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Produtos registrados ANVISA: saiba como efetuar a importação corretamente!

Produtos registrados ANVISA: saiba como efetuar a importação corretamente!

A importação de produtos registrados ANVISA é uma das operações mais complexas de realizar no Comércio Exterior brasileiro. Mas não se espante! É por isso que trouxemos este conteúdo, para esclarecer a você, em detalhes e de forma clara, como manter esse tipo de importação dentro dos conformes.

Já adiantamos uma notícia boa sobre os chamados produtos Anvisa, onde a própria agência, nos últimos tempos, vem fazendo algumas mudanças positivas. O objetivo dessas reformulações é, principalmente, facilitar e reduzir o tempo dos trâmites para liberação destes produtos.

Veja neste artigo, como funciona a importação de produtos registrados Anvisa, legislação, cuidados e mais alguns pontos importantes que você precisa ficar atento!

Quais são os produtos registrados ANVISA?

Engana-se quem pensa que essas mercadorias se resumem à medicamentos. Na verdade, a Anvisa controla muito mais que isso.

A quantidade de produtos incluídos na Tarifa Externa Comum é tão grande que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária os dividiu para serem controlados por 4 PAF (Postos de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados), ficando assim:

  • Produtos para Saúde (PAFPS);
  • Medicamentos (PAFME);
  • Alimentos (PAFAL);
  • Cosméticos, Saneantes, Higiene e Outros (PAFCO).

Ciente desses pontos, fica mais fácil para prosseguir e entender os próximos passos.

Como funciona a importação dos produtos registrados Anvisa?

Para ficar mais claro e objetivo, separamos os procedimentos abaixo:

1° Procedimento

Trata-se dos bens e produtos sujeitos ao controle especial de que trata a Portaria SVS/MS nº 344/1998, nas Listas A1, A2, A3, B1, B2 e D1, como por exemplo:

  • Entorpecentes;
  • Psicotrópicos.

2° Procedimento

Diz respeito aos Hemoderivados, assim sendo:

  • Soros e vacinas;
  • Produtos biológicos derivados de fluidos ou tecidos de origem animal e alérgenos;
  • Produtos biológicos obtidos por procedimentos biotecnológicos, anticorpos monoclonais; medicamentos contendo microrganismos vivos, atenuados ou mortos, e probióticos.

3º Procedimento

Inclui objetos sujeitos ao controle especial de que trata a Portaria SVS/MS nº 344/1998, nas Listas C1, C2, C3, C4 E C5, a exemplo de:

  • Retinóicas;
  • Imunossupressoras;
  • Antirretrovirais.

4º Procedimento

Trata-se de itens para saúde.

5º Procedimento

Demais produtos, como:

  • Alimentos;
  • Cosméticos, produtos de higiene e perfumes;
  • Medicamentos;
  • Saneantes, dentre outros.

6º Procedimento

Inclui bens e produtos que contêm tecidos ou fluidos de animais ruminantes.

Licença de Importação para Produtos ANVISA

Considerando o tópico anterior, apenas o 1° Procedimento possui, atualmente, a necessidade de anuência de LI (Licença de Importação) prévia ao embarque. Isso porque está atrelada às cotas de Importação da própria empresa. 

Para todos os outros procedimentos, considerando a atualização da Norma RDC 208 (2018), a necessidade da LI foi retirada e o processo fica:

  • Emitir LI e protocolar através do Portal Único; 
  • Preencher o formulário de Peticionamento Eletrônico (que migrou recentemente para o SOLICITA);
  • Gerar a GRU (Guia de Recolhimento da União), para pagamento da taxa de anuência. Depois aguardar compensação de pagamento;
  • Protocolar LI na ANVISA.

São cerca de 5 dias corridos, para que a análise seja feita. Após esse processo, o fiscal pode solicitar a vistoria física da carga, a qual será realizada junto com o Despachante Aduaneiro, que acompanhará a inspeção.

Estando tudo certo, a LI será deferida e, logo, será possível registrar a DI para obtenção do Desembaraço Aduaneiro

Documentos para comercializar, armazenar e transportar produtos registrados ANVISA

Além dos procedimentos para a importação, é importante manter as licenças e autorizações dos respectivos produtos em dia.

Basicamente, o Importador deve possuir a Licença de Funcionamento da ANVISA em vigor (Certificado de AFE). Este é um documento obrigatório, por exemplo, para farmácias, drogarias, empresas de medicamentos e insumos farmacêuticos, bem como empresas que trabalham com produtos para saúde, cosméticos ou saneantes.

Principais cuidados antes de importar produtos registrados ANVISA

As operações para importar mercadorias Anvisa são controladas pelas Resoluções da Diretoria Colegiada (RDC) – que basicamente, norteiam os cuidados que o importador e todos os demais envolvidos na cadeia logística devem ficar atentos.

Quando se trata de atividades de distribuição, armazenagem e transporte, as principais são a RDC 208/2018 e a RDC 304/2019. Então, é fundamental conhecer a fundo essas duas, e se manter atualizado das mudanças e novidades.

A importação de qualquer produto requer cuidados diversos, então, para não batermos sempre na mesma tecla, a seguir citamos alguns dos principais cuidados diretos na operação de importação de produtos Anvisa.

Mantenha-se informado sobre a legislação aplicada na LI

Tenha em mente que se você classificar seu produto no procedimento errado, a Anvisa vai rejeitar sua LI. E isso vai causar perda de tempo, bem como possíveis consequências comerciais nada agradáveis que atrasos em operações desse tipo acarretam.

Atenção em toda a cadeia de suprimentos

É fundamental ter conhecimento e controle de onde está a sua carga e quais são as condições de armazenamento – temperatura, pressão atmosférica e segurança – para garantir uma operação logística de sucesso e porque também a ANVISA pode (e com certeza vai) cobrar isso, principalmente os números de lotes e validade.

Lembre-se também que essas informações são obrigatórias na Licença de Importação e, se o processo passar por vistoria, serão comparadas e conferidas com as etiquetas, documentos de embarque e certificado de análise. 

Acerte na embalagem

Tanto para rastrear, quanto para assegurar a qualidade do produto, as Resoluções da Diretoria Colegiada exigem embalagens adequadas.

Além disso, não adianta nada seguir à risca todos os pontos importantes que elencamos neste conteúdo, se no fim, seu produto chegar ao destino em uma embalagem com avarias, que esteja furada, rasgada ou até molhada.

Não esqueça que nesses casos, mesmo que o seguro cubra os valores, sua empresa ainda irá sentir as consequências comerciais de não entregar o produto.

Mudanças devido à pandemia

O cenário em nível internacional tem sido afetado devido à pandemia do COVID-19 e, no que diz respeito às operações de importação de produtos registrados Anvisa, dois pontos mais marcantes são:

  • A ANVISA reduziu seus próprios prazos, que eram de, em média, 8 dias, para 4 a 5, quando sem exigência;
  • A Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) zerou o Imposto de Importação para mais de 81 produtos para combate à COVID-19. Mas fique atento ao tempo em que esta resolução ficará em vigor, dado a situação, novas decisões são feitas com frequência.

E então?

Como você pôde ver, a importação de produtos registrados Anvisa não é mesmo uma das operações mais fáceis. No entanto, seguindo algumas normas e realizando certas ações, evitam-se problemas e surpresas desagradáveis no decorrer de todo o processo.

Esperamos que este conteúdo possa te ajudar a lidar melhor com os procedimentos desse tipo de mercadoria na sua empresa. Mas em caso de dúvidas, entre em contato conosco.

Além disso, se tem interesse em saber mais sobre nota fiscal de importação, acesse nosso conteúdo para entender como emitir corretamente e evitar prejuízos

Exportação de frutas: confira alguns documentos necessários!

A exportação de frutas é um mercado muito lucrativo para a economia nacional. Para se ter uma ideia, de acordo com matéria do site Dinheiro Rural, em 2018 o Brasil exportou 877,5 mil toneladas de frutas, tanto in natura quanto processadas.

Mesmo que isso represente uma fatia de apenas 0,9% das exportações de todo o agronegócio nacional, o setor vem mostrando força e um crescimento ano após ano, atraindo novos investidores.

Quem quer começar a exportar frutas, porém, precisa estar atento aos documentos exigidos para a prática. Confira, a seguir, mais números sobre o setor e quais são esses documentos! Continue a leitura!

Confira mais números sobre o mercado de exportação de frutas

No ano de 2018, os países importadores compraram mais de 95 milhões de toneladas de frutas, conforme dados expostos em matéria do site Abracomex. O número é extremamente atraente.

Isso gerou um movimento de US$ 135 bilhões para o setor, cifra 4,9% maior do que a registrada no ano anterior.

A International Trade Center, que deu base para os dados da matéria, aponta que há 5 anos esse mercado era 18,5% menor, o que demonstra um crescimento constante.

O Brasil também apresenta um ótimo volume colhido de frutas, garantindo uma margem para um crescimento maior em exportação. O país fica atrás apenas da Índia e da China. Como exportador, porém, a questão é diferente.

Embora o volume colhido seja alto, o Brasil vende somente 2% da sua produção interna, o que o coloca na 32ª posição do mercado mundial. Na América do Sul ficamos atrás da Argentina, Chile, Equador e Peru.

É preciso trabalhar melhor a cultura da exportação de frutas em território nacional.

Temos todos os motivos para liderar esse mercado, mas precisamos começar logo. Um dos caminhos mais viáveis é a União Europeia, que responde pela maior fatia das exportações brasileiras.

Em 2018, 630 mil toneladas de frutas brasileiras tiveram como destino os países da União Europeia, representando 72% das vendas, de acordo com matéria da Abrafrutas.

A Europa, com seus cerca de 740 milhões de habitantes, é um grande mercado, embora o cenário também esteja mudando e apresentando novos possíveis parceiros comerciais. Um deles, inclusive, é a China.

Qual a relevância da China nesse mercado?

Qual a relevância da China nesse mercado?

Existem muitas negociações comerciais entre Brasil e China começando, o que aumenta a expectativa para todos os setores, inclusive de frutas. Isso vale tanto para exportação quanto para importação.

O Nordeste brasileiro sai em vantagem, pois é uma região beneficiada pelo cultivo de melão, produzido em estados como Rio Grande do Norte e Ceará, uma iguaria muito requisitada internacionalmente.

Através da decisão de aumentar o comércio com o país asiático, o Brasil recentemente assinou nove protocolos com o governo chinês.

Entre eles, um documento envolve a importação de pera para o Brasil e exportação de melão para o território chinês.

O comércio chinês é muito disputado e sempre esteve na mira dos exportadores. Afinal, trata-se do país mais populoso do mundo e que já consome muitas frutas de regiões vizinhas. Esse novo acordo vai fortalecer e diversificar o setor.

Veja quais são os principais documentos necessários para exportar frutas

Já sabemos que o mercado internacional está se abrindo para nós e que o Brasil pode exportar ainda mais. Diante disso, é muito importante entender qual a documentação exigida na hora de exportar frutas para fora do país.

É bom ressaltar que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) não atua sobre a classificação e certificação de produto vegetal destinado à exportação. A única exceção a isso é quando surge a exigência do país importador.

Neste último caso, a Coordenação-Geral de Qualidade Vegetal (CGQV) do Departamento de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV) acompanha e promove atividades voltadas para a fiscalização e inspeção higiênico-sanitária e tecnológica.

Isso vale para qualquer produto vegetal in natura, processado, industrializado e seus derivados, incluindo azeites, frutas, cereais e outros. Essas medidas são importantes para garantir a qualidade e segurança dos produtos que saem do Brasil.

Em relação aos documentos, vamos listar aqueles mais importantes para a exportação de frutas. Confira:

Veja quais são os principais documentos necessários para exportar frutas

Cadastro no Decex (Departamento de Comércio Exterior, do MIDC)

Sem o cadastro no Decex, nada pode ser feito. O objetivo da empresa deve ser incluído no contrato social, para só então efetuar o cadastro junto ao órgão através do Banco do Brasil.

A partir daí, é preciso também se cadastrar no SISCOMEX (Sistema do Comércio Exterior).

Fatura Comercial

Outro documento essencial é a Fatura Comercial, que serve de base para o desembaraço aduaneiro no exterior. É muito importante que o documento não contenha erros, rasuras ou emendas, podendo assim ser invalidado.

Na falta de um modelo oficial, o formulário deve ser preenchido seguindo, principalmente, as exigências declaradas pelo país importador.

Como vimos anteriormente, dependendo do país, existem exigências específicas de inspeção, por isso é importante ficar atento!

Packing List (Romaneio)

Neste documento, é preciso descrever todas as mercadorias embarcadas ou, dependendo do produto, todos os componentes dessa mesma mercadoria em sua quantidade de partes fracionadas.

Isso serve para identificar e localizar com mais facilidade o item dentro de um lote. Permite também uma conferência mais fácil na hora da fiscalização, no embarque e também no desembarque.

No caso das frutas, é bom especificar a espécie das embalagens, sejam elas caixas, paletes, etc. Aqui também é incluso o peso líquido, peso bruto, dimensões unitárias e o total da cubagem.

Certificado de origem

É muito comum essa solicitação pelos importadores do MERCOSUL, da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e demais países que tragam essa exigência em sua legislação.

Se tudo estiver dentro das exigências previstas, o Certificado de Origem receberá o visto de federações, associações e câmaras de comércio ou departamentos governamentais.

Certificado de peso, qualidade e conformidade

Alguns países exigem que as mercadorias importadas sejam inspecionadas por organizações especializadas, mesmo antes do embarque. Isso serve principalmente para produtos de origem vegetal, mas não se restringe somente a eles.

Os certificados emitidos após inspeção são documentos básicos para liberação desses materiais nos países de destino.

Certificado Fitossanitário

O Certificado Fitossanitário pode ser considerado um dos mais relevantes entre todos os documentos. Ele é pedido nos casos de exportação de plantas, frutas e alimentos em geral. Por isso, é bom sempre tê-lo no topo da sua lista de documentação.

Registro de exportação

Sem o registro de exportação, você não terá autorização para exportar o produto.

O documento é obtido por via eletrônica através do SISCOMEX, sendo que o importador deve estar conectado à Receita Federal via Serpro, ou mesmo contratar os serviços de um despachante aduaneiro.

E então?

Você viu que falamos sobre alguns dados desse mercado, como ele tem acontecido em relação à China e também apresentamos os principais documentos que você precisa ter em mãos para exportar frutas sem grandes complicações.

Sabemos que adquirir e reunir todos estes documentos pode levar um certo tempo que talvez você não tenha, por isso o mais indicado é que você conte com o auxílio de um operador logístico para proporcionar ainda mais agilidade e eficácia em relação à documentação.

Se você ficou com alguma dúvida sobre o assunto ou tem interesse em saber como podemos ajudá-lo a exportar frutas com qualidade e eficiência da origem até o destino da carga, clique abaixo e solicite um orçamento sem compromisso!

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Processo de exportação: sua empresa está preparada para o mercado exterior?

As oportunidades do mercado exterior são muito almejadas pelos empreendedores brasileiros. Mesmo com as oscilações na economia, o processo de exportação sempre foi de interesse de muitas empresas.

Mas, como o título deste conteúdo menciona, você está preparado para o mercado exterior? Existem inúmeras questões que precisam ser analisadas e colocadas em ordem para que realmente esse processo se torne viável, dentro da lei e ainda traga lucros para o seu negócio.

Pensando nisso, hoje vamos pontuar algumas questões essenciais para que você consiga alinhar sua empresa para atender o mercado internacional. Confira!

Documentos necessários para o processo de exportação

Em outro conteúdo do blog Como estar seguro com a documentação de exportação apresentamos os documentos necessários para fazer o processo e explicamos mais sobre cada um. Porém, vamos apenas pontuá-los com o intuito que você esteja ciente sobre todos eles.

Documentos referentes ao exportador

  • Inscrição no Registro de Exportadores e Importadores (REI). Esse processo ocorre automaticamente quando feita a primeira exportação via Siscomex
  • Documentos referentes ao Contrato de Exportação
  • Fatura Pró-Forma
  • Carta de Crédito
  • Letra de Câmbio
  • Contrato de Câmbio.

Documentos referentes ao Contrato de Exportação

  • Registro de Exportação no Siscomex
  • Registro de Operação de Crédito (RC)
  • Registro de Venda (RV)
  • Solicitação de Despacho (SD)
  • Nota Fiscal
  • Conhecimento de Embarque
  • Fatura Comercial (Commercial Invoice)
  • Romaneio (Packing List)
  • Certificado de Origem
  • Legalização Consular
  • Certificado ou Apólice de Seguro
  • Borderô ou Carta de Entrega.

Documentos referentes a mercadoria

  • Registro de Exportação (RE)
  • Registro de Operação de Crédito (RC)
  • Registro de Venda (RV)
  • Nota Fiscal
  • Despacho Aduaneiro de Exportação
  • Conhecimento ou Certificado de Embarque
  • Fatura Comercial (Commercial Invoice)
  • Romaneio (Packing List)
  • Certificado de Origem
  • Legalização Consular
  • Certificado ou Apólice de Seguro
  • Borderô ou Carta de Entrega
  • Registro de Exportação Simplificado (RES)
  • Declaração Simplificada de Exportação (DSE).

Cadastros iniciais

Junto aos documentos, queremos esclarecer que são necessários dois cadastros iniciais o REI (Registro de Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior) que falamos acima e o cadastro no RADAR (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros).

A inscrição do REI é automática e ocorre quando você realiza a primeira operação no Siscomex.

Já o RADAR consiste em um registro obrigatório para todas as empresas que desejam realizar atividades de importação e exportação. Através dele a empresa tem permissão para realizar o cadastro no Siscomex e ainda tem uma habilitação que garante a autorização para a empresa exportar legalmente.

Tipos de exportação

Tipos de exportação

Engana-se quem acredita que existe apenas uma forma de realizar o processo de exportação. Pelo contrário, é possível realizar a Exportação Direta e a Exportação Indireta, e vamos falar um pouco sobre cada uma a seguir.

Exportação Direta

Ela consiste na operação em que o produto a ser exportado é faturado pelo próprio produtor para a empresa que está importando. Esse processo direto demanda do exportador total conhecimento em todas as etapas que compreendem a exportação.

Um ponto a ser frisado é que mesmo que o exportador conte com um agente comercial para realizar a operação, ainda ela será caracterizada como exportação direta. Um dos pontos benéficos dessa modalidade de exportação são os incentivos fiscais como isenção do IPI e o fato de não ocorrer a incidência do ICMS.

Exportação Indireta

Ela ocorre quando empresas do Brasil adquirem produtos para exportá-los. Neste caso, a empresa produtora não fica responsável por nenhuma questão do processo de exportação.

É um caminho interessante para empresas que não possuem experiência na comercialização de produtos no exterior, mas que querem que os produtos cheguem também nos mercados internacionais.

Formas de pagamento no processo de exportação

Formas de pagamento no processo de exportação

É fundamental que você saiba quais são as formas de pagamento que podem ser realizadas em um processo de exportação. Quem exporta deve tomar os devidos cuidados para receber o pagamento do que foi enviado ao exterior. Bem como, quem importa precisa ter garantida a segurança de que o produto chegará até ele.

Conforme informações do material Exportação Passo a Passo disponibilizado pelo Ministério das Relações Exteriores, existem três formas de pagamento:

  • Pagamento antecipado
  • Cobrança com saque e cobrança sem saque
  • Carta de Crédito ou Crédito Documentário

Pagamento antecipado

Nesta modalidade o importador paga ao exportador antecipado, antes do envio do produto. O risco se encontra ao lado do importador que pode não receber o que comprou, ou recebê-lo diferente do que foi acordado entre as partes.

Essa forma de pagamento não é muito comum, porém quando usada acontece em situações em que existe confiança entre os negócios envolvidos.

Cobrança com saque e cobrança sem saque

De acordo com informações do material Exportação Passo a Passo disponibilizado pelo Ministério das Relações Exteriores, nesta modalidade de cobrança, o exportador envia a mercadoria ao país de destino e entrega os documentos de embarque e a Letra de Câmbio ao banco negociador do câmbio no Brasil (banco remetente). Este encaminha por meio de carta-cobrança ao banco correspondente no exterior (banco cobrador).

O banco cobrador entrega os documentos ao importador mediante pagamento ou aceite da Letra de Câmbio. Com os documentos em mãos o importador pode desembaraçar a mercadoria importada.Cotação exportação

Carta de Crédito ou Crédito Documentário

A carta de crédito é emitida por um banco, denominado “banco emissor” na praça do importador, a seu pedido, e representa um compromisso de pagamento do banco ao exportador do produto.

Efetuado o embarque do produto, o exportador entrega os documentos a um banco de sua praça, denominado “banco avisador” que geralmente é o mesmo banco com o qual negociou o câmbio.

O banco avisador, após conferência dos documentos requeridos na carta de crédito, efetua o pagamento ao exportador e encaminha os documentos ao banco emissor no exterior. O banco emissor entrega os documentos ao importador, que assim poderá efetivar o desembaraço da mercadoria.

Quais leis você precisa conhecer?

Leis relacionadas ao processo de exportação

Não vamos colocar artigos e cláusulas de todas as leis e normas que existem relacionadas ao processo de exportação. Porém, vamos pontuar algumas que você deve dar uma lida a fim de que entenda das questões legais.

  • Decreto Nº 759, de 5 de fevereiro de 2009, regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a tributação das operações do comércio exterior.
  • Decreto Nº 7.212, de 15 de junho de 2010, regulamenta a cobrança, fiscalização, arrecadação e administração do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI.
  • Lei Nº 5.025, de 10 de junho de 1966, dispõe sobre o intercâmbio comercial com o exterior, cria o Conselho Nacional do Comércio Exterior e dá outras providências.
  • Instrução Normativa RFB nº 1.676, de 2 de dezembro de 2016, dispõe sobre o procedimento simplificado de exportação destinado às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) […].
  • Instrução Normativa RFB nº 1603, de 15 de dezembro de 2015, estabelece procedimentos de habilitação de importadores, exportadores e internadores da Zona Franca de Manaus para operação no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) e de credenciamento de seus representantes para a prática de atividades relacionadas ao despacho aduaneiro.

Processo de exportação: algumas considerações importantes

Antes de fechar negócio com uma importadora internacional, uma pesquisa é essencial para que problemas futuros sejam evitados.

Mesmo que seu produto atenda as normas do país da empresa importadora, que seja o que o cliente imagina – isso você já passou previamente todas as informações possíveis sobre o seu produto – existem alguns cuidados primordiais para que você não tenha questões para resolver após a venda.

É importante que você analise os preços praticados no país, sazonalidade, embalagens, nível de demanda, diferenças cambiais, exigências técnicas e sanitárias, custos de logística e outras questões.

Mas, o ponto que queremos chamar sua atenção é para a questão cultural. Por isso a importância de você analisar minuciosamente todos os aspectos do seu cliente do exterior. Todos os itens que pontuamos acima são muito relevantes, mas a cultura precisa ser analisada com muito cuidado.

Isso porque, o mundo dos negócios pode ser simples ou extremamente complicado. E quando falamos de cultura, estamos nos referindo a você pesquisar o que o país leva em consideração em uma negociação. Se você for fechar negócio pessoalmente, o que é pouco provável, a preocupação é ainda maior.

Considerando que sejam realizadas as questões por telefone, e-mail ou Skype, é primordial que você esteja por dentro dos termos mais usados no ambiente empresarial daquela cultura. Gestos e atitudes podem mudar de significado de uma cultura para outra.

E por que toda essa importância neste ponto? Porque uma negociação pode ser prejudicada ou, até mesmo, encerrada por falta de conhecimento cultural entre as empresas negociantes. Então, quanto mais puder saber a respeito do seu importador, melhor.

Como o agente de carga pode ajudar?

Em meio a tanta burocracia e documentação necessária para começar a exportar, esse grande passo para o seu negócio parece longe da realidade ou impossível. Porém, o agente de carga oferece uma solução integrada que facilita em todas as etapas do processo de exportação ou importação.

Com o suporte dele você terá maior gerenciamento dos documentos e registros e problemas como falta de documentos nas etapas finais ou extravio de carga durante o transporte dificilmente acontecerão.

Então, ao contar com este auxílio especializado, a legislação e questões pertinentes a exportação não serão mais um empecilho ou motivo de preocupação.

Isso porque, ao optar por uma solução completa como da DC Logistics, por exemplo, você terá gerenciamento, transporte, armazenamento e distribuição da sua carga de uma forma completa, eficiente e segura. O processo será realizado com transparência, acessibilidade, conveniência e velocidade na entrega.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco! Ou se desejar, solicite um orçamento sem compromisso, basta clicar abaixo!Cotação exportação