Conteúdo
- Introdução
- O Brasil concentra os maiores produtores de cerâmica do mundo
- Em 2025, a exportação do material foi de 87,8 milhões de m²
- Mercados consumidores e seus reflexos nas operações internacionais
- Aspectos que afetam a competitividade da exportação marítima de cerâmica
- Como estruturar operações mais resilientes
- FAQ – Exportação marítima de cerâmica
Já pensou em tudo o que está por trás da exportação de cerâmica? Mais do que um produto de qualidade, esse mercado exige atenção a regras, logística e planejamento.
A exportação de cerâmica tem colocado o Brasil em algumas posições de destaque no mercado internacional.
Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer), o Brasil é o terceiro maior produtor de itens cerâmicos do mundo e também o terceiro maior consumidor.
Ainda conforme a Anfacer, somos o sexto maior exportador, vendendo para países em todos os continentes.
Além da força do setor cerâmico e da qualidade dos produtos, o Programa Exporta Mais Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), tem contribuído para destacar nossos produtos no cenário internacional, ampliando as oportunidades de negócios.
De acordo com o relatório Ceramic Tile Market Forecast Analysis: TRENDS 2024/2028, a produção e o consumo global de materiais cerâmicos devem crescer a uma taxa anual de 2,2% e 2,5%, respectivamente.
Isso indica que, até 2028, a produção deve alcançar 17,8 bilhões de m², com consumo acima da média especialmente na África e na América do Sul.
O mercado tem espaço, mas será que improviso tem vez aqui?
O Brasil concentra os maiores produtores de cerâmica do mundo
O que faz o Brasil se destacar tanto nesse setor?
Além da abundância de matéria-prima e know-how técnico, grandes indústrias têm investido fortemente em inovação.
A estimativa da Mordor Intelligence aponta que o mercado de revestimentos cerâmicos brasileiro chegará a movimentar US$ 5,84 bilhões até 2031, puxado por investimentos que reduzem custos sem abrir mão da qualidade.
Entre os principais players do mercado estão:
- Portobello S/A,
- Eliane Revestimentos,
- Ceusa Revestimentos,
- Cerâmica Villagres,
- Incepa Revestimentos.
Seja em porcelanato, lajota, azulejo, pastilha ou grês, os produtos brasileiros estão presentes em projetos ao redor do mundo.ção civil para revestir paredes, pisos e bancadas, além de outras superfícies internas e externas.
Em 2025, a exportação do material foi de 87,8 milhões de m²
Durante o ano de 2025, a indústria cerâmica nacional produziu 807 milhões de metros quadrados, dos quais 87,8 milhões foram comercializados no exterior.
Embora os dados oficiais sobre o valor total faturado com exportações ainda não tenham sido fechados, no primeiro semestre de 2025, as receitas chegaram a US$ 180,3 milhões, representando um crescimento de 2,9% em comparação ao mesmo período de 2024.
Contudo, o setor foi afetado pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos no segundo semestre, até então, nosso maior comprador. Por isso, será necessário aguardar os números consolidados para realizar comparações completas.
Até o terceiro trimestre de 2025, os principais mercados compradores da cerâmica brasileira foram:
- Paraguai,
- Estados Unidos,
- Argentina,
- Uruguai,
- República Dominicana,
- Equador,
- Colômbia,
- Jamaica,
- Chile,
- Panamá.
O transporte marítimo segue como o meio mais utilizado pelos exportadores para atender esses mercados.
Mercados consumidores e seus reflexos nas operações internacionais
A concentração das exportações brasileiras de cerâmica é alta nas Américas, mas isso não significa ausência em outros continentes.
Sabia que os requisitos variam bastante entre regiões?
Nos Estados Unidos e na Europa, os produtos exigidos possuem alto valor agregado, já que os consumidores são mais sofisticados e exigentes.
Na América Latina, por outro lado, o foco está em produtos de base, com forte apelo ao custo-benefício.
Além disso, o sucesso nas operações internacionais depende da atenção a diversos fatores, como:
- rotulagem adequada,
- conformidade com normas específicas,
- embalagens corretas,
- otimização de carga.
E claro: cumprir prazos de entrega exige logística bem coordenada, documentação precisa e total alinhamento com a burocracia de cada país.
Aspectos que afetam a competitividade da exportação marítima de cerâmica
As previsões são otimistas, mas isso não elimina os desafios.
Em maio, o Brasil marcou presença na Covering 2025, a maior feira de cerâmica e pedras naturais da América do Norte. Foram 832 reuniões no Pavimento Brasileiro, gerando US$ 48 milhões em negócios fechados e US$ 14,4 milhões em expectativas futuras.
Para 2026, o desempenho da exportação marítima dependerá de fatores como:
- tendências globais de consumo,
- economia internacional,
- inovações tecnológicas no setor.
Mas há um obstáculo ainda em jogo: as tarifas impostas pelos EUA continuam vigentes, reduzindo em 80% nossas exportações para esse país.
Diante disso, o foco deve se voltar para novas oportunidades em mercados alternativos.
Como estruturar operações mais resilientes?
Com tantas variáveis, o sucesso está na preparação. Como se antecipar às oscilações de demanda e se manter competitivo?
O primeiro passo está em um planejamento integrado, focado na gestão de capacidade e no acompanhamento contínuo do mercado externo.
No campo logístico, é crucial entender a sazonalidade das operações e as exigências específicas do comércio exterior.
E para transformar todo esse cenário em vantagem competitiva, nada melhor do que contar com uma empresa especializada que cuide do gerenciamento logístico internacional.
Nessa hora, conte com a DC para conseguir as melhores oportunidades nesse mercado!
A parceria certa pode fazer toda a diferença entre o risco e o sucesso.

FAQ – Exportação marítima de cerâmica
Sim. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de cerâmica do mundo, ocupando posição de destaque tanto na produção quanto no consumo global. Seus produtos são exportados para países de todos os continentes, com forte presença nas Américas.
O transporte marítimo é o modal mais utilizado na exportação de cerâmica, pois permite o envio de grandes volumes com melhor custo-benefício, segurança operacional e eficiência logística para mercados internacionais.
Os principais mercados compradores da cerâmica brasileira incluem países como Estados Unidos, Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Panamá e República Dominicana, com predominância de destinos nas Américas.
Entre os principais desafios estão o cumprimento de normas técnicas e de rotulagem, adequação das embalagens, otimização da carga, gestão de prazos logísticos e adaptação às exigências específicas de cada mercado consumidor.
Sim. Mercados como Estados Unidos e Europa exigem produtos com maior valor agregado e padrões técnicos mais rigorosos, enquanto países da América Latina priorizam soluções com foco em custo-benefício. Cada destino possui requisitos próprios.
Tarifas elevadas, como as impostas pelos Estados Unidos, reduzem a competitividade do produto brasileiro e exigem redirecionamento estratégico para novos mercados, além de maior eficiência logística para compensar custos.
A logística impacta diretamente custos, prazos e integridade do produto. Falhas no planejamento podem comprometer a competitividade da operação, enquanto uma logística bem estruturada amplia a eficiência e reduz riscos comerciais.
Operações resilientes dependem de planejamento integrado, análise constante do mercado internacional, gestão de capacidade logística, compreensão da sazonalidade e parceria com empresas especializadas em logística internacional.
Porque a exportação de cerâmica envolve variáveis complexas, como normas internacionais, gestão logística, documentação e estratégia comercial. Uma empresa especializada reduz riscos, aumenta a previsibilidade e melhora os resultados da operação.




