A exportação de amendoim cresceu 40% nos últimos anos

A exportação de amendoim cresceu 40% nos últimos anos no Brasil e esse movimento vai muito além de um bom momento do setor. Ele sinaliza uma mudança estrutural importante. Mas será que você já parou para analisar o que realmente está por trás desse crescimento?

Em 2025, a produção nacional ultrapassou 1 milhão de toneladas, registrando um aumento de 60% em relação às safras anteriores.

No cenário global, o mercado também segue aquecido: a estimativa é de US$ 97,24 bilhões em 2026, podendo alcançar US$ 119,75 bilhões até 2035.

Hoje, o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking mundial de produção, atrás de países como China, Índia, Nigéria, Estados Unidos e Sudão. Mas aqui está um detalhe que muda o jogo: em termos de eficiência produtiva, o país já ocupa a 3ª colocação global.

Ou seja, não se trata apenas de produzir, mas de produzir melhor. E isso abre uma pergunta importante: sua operação está preparada para acompanhar esse nível de competitividade?

A exportação de amendoim nos últimos anos

O crescimento da produção teve impacto direto nas exportações. À medida que novos mercados foram sendo abertos, o amendoim brasileiro passou a ganhar espaço e reconhecimento internacional.

Em 2025, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) foram exportadas 311 mil toneladas em grãos, gerando uma receita de US$ 367 milhões.

Esse resultado representa um crescimento de 37% no volume exportado. Já o faturamento teve alta mais tímida (2%), influenciado pela queda dos preços no mercado internacional.

E tem mais: o óleo de amendoim também avançou de forma expressiva, saltando de 51 mil toneladas em 2024 para 154 mil em 2025.

Agora vale um olhar mais amplo. Em 2015, o Brasil exportava cerca de 110 mil toneladas de amendoim em grãos. Em uma década, o crescimento ultrapassou 280%.

Impressionante, não? Mas ao mesmo tempo, isso levanta outra questão: quem está preparado para sustentar esse ritmo nos próximos anos?

O papel de São Paulo na exportação de amendoim 

Grande parte desse sucesso passa por São Paulo, responsável por cerca de 90% da produção nacional.

Municípios como Tupã lideram as exportações de grãos, seguidos por Dumont e Borborema. Já o óleo de amendoim tem forte presença em Catanduva.

Mesmo com uma redução na área plantada na safra 2025/2026, a expectativa se mantém positiva. Isso porque a produtividade e a qualidade seguem como foco, apoiadas por condições climáticas favoráveis.

Na prática, o setor está se tornando mais eficiente: produzindo melhor, mesmo com ajustes na área cultivada.

Outro ponto estratégico está na logística. As exportações acontecem principalmente pelos portos de:

  • Santos (SP),
  • Paranaguá (PR),
  • Vitória (ES).

E aqui entra uma reflexão importante: sua operação considera rotas alternativas para evitar gargalos e manter a previsibilidade?

Parceiros comerciais do Brasil

Atualmente, três países concentram 54% das exportações brasileiras de amendoim em grãos:

  • Rússia (com 22%),
  • China,
  • Argélia.

Mas o mercado não se resume a esses destinos. Outros países vêm ganhando relevância e podem representar oportunidades estratégicas, como:

  • África do Sul,
  • Países Baixos,
  • Ucrânia,
  • México,
  • Polônia,
  • Colômbia,
  • Reino Unido,
  • Egito.

Ou seja, existe uma diversificação em curso e isso exige inteligência comercial e logística. Afinal, como priorizar mercados sem comprometer eficiência?

Vale destacar também que o modal predominante nas exportações é o marítimo, principalmente pelos custos mais competitivos e pela segurança logística.

A demanda internacional e o avanço das compras asiáticas 

A demanda internacional por amendoim brasileiro segue em crescimento e isso não acontece por acaso.

Existe um trabalho consistente de abertura de mercados, aliado à qualidade reconhecida dos produtos nacionais.

A União Europeia, por exemplo, valida nossos padrões de segurança alimentar. Já a abertura fitossanitária com a China e países do extremo oriente impulsionou o avanço das compras asiáticas.

Além disso, o cenário geopolítico global tem favorecido a diversificação de fornecedores, aproximando mercados e criando novas oportunidades.

Nesse contexto, o amendoim deixa de ser apenas uma commodity e passa a ter um papel mais relevante na balança comercial brasileira.

Expansão da pauta exportadora: derivados de amendoim 

Outro movimento importante é a expansão dos produtos exportados.

Como vimos, o óleo de amendoim teve um crescimento expressivo, mas ele não está sozinho.

Hoje, o Brasil também exporta:

  • farelo de amendoim,
  • pasta e manteiga,
  • produtos drageados,
  • snacks processados.

Essa diversificação fortalece a presença internacional e reduz a dependência de um único tipo de produto.

Na prática, isso significa mais possibilidades de negócio e maior resiliência frente às oscilações do mercado.

Passos para uma exportação de amendoim bem-sucedida

Com tantas oportunidades, o sucesso na exportação depende de preparo e estratégia.

Não basta produzir bem, é fundamental atender às exigências do mercado internacional. Isso envolve:

  • cumprimento de normas sanitárias,
  • atendimento aos padrões de qualidade,
  • conhecimento das exigências dos países importadores,
  • planejamento logístico eficiente.

Além disso, existe um ponto crítico que muitos exportadores ignoram: o amendoim entra no mercado justamente durante o peak season global.

Isso significa maior concorrência por espaço e risco de atrasos para quem não se antecipa.

Já passou por situações de transferência de carga ou falta de espaço? Esse é um problema mais comum do que parece.

Por isso, contar com uma operação logística estruturada deixa de ser diferencial e passa a ser essencial.

A DC Logistics Brasil atua com mais de 30 anos de experiência, 11 escritórios e uma equipe especializada em operações internacionais, oferecendo Soluções Logísticas para garantir previsibilidade, controle e eficiência.

Diante de um mercado em plena expansão, cheio de oportunidades e também de desafios, a decisão é estratégica: como sua empresa vai se posicionar?

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FAQ – Exportação de amendoim: mercado, logística e oportunidades

1. Por que a exportação de amendoim cresceu no Brasil?

O crescimento está ligado ao aumento da produção, maior eficiência agrícola e abertura de novos mercados internacionais. Além disso, a qualidade do produto brasileiro tem ganhado reconhecimento global

2. Quais são os principais mercados importadores de amendoim brasileiro?

Os principais destinos são Rússia, China e Argélia, mas países como Países Baixos, México, Reino Unido e Egito também vêm ganhando relevância.

3. Qual estado lidera a exportação de amendoim no Brasil?

São Paulo é responsável por cerca de 90% da produção nacional, sendo o principal polo exportador do país.

4. Qual modal é mais utilizado na exportação de amendoim?

O transporte marítimo é o mais utilizado, devido ao menor custo por volume e maior eficiência para cargas em grande escala.

5. Quais produtos derivados de amendoim o Brasil exporta?

Além do amendoim em grãos, o Brasil exporta óleo de amendoim, farelo, pasta, manteiga e produtos processados como snacks.

6. Quais são os principais desafios na exportação de amendoim?

Os desafios incluem variações de preço internacional, exigências sanitárias, concorrência global e disputas por espaço logístico durante o peak season.

7. O que é necessário para exportar amendoim com sucesso?

É essencial cumprir normas sanitárias, garantir padrões de qualidade, conhecer os mercados de destino e contar com um planejamento logístico eficiente.

8. Como a logística impacta a exportação de amendoim?

A logística influencia diretamente prazos, custos e previsibilidade. Uma operação bem estruturada evita atrasos, perda de espaço em navios e problemas na entrega.

9. O Brasil é competitivo no mercado global de amendoim?

Sim. O país está entre os maiores produtores do mundo e se destaca pela eficiência produtiva, ocupando posição de destaque no cenário internacional.

10. Vale a pena investir na exportação de amendoim?

Sim, especialmente com a diversificação de mercados e produtos. No entanto, o sucesso depende de estratégia, inteligência logística e acompanhamento constante do mercado.

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