%)
  2. Petróleo, produtos petrolíferos e materiais relacionados (8,3%)
  3. Adubos – exceto os do grupo 272 (6,9%)
  4. Veículos rodoviários – incluindo veículos de almofada de ar (6,5%)
  5. Produtos químicos orgânicos (5,8%)
  6. Produtos farmacêuticos e medicinais (5,5%)
  7. Máquinas em geral e equipamentos industriais, e peças de máquinas (5,3%)
  8. Máquinas e equipamentos de geração de energia (4,3%)
  9. Equipamentos de telecomunicações e de gravação de som e aparelhos de reprodução (3,7%)
  10. Materiais e produtos químicos (3,1%)

Já com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, saiba que o volume de produtos importados na Rússia deu um salto entre 2020 e 2021. Assim, mais do que dobrou (de US$ 2,7 bilhões para US$ 5,7 bilhões).

Com isso, logo após a França, a Rússia passou a competir com países como Índia, Coreia do Sul, Japão, Itália e México entre os maiores fornecedores do Brasil.

E essa lista também mudou bastante com base nos dados de 2020, quando a gente fez um ranking com os 10 produtos mais importados e tinha peças para veículos, conjuntos eletrônicos e inseticidas, por exemplo. Relembre aqui.

Para saber mais

Para saber mais sobre o mercado de logística e os produtos mais importados e exportados no Brasil, acesse o nosso blog. A gente faz publicações semanais com tendências, novidades e estatísticas sobre esse mercado. Aliás, as últimas notícias foram:

Exportação de Móveis – saiba como exportar para os Estados Unidos

A exportação de móveis brasileiros é uma realidade para toda a indústria moveleira. No entanto, ainda existem empresas que não sabem como estabelecer essa operação completa (do envio das mercadorias até a venda final) com o foco nos Estados Unidos.

A ideia desse conteúdo é trazer as possibilidades e explicar como é possível exportar móveis de madeira, em um processo conhecido como cross-border (entre fronteiras). Até mesmo porque as últimas pesquisas são muito positivas, como a da Abimóvel.

O último dado que temos atualizado é do ano passado. E diz o seguinte: “as exportações do setor moveleiro avançaram 50% em 2021”. A informação foi publicada no Monitoramento das Exportações de Móveis da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias Moveleiras).

O mercado de móveis nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, as estimativas do último ano foram positivas. Assim, estimou-se que os norte-americanos gastaram quase US$ 120 bilhões em móveis e roupas de cama.

Além disso, vale a pena trazermos outro cenário para quem tem o intuito de exportar para os Estados Unidos: móveis e decoração representam 12% das vendas geradas no e-commerce com foco para esse país americano.

Outro dado que indica o mercado de lá é: no ano de 2020, o percentual de moradores estadunidenses que compraram móveis ou itens domésticos pela internet foi de 18%.

Entre os maiores responsáveis pelas vendas de móveis para os Estados Unidos no nosso país, a gente tem um valor de quase US$ 200 de preço médio por transação.

Com tantos dados positivos sobre o mercado de móveis nos Estados Unidos e as chances de exportar móveis de madeira para lá, vem a pergunta: como tornar essa operação viável?

Como exportar móveis para o exterior?

Atualmente, com o advento da internet e a facilidade em encontrar informações, os empreendedores, varejistas e gestores conseguem ver com mais facilidade que os processos de exportação não são tão complicados como se achava.

Exportação de Móveis

Quando a gente avalia a exportação de móveis como uma oportunidade para as empresas brasileiras aumentarem o lucro, o interesse se torna ainda maior. Afinal, é uma alternativa interessante para quem quer expandir o negócio através da internet.

A partir disso, vamos trazer abaixo algumas dicas sobre como exportar móveis para os Estados Unidos, partindo de um projeto inicial, pensando em quem nunca fez isso antes.

A habilitação da empresa para exportar móveis

A exportação de móveis é um processo que vai além do vender online e entregar em outro país. Para fazer isso, a empresa precisa estar habilitada, o que envolve um Registro de Exportador, por exemplo.

Esse documento é emitido pela Delegacia da Receita Federal ou pela Secretaria do Comércio Exterior. E para conseguir ele é preciso apresentar informações como: contrato de câmbio, letra de câmbio, fatura proforma, carta de crédito, Registro de Exportadores, etc.

A avaliação da capacidade do negócio

Sem seguir um passo a passo cronológico, considere que durante esse processo de um plano de exportação, a empresa precisa validar a capacidade do negócio. Isso porque a exportação de móveis pode exigir novos investimentos ou, pelo menos, gerar novas despesas.

Logo, pensar na capacidade da empresa em termos produtivos é importante. Assim como a questão do estoque, do transporte, da comunicação com outros países, etc.

Os preços para exportar para os Estados Unidos

Outro ponto que merece a sua atenção tem relação com os preços praticados para esse tipo de venda de móveis. A boa notícia é que o Brasil permite alguns benefícios/incentivos fiscais nos impostos, como Cofins, ICMS e IOF. Logo, tem o “tarifa zero” para operações de câmbio.

Ao mesmo tempo, também é preciso colocar na balança que existem outros custos. Por exemplo, com embalagens, com cargas, com zonas portuárias, etc. Por isso, a escolha de uma empresa especialista em exportação faz sentido: auxilia na redução de custos de exportação.

O conhecimento sobre a cultura local

Mais uma dica, que inclusive é um erro muito comum de quem começa a estudar como exportar móveis para o exterior, é sobre a cultura local. O primeiro passo, nesse sentido, é jamais ignorar a legislação de lá.

Isso porque cada país, assim como os Estados Unidos, possui a sua legislação e cumprir as exigências fiscais e de fiscalização é imprescindível. Em caso contrário, esse simples erro pode gerar muitos prejuízos para a empresa.

O que fazer para exportar um produto?

Esse tópico também poderia entrar como dica sobre como exportar móveis para o exterior. Mas, optamos por ter um texto com mais destaque por um simples motivo: dá para exportar móveis de madeira de várias maneiras.

Após levar em conta o processo de exportação de móveis, vem a pergunta: como essa atividade acontece? A verdade é que pode ser pelo modal aéreo ou pelo modal marítimo. E então vem a próxima pergunta:

Qual é o melhor modal para exportar móveis para os Estados Unidos?

A verdade é que não existe uma resposta única para todas as fabricantes de móveis de madeira. Afinal, é preciso reconhecer as características e as necessidades de cada uma.

Um exemplo vem do container Standard, usado para cargas gerais. Assim, ele é totalmente fechado com as portas no fundo. Mas, os móveis também podem ir pelo High Cube, que comporta mais carga.

Na dúvida sobre qual modal logístico escolher para levar os seus produtos para outros países, não titubeie, converse com quem entende e tem experiência no assunto.

A DC Logistics Brasil tem 12 escritórios no país, 27 anos de mercado, mais de 40 prêmios nacionais e internacionais, além de contar com centenas de colaboradores especializados na logística para o exterior. Clique na imagem abaixo para entrar em contato com a DC.

Vale a pena fazer a exportação de móveis para os Estados Unidos?

Após todas essas dicas, o que a gente viu é que a partir de uma empresa com conhecimento em exportações, como é a DC Logistics Brasil, essa se torna uma possibilidade descomplicada para expandir a empresa moveleira, correto?

Além disso, também é importante notar que os móveis de madeira estão entre os principais produtos que o país exporta hoje. Depois deles é que vem os estofados, os colchões e os móveis de metais, nessa ordem.

Já com relação ao principal destino: os norte-americanos. Por isso, o assunto sobre exportar para os Estados Unidos é uma tendência na indústria de móveis. Em 2021, 35% das exportações nacionais de móveis foram para esse país.

E para fechar essa lista de motivos que se tem para exportar móveis para os Estados Unidos, temos mais um estudo a ser citado. É um relatório do Projeto Brazilian Furniture, que diz que as exportações de móveis e colchões para esse país podem crescer 30% no futuro.

A exportação de móveis para outros países

Além de exportar para os Estados Unidos, a empresa moveleira também poderá criar projeções futuras para chegar a outros países.

Um bom exemplo vem do Chile, que hoje ocupa a segunda posição dos países que mais recebem os nossos móveis de madeira. O crescimento acumulado ao longo de 2021 foi de mais de 160%. E o ritmo só deve crescer neste ano.

E mais tarde, também podemos considerar a exportação para outros continentes. O Reino Unido, por exemplo, tem um desfecho promissor, já que avançou 25% no acumulado de 2021 em relação ao ano de 2020 nas compras de móveis brasileiros.

Indo mais além, o Oriente Médio. A Arábia Saudita, por exemplo, teve acúmulo de 290% no ano de 2021. Enquanto que os Emirados Árabes ganharam espaço, sendo o segundo maior destino de móveis do Brasil na região, com crescimento de 84% naquele ano.