Exportação de café brasileiro: liderança global, logística e tendências do mercado 

A exportação de café mantém o Brasil em posição de destaque no mercado global, combinando grande capacidade produtiva, diversidade de origens e forte presença no comércio internacional.

Em 2026, porém, essa liderança convive com mudanças climáticas, oscilações na oferta mundial e variações de preços que tornam o mercado mais complexo e exigem atenção constante.

Ao mesmo tempo, as transformações na demanda internacional ampliam oportunidades e modificam os fluxos comerciais, exigindo planejamento de produtores, exportadores e operadores logísticos.

Também ganham força exigências relacionadas à:

São fatores que influenciam as negociações e aumentam a responsabilidade das empresas envolvidas na cadeia cafeeira.

Afinal, manter a liderança global significa ter caminho livre? Os números mostram que não. Nesse cenário, acompanhar o mercado internacional e planejar a logística com antecedência tornou-se essencial para aumentar a previsibilidade, reduzir riscos e aproveitar melhor as oportunidades comerciais.

Um breve histórico do café no Brasil

A história do café no Brasil começou em 1727, quando as primeiras mudas chegaram a Belém, no Pará. Nativo da Etiópia, o café foi trazido da Guiana Francesa pelo sargento-mor Francisco de Mello Palheta.

Antes de chegar ao Brasil, a bebida já havia conquistado espaço em outras regiões do mundo. Por aqui, a cultura se expandiu e ganhou grande relevância econômica, especialmente a partir do século XIX, tornando-se um dos principais produtos da pauta de exportação brasileira.

Atualmente, o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo.

A produção nacional está distribuída por diferentes estados, com destaque para:

  • Minas Gerais,
  • Espírito Santo,
  • São Paulo,
  • Bahia,
  • Rondônia,
  • Paraná,
  • Rio de Janeiro,
  • Goiás,
  • Mato Grosso.

Minas Gerais lidera a produção nacional e concentra grande parte da produção de arábica, enquanto o Espírito Santo se destaca especialmente no cultivo de conilon.

A exportação de café no Brasil

De acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a exportação de café segue como uma das principais forças do agronegócio brasileiro.

Na safra 2025/26, o país embarcou 38,462 milhões de sacas de 60 kg para 125 mercados. O volume ficou 15,7% abaixo da temporada anterior. Mesmo assim, as exportações renderam US$ 14,595 bilhões, a segunda maior receita para um ano-safra da série histórica do Cecafé.

A redução dos embarques esteve relacionada à menor disponibilidade de café após os volumes recordes anteriores, aos efeitos do clima sobre a safra e aos gargalos na infraestrutura portuária brasileira.

No mercado global, por outro lado, a demanda continua elevada. Para 2026/27, os números apresentados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetam consumo recorde de 179,7 milhões de sacas, enquanto a produção mundial pode alcançar 189,7 milhões.

Com a recuperação da oferta, o comércio internacional também pode ganhar força. A projeção é de 131,4 milhões de sacas de café em grãos exportadas mundialmente nesse período, também um volume recorde.

As perspectivas para o Brasil são igualmente positivas. De acordo com o 2º Levantamento da Safra, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de café em 2026 pode alcançar 66,7 milhões de sacas, crescimento de aproximadamente 18% em relação a 2025.

O avanço será puxado principalmente pelo arábica, cuja produção está estimada em 45,8 milhões de sacas.

Com maior disponibilidade interna, o cenário pode favorecer a recuperação da exportação de café brasileiro, embora preços, demanda internacional e condições logísticas continuem influenciando o ritmo dos embarques.

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A logística dos embarques de café no Brasil

Em 2026, a logística internacional do café continua sendo estratégica para os exportadores brasileiros. Gargalos portuários, atrasos em escalas e limitações de capacidade podem elevar custos e comprometer prazos.

E esse impacto não é apenas uma possibilidade. Em 2025, o Cecafé estimou em R$ 66,1 milhões os gastos extras dos exportadores associados relacionados ao não embarque de café em decorrência dos gargalos da infraestrutura portuária. Na média mensal, 55% dos navios enfrentaram atrasos ou alterações de escala.

O Porto de Santos permanece como a principal porta de saída do café brasileiro. Em 2025, respondeu por 78,7% dos embarques nacionais, com 31,515 milhões de sacas enviadas ao exterior.

Diante desse cenário, antecipar bookings, avaliar alternativas de rotas, acompanhar escalas e monitorar a disponibilidade de espaço nos navios são ações que ajudam a reduzir riscos e aumentar a previsibilidade.

Mais do que reagir quando um atraso acontece, o desafio está em enxergar possíveis gargalos antes que eles interfiram nos compromissos comerciais.

Para quem o Brasil exporta café

No ano civil de 2025, o Brasil exportou café para 121 países, com a Alemanha assumindo a liderança entre os compradores, ao adquirir 5,409 milhões de sacas, equivalentes a 13,5% das exportações brasileiras.

Os cinco principais destinos do café brasileiro em 2025 foram:

  • Alemanha – 5,409 milhões de sacas,
  • Estados Unidos – 5,381 milhões,
  • Itália – 3,149 milhões,
  • Japão – 2,647 milhões,
  • Bélgica – 2,321 milhões.

A mudança na liderança chama atenção porque os Estados Unidos tradicionalmente ocupavam a primeira posição. Em 2025, as compras norte-americanas recuaram 33,9%.

Mesmo em um ano de menor disponibilidade de café brasileiro, alguns mercados ampliaram suas compras. O Japão aumentou as importações em 19,4%, enquanto a China adquiriu 1,123 milhão de sacas, avanço de 19,5% sobre 2024.

Essa diversidade de destinos também amplia a complexidade logística: diferentes mercados significam rotas, transit times, frequências de serviço e exigências que precisam ser consideradas em cada planejamento.

As perspectivas de exportação de café para os próximos anos

As perspectivas para os próximos anos indicam espaço para o crescimento da produção e da exportação de café brasileiro.

Segundo projeções do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa, a produção nacional pode chegar a 68 milhões de sacas em 2030, enquanto as exportações são projetadas em 42 milhões.

Para 2034, a projeção alcança 72 milhões de sacas produzidas e 45 milhões exportadas.

O desafio será sustentar esse avanço diante das oscilações climáticas, da bienalidade das lavouras e das mudanças na demanda internacional. Afinal, ampliar a produção é apenas uma parte da equação quando milhões de sacas também precisam chegar aos mercados compradores dentro das condições negociadas.

Em um mercado cada vez mais dinâmico, o sucesso da exportação de café também depende de uma operação logística bem planejada.

Essa estratégia precisa antecipar e gerenciar riscos, além de responder com agilidade aos desafios do transporte internacional de café.

Para quem exporta, cada embarque envolve pessoas tomando decisões, acompanhando rotas e buscando alternativas para que o café brasileiro continue chegando a mercados ao redor do mundo.

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FAQ – Exportação de café brasileiro e logística internacional

1. Qual é a posição do Brasil na exportação mundial de café?

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. A liderança brasileira é sustentada pela grande capacidade produtiva, pela diversidade de regiões produtoras e pela forte presença do país no comércio internacional do grão.

2. Quais estados brasileiros se destacam na produção de café?

A produção de café no Brasil está distribuída por diferentes estados, com destaque para Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso.
Minas Gerais lidera a produção nacional, especialmente no café arábica, enquanto o Espírito Santo se destaca no cultivo de conilon.

3. Quanto o Brasil exportou de café na safra 2025/26?

Na safra 2025/26, o Brasil exportou 38,462 milhões de sacas de 60 kg para 125 mercados, segundo dados do Cecafé. Embora o volume tenha ficado 15,7% abaixo da temporada anterior, a receita alcançou US$ 14,595 bilhões, a segunda maior para um ano-safra da série histórica da entidade.

4. Por que os embarques de café brasileiro recuaram na safra 2025/26?

Os embarques de café brasileiro recuaram devido à menor disponibilidade interna após volumes recordes anteriores, aos efeitos do clima sobre a safra e aos gargalos da infraestrutura portuária brasileira.
Mesmo com a queda no volume, a exportação de café manteve uma receita elevada, reforçando a relevância do produto para o comércio exterior brasileiro.

5. Quais são os principais destinos do café brasileiro?

Em 2025, os cinco principais destinos do café brasileiro foram Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão e Bélgica. A Alemanha assumiu a liderança, com 5,409 milhões de sacas importadas, equivalente a 13,5% das exportações brasileiras.

6. Como a logística influencia a exportação de café brasileiro?

A logística influencia a exportação de café brasileiro ao impactar custos, prazos, disponibilidade de espaço nos navios, escolha de rotas, acompanhamento de escalas e capacidade de cumprir os compromissos comerciais assumidos com compradores internacionais.
Em um mercado com grande volume embarcado e diferentes destinos, o planejamento logístico é essencial para aumentar a previsibilidade da operação.

7. Quais gargalos podem afetar os embarques de café?

Os principais gargalos que podem afetar os embarques de café incluem atrasos em escalas, limitações de capacidade portuária, falta de espaço nos navios, alterações nas rotas, congestionamentos e custos extras associados ao não embarque.
Em 2025, o Cecafé estimou gastos adicionais de R$ 66,1 milhões aos exportadores devido a gargalos da infraestrutura portuária.

8. Qual é o principal porto de saída do café brasileiro?

O Porto de Santos permanece como a principal porta de saída do café brasileiro. Em 2025, respondeu por 78,7% dos embarques nacionais, com 31,515 milhões de sacas enviadas ao exterior.
Essa concentração reforça a importância de acompanhar a capacidade portuária, as escalas e a disponibilidade de espaço nos navios.

9. Quais tendências devem influenciar a exportação de café nos próximos anos?

As exportações de café devem ser influenciadas por fatores como mudanças climáticas, bienalidade das lavouras, variações na oferta mundial, comportamento da demanda internacional, exigências de rastreabilidade, sustentabilidade e origem do produto.
Além disso, projeções do Mapa e da Embrapa indicam crescimento da produção e das exportações brasileiras até 2030 e 2034.

10. Por que a rastreabilidade é importante na exportação de café?

A rastreabilidade é importante porque mercados internacionais valorizam cada vez mais informações sobre origem, sustentabilidade e responsabilidade na cadeia produtiva. Esses fatores influenciam negociações, fortalecem a confiança dos compradores e ampliam a responsabilidade das empresas envolvidas na exportação de café.

11. Como o planejamento logístico pode apoiar exportadores de café?

O planejamento logístico apoia exportadores de café ao antecipar bookings, avaliar alternativas de rotas, acompanhar escalas, monitorar espaço nos navios, gerenciar riscos e reduzir impactos de possíveis gargalos.
Com uma operação bem estruturada, o exportador ganha mais previsibilidade para atender compradores internacionais dentro das condições negociadas.

12. Como a DC Logistics Brasil apoia empresas na exportação de café?

A DC Logistics Brasil apoia empresas na exportação de café com atendimento consultivo, planejamento logístico, análise de rotas, acompanhamento dos embarques e avaliação de alternativas para diferentes mercados.
Com experiência desde 1994 em logística internacional e comércio exterior, a DC contribui para que exportadores construam operações mais previsíveis, seguras e alinhadas às exigências dos compradores globais.

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